Os professores em greve da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) aguardam a efetivação do pagamento dos salários de março, previsto para a quinta-feira 26, para voltarem o foco à negociação dos pontos que motivaram o movimento, que já dura 87 dias. 

Na sexta-feira eles se reúnem em assembleia, quando será discutirá a proposta do governo. Semana passada a Justiça decidiu de forma monocrática que o acordo celebrado em 2016 entre governo e categoria – que pôs fim à greve naquele ano – foi cumprido apenas parcialmente.
A decisão foi em resposta à ação que a Associação dos Docentes da Unimontes (Adunimontes) impetrou em 2017, pedindo que o Estado cumpra o acordo na íntegra. O comando de greve divulgou nota esclarecendo que a ação judicial do ano passado não diz respeito à greve atual, pois é relativa ao acordo da greve de 2016, “não tendo, portanto, repercussão no movimento em curso”.
A nota de esclarecimento informa que a paralisação atual vai além de reivindicar o cumprimento integral do acordo. “Apresenta clara proposição de implementação de uma nova carreira, tendo inclusive proposta de negociação em mesa”, lembra.
O comando de greve reitera ainda que a decisão da semana passada foi monocrática, ou seja, está sujeita a pedido de embargos e de análise pela turma. Além disso, também reforça a necessidade do cumprimento da sentença. “Se por um lado desonera o estado do cumprimento imediato do acordo, por outro referenda a necessidade do cumprimento imediato pelo estado tão logo as vedações da Lei de Responsabilidade Fiscal sejam superadas”, entende o comando do movimento paredista.
A nota finaliza conclamando a comunidade acadêmica a se manter unida na luta pela valorização da carreira, que é o ponto-chave da greve da categoria.

Texto e fotos: Waldo Ferreira

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