Polícia Federal retira credenciais de agente de imigração dos EUA

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, disse nesta quarta-feira (22/4) que a decisão foi uma resposta à retirada das credenciais de Marcelo Ivo O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, retirou as credenciais diplomáticas de um agente de imigração dos Estados Unidos que atuava na sede da PF em Brasília. Segundo ele, a iniciativa é um ato do governo brasileiro em reciprocidade à decisão do governo estadunidense de determinar a saída do delegado brasileiro Marcelo Ivo de Carvalho, também da PF, dos EUA. “Eu retirei, com pesar, as credenciais de um servidor dos EUA pelo princípio da reciprocidade”, afirmou Andrei durante entrevista ao programa Estúdio i, da GloboNews. A Agência Brasil entrou em contato com a assessoria de imprensa da Polícia Federal para confirmar a informação e também para pedir detalhes sobre a substituição do delegado Marcelo Ivo pela delegada Tatiana Alves Torres. Até a redação desta nota, não havia recebido retorno. Entenda Na última segunda-feira (20), o Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental dos Estados Unidos informou que pediu a saída de um “funcionário brasileiro” do país. Embora a postagem não cite nomes, o texto indica que se trata de um delegado da Polícia Federal envolvido na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem. Ramagem foi solto na última quarta-feira (15) após ficar dois dias preso na Flórida. O ex-deputado foi diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). No ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Ramagem a 16 anos de prisão na ação penal relacionada à trama golpista. Na terça-feira (21), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou o caso durante viagem à Alemanha, e falou em em reciprocidade.  “Acho que, se houve um abuso americano com relação ao nosso policial, nós vamos fazer a reciprocidade com o deles no Brasil. Não tem conversa”, disse Lula

Fim da escala 6×1 é aprovado na CCJ, e pauta segue para comissão especial na Câmara

Com a aprovação na CCJ, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), deverá criar uma comissão para analisar a PEC; texto ainda não irá a plenário A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (22/4), o avanço da proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 – uma folga a cada seis dias trabalhados.Os deputados ainda não analisaram o conteúdo da PEC. A votação serviu apenas para confirmar que ela não desrespeita as normas da Constituição e pode tramitar.Agora, com o rito cumprido, a PEC irá para a análise em uma comissão especial. A criação dela é tarefa do presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), um dos patrocinadores da proposta, e a tendência é que ele indique, ainda nesta quarta-feira, quem serão o presidente da comissão e o relator da PEC.O regimento da Câmara prevê que o grupo faça a análise do conteúdo e vote o relatório da PEC em até 10 sessões. Nessa etapa, os deputados podem propor emendas – que completam a versão original da PEC, apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), ou até alteram o sentido dela.Depois, a proposta é enviada ao plenário para votação. São necessários os votos de, pelo menos, 308 dos 513 deputados para aprovar a PEC, que ainda precisa de análise do Senado. AcordoInicialmente, a PEC de Reginaldo Lopes prevê a redução da jornada para 36 horas. Entretanto, ele indicou que, durante a tramitação, apresentará uma emenda à própria PEC: a intenção dele é uma redução para 40 horas – que significa, na prática, duas folgas para cada cinco dias trabalhados.A alteração contempla um acordo costurado em dezembro entre ele e a deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que também propôs a redução, e o Palácio do Planalto. Essa emenda, que demandará as assinaturas de 171 deputados, iguala a PEC ao projeto de lei (PL) enviado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).Os principais pontos de divergência entre oposição e base em relação à PEC, neste momento, são o regime de transição e a possibilidade de compensação para empresários após a redução da jornada. Isto só será tratado na comissão especial.

Inveja branca – Mateus Simões usa expressão racista na cerimônia da Medalha da Inconfidência

