O ministro do STF Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Federal cumpra mandados de busca e apreensão em endereços de oito empresários que compartilharam mensagens golpistas em um grupo de WhatsApp.

Os mandados estão sendo cumpridos na manhã desta terça-feira (23/08) em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Ceará.

Eles aparecem defendendo um golpe de Estado caso Lula vença as eleições de outubro. O furo foi de Guilherme Amado no Metrópoles.

São todos, evidentemente, bolsonaristas.
Os nomes: Afrânio Barreira Filho, Ivan Wrobel, José Isaac Peres, José Koury, Luciano Hang, Luiz André Tissot, Marco Aurélio Raymundo, Meyer Joseph Nigri.
Moraes decretou bloqueio das contas bancárias dos empresários, bloqueio das contas dos empresários nas redes sociais, tomada de depoimentos e quebra de sigilo bancário.

Na última quinta-feira (18), advogados e entidades jurídicas entraram com uma notícia-crime no TSE contra eles.

Colegas de Moraes na corte acreditavam que ele seria “implacável” com os golpistas a fim de impedir que cometessem algum crime durante as eleições. Ele não prendeu empresários que financiaram manifestações antidemocráticas em 2019. Agora, dificilmente deixaria que ações golpistas passassem impunemente.

A suspeita é de que eles estejam financiando grupos radicais como o do bolsonarista que ameaçou pendurar os ministros do Supremo “de cabeça para baixo”.

Os empresários que estavam no grupo afirmam que é tudo em âmbito privado, mas Alexandre de Moraes tem provas de que as ações têm como objetivo a sustentação política de Bolsonaro.

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