Reforço do Cruzeiro, Gerson é recepcionado pela torcida em chegada à Toca

Os torcedores do Cruzeiro formaram um corredor para esperar o atleta, que desceu de uma van, cumprimentou fãs, assinou camisas e participou de algumas fotos. Para ser oficializado, Gerson agora realizará exames médicos e assinará contrato. “Agora eu sou Cabuloso”. Acertado com o Cruzeiro, o meio-campista Gerson desembarcou em Belo Horizonte nesta sexta-feira (9/1) e foi direto para a Toca da Raposa 2. No centro de treinamentos do clube estrelado, o reforço celeste foi recepcionado pela torcida. Investida do Cruzeiro por GersonO Cruzeiro encaminhou a contratação do meio-campista Gerson nessa quinta-feira (8/1). O Zenit, da Rússia, que detém os direitos econômicos do atleta, sinalizou positivamente à última proposta da Raposa, que gira em torno de 30 milhões de euros (27 fixos e 3 em metas) – cerca de R$ 188,2 milhões. O negócio se tornará a maior compra da história do futebol nacional. O título pertencia à investida do Palmeiras pelo atacante Vitor Roque. No início do ano passado, o clube paulista pagou 25,5 milhões de euros (algo em torno de R$ 154 milhões na época) ao Barcelona pelo atleta. Carreira de GersonGerson se apresentou ao futebol profissional em 2015, quando foi revelado pelo Fluminense. Na temporada seguinte, assinou com a Roma, da Itália, mas mal foi e já voltou ao clube das Laranjeiras por empréstimo. Meses depois, o meio-campista colecionou algumas partidas pela equipe europeia e passou por novo empréstimo, dessa vez para a Fiorentina. Em 2019, o Flamengo buscou Gerson, que permaneceu por três temporadas consecutivas no Rubro-Negro até se transferir ao Marseille, da França. Foram quase duas temporadas fora até o meio-campista retornar ao clube carioca. Em julho deste ano, o Zenit desembolsou 25 milhões de euros (mais de R$ 160 milhões na cotação da época) para contar com o atleta. Gerson aceitou a proposta acreditando que se manteria no radar da Seleção Brasileira. No entanto, além de ter que lidar com problema muscular, não se adaptou da maneirava que imaginava. O casamento, então, não durou muito, e o meio-campista se despede da equipe russa apenas cinco meses após ser adquirido e com participação em 12 partidas. O currículo do jogador é composto por títulos relevantes: duas edições da Copa Libertadores (2019 e 2025), três do Campeonato Brasileiro (2019, 2020 e 2025), três da Supercopa do Brasil (2020, 2021 e 2025), uma da Copa do Brasil (2024), quatro do Campeonato Carioca (2020, 2021, 2024 e 2025) e uma da extina Primeira Liga (2016). Como Gerson vai ser utilizado no Cruzeiro?Gerson chega pronto para disputar vaga no time titular do Cruzeiro. Versátil, o atleta pode atuar como volante, meio-campista ou ponta. A posição dependerá do esquema tático sugerido pelo técnico Tite. Em entrevista coletiva, o comandante explicou que pretende manter a estrutura da equipe. “Ele é de externo/meia ou de meia central ou de segundo médio, como jogou na Seleção comigo. Ele tem uma versatilidade, jogou até na esquerda comigo, na linha de três para um. Tu tem jogadores que são versáteis e te dão possibilidades de utilização maior”, pontuou Tite. Bruno Spindel, diretor executivo, também encheu o jogador de elogios: “Ele é um atleta de grupo e pode potencializar outros atletas. O Gerson vai encaixar perfeitamente na cultura de grupo e com as lideranças que esse elenco tem. Se der certo, ele vem para somar”.

