Ao negar a política, os conservadores brasileiros entregaram-se de corpo e alma (a pouca que provou ter) ao autoritarismo e entrou num mato sem cachorro

Por Fernando Brito

Olha no que a direita brasileira se meteu, segundo os números do Datafolha (que, aliás, também já provou que dá os seus “jeitinhos”).

Seus candidatos “sérios”, Alckmin e o agora falecido politicamente Aécio Neves, não pagam, como dizem os turfistas, nem placê.

A aventura chique, João Doria, perde a vaga para a aventura tosca, Jair Bolsonaro.

A “fadinha” perdeu o seu encanto e é, como todos já viram, especialista em murchar na reta final.

Sobrou, com chances de enfrentar Lula num segundo turno, apenas Sérgio Moro.

De quem se espera, afinal, que bata o escanteio e vá cabecear, de centroavante. Ou seja, que condene Lula à prisão e vá disputar a eleição com ele, como um juiz que marca um pênalti e vista a camiseta para ir bater contra o goleiro…

E, ainda assim, cabeça com cabeça, mesmo antes das máquinas políticas e partidárias falarem. E de Moro receber o apoio de Aécio Neves e Michel Temer…

A parte ser muito curioso o fato de Moro ter grandes chances de sair condenado do “júri popular” das eleições, nem a cara de pau de nossos liberais de fancaria aguenta uma destas, sem falar no tsunami de indignação moral (sem trocadilho) que se abaterá sobre o Brasil.

Ao negar a política, os conservadores brasileiros entregaram-se de corpo e alma (a pouca que provou ter) ao autoritarismo e entrou num mato sem cachorro.

Mas com muitas víboras e até alguns javalis.

Abaixo, os outros cenários, vários sem pé nem cabeça, testados pelo Datafolha.

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