“Ele perdeu a possibilidade de concorrer em função de não ter se vacinado. Vacinação é uma responsabilidade social”, disse Tite

 – O lateral-esquerdo Renan Lodi, do Atlético de Madri, deixou de ser convocado pela seleção brasileira, nesta quinta-feira (13), por não ter o esquema vacinal completo contra covid-19. Segundo o técnico Tite, isso tirou qualquer chance de o jogador compor o grupo.

Em entrevista coletiva, o treinador do Brasil afirmou que a ausência do lateral, que era titular da sua equipe, é motivada pela não comprovação da imunização. “O que posso antecipar é que Renan Lodi foi alijado da possibilidade de convocação em função de sua não vacinação. Essa informação foi passada, então ele perdeu a possibilidade de concorrer em função de não ter se vacinado”, explicou o técnico.
O coordenador de Futebol da CBF, Juninho Paulista, afirmou que o jogador está com o esquema vacinal incompleto, apesar das duas doses estarem disponíveis na Espanha desde o ano passado. “Renan Lodi tomou a primeira dose no dia 10 (segunda-feira) e não poderia entrar no Equador de acordo com as normas de saúde”, disse à jornalista Raisa Simplicio.

Para a mesma posição de Renan Lodi, Tite chamou os laterais Alex Sandro, da Juventus de Turim, e Alex Telles, do Manchester United. A convocação foi feita para duas partidas das Eliminatórias para a Copa do Mundo no Qatar, contra Equador e Paraguai, respectivamente em 27 de janeiro e 1º de fevereiro. O Brasil já está classificado para o Mundial.

‘Discípulo’ de Djokovic
O episódio de Renan Lodi na seleção brasileira se soma ao caso do tenista sérvio Novak Djokovic. Ele foi incluído no sorteio oficial do Aberto da Austrália hoje, embora a incerteza ainda paire sobre sua participação até que o governo decida se irá cancelar seu visto pela segunda vez.

O ministro da Imigração, Alex Hawke, ameaça exercer seu poder discricionário para revogar o visto de Djokovic por preocupação com a sua isenção médica dos requisitos de vacinação contra covid-19 vigentes na Austrália. Nove vezes campeão do Australian Open – um dos quatro Grand Slams, os torneios mais importantes do tênis –, o astro recebeu carta do governo australiano com a negativa do visto. O atleta apresentou um pedido de concessão de liminar para evitar a deportação.

O tenista, que é contrário à vacinação, chegou ao país e ficou preso num hotel de detenção de imigração por vários dias. Na última segunda-feira (10), um tribunal permitiu que ele ficasse no país alegando que as autoridades foram “irracionais” em sua entrevista interrogatória, em um processo de sete horas no meio da noite.

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