UE aprova acordo com Mercosul e cria a maior área de livre comércio do mundo

Tratado enfrenta forte resistência interna francesa e pode sofrer novos obstáculos no Parlamento Europeu A União Europeia aprovou nesta sexta-feira (9), em Bruxelas, o acordo de livre comércio com o Mercosul, abrindo caminho para a formação do maior pacto comercial do planeta. O entendimento reúne um mercado estimado em 722 milhões de consumidores e prevê ampla redução de barreiras tarifárias entre os dois blocos, apesar da oposição firme liderada pela França.Os representantes permanentes dos Estados-membros autorizaram a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, a assinar formalmente o tratado na próxima semana, durante cerimônia no Paraguai. Antes disso, os votos ainda precisam ser confirmados pelos governos dos 27 países do bloco, uma etapa considerada protocolar e prevista para ocorrer nas próximas horas.Mesmo tratada como formalidade, a decisão já provocou manifestações públicas. O governo da Alemanha se pronunciou afirmando que o acordo “é um sinal importante no momento atual”, destacando o peso econômico e estratégico do tratado em um cenário internacional marcado por tensões comerciais. O texto prevê a eliminação de tarifas de importação sobre 91% das mercadorias negociadas entre a União Europeia e o Mercosul. De acordo com estimativas europeias, as exportações do bloco para a América do Sul podem crescer até 39%, com potencial de gerar cerca de 440 mil postos de trabalho no continente europeu. Negociado desde 1999, o acordo passou por longos períodos de paralisação e só ganhou novo impulso no fim de 2024, impulsionado pelo empenho do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e por países europeus com forte perfil exportador, como Alemanha e Espanha. Nos últimos meses, o tratado também assumiu relevância geopolítica, em meio às tarifas adotadas por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, e à sua retomada de uma agenda crítica ao multilateralismo. A aprovação ocorre poucos dias após a intervenção americana na Venezuela e em meio a reiteradas ameaças à Groenlândia, território autônomo ligado ao Reino da Dinamarca e integrante da União Europeia, fatores que reforçaram o debate sobre autonomia estratégica no continente. Enquanto o sinal verde era dado em Bruxelas, agricultores franceses voltaram a protestar em Paris com a invasão de tratores, ampliando a crise política enfrentada pelo primeiro-ministro Sébastian Lecornu. Partidos de oposição pretendem explorar a aprovação do acordo — tema altamente sensível na França — para tentar derrubar o governo e intensificar a pressão sobre o presidente Emmanuel Macron. Na véspera da decisão europeia, Macron reiterou a posição contrária da França ao tratado. Em dezembro, Paris havia conseguido bloquear o avanço do acordo ao atrair o apoio da Itália. Desta vez, porém, o governo italiano mudou de posição após negociar concessões com a Comissão Europeia, incluindo a antecipação de € 45 bilhões em subsídios ao setor agrícola e a flexibilização da nova taxa de carbono sobre fertilizantes importados. Sem o respaldo italiano, a França não conseguiu formar a chamada minoria de bloqueio no Conselho da UE. Embora conte com o apoio de países como Polônia, Hungria, Irlanda e Áustria, o grupo não alcançou o critério exigido, que combina ao menos quatro países e 35% da população total do bloco. Diante da derrota no Conselho, o governo francês deve concentrar esforços para barrar o tratado no Parlamento Europeu, que precisa ratificar o texto final até abril. Paralelamente, um grupo de eurodeputados articula levar o acordo ao Tribunal de Justiça da União Europeia, o que poderia atrasar sua implementação por vários anos. Em termos econômicos, o intercâmbio entre os dois blocos alcançou € 111 bilhões em 2024. As exportações europeias são lideradas por máquinas, produtos químicos e equipamentos de transporte, enquanto o Mercosul exporta majoritariamente produtos agrícolas, minerais, além de celulose e papel, setores que estão no centro das controvérsias políticas em países como a França.

