REITOR CUMPRIU AMEAÇA

Os professores em greve da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) estão em vigília em frente à reitoria, como forma de protesto e resistência ao corte do ponto. Nesta terça-feira 10 eles tiveram uma surpresa desagradável quando abriram seus contracheques de março e constataram que não havia pagamento. 

A reitoria havia feito a ameaça, como forma de retaliação pela paralisação, que já dura 70 dias, mas o reitor João dos Reis Canela sinalizara que voltaria atrás, depois da intermediação do governo do Estado. Entretanto, a Unimontes ratificou a medida durante reunião de negociação com representantes do governo e dos professores, realizada hoje (10), em Belo Horizonte.
A professora Márcia Bicalho, do comando de greve, informou que o reitor está bancando sozinho o corte, alegando que a universidade tem autonomia para tal. Ela garantiu que o Estado não concorda com a decisão. A intenção dos professores é ocupar a reitoria.
O comando de greve está mobilizando a categoria para ocupar a reitoria e forçar uma audiência com João Canela. “A reitoria decidiu pelo corte do ponto por conta própria, à revelia do governo, que deixou claro que não avalizava a retaliação”, esclareceu Márcia Bicalho.
A paralisação ocorre por conta do não cumprimento de acordo celebrado com o governo em 2016, que possibilitou o encerramento de uma greve que durou 4 meses naquele ano. O foco do movimento é a valorização da carreira. De acordo com a Associação dos Docentes da Unimontes (Adunimontes) a precarização do ensino na universidade já provocou a debandada de 56 professores doutores nos últimos 2 anos.

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