O relatório realizado pela Emater mostra que as chuvas causaram um prejuízo financeiro de R$ 17,5 milhões em 12 municípios do Norte de Minas, que estão na área de abrangência da Gerencia Regional de Montes Claros. As maiores perdas foram no Feijão 1ª safra, com queda de 60%. Milho Verão com queda de 35% e Horticultura com queda de 32 % e Produção de leite com 12,5 %. Os dados são de 1.595 produtores afetados. Se mantida a média, de R$ 1,353 milhão por município, isso implica que nos 86 municípios do Norte de Minas o prejuízo chega a R$ 116,410 milhões. A Emater ainda não concluiu o levantamento regional.

Um levantamento preliminar feito pela Emater mostra que, em Minas, 127 mil produtores rurais sofreram algum tipo de dano por causa das chuvas das últimas semanas. O estudo aponta que a situação foi relatada em 416 municípios do estado (48,7% do total). Entre os municípios com estimativa de áreas afetadas, a produção de feijão primeira safra foi a mais prejudicada, com 42,2% da área a ser colhida. As regiões Norte, Cerrado, Nordeste, Leste e Central foram as mais atingidas. Já na produção de hortaliças, é estimado comprometimento de 37% da área, principalmente nas regiões Nordeste, Leste e Central de Minas Gerais. A produção de milho (safra verão) tem uma estimativa de 23,3% de área afetada, com destaque para as regiões Norte, Nordeste e Central.

O levantamento da Emater foi realizado em Lagoa dos Patos, Jequitaí, Grão Mogol, Claro dos Poções, Capitão Enéas, Olhos d´Água, Bocaiuva, Montes Claros, Francisco Sá, Engenheiro Navarro, Juramento, Itacambira e Glaucilândia. Os prejuízos foram no Feijão 1ª Safra de R$ 4.550.000,00; Milho de R$ 1.235.500,00; Leite R$ R$ 6.390.700,00 e Horticultura R$ 4.222.000,00. No relatório, a situação do abastecimento de alimentos e água para consumo humano e dessedentação animal, onde em Jequitaí tem oito localidades com problemas de acesso prejudicando em torno de 165 agricultores; em Grão Mogol são 4.123 famílias que estão recebendo água potável por meio de caminhão pipa devido à água que eles utilizam em suas comunidades apresentarem grande número de impurezas. Em Montes Claros os problemas de logística ainda não afetaram o transporte dos produtos hortifrutigranjeiros para os mercados. Quanto ao abastecimento de água, não há comprometimento, assim como a dessedentação de animais.

No município de Lagoa dos Patos são 22 quilometros de estrada intransitável no trecho para Pirapora. Capitão Enéas está com 200 km de estradas em péssimas condições. Olhos-d’ Água está: sem problemas de escoamento da produção. Bocaiuva o caminhão de leite só passa puxado por tratores. Cerca de 24.000 litros deixaram de ser entregues pelos produtores da Tiririca, nos últimos 30 dias. O Leite armazenado nas propriedades por vários dias. Francisco Sá a cooperativa tem enfrentado muitas dificuldades para cumprir a rota para captação do leite, algo em torno de 10 a15% do volume de leite dos produtores está sendo deixado de recolher em tempo hábil, e os produtores enfrentando um prejuízo maior chegando a 25%. O caminhão de coleta não consegue passar nos rios e córregos cheios, obrigando o produtor jogar o leite fora e soltar as vacas. Dificuldade semelhante, enfrenta os produtores de verduras.

No município de Engenheiro Navarro alguns produtores estão sem condições de ter o leite coletado, devido às estradas atolando ou ponte quebrada. Em Juramento as estradas rurais precárias, comprometendo transporte de leite por parte dos produtores até o ponto de coleta pelo laticínio na sede do município. Em Glaucilândia as estradas da zona rural em estado crítico, onde alguns trechos com dificuldade de acesso. A precipitação pluviométrica no ano agrícola 2021/2022 no município de Montes Claros de Julho a Dezembro/2021 foi de 735,7 milímetros e nos primeiros nove dias desse ano foram 147,8 mm dando um total de 883,50 mm.

Fonte: Gazeta

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