Algum passarinho deve ter contado a Rodrigo Pacheco que viria, semana que vem, uma decisão dura do STF diante da chicana, encontrada por ele e por Arthur Lira, para manter escondida a autoria das chamadas “emendas de relator”, dizendo que “não havia” documentação sobre a liberação de alguns bilhães de reais, como se isso fosse possível.

Tão absurda era a justificativa que, no mesmo dia, foi desautorizada pela consultaria do Senado e, agora, desmontada pela própria comunicação de Pacheco ao STF, dizendo que determinou ao relator do Orçamento deste ano, Márcio Bittar (MDB-AC), que prepare as informações ao Supremo.
Durou bem pouco a imagem de independência de Pacheco, que em setembro ainda provocava a ira dos bolsonaristas ao defender o STF – no qual Bolsonaro queria “enquadrar” ministros, abalada pelas manobras com o “orçamento secreto” e desafiada por Arthur Lira ao “fatiar” a PEC dos Precatórios, colocando no freezer as importantes modificações feitas pelo Senado no texto, para que o presidente do Senado precisa anuir.

Rodrigo Pacheco, a quem comparo sempre com “macarrão sem sal e sem molho”, tanto quanto sua insossa candidatura presidencial, azedou.

Via Tijolaço

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