Raio-x do caso Master: entenda a operação da PF e o processo de liquidação do banco

Entre os recentes episódios relacionados ao Banco Master, está um embate entre o TCU e o Banco Central Desde que foi decretada a liquidação do Banco Master, em novembro do ano passado, o assunto não saiu das manchetes dos principais jornais do país. Envolvimento de políticos, acusações a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), atuação criticada do Tribunal de Contas da União (TCU) e compra de influenciadores contra o Banco Central foram alguns dos desdobramentos da liquidação extrajudicial da instituição financeira. Operação da Polícia FederalO caso veio à tona quando, no dia 18 de novembro, a Polícia Federal (PF) deflagrou a operação denominada Compliance Zero para combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras. Na ocasião, a corporação prendeu Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pelos crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária, organização criminosa, entre outros. Ele foi solto 10 dias depois. De acordo com a investigação, ativos fictícios ou supervalorizados foram usados para inflar artificialmente o balanço do Master, sustentando a captação de recursos e mascarando problemas de liquidez que vinham se agravando ao longo de 2024 e 2025. O núcleo central das irregularidades giraria em torno da emissão e negociação de carteiras de crédito sem lastro econômico real, que teriam sido vendidas para o Banco de Brasília (BRB) sem a devida comprovação documental ou análise técnica adequada. Tais operações resultaram em prejuízos tanto para o BRB quanto para os investidores que adquiriram CDBs do Master. No mesmo dia da operação, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master. No ofício, o presidente da instituição, Gabriel Galípolo, afirmou que a liquidação ocorreu “em razão do comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a atividade bancária e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil”. Atuação do TCUEm dezembro, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Jhonatan de Jesus acolheu a representação do Ministério Público Federal (MPF) e determinou ao Banco Central uma manifestação sobre os supostos indícios de precipitação na liquidação do Banco Master. No despacho, o ministro afirmou ser necessário comprovar que a liquidação foi coerente com as irregularidades identificadas e os riscos envolvidos. Ele acolheu os argumentos do MPF, que apontam possível omissão e demora na reação a sinais de deterioração financeira da instituição, o que teria aumentado os riscos ao Sistema Financeiro Nacional, com potenciais impactos sobre credores, investidores, depositantes e o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Em resposta, o Banco Central enviou uma nota técnica com o histórico do processo e os fundamentos utilizados na decisão pela liquidação. O ministro, no entanto, considerou o documento insuficiente. “A Nota Técnica apresentada se limitou, em essência, à exposição sintética de cronologia e fundamentos, com remissão a processos e registros internos, sem que viesse acompanhada, nesta oportunidade, do acervo documental subjacente (peças, notas internas, pareceres e registros de deliberação) necessário à verificação objetiva das assertivas nela contidas”, destaca na decisão. Na sequência, o ministro determinou uma inspeção no Banco Central para suprir omissões, preencher lacunas de informação e esclarecer dúvidas identificadas durante as atividades de fiscalização. Nesta quarta-feira (7), no entanto, Jesus suspendeu o pedido de inspeção técnica pelo menos até o fim do recesso no Tribunal, que encerra no dia 16 de janeiro. Logo após a abertura do processo no TCU, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que está disponível para prestar os esclarecimentos. “Tem um gabarito completo para que todo o processo se sustente ao longo do tempo. Eu, como presidente, estou à disposição do Supremo para fornecer todos os dados. Já falamos com o Ministério Público e a Polícia Federal, e trouxemos tudo: cada uma das ações que foram feitas, cada uma das decisões, cada uma das trocas de mensagens e cada uma das respostas”, afirmou Galípolo em coletiva de imprensa. Banco Master fala em irregularidadesEm petição encaminhada ao TCU, a defesa do Banco Master acusou o Banco Central de usar a liquidante para obter dados que reforcem a “decisão extrema” pela liquidação da instituição financeira. Depois que a medida foi anunciada pelo BC, o banco perdeu condições de operar e que, desde então, ficou sob o regime de administração especial temporária. Isso significa que um liquidante – no caso, a EFB Regimes Especiais de Empresas – assumiu o controle para encerrar todas as atividades financeiras, vender os bens e pagar os credores. Na petição, os advogados disseram que “não cabe ao BCB solicitar ao liquidante a realização de trabalhos de investigação ou de recrutamento de documentos para instruir processos da autarquia ou as respostas que esta tenha que dar às instâncias judiciais ou de controle”. “Trata-se de expediente inusual, com aparência de ilegalidade e desvio de finalidade, por fazer extrapolar as funções do liquidante e subverter o rito de liquidação extrajudicial, medida na qual tenta transformar: (i) o liquidante em auditor do BCB e responsável por ações de fiscalização que são próprias da autarquia; e (ii) o processo de resolução em investigação de natureza administrativa e/ou criminal”, indicou a defesa do Master. CPMI do Banco Master e autoridades citadasO deputado Carlos Jordy (PL-RJ) deve protocolar, em breve, um pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar supostas fraudes envolvendo o Banco Master. O requerimento já reúne o número mínimo de assinaturas, com apoio de 232 parlamentares, mas a instalação da comissão depende da leitura do pedido pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), em sessão do Congresso. O documento afirma que o objetivo da CPMI é a investigação “das fraudes financeiras atribuídas ao Banco Master, estimadas em mais de R$ 12,2 bilhões, bem como da tentativa de transferência desses passivos a instituições financeiras públicas ou de controle estatal, notadamente o Banco Regional de Brasília (BRB), além da eventual participação, omissão ou interferência de agentes públicos, autoridades regulatórias, membros de Poderes da República”. O requerimento cita expressamente o contrato de R$ 129 milhões entre o banco liquidado e os serviços de advocacia de Viviane Barci de

