Relatório de auditoria contratada pelo PL diz que não é possível validar resultados de urnas produzidas entre 2009 e 2015

Partido Liberal, de Valdemar Costa Neto e do presidente Jair Bolsonaro, deve pedir nos próximos dias a anulação das eleições de 2022 ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A ação proposta pelo PL, que foi o que mais elegeu parlamentares nas eleições supostamente “fraudadas”, tenta se basear em duas auditorias contratadas pelo próprio partido.

O relatório de uma dessas auditorias, obtido com exclusividade pelo portal O Antagonista, diz que não é possível confirmar os resultados gerados nas urnas eletrônicas cujos modelos datam de 2009, 2010, 2011, 2013 e 2015. Apenas as urnas do modelo 2020 estariam de acordo.
Carlos Rocha, presidente do Instituto Voto Legal (IVL) assina o documento junto com o engenheiro eletrônico Márcio Abreu e o engenheiro aeronáutico Flávio Gottardo de Oliveira, os dois últimos formados pelo ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica). Eles apontam possível mal funcionamento nos modelos antigos das urnas e “interferência indevida nos percentuais de votação de candidatos”

“Nesta perspectiva técnica, não é possível validar os resultados gerados em todas as urnas eletrônicas de modelos 2009, 2010, 2011, 2013 e 2015, resultados estes que deveriam ser desconsiderados na totalização das eleições no segundo turno, em função do mau funcionamento desta urnas”, diz a conclusão do relatório.

Relatório feito pelos militares e encaminhado pelo Ministério da Defesa – órgão do próprio governo federal – ao TSE, no entanto, não aponta qualquer indício de erro ou fraude no sistema eletrônico de votação. 

O resultado do pleito eleitoral no Brasil já foi reconhecido por inúmeras entidades, observadores internacionais e por chefes de Estado das maiores democracias do mundo. 

*Com informações de O Antagonista

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