Pen drive falso leva Polícia Federal afastar o vereador Cláudio Prates, do cargo de escrivão

O vereador e policial federal Claudio Prates (PTB), que ainda preside a Câmara municipal de Montes Claros, foi afastado das funções de escrivão de Polícia Federal

O diretor geral de polícia federal mandou afastar preventivamente na última quarta-feira (19) o parlamentar petebista, em razão de um processo disciplinar que responde internamente.

Em abril deste ano, o vereador Cláudio Prates foi condenado a pagar R$ 100 mil de multa por fraudar provas que levaram a prisão de tenente
Na época da prisão, vereador de Montes Claros trabalhava como escrivão na Polícia Federal; laudo da PF aponta que provas contra o tenente do Exército foram manipuladas por Prates.

O Tribunal Regional Federal da Primeira Região condenou o vereador Cláudio Prates (PTB) por danos morais em uma ação movida pelo tenente aposentado do Exército Brasileiro, Wendell Nassau Nether, que acusou o parlamentar de fraudar provas que o levaram a prisão por pedofilia em 2010. A sentença determina que Prates, junto com a União, pague o valor de R$ 100 mil e multa. A decisão cabe recurso.

Na sentença, o juiz Jeferson Ferreira Rodrigues afirmou que o tenente sofreu graves acusações “por obra de um agente público que abusou das prerrogativas de seu cargo e ofício”. O tenente foi preso na operação O Senhor das Armas da Polícia Federal; na época Cláudio Prates atuava como escrivão no órgão.

O advogado do tenente, Herbert Mourão, disse ao G1 que a decisão comprova a inocência do seu cliente. “Esta indenização vem trazer uma pequena reparação ao tenente, que por oito anos foi tachado como pedófilo e estuprador. Esta reparação financeira nunca vai apagar todo o transtorno que o Wendell e sua família passou neste período”, explica o advogado.

Em nota, o vereador Cláudio Prates informou que não foi notificado sobre a sentença, mas afirmou que acredita que “a verdade prevalecerá e que irá recorrer da decisão de primeira instância, na convicção de que na instância superior, será inocentado, pois não há materialidade na denúncia. Não há comprovação que pese contra ele”.

Entenda o Caso
A operação Senhor das Armas foi realizada em Grão Mogol, após denúncias de que o tenente armazenava armas de uso restrito na fazenda dele. Na ocasião, foi cumprido mandados de busca e apreensão e, em um pendrive apreendido, foram encontradas imagens de crianças e adolescentes em situação de exposição sexual. O tenente foi preso por pedofilia, posse ilegal de armas de uso restrito e ameaça.

Um laudo da Polícia Federal apontou que o pendrive foi manipulado por Cláudio Prates, que na época atuou na operação. Após a análise do conteúdo do pendrive, o Ministério Público Federal denunciou ainda o vereador por pedofilia e fraude processual. Prates nega as acusações. Ainda segundo o laudo, nos HDs apreendidos na fazenda do tenente não foram encontrados materiais pornográficos.

Com informação do G1 Grande Minas e WebMundo

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