Lava Jato tentou destruir provas em inquérito, diz delegado da PF

A Polícia Federal realizou uma operação para combater fraudes no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) junto à agência da Caixa Econômica Federal em Montes Claros. A ação, denominada Sem Hectare, foi deflagrada nesta quarta-feira (1º).
Segundo as informações divulgadas pela PF, foi cumprido um mandado de busca e apreensão expedido pela 1° Vara Criminal da Subseção Judiciária da Justiça Federal de Belo Horizonte e também foi feita a quebra de sigilo telemático de um servidor da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater–MG), que mora em Montes Claros.
Conforme a PF, as apurações começaram em agosto do ano passando, quando uma mulher do Rio de Janeiro, que se passava por trabalhadora rural em Botumirim, foi presa em flagrante.
“No decorrer das investigações, identificou-se um esquema gerenciado por uma investigada que arregimentava pessoas do estado do Rio de Janeiro para utilizarem identidade falsa e se passarem por trabalhadores rurais de Botumirim com o intuito de obter financiamento do Pronaf.”
A PF informou ainda que essa líder do grupo criminoso contava com o apoio de um servidor da Emater lotado em Botumirim, ele era o responsável por emitir a declaração de aptidão do Pronaf e por confeccionar os documentos falsos atestando que essas pessoas trabalhavam no campo, quando elas nunca residiram em Botumirim ou nunca tinham exercido atividades agrícolas.
“Dois investigados conseguiram obter financiamento rural que, somados, chegam ao valor de R$ R$ 88.350″, completou a PF.

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