Pacote de maldade – Diretora estadual do Sind-UTE de Minas Gerais teceu críticas aos projetos enviados pelo governador Romeu Zema à Assembleia referentes à Previdência

Marcelle Amador, diretora estadual e coordenadora de Comunicação do Sind-UTE/MG – Foto: Reprodução / Canal O Tempo

O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE) batizou o projeto enviado pelo governador Romeu Zema à Assembleia Legislativa que prevê aumento na contribuição do Ipsemg de “pacote de maldades”. A afirmação foi feita pela diretora estadual e coordenadora de comunicação do sindicato, Marcelle Amador, durante conversa com o Café com Política, da FM O TEMPO 91,7.
“Eu chamo esse projeto de pacote de maldades. Não tem negociação, não tem conversa. Os ataques são inúmeros. Desde o piso que não é pago, o número excessivo de contratados em detrimento dos efetivos, e a bola da vez é a nossa saúde”.
A servidora, inclusive, explicou que a categoria tem acompanhado os debates na Assembleia e considera que os deputados estaduais estão saindo desgastados com a tentativa de aprovar os projetos enviados pelo governo estadual. “É muito triste ver como os deputados da base do governo cumprem esse desgaste, sendo que é um desgaste que deveria ser só do governador”.
O que diz o projeto
Conforme a proposta, o piso passará de R$ 33 para R$ 60, enquanto o teto aumentará de R$ 275,15 para R$ 500. Já em relação à contribuição dos usuários com idade a partir de 59 anos, será criada uma alíquota adicional de 1,2%.
O PL prevê também o fim das isenções para filhos menores de 21 anos. A alíquota de contribuição será de 3,2% e irá abranger dependentes até 38 anos – hoje a assistência é válida para os filhos com até 35 anos.
Outro ponto previsto na proposta é em relação aos valores pagos por cônjuges. A alíquota permanecerá de 3,2% da remuneração do titular, mas o teto de R$ 500 irá considerar a contribuição dos dois servidores. Hoje, cerca de 40 mil cônjuges não pagam o valor completo da contribuição por conta do teto.
O texto enviado pelo governador já foi aprovado em duas comissões e espera ser analisado pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária antes de seguir para o Plenário, onde precisa ser aprovado em primeiro e segundo turno para ser sancionado pelo governador.

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