Jornal Estado de Minas aponta qualidades que fazem de Montes Claros cidade referência em qualidade de vida

De acordo com o EM, a Capital Nacional do Pequi se destaca não apenas pela hospitalidade tão peculiar dos mineiros, mas por possuir um setor de serviços que impulsiona a economia local, gerando muitos empregos, bem como o polo industrial que tem seu ponto forte nas indústrias farmacêuticas.  O jornal Estado de Minas publicou matéria em que apresenta dados que mostram Montes Claros como cidade referência em qualidade de vida. A infraestrutura da cidade, os centros comerciais modernos e o fato de a cidade ser polo educacional também são apontados com fator que promove a qualidade de vida para quem vive em Montes Claros. O polo educacional assegura formação superior e técnica de qualidade para os estudantes da região, produzindo mão de obra especializada para as indústrias que operam na cidade. A matéria ressalta ainda os pontos turísticos da cidade, como o Mercado Municipal Christo Raeff, onde é possível degustar a autêntica carne de sol, bem como diversos produtos típicos do cerrado mineiro. Os parques, como o Milton Prates e o Lapa Grande, também são citados como atrativos da cidade, que são espaços para lazer e prática de exercícios físicos ao ar livre. Os visitantes são igualmente atraídos pela gastronomia, que segundo o autor é reconhecida por pratos que têm no pequi seu principal ingrediente. Para o jornalista, Montes Claros é uma cidade próspera, que consegue promover desenvolvimento sem perder suas raízes, preservando sua história, sua cultura, sendo local que merece ser visitada por quem busca entretenimento em ambientes estruturados, ou, ainda, destino para quem quer morar em uma cidade que oferece desenvolvimento urbano aliado à típica tranquilidade do interior.

