A expedição “Viagem para a origem”, que levou lojistas de nove estados para conhecer e comprar diretamente dos artesãos do Norte de Minas, gerou R$ 115 mil em compras diretas e encomendas.

Encontro aproximou lojistas e artesãos reforçando a identidade do artesanato regional

A expedição “Viagem para a origem”, que levou lojistas de nove estados para conhecer e comprar diretamente dos artesãos do Norte de Minas, gerou R$ 115 mil em compras diretas e encomendas. O resultado foi divulgado pelo Sebrae Minas e pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico do Governo de Minas (Sede-MG).
Entre os dias 20 e 25 de maio, o grupo visitou as cidades e núcleos de produção nos municípios de Pirapora, Januária, Cônego Marinho, Grão Mogol, Salinas e Taiobeiras. Compradores dos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Bahia, Alagoas, Sergipe, Ceará e Distrito Federal conheceram de perto o processo de produção e compraram o artesanato norte-mineiro.
Ao todo, 19 artesãos comercializaram peças como as cerâmicas das Oleiras do Candeal, comunidade quilombola de Cônego Marinho; carrancas feitas de madeira em Pirapora e Januária; a arte em argila de Taiobeiras e do distrito de Ferreirópolis, em Salinas; as riquezas do artesanato Grão Detalhe, com peças inspiradas pela fauna e flora de Grão Mogol, além de itens produzidos por artesãos de cidades próximas às citadas acima.
“Os bons números proporcionados pela expedição evidenciam a importância do artesanato para a região. O setor é um elo dentro da cadeia do turismo, uma vez que divulga a cultura e gera oportunidade de negócios. As cidades que já têm suas belezas naturais agregam renda ao despertar no turista o interesse pelas peças artesanais”, enfatiza o gerente do Sebrae na Regional Norte, Jadilson Borges.

MERCADOS
O empresário Marcos Marcelo é dono de uma galeria de arte em Aracaju e trabalha com arte popular brasileira. “A visita foi sensacional. Fiquei encantado com as peças feitas em argila do Candeal com a pintura primitiva, que traz o aconchego da cerâmica e a personalidade do artesão, dando uma estética mineira diferente de outros lugares, sendo exclusiva dessa região”, conta.
Artesã do grupo Oleiras do Candeal, comunidade quilombola de Cônego Marinho, Nilda Muniz Faria revela que a chegada da expedição incrementou a renda, e conferiu visibilidade às produções. “A visita dos lojistas foi muito importante para mostrarmos nosso trabalho, e vendermos nossas peças. Essa conexão gera um vínculo maior entre a gente. Além de comprar, eles divulgam nosso trabalho em outros estados”, conclui.

VIAGEM
A “Viagem a Origem” foi promovida com o objetivo de aproximar artesãos de compradores nacionais, ampliando o acesso a novos mercados e promovendo a valorização da origem das peças, traduzida na qualidade do design, riqueza dos detalhes e diversidade de matérias-primas.
O Sebrae Minas incentiva a venda do artesanato mineiro em grandes eventos do setor, dando mais visibilidade ao trabalho dos artesãos. Eles ainda têm acesso às soluções voltadas para a gestão dos negócios e novas metodologias de trabalho, que utilizam a inovação e o design para o desenvolvimento de novas coleções e produtos, priorizando a origem e a tradição local, além da promoção da cultura de cooperação entre as associações de artesãos.

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