Vivemos numa sociedade de estranhos, como num filme de ficção. Às vezes nos sentimos caminhando lado a lado com pessoas que mais parecem alienígenas, seres muitos alheios à realidade, fazendo coisas estranhas, falando em línguas de difícil compreensão e defendendo ideias absurdas e que fogem ao nosso nível de compreensão.

A geração adrenalina defende que é politicamente aceitável atear fogo em um índio que dormia num banco de praça, em Brasília, e até justifica: nós nem sabia (sic) que era índio… Discutir política com esse pessoal é esforço jogado fora.
É uma patota que aprecia um rolezinho e o hábito de dirigir em alta velocidade em vias públicas, colocando vidas em risco. “É bom viver perigosamente”, têm a desfaçatez de dizer.
Na política são negacionistas, contra a ciência, a vacina, as políticas sociais, defendem a volta às aulas, a abertura total do comercio, a corrupção, o estupro, a tortura, o armamento, etc. Mas afirmam serem cristãos e patriotas.
Pasmem, senhores! Há pessoas aí defendendo o direito de bater na mãe. Olha o argumento: “certo que mãe é coisa boa, mas de vez em quando enche o saco e merece uns tabefes. Não nos condene por isso. Bater na mãe faz parte da natureza”.
Essa gente sempre existiu, mas precisava de três fatores para se tornar grupo social: um palanque, uma plateia e um líder. As duas primeiras a internet deu com fartura. As redes sociais deram voz a esses imbecis. Através dela eles divulgam todo tipo de mentira e defendem as ideias fixistas, tal qual Donald Trump e Bolsonaro.
A tropa do Trump está armada com fuzis e metralhadoras e a de Bolsonaro segue o mesmo caminho. Eles estão no nosso meio, querem ser ouvidos e respeitados. Pensam que são os normais e nós os loucos, intolerantes e conservadores.

• Professor de filosofia

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