Na ONU, Brasil rejeita criação de protetorados como solução para a Venezuela

Posição brasileira foi apresentada após ação militar dos Estados Unidos que resultou no sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro O Brasil manifestou, no Conselho de Segurança das Nações Unidas, posição contrária a qualquer solução para a crise na Venezuela que envolva controle estrangeiro ou administração externa prolongada. A diplomacia brasileira defendeu que o enfrentamento da situação no país deve ocorrer com respeito à soberania nacional e à autodeterminação do povo venezuelano, dentro dos marcos constitucionais. A posição do Brasil foi apresentada pelo embaixador Sérgio Danese durante sessão convocada para debater a ação militar ordenada por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. As informações são da Folha de São Paulo. Posição brasileira no Conselho de Segurança Embora o Brasil não integre atualmente o Conselho de Segurança da ONU, o governo solicitou participação formal no encontro, realizado nesta segunda-feira (5), em razão da relevância regional do tema e dos impactos da crise venezuelana para a América do Sul. Declaração de Sérgio Danese Durante sua intervenção, o representante brasileiro rejeitou explicitamente a ideia de tutela internacional sobre o país. “O Brasil não acredita que a solução da situação da Venezuela passe pela criação de protetorados no país, mas por soluções que respeitem a autodeterminação do povo venezuelano no marco da sua Constituição”, afirmou Sérgio Danese. Contexto da ação dos Estados Unidos A reunião ocorreu após o anúncio feito no sábado (3) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que Nicolás Maduro havia sido retirado da Venezuela e estava sendo transportado para Nova York. Horas depois, em coletiva de imprensa, Trump declarou que os Estados Unidos assumiriam temporariamente o governo do país caribenho até que fosse possível viabilizar um processo de transição. O presidente estadunidense também afirmou que empresas dos Estados Unidos passariam a atuar na exploração da indústria petrolífera venezuelana, setor estratégico para a economia do país. A manifestação brasileira reforçou a defesa de soluções baseadas no diálogo, no respeito à soberania e na legalidade constitucional.

Maduro chega a tribunal em Nova York para primeira audiência

Presidente venezuelano comparece à Justiça dos EUA após ser sequestrado O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, chegou na manhã desta segunda-feira (5) a um tribunal federal de Nova York para participar de sua primeira audiência judicial nos Estados Unidos. Ele foi levado ao local acompanhado da esposa, Cilia Flores, após deixar o Metropolitan Detention Center (MDC), onde estava detido desde sábado (3), quando foi sequestrado em Caracas. A audiência está marcada para as 14h (horário de Brasília) e será conduzida pelo juiz distrital Alvin Hellerstein, magistrado de 92 anos com longa trajetória na Justiça americana e atuação em processos de grande repercussão.  No sábado, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou uma nova acusação formal contra Maduro, inserida em um processo criminal que, de acordo com o governo federal americano, tramita há cerca de 15 anos. A denúncia mantém as mesmas quatro acusações apresentadas anteriormente em Nova York, em 2020: narco-terrorismo, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e conspiração. O caso ocorre em meio a forte repercussão internacional. Ainda nesta segunda-feira, o Conselho da ONU se reúne para discutir o sequestro do presidente venezuelano. No cenário político, a presidente interina da Venezuela afirmou que pretende trabalhar “junto” com os Estados Unidos, enquanto Donald Trump, presidente norte-americano, sugeriu um segundo ataque contra a Venezuela caso o governo “não se comportar”.

STF terá evento para lembrar 3 anos de atos golpistas de 8 de janeiro

Defesa da democracia – Programação relembra invasão das sedes dos poderes, em Brasília O Supremo Tribunal Federal (STF) promove, no próximo dia 8 de janeiro, em Brasília, evento para relembrar os atos golpistas de três anos atrás, quando alguns milhares de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro – exigindo um golpe militar – invadiram e depredaram prédios dos poderes na capital da República. Para marcar a data, a Suprema Corte realiza o evento “Democracia Inabalada: 8 de janeiro – Um dia para não esquecer”. A programação inclui a abertura de uma exposição, a exibição de um documentário, uma roda de conversa com jornalistas e uma mesa de debate. No início da tarde de 8 de janeiro haverá a abertura da exposição “8 de janeiro: Mãos da Reconstrução”, a ser exibida no Espaço do Servidor, no STF. Em seguida, será exibido o documentário “Democracia Inabalada: Mãos da Reconstrução” no Museu do próprio tribunal. A programação segue com uma roda de conversa com profissionais da imprensa sobre o tema, também no Museu do STF, e finaliza com a mesa-redonda “Um dia para não esquecer”, no salão nobre do Supremo. Golpe de EstadoAo lembrar os dois anos do 8 de janeiro, neste ano, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, afirmou que os atos golpistas foram a “face visível” de um movimento “subterrâneo” que articulava um golpe de Estado. “Relembrar esta data, com a gravidade que o episódio merece, constitui, também, um esforço para virarmos a página, mas sem arrancá-la da história”, frisou Fachin durante cerimônia que lembrou os dois anos do 8 de janeiro. Atos golpistasLogo após o resultado da eleição ser divulgada em 30 de outubro de 2022, teve início um movimento pedindo um golpe militar para impedir que o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva assumisse o cargo. Houve fechamento de rodovias e acampamentos golpistas foram montados em frente aos quartéis em várias cidades do país. Marcaram também a escalada de atos golpistas a implantação de uma bomba próxima ao Aeroporto Internacional de Brasília, na véspera do Natal, e a invasão de uma delegacia da Polícia Federal (PF) após a queima de ônibus no dia da diplomação de Lula, também em Brasília. Após investigações sobre esses atos, o STF condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados próximos por tentativa de golpe de Estado e outros delitos, responsabilizando o ex-presidente por uma conspiração contra o resultado eleitoral com objetivo de permanecer no poder após a derrota em 2022. Segundo a condenação, Bolsonaro tentou convencer os comandantes militares a aderir a um golpe de Estado para anular as eleições. Conteúdo originalmente publicado em: Agência Brasil

