E a senadora Soraya Thronicke criticou o bolsonarista, rotulando-o de “falso profeta”

O discurso ocorre em meio a um aumento nos casos de feminicídio no país. “Ela sempre quer ter mais. Eu não me contento só em ter qualidades normais de uma mulher, eu quero mais. É isso a ideologia dos mundos atuais. Eu vou até usar a palavra que vocês já escutaram muito: ‘empoderamento’”, diz o bolsonarista.
Ele alega que isso é um problema causado pela “guerra dos sexos” e que a Bíblia defende que a mulher tenha “desejo de serviço”. “É claro ver que Deus deu ao homem a liderança. É claro ver que Deus deu ao homem o ser o chefe. Isso está na Bíblia. O homem é o chefe do lar. O homem foi dado a ele a liderança”, prossegue.
O religioso também defende que que a única “missão” da mulher é ser auxiliadora do marido e cita o versículo Gênesis 2:18, que diz: “Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea”.
“A guerra de masculino com feminino é diabólica. Para curar a solidão do homem, Deus fez você [mulher]. Olha o texto bíblico, gênesis 2:18. O que está escrito aí? ‘Vou dar-lhe uma auxiliar, que ele seja adequada’”, completou.
O Brasil teve um recorde histórico de casos de feminicídio em 2025, com um total de 1.568 vítimas. O número representa o assassinato de quatros mulheres por dia em razão de gênero e essa foi a maior taxa registrada desde 2015, quando ocorreu a tipificação do crime.
Mesmo assim, Frei Gilson deve ser usado por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e pré-candidato à Presidência, para atrair eleitores religiosos nas eleições deste ano. Paralelamente, o parlamentar tem tentado incorporar o combate ao feminicídio como bandeira eleitoral para diminuir a rejeição entre mulheres
“Falso profeta”: Soraya Thronicke detona bolsonarista Frei Gilson

A senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) detonou o bolsonarista Frei Gilson e afirmou que ele é um “falso profeta”. A parlamentar ainda acusa o religioso de misoginia por um sermão em que diz que a mulher deve ser “auxiliar” do marido.
“Mais um falso profeta. São freis, padres, pastores, pais de santo, políticos e etc. usando o nome de Deus em vão. Apesar da nossa laicidade, não posso deixar de destacar que eles infringem diuturnamente a própria fé que propagam, norma disposta no 3º mandamento (Êxodo 20:7). Haja fé para sobrevivermos nestes tempos…”, escreveu a senadora no X.
Soraya ainda disse que não se sente representada pelo bolsonarista, mesmo sendo religiosa, e cobrou providências da Igreja Católica.
“Nasci em berço católico e posso dizer que esse frei não me representa. Ele já passou de todos os limites possíveis de intolerância religiosa, misoginia e etc. Espero que nossa Igreja Católica tome severas providências”, prosseguiu.
Estou de acordo. Sou católica, sou da Teologia da Libertação.
Ele é um bolsonarista. Não sigo esse freio.
Gosto e amo o Frei Beto, Leonardo Boff.