Lynncoln Kannydyan Lopes Soares Vieira, de 28 anos, morreu no local, após ser agredido por outros internos; enfermeira teria sido alvo de ira (arquivo pessoal)

Um homem de 28 anos foi agredido até a morte em uma clinica de recuperação na noite da última segunda-feira (23) em Montes Claros.

Lynncoln Kannydyan Lopes Soares Vieira foi agredido por sete internos após um surto por abstinência de drogas. Ele estava internado há menos de uma semana no centro de recuperação, localizado no bairro Santo Inácio.

A Polícia Militar foi acionada pelo Samu, chamado ao local para atender uma ocorrência de queda. Ao chegar ao local foi percebida algumas lesões que levantaram a suspeita dos socorristas. Ao ser questionada, a enfermeira manteve a informação de que a vítima teria caído e sofrido, em seguida, uma parada cardiorrespiratória.

As imagens de câmeras de segurança que mostraram a vítima sendo agredida, e a enfermeira mudou a versão. Contou aos policiais que estava indo embora e, ao abrir o portão, a vítima veio em sua direção exaltada e tentou fura-lá com um pedaço de vidro para fugir da clinica.

Ela ainda relatou que vários pacientes vieram defendê-la e tentaram conter a vítima usando força.

Segundo o delegado de polícia Alessandro da Silva Lopes, ao tomar conhecimento do fato, a perícia técnica da Polícia Civil compareceu ao local do crime, onde iniciou a análise das evidências encontradas – incluindo as imagens das câmeras de segurança do local.

“Verificamos que uma pessoa estaria correndo e a seguir esta pessoa teria sido contida por outras pessoas que a colocaram no chão e a seguraram”, disse o delegado.

Diante dessas circunstâncias, as oito pessoas envolvidas no fato foram conduzidas à Delegacia de Plantão para as diligências de polícia judiciária.

CRIME CULPOSO?
O delegado acrescentou que, após analise minuciosa das imagens e demais elementos coletados, constatou-se que, de início, tratou-se de caso de legítima defesa, visto que a vítima estaria tentando atingir a enfermeira com um instrumento cortante.

“Porém, houve um excesso dessa legítima defesa que culminou na morte do interno, e quando isso acontece os autores respondem pelo crime em sua forma culposa”, esclarece o delegado.

OITO PRESOS
Uma mulher de 28 anos e sete homens, com idades entre 21 e 55 anos, tiveram suas prisões ratificadas pelo crime de homicídio culposo. Arbitrada fiança, os suspeitos efetuaram o pagamento e irão responder em liberdade. As investigações continuam para completa elucidação dos fatos, visando a conclusão do inquérito e seu posterior encaminhado à Justiça.

Fonte: O Norte

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