Depois de vencer na canoagem, boxe e futebol, medalha de ouro pode vir no vôlei e no boxe feminino também

O Brasil continua com a melhor campanha nos Jogos Olímpicos da sua história, conquistando três medalhas de ouro em Tóquio, nas últimas 12 horas. O país possui 22 medalhas, somando agora o bicampeonato olímpico no futebol masculino.

Na virada de sexta-feira para sábado, Isaquias Queiroz ganhou ouro na categoria de 1000m da canoagem, depois de, nas Olimpíadas do Rio, em 2016, ser o primeiro brasileiro a subir três vezes no pódio em uma única edição dos jogos. Três anos antes o baiano também já havia sido o primeiro brasileiro campeão mundial da modalidade.


É ouro! Isaquias Queiroz garante sua quarta medalha em jogos olímpicos / Foto: Gaspar Nóbrega /COB

Ao finalizar a prova, Queiroz dedicou a medalha a “todas as famílias que perderam um ente querido para a covid-19”, relembrando os mais de 560 mil falecidos pela doença. E o medalhista ainda completou: “a vitória é nossa, mas a força é da torcida brasileira.”

Nocaute

Já na madrugada de sábado, a Bahia também trouxe ouro para o Brasil no boxe, com Hebert Conceição nocauteando o ucraniano Oleksandr Khyzhniak, na categoria até 75 kg.

O boxeador de 23 anos reivindicou a ancestralidade do povo negro, cantando “Mandiba”, canção do Olodum em homenagem ao ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, símbolo da luta contra o apartheid. “Nobre guerreiro negro de alma leve / nobre guerreiro negro lutador / que os bons ventos calmos assim te levem aonde você for.”

Hebert Conceição comemora a medalha de ouro no boxe peso-médio / Foto: Rodolfo Vilela/rededoesporte.gov.br

Conceição destacou a importância da representatividade da sua vitória para a juventude negra brasileira.

“Em pleno século XXI, ainda conviver com casos de racismo é muito lamentável. Como negro, não poderia deixar de fazer a minha raça se sentir representada e mostrar pra eles que nós podemos. Basta a gente trabalhar, não ligar pra críticas, absorver apenas as críticas construtivas e ter fé, seja lá quem alimente a sua fé. Respeite o próximo, seja branco, negro, pardo, índio. Trabalhe, porque com certeza você será recompensado”, afirmou o campeão que garantiu a segunda medalha olímpica da história do boxe brasileiro.

Bicampeão

O sétimo ouro em Tóquio veio com o futebol masculino, que garantiu o bicampeonato olímpico, ao vencer por 2×1 a Espanha. A decisão também veio por um atleta negro. Malcom Filipe Silva de Oliveira desempatou a partida no segundo tempo da prorrogação.


Malcom Filipe foi convocado de última hora para se tornar o heroi do bicampeonato olímpico da seleção brasileira de futebol em Tóquio / Fotos Públicas / Lucas Figueiredo/CBF

O “herói do jogo” quase ficou de fora da seleção olímpica, sendo convocado em julho para substituir Douglas Augusto, que sofreu uma lesão semanas antes de ir a Tóquio. O paulista de 24 anos, joga no Zenit de São Petersburgo, Rússia.

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O atacante Matheus Cunha havia marcado o primeiro gol aos 45 minutos do primeiro tempo de jogo. O embate espanhol aconteceu aos 16 minutos do segundo tempo, com Oyarzábal.

Coloque na agenda

O Brasil pode somar mais dois ouros ao quadro de medalhas. O time de vôlei feminino joga a final contra os Estados Unidos à 1h30 (horário de Brasília), do domingo (8). O país também está na busca do ouro no boxe feminino até 66kg, com Beatriz Ferreira, com a luta agendada às 2h (horário de Brasília), também do domingo.

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