Além do Coronel Mauro Cid, ajudante de ordens e braço direito de Jair Bolsonaro, a Operação da Polícia Federal também prendeu Max Guilherme, ex-assessor do ex-presidente

 A casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é um dos alvos da operação que a Polícia Federal (PF) realiza na manhã desta quarta-feira (3), no bairro Jardim Botânico, em Brasília (DF). A ação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e cumpre 16 mandados de busca e apreensão, em Brasília e no Rio de Janeiro.

Além disso, a operação da PF também cumpre mandados de prisão preventiva contra dois ex-assessores de Bolsonaro: o tenente-coronel Mauro Cid e o ex-sargento do Bope Max Guilherme.

Conforme nota da PF, operação batizada de ‘Venire’ apura o caso de uma “associação criminosa constituída para a prática dos crimes de inserção de dados falsos de vacinação contra a Covid-19 nos sistemas SI-PNI e RNDS do Ministério da Saúde.” A investigação analisa a inserção de dados falsos no sistema do Ministério da Saúde para geração de certificados de vacinação.

“Com isso, tais pessoas puderam emitir os respectivos certificados de vacinação e utilizá-los para burlarem as restrições sanitárias vigentes imposta pelos poderes públicos (Brasil e Estados Unidos) destinadas a impedir a propagação de doença contagiosa, no caso, a pandemia de covid-19″, informou a Polícia Federal.

Esta operação ocorre dentro do inquérito que analisa a atuação das “milícias digitais” e os fatos investigados podem configurar, segundo nota da PF, os crimes de infração de medida sanitária preventiva, associação criminosa, inserção de dados falsos em sistemas de informação e corrupção de menores.

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