França bloqueia frutas do Mercosul por uso de agrotóxicos proibidos proibidos na Europa

Medida foi anunciada pelo primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, e tem como alvo frutas que possam conter resíduos de agrotóxicos A França anunciou a suspensão da importação de frutas provenientes do Mercosul que contenham resíduos de agrotóxicos proibidos na União Europeia. A decisão foi comunicada no início da noite deste domingo (4) pelo primeiro-ministro Sébastien Lecornu e tende a acirrar as negociações do acordo comercial entre os dois blocos. Em “carta aberta aos agricultores da França”, Lecornu afirmou: “Portarias serão adotadas pelo governo esta semana para suspender a importação de gêneros alimentícios provenientes de países da América do Sul, como abacates e maçãs, contendo resíduos de cinco substâncias, no entanto, já proibidas na Europa”. Em publicação na rede X, ele citou mancozebe, glufosinato, tiofanato-metílico e carbendazim, além de indicar impacto sobre abacate, maçã, manga, goiaba, cítricos e uvas. Segundo o premiê, “os controles sobre as importações serão maciçamente reforçados, nas fronteiras e dentro do território [francês]”. Ele acrescentou: “Acabo de endurecer as instruções a esse respeito. Cabe, doravante, à União Europeia amplificar rapidamente essas ações na escala de todo o mercado europeu”. Efeito nas negociações com o Mercosul A França é a principal opositora do acordo de redução tarifária com o Mercosul, sob pressão de agricultores locais. Em dezembro, com apoio da Itália, Paris conseguiu adiar a assinatura final para janeiro, alegando a necessidade de salvaguardas e controles sanitários. O adiamento irritou o presidente Lula (PT), que concordou em postergar a cerimônia após conversa com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni. O Brasil sinaliza que pode abandonar as negociações se houver nova postergação, enquanto a França atua para barrar a entrada em vigor do acordo, que ainda depende do Parlamento Europeu.

Ataque dos EUA à Venezuela inaugura nova fase na América do Sul que pode engolir o Brasil

