Defesa de acusado de matar criança, homenagem a miliciano, esquema de rachadinha, entre outras ações, expõem candidato da extrema direita

1-Defendeu e relativizou ações de milicianos
Uso das redes sociais para defender milicianos e atacar entidades de direitos humanos no caso da juíza Patrícia Acioli, executada pelo crime organizado, alegando que a magistrada “humilhava policiais”. Mais detalhes podem ser conferidos na reportagem do G1: Flávio Bolsonaro diz que juíza morta ‘humilhava policiais’.
2-Defendeu acusado de matar criança inocente
Já no exercício do mandato de senador, assumiu a defesa e assinou recurso para evitar que fosse a júri popular o policial militar acusado pelo Ministério Público do assassinato de Ana Clara, uma criança de apenas 5 anos de idade. Mais detalhes em Folha de S.Paulo: Flávio Bolsonaro assina recurso para evitar júri popular de PM acusado de matar criança.
3-Empregou e homenageou milicianos
Concedeu a Medalha Tiradentes e moção de louvor a Adriano da Nóbrega quando este já estava preso por homicídio, além de empregar a mãe e a ex-esposa do ex-PM e miliciano em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), ao lado do operador Fabrício Queiroz, conforme apurado pela reportagem do O Globo: Flávio Bolsonaro empregou mãe e ex-mulher de chefe do Escritório do Crime preso pela PF.
4-Operou o esquema das “rachadinhas” com pessoas ligadas à milícia carioca
Foi denunciado sob acusação de organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro envolvendo o uso de funcionários fantasmas, devolução sistemática de salários e pagamentos de despesas pessoais em dinheiro vivo, como noticiado pelo G1: MP-RJ denuncia Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz por rachadinha. Cabe destacar que parte desses assessores possuía ligações com grupos milicianos do Rio de Janeiro.
5-Relações com lobistas e negócios obscuros
Mantém proximidade com figuras controversas, como o advogado Willer Thomaz, investigado em apurações ligadas a irregularidades no INSS. Flávio também captou R$ 69 milhões com Daniel Vorcaro, banqueiro cheio de esquemas suspeitos, para o projeto Dark Horse, operação que se tornou alvo de investigações por suspeitas de corrupção e evasão de divisas, segundo reportagem do UOL: Investigação liga repasses do Banco Master a projetos de Flávio Bolsonaro.
6-Pontes com o crime e emendas suspeitas
Investigações apontaram que uma ex-assessora negociou a liberação de emenda parlamentar de cerca de R$ 200 mil com Robson Calixto (conhecido como “Peixe”), citado no caso do assassinato da vereadora Marielle Franco, de acordo com o portal O Globo: Caso Marielle: investigação aponta elo entre ex-assessora de Flávio e emendas parlamentares. Além disso, o parlamentar manteve articulações políticas e alianças locais com figuras acusadas de envolvimento com facções criminosas.
7-Suspeitas de lavagem de dinheiro e presentes de luxo
Foi acusado por seu ex-sócio na franquia de uma loja de chocolates de utilizar o estabelecimento para lavagem de dinheiro e repasse de vantagens indevidas oriundas do esquema de “rachadinha”. Adicionalmente, ingressou no radar de apurações acerca do recebimento não declarado de itens de alto valor, como um relógio Rolex avaliado em R$ 305 mil. A apuração detalhada foi publicada na Folha de S.Paulo: Ex-sócio de Flávio Bolsonaro revela detalhes de esquema de rachadinha em loja.