Após uma gestão temerosa no Ministério das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, foi forçado a pedir demissão

O ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, pediu demissão do cargo. A informação teria sido repassada pelo próprio chanceler a seus subordinados.

A pressão pela substituição de Ernesto Araújo ganhou força entre apoiadores do presidente e parlamentares após o ministro atacar a senadora Katia Abreu (PP-TO), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado.

No domingo (28), Araújo publicou nas redes sociais sobre um almoço que teve com ela no início de março. Ele alegou que teria ouvido dela que se tornaria o “rei do Senado” se fizesse um gesto em relação ao 5G, mas que não fez “gesto algum”. A parlamentar chegou a chamar o agora ex-chanceler de marginal.

Em resposta aos ataques, senadores preparavam um um pedido de impeachment contra Araújo por crimes de responsabilidade, que seria apresentado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda.

Entre os crimes citados no pedido de impeachment, há a menção aos frequentes ataques do ministro contra a China, que tratava a Covid-19 como “vírus chinês e “comunavírus”. O documento acusa Araújo “agir de maneira indecorosa, indigna e incompatível com a honra do cargo” na pandemia do coronavírus.

Os senadores também acusam Araújo de não ter se empenhado no plano internacional para conseguir vacinas contra a Covid-19 e insumos em tempo hábil.

O favorito até então para substituir Araújo é Luís Fernando Serra, embaixador do Brasil na França. No ano passado, ele se disse indignado com as homenagens do país europeu à morte de Marielle Franco e reclamou do caso receber mais atenção do que o homicídio do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel, e a facada contra Bolsonaro durante a campanha presidencial.

 

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