Vladimir Zelensky está travando uma guerra em nome do Ocidente com seu Exército composto de nazistas, diz o líder sírio

Sputnik – Em entrevista à Sputnik, o líder sírio Bashar al-Assad comentou sobre o conflito na Ucrânia. Ele declarou que o Ocidente coletivo lançou a Terceira Guerra Mundial, que é travada pelos nazistas na Ucrânia na forma de uma guerra por procuração e por terroristas.

“Acredito que a Terceira Guerra Mundial está acontecendo, mas é diferente em forma. Quero dizer, guerras mundiais costumavam ser tradicionais. Os exércitos de várias nações agiam contra vários outros. Agora, essa situação existe, mas por causa das armas modernas, especialmente as armas nucleares, há um impedimento à guerra tradicional, então as guerras vão na direção de guerras por procuração.”

Segundo ele, hoje Vladimir Zelensky está travando uma guerra em nome do Ocidente com seu Exército composto de nazistas. “O mesmo, terroristas são exércitos agindo em nome do Ocidente na Síria e em outras regiões”, acrescentou Assad.

O povo da Síria apoia a Rússia na realização da operação militar especial na Ucrânia, após a vitória da Federação da Rússia, o mundo se tornará mais seguro e calmo, declarou Bashar al-Assad.

Durante a entrevista, Bashar al-Assad lembrou que Damasco reconhece as novas fronteiras da Rússia com os territórios que se juntaram conforme os resultados dos referendos: República Popular de Donetsk (RPD), República Popular de Lugansk (RPL) e as regiões de Kherson e Zaporíjia.

Ele ressaltou que a Síria reconheceu essas regiões antes de se juntarem à Rússia.

“Esta questão estava clara para nós desde o início e não hesitaremos em nossa posição. O posicionamento da Síria é claro e ao mesmo tempo determinado, estamos convencidos desta questão, não apenas por amizade com a Rússia, mas também por se tratar desses territórios”, disse o presidente sírio.

O presidente sírio, Bashar al-Assad, chamou a expansão da presença militar da Rússia na República Árabe de uma boa ideia, durante entrevista à Sputnik imediatamente após suas conversações com Vladimir Putin no Kremlin, na terça-feira (15).

“Acreditamos que se a Rússia quer expandir bases ou aumentar seu número, é uma questão técnica ou logística. Se houver tal desejo, acreditamos que a expansão da presença russa na Síria cai bem, essa ideia”, declarou Assad, em entrevista à Sputnik.

Segundo o presidente da República Árabe, os lados russo e sírio ao nível dos ministros da Defesa discutiram questões de cooperação militar, mas o tópico específico de bases militares não foi levantado.

“Não costumamos declarar que tipo de cooperação será entre nós e a Rússia. Porque é uma questão militar, que sempre tem um tipo de sigilo. É normal”, disse o líder sírio.

Segundo Assad, as duas partes têm uma visão comum sobre a questão das bases em termos políticos e militares.

Ao mesmo tempo, o líder sírio expressou confiança de que a presença militar da Rússia não deve ser temporária e limitada à luta contra o terrorismo. “Falamos de equilíbrio internacional, e a presença da Rússia na Síria tem um significado, ligado ao equilíbrio de forças no mundo como um país localizado no Mediterrâneo”, sublinhou ele.

Após as negociações com o presidente russo, Assad relatou a assinatura de um acordo entre a Rússia e a Síria de cooperação econômica e projetos de investimento.

“Agora os projetos estão sob revisão e o acordo será assinado em algumas semanas […] cada projeto será avaliado separadamente posteriormente. Isso é parte do mecanismo de monitoramento dos projetos.”

Durante as negociações em Moscou nos últimos dias, a comissão conjunta discutiu vários projetos, acrescentou. Segundo Assad, esses projetos serão anunciados após a assinatura do acordo.

O presidente sírio chamou as negociações sobre essas questões de uma nova etapa nas relações entre os dois países, observando que o trabalho sobre este acordo durou vários anos.

Relações Síria-Turquia

O presidente da República Árabe não evitou o tema das relações entre Síria e Turquia. Ele declarou que estava pronto para se encontrar com o presidente turco Recep Tayyip Erdogan somente após a retirada das tropas turcas da República Árabe.

“Quanto ao encontro com Erdogan, está relacionado com a realização de uma fase em que a Turquia estará pronta de forma clara e sem qualquer incerteza para completar a retirada [dos militares turcos] do território da Síria. É como se ela estivesse antes da guerra na Síria. Esta é a única maneira de se encontrar com Erdogan”, disse Assad.

Segundo ele, a Turquia desempenhou um papel negativo na guerra na Síria, apoiando organizações que Damasco considera terroristas e levando suas tropas para o território sírio.

Ele observou o importante papel da Rússia na manutenção de boas relações com os lados sírio e turco, e também disse que “confiamos ao lado russo, que desempenhou o papel de intermediário para facilitar esses contatos”.

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