O governador de Minas Gerais, Mateus Simões foi condecorar Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, quando disse algo que há anos é tido como notoriamente discriminatório, sem nenhum constrangimento O cenário era a histórica Ouro Preto, palco da tradicional entrega da Medalha da Inconfidência, nesta terça-feira (21), feriado nacional de Tiradentes. No entanto, o que deveria ser um ato de exaltação ao civismo acabou marcado por uma fala carregada de preconceito estrutural. O governador em exercício de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), que substituiu Romeu Zema (Novo) após sua renúncia por razões eleitorais, causou indignação ao utilizar uma expressão racista para elogiar seu homólogo paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos).Durante o discurso de entrega do Grande Colar, a mais alta honraria do estado, reservada aos governantes dos estados e os chefes de Poderes, Simões tentou fazer um aceno à representatividade feminina, mas tropeçou no vocabulário discriminatório.“Dizia ao governador Tarcísio da minha inveja branca de ele ter nomeado a primeira comandante da Polícia Militar mulher”, declarou Simões, sem esboçar qualquer constrangimento ao pronunciar o termo claramente racista. Peso do termoA expressão “inveja branca” é amplamente condenada por especialistas, historiadores e movimentos sociais por reforçar o racismo linguístico. A lógica por trás do termo é a de que o “branco” purifica o sentimento, tornando-o aceitável ou positivo, enquanto o “preto” permanece implicitamente ligado ao que é ruim, pecaminoso ou maléfico. Em um estado como Minas Gerais, cuja história é marcada pela luta e resistência negra, o uso do termo em uma cerimônia oficial foi recebido como um retrocesso e gerou revolta nas redes sociais. Corrida política e aliançasO absurdo verbal ocorreu em um momento em que Simões busca consolidar seu nome para a sucessão de Romeu Zema. A presença de Tarcísio de Freitas e de outras figuras da direita, como o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro e também agraciado com a Grande Medalha, reforça a tentativa de Simões de atrair o Republicanos e o PL para sua futura coligação.Ao tentar “disputar” o pioneirismo na promoção de mulheres em postos de comando, Simões lembrou que Minas já possui a coronel Jordana Filgueiras Daldegan à frente do Corpo de Bombeiros. Contudo, o mérito da pauta foi ofuscado pela escolha infeliz das palavras. Silêncio do governoAté o fechamento desta reportagem, o governo de Minas Gerais e a assessoria pessoal do governador Mateus Simões não se manifesteram em relação aos pedidos de esclarecimento enviados por e-mail e mensagens instantâneas das mais diversas redações de inúmeros veículos de imprensa. O espaço na Fórum permanece aberto para manifestação.A fala de Simões acende um alerta sobre a naturalização de termos discriminatórios no alto escalão da política brasileira, especialmente em eventos que celebram a liberdade e a justiça, pilares do movimento inconfidente.

Após expulsão e luto, Ana Paula Renault vence o BBB 26: saiba quem é a campeã

Ana Paula Renault participou do “Big Brother Brasil 26”, protagonizou a edição, venceu a final com  75,94% dos votos e recebeu o maior prêmio da história da TV brasileira, de R$ 5,7 milhões. A vencedora tem 44 anos, nasceu em Belo Horizonte e iniciou a carreira no jornalismo. De família numerosa, com cinco irmãos, enfrentou a morte da mãe aos 16 anos. Recentemente, perdeu o pai, Gerardo Renault, morto no último domingo (19), aos 96 anos. Após ser informada pela produção do programa, decidiu permanecer no jogo.Ana Paula Renault participou do “Big Brother Brasil” pela primeira vez em 2016, quando ganhou destaque pela postura firme, autenticidade e envolvimento no jogo. Na edição, tornou-se uma das participantes mais populares, com posicionamentos diretos e atuação em alianças dentro da casa. Polêmica e eliminação marcaram sua primeira participaçãoApesar do favoritismo, a trajetória de Ana Paula no programa em 2016 terminou de forma inesperada. Após um conflito com um rival, ela acabou sendo eliminada por agressão, o que interrompeu uma jornada que muitos acreditavam que terminaria com sua vitória.Ainda assim, sua passagem ficou marcada na história do reality. Foi dela um dos bordões mais icônicos do programa: “olha ela!”, criado após retornar de uma falsa eliminação — momento que ajudou a consolidar sua popularidade.A sister campeã tem posições alinhadas ao campo progressista e ao eleitorado do presidente Lula. Suas posições ganharam força ao longo do programa e, depois, com a informação de que seu nome entrou no radar do PT para uma eventual candidatura ao parlamento em 2026. Carreira após o BBB: influência e presença na TVDepois da saída do programa, Ana Paula Renault transformou sua visibilidade em uma carreira sólida como influenciadora digital e personalidade da televisão. Participou de programas de entretenimento, fez aparições em novelas e chegou a comandar um quadro na TV Globo, onde entrevistava ex-participantes do reality sobre a vida após o confinamento.Essa presença constante na mídia ajudou a manter seu nome relevante ao longo dos anos, preparando o terreno para seu retorno ao BBB. Retorno ao BBB 26: favoritismo desde o inícioA volta de Ana Paula Renault ao reality em 2026 causou grande repercussão nas redes sociais logo nos primeiros dias. Embora o sucesso até a final não fosse garantido no início, ela rapidamente se destacou mais uma vez, sendo apontada como uma das jogadoras mais fortes da edição desde a estreia.Agora, na final do programa, Ana Paula disputa o prêmio com Milena e Juliano — ambos seus aliados no jogo — e pode consagrar uma trajetória que mistura polêmica, carisma e estratégia.O favoritismo de Ana Paula Renault no BBB 26 se explica por um conjunto de fatores: sua autenticidade, experiência prévia no jogo, forte conexão com o público e habilidade em construir alianças. Sua história no reality, marcada por altos e baixos, também contribui para o engajamento dos fãs.