José Múcio (ao centro) com comandantes na cerimônia de posse nesta segunda-feira, 02/01. Foto: Ministério da Defesa/Divulgação

Por Kennedy Alencar, no UOL
O ministro da Defesa, José Múcio, pediu que o sigilo de dados impostos pelo governo Bolsonaro seja liberado em ordem alfabética.

A solicitação, feita na reunião ministerial da sexta-feira passada, tem como objetivo adiar a divulgação de informações secretas sobre Eduardo Pazuello, que foi ministro da Saúde de Jair Bolsonaro durante a pandemia.

Levando em conta o sobrenome do ex-ministro, os dados demorariam mais a vir a público do que caso prenomes fosses adotados como critério de divulgação.

O pedido de Múcio foi uma tentativa de ceder aos militares da ativa e negociar relação moderada com as Forças Armadas.

Um processo disciplinar que livrou Pazuello de punição por ter participado de um ato político ao lado de Bolsonaro teve o sigilo decretado por cem anos. A revelação exporia proteção do Exército a um membro da ativa que contrariou normas militares quando ministro de Estado. Ou seja, não seria só Pazuello que ficaria mal publicamente.

Desde a transição, o ministro da Defesa conseguiu convencer Lula a seguir um caminho que evitasse contrariar militares da ativa que têm simpatia por Bolsonaro.

A estratégia estava sendo adotada pelo presidente até os ataques do último domingo. De ontem para hoje, Lula mudou sua avaliação e entende que Múcio fracassou na condução de tentativas de acordo com as Forças Armadas.

Nesta segunda-feira, Lula mudou o tom em relação aos militares durante reunião.

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