A hipocrisia, afirmou Francisco, pode colocar em perigo a unidade na Igreja (Vatican Media)

Francisco encoraja à verdade na catequese desta quarta e, ao final, agradece testemunho de atletas paraolímpicos
A hipocrisia, afirmou Francisco, pode colocar em perigo a unidade na Igreja

“As pessoas preferem fingir do que ser elas mesmas”.

Na audiência geral desta quarta-feira (25), o papa falou da hipocrisia, alertando que pode colocar em perigo a unidade na Igreja.

Segundo Francisco há muitas situações em que a hipocrisia pode ocorrer: no trabalho, na política e até mesmo na Igreja, onde “é particularmente detestável”. “Infelizmente, existe hipocrisia na Igreja. Há muitos cristãos e ministros hipócritas”.

Quando se age de outra forma que não seja com verdade está-se a “pôr em risco a unidade da Igreja. Que o teu discurso seja sim ou não, porque de outra forma vem do espírito do mal”, acrescentou.

Para o papa, a hipocrisia é o medo da verdade. “Num ambiente em que as relações interpessoais são vividas sob a bandeira do formalismo, o vírus da hipocrisia propaga-se facilmente”, alertou esta manhã, lembrando que há vários exemplos na Bíblia onde a hipocrisia é combatida, como o velho Eleazar, e situações em que Jesus repreende fortemente aqueles que parecem justos no exterior, mas no interior estão cheios de falsidade e iniquidade.

“O hipócrita é uma pessoa que finge, lisonjeia e engana porque vive com uma máscara no rosto, e não tem a coragem de enfrentar a verdade. Por isso, não é capaz de amar verdadeiramente: limita-se a viver pelo egoísmo e não tem a força para mostrar o seu coração com transparência”.

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Paraolimpíadas

Depois da catequese, o papa Francisco recordou o início das Paraolimpíadas, em Tóquio, no Japão, na última terça-feira (24): “Envio a minha saudação aos atletas e agradeço-lhes, porque oferecem a todos um testemunho de esperança e coragem. Na verdade, mostram como o compromisso esportivo ajuda a vencer as dificuldades aparentemente intransponíveis”.
Saudações

Ao saudar os peregrinos poloneses, o papa recordou que na quinta-feira (26), “celebra-se na Polônia a Solenidade da Mãe de Deus venerada no santuário nacional de Jasna Gora. Cinco anos atrás, me detive com os jovens diante de seu rosto negro e confiei-lhe a Igreja na Polônia e no mundo. Que a sua proteção materna seja para vocês, para suas famílias e para todos os poloneses, fonte de paz e de bem”.

Na saudação em língua italiana, o pontífice recordou os fiéis de Montegallo que, em 24 de agosto de cinco anos atrás, foram atingidos pelo terremoto. “Queridos irmãos e irmãs, a presença de vocês oferece-me a oportunidade de dirigir o meu pensamento as vítimas e comunidades do centro da Itália, incluindo Accumoli e Amatrice, que sofreram as graves consequências do terramoto. Com a ajuda concreta das Instituições, é necessário dar prova do ‘renascimento’ sem se deixar abater pela desconfiança. Peço a todos para que sigam em frente com esperança. Coragem!”, disse Francisco.

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