O bombardeio dos Estados Unidos à Venezuela e a captura de seu presidente, Nicolás Maduro, se inscrevem em uma longa tradição de intervenções norte-americanas na América do Sul, na América Central e no Caribe ao longo dos últimos dois séculos. Ao mesmo tempo, representam um marco inédito: trata-se do primeiro ataque militar direto dos EUA contra um país sul-americano. Em entrevista coletiva após a captura de Maduro, Donald Trump afirmou que a “dominância americana no hemisfério ocidental jamais será questionada novamente”. Desde meados do século XIX, os Estados Unidos atuam sobre países vizinhos por meio de pressão econômica e também de ações militares, com um histórico que inclui invasões, ocupações e operações encobertas. O episódio que mais se aproxima do atual é a captura do ditador panamenho Manuel Noriega, em 1989. Ações secretas dos EUA contribuíram para a derrubada de governos eleitos e para a instalação de ditaduras militares em países como Brasil, Chile e Argentina. Ainda assim, intervenções militares abertas costumavam se restringir a nações mais próximas, na América Central e no Caribe. Para Maurício Santoro, professor de relações internacionais da UERJ, o ataque à Venezuela “sinaliza uma mudança profunda na política externa e de defesa”, alinhada à nova estratégia de segurança nacional divulgada recentemente pelo governo Trump. O documento defende a ampliação da presença militar dos EUA na região, apresentada como um “corolário Trump” da Doutrina Monroe — formulada em 1823 sob o lema “América para os americanos” e usada historicamente para justificar golpes apoiados por Washington. Embora a ação de sábado dialogue com práticas do passado, ela causa impacto por não haver precedentes desde 1989, segundo Alan McPherson, professor da Temple University e autor de A Short History of US Interventions in Latin America and the Caribbean. Para ele, a ideia de que a era do imperialismo explícito teria ficado no século XX não se confirmou. Praticamente todos os países da região já sofreram algum tipo de intervenção norte-americana, aberta ou encoberta. Alguns exemplos ajudam a dimensionar esse histórico: México A anexação do Texas, então território mexicano, provocou disputas que culminaram na invasão dos EUA em 1847. Tropas americanas ocuparam a Cidade do México, e o conflito terminou em 1848 com um tratado que obrigou o país a ceder 55% de seu território, incluindo áreas que hoje correspondem a Califórnia, Nevada, Utah e partes de outros cinco estados. Cuba Em 1898, os EUA apoiaram a luta cubana contra a Espanha. Após a vitória, ocuparam a ilha até 1902 e garantiram controle permanente sobre a base de Guantánamo. Novas ocupações ocorreram entre 1906 e 1909 e entre 1917 e 1922. Após a Revolução de 1959, a CIA apoiou a fracassada invasão da Baía dos Porcos, em 1961.  tHaiti Em 1915, sob o argumento de estabilizar o país e proteger interesses comerciais, os EUA invadiram o Haiti e passaram a controlar alfândegas, o Tesouro e o banco nacional até 1934. Em 1959, a CIA atuou nos bastidores para sustentar a permanência do ditador François “Papa Doc” Duvalier, visto como aliado contra a influência cubana. Brasil Embora não tenha ocorrido intervenção direta em 1964, uma força naval dos EUA ficou posicionada no litoral brasileiro caso houvesse resistência ao golpe que depôs o presidente João Goulart. Na década de 1970, CIA e FBI assessoraram estruturas repressivas de ditaduras no Brasil, Chile e Argentina durante a Operação Condor. Panamá Os EUA apoiaram a separação do Panamá da Colômbia em 1903 e mantiveram forte influência no país. Em 1989, cerca de 27 mil soldados americanos invadiram o território para capturar Manuel Noriega, antigo aliado da CIA, acusado de narcotráfico. A operação deixou entre 200 e 500 civis mortos, além de cerca de 300 soldados panamenhos, e resultou na posse de Guillermo Endara como presidente. Ainda não está claro se a Venezuela seguirá caminho semelhante. Trump afirmou que o país será “administrado” pelos EUA até que ocorra uma “transição adequada”. McPherson ressalta que intervenções norte-americanas raramente produzem estabilidade duradoura. Segundo ele, esses episódios quase sempre geram problemas prolongados de sucessão política e governabilidade. DCM

“Feliz ano novo”: as primeiras palavras de Maduro, sequestrado pelos EUA, ao chegar em NY

