O parque multissensorial, instalado na Apae, atenderá transtornos do neurodesenvolvimento

Vereador Rodrigo Cadeirante acompanhado pelo vice-prefeito e secretária de educação (da esquerda para a direita) e diretoria da Apae

Por iniciativa do vereador Rodrigo Cadeirante (Rede), a Prefeitura de Montes Claros foi apresentada a uma inovação tecnológica representada pelo Parque Multissensorial. Instalado na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), trata-se de uma sala de recursos multifuncionais operada por inteligência artificial, com o objetivo de atender pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), comprometimento do neurodesenvolvimento e deficiência intelectual.
É um centro de estimulação utilizando softwares, que integra e otimiza as terapias em um só lugar, favorecendo o desenvolvimento da audição, visão, tato, paladar, visão, equilíbrio e movimento. É uma ferramenta inovadora que possibilita aos profissionais de diferentes áreas trabalharem a autonomia e a independência das pessoas com deficiência e, principalmente, aquelas com transtornos sensoriais.
Ela amplia as possibilidades de tratar os problemas ao processar as informações de ordem sensorial e os distúrbios de aprendizagem. De acordo com especialistas, por meio da integração sensorial é possível apresentar uma resposta adaptativa adequada, a partir da organização das sensações do próprio corpo em relação aos estímulos do ambiente.
Levados por Rodrigo Cadeirante, o vice-prefeito Guilherme Guimarães e a secretária municipal de Educação Rejane Veloso conheceram a tecnologia na Apae e assistiram uma demonstração do funcionamento da sala feita pelo psicólogo Paryebert Rafael Santos Souza, mostrando os efeitos dos estímulos em um aluno; e pelo CEO e fundador da Neurobrinq – startup que desenvolveu o Parque -, Gregston Marques, que participou por videoconferência. Ele, que é montes-clarense, mora em Weston, cidade da Flórida, EUA, onde a Neurobrinq tem uma filial.
Via inteligência artificial, ele acionou dispositivos sensoriais que alteram o ambiente, simulando vento, chuva, bolhas de sabão, cores e aromas. O software que comanda tudo isso possibilita que o terapeuta controle todos esses equipamentos de acordo com a necessidade de cada criança ou grupo.
Já a demonstração feita por Parybert Rafael utilizou uma funcionalidade do sistema, que é a de adicionar efeitos sensoriais em filmes, proporcionando uma experiência envolvendo os sentidos e a emoção no aluno que participou da atividade.
As atividades disponíveis no parque têm como objetivo a estimulação sensorial, motora e cognitiva, intensificando os estímulos. Além desses, outros benefícios podem ser experimentados pelas pessoas com autismo, como, por exemplo, desenvolver e potencializar a sociabilidade, principalmente porque, na maioria dos casos, eles apresentam déficits importantes na comunicação e na interação social.
O CEO explicou que a finalidade é dar autonomia às pessoas, dentro de um processo terapêutico e pedagógico calcado no embasamento científico. Entusiasta da ferramenta, Rodrigo Cadeirante viabilizou recursos, via emendas parlamentares, para a instalação de mais dois desses parques em Montes Claros, cada um orçado em R$ 270 mil.
Já em 2019 ele apresentou o projeto ao prefeito Humberto Souto e a um grupo de empresários, antevendo os excelentes resultados dos parques multissensoriais, tecnologia que se expandiu e é utilizada em vários estados, inclusive com parcerias estado-município.
Vice-prefeito e a secretária receberam do representante da Neurobinq, Cássio Maia, documento com informações detalhadas do Parque Multissensorial. De acordo com Guilherme Guimarães, a Prefeitura vai avaliar a viabilidade da utilização dessa tecnologia em sua rede. Segundo Rejane Veloso, são cerca de 800 pessoas com TEA na rede municipal de ensino.

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