A fera do Tottenham inglês não tem medo de cara feia quando o assunto envolve temas fora das 4 linhas

Ao contrário, o atacante que veste a camisa do Tottenham, da Inglaterra, não se intimida diante de assuntos fora das quatro linhas.

Richarlison foi embaixador da USP na campanha de conscientização sobre a covid-19

É defensor das causas feministas, foi crítico das queimadas criminosas no Pantanal e nas redes sociais é apontado por torcedores como ‘necessário’.

Criticou o uso da camisa da seleção por bolsonaristas que atentam contra as instituições democráticas.

Depois de uma vitória da seleção nas Eliminatórias, aproveitou para defender os moradores do Amapá que estavam sem energia elétrica. “Infelizmente o povo do Amapá não vai poder ver meu gol hoje porque não tem luz há DUAS SEMANAS. Estão vivendo dias muito difíceis e espero que resolvam isso logo. Queria dedicar o gol e a vitória de hoje a todos os amapaenses”, escreveu em suas redes.

“Quero falar de algo muito importante para mim e que deveria importar para você também”, opinou sobre as queimadas no Pantanal. “Estou muito triste e preocupado com o que está acontecendo no Pantanal”, escreve. “(…) Olha, não sou político. Não consigo interromper as queimadas sozinho. Mas como jogador da Seleção Brasileira e do Everton, posso ao menos mostrar às pessoas o que está acontecendo. Por isso, postei algumas fotos nas minhas redes sociais em demonstração de apoio ao Pantanal. Não queria apenas me solidarizar com o problema. Era para chamar a atenção das autoridades”.

Mariana Ferrer, estuprada em uma casa noturna de Florianópolis, também mereceu comentários do craque. Compartilhou sem medo  #justicapormariferrer.

O atacante de Tite sabe bem o seu lugar no mundo:

“O racismo é um assunto que nós, que viemos da favela, estamos acostumados”, diz Richarlison.

“Sempre fui tratado de forma diferente. Acompanhei o caso da morte do João Pedro, no qual a polícia deu mais de setenta tiros em sua casa. Poderia ser comigo. Lá atrás, convivi com tiroteios e fui até confundido com traficante. É triste. Lá atrás, convivi com tiroteios e fui até confundido com traficante. (…) Também acompanhei o caso dos Estados Unidos. As pessoas que estão nas ruas estão no direito delas de protestar e pedir justiça. Se estivesse lá, faria o mesmo”.

Agindo assim, sem medo de cara feia diante do goleiro ou fora do gramado, Richarlison talvez consiga devolver ao brasileiro o prazer de torcer pela seleção sem medo de ser feliz.

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