Presidente venezuelano foi fichado em um escritório Agência Antidrogas dos EUA e passou a noite preso em um centro de detenção Perfis oficiais ligados à Casa Branca divulgaram, na noite deste sábado (3), as primeiras imagens do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, ao chegarem nos Estados Unidos após serem sequestrados por forças norte-americanas.Mais cedo, horas após o ataque deflagrado por militares dos EUA contra alvos civis e militares em Caracas e outras cidades venezuelanas, o presidente Donald Trump já havia divulgado uma foto que mostrava Maduro, já detido, com os olhos vendados e algemados a bordo do USS Iwo Jima, navio da Marinha norte-americana.Depois, o presidente venezuelano foi levado de avião para Nova York e lá desembarcou com as mãos e pés algemados. Na sequência, o líder venezuelano foi conduzido a um escritório Agência Antidrogas dos EUA (DEA), onde foi fichado. Ao chegar no local, proferiu suas primeiras palavras públicas após o sequestro, registradas em vídeo: “Boa noite, feliz ano novo”, disse Maduro a profissionais da imprensa e agentes do DEA que estavam no local.Assista: Circulam nas redes sociais, ainda, imagens que mostram Maduro fazendo sinal de “positivo” com as mãos algemadas, ao lado dos agentes. Veja:  target=”_blank” rel=”noopener”>January 4, 2026 Ataque à Venezuela e sequestro de Maduro A Venezuela foi alvo, na madrugada deste sábado (3), de um ataque militar de grande escala por parte dos Estados Unidos. Explosões atingiram Caracas e outras regiões do país, incluindo os estados de Miranda, La Guaira e Aragua, provocando pânico entre a população civil, apagões e danos a áreas próximas a instalações militares. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou publicamente que as forças norte-americanas capturaram o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e o retiraram do país. A declaração foi feita em sua rede Truth Social. Em resposta imediata à ofensiva, Caracas divulgou um comunicado oficial acusando Washington de promover uma agressão militar direta contra o país. O governo venezuelano afirmou que os bombardeios atingiram também áreas residenciais e acusou os Estados Unidos de tentar impor uma mudança de regime pela força. Segundo o comunicado oficial, o objetivo da operação seria tomar o controle de recursos estratégicos do país, especialmente petróleo e minerais. Caracas classificou a ação como uma tentativa de impor uma “guerra colonial” contra uma nação soberana. Trump diz que EUA vão governar a Venezuela O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, detalhou a operação estadunidense que atacou a Venezuela e acarretou no sequestro do presidente Nicolás Maduro, neste sábado (3). Ele também enfatizou o discurso de ameaça de narcoterrorismo, e revelou que os EUA governarão a Venezuela até que a transição de governo esteja terminada. “Vamos governar o país até que uma transição adequada possa ocorrer. Vamos governar com um grupo, e vamos ter certeza de que ele vai ser governado apropriadamente. (…) Estamos designando pessoas neste momento. Vamos deixar vocês a par”, afirmou Trump. Trump exaltou a ação como “letal”, “rápida” e sem baixas norte-americanas, e reforçou reiteradamente a narrativa de combate ao narcoterrorismo e de defesa de interesses estratégicos dos EUA, como o petróleo. “Foram rapidamente superados e incapacitados. (…) Nenhum americano foi atingido ou equipamento americano foi perdido”, afirmou Trump. “Temos o melhor equipamento do mundo”, continuou. “Foi a mais deslumbrante e efetiva operação na história dos EUA. (…) Nenhum país no mundo poderia ter capacidade de fazer o que fizemos. (…) As luzes em Caracas foram apagadas. Estava escuro, foi letal”, completou. O presidente dos EUA ainda comparou a operação na Venezuela com as ocorridas em países como Irã e Afeganistão, e também deixou claro que a Venezuela é vista como um alvo estratégico, sobretudo por sua relação com o petróleo. Ele também sugeriu que Washington mantém plena capacidade de repetir intervenções militares desse porte quando considerar necessário. Trump ainda emitiu um recado direto à classe política venezuelana, elevando o tom de ameaça, e sinalizou que a operação não se restringe a um episódio isolado, mas funciona como demonstração de força e intimidação. “A Venezuela vendeu óleo americano, ativos americanos, e plataformas americanas custando bilhões e bilhões de dólares. Pegaram nossa propriedade, era nossa, nós construímos. (…) A América nunca permitirá que poderes estrangeiros roubem nossas pessoas”, disse Trump. “Todas as figuras políticas na Venezuela devem entender que o que aconteceu com Maduro pode acontecer com eles”, continuou. Trump também descartou uma possível segunda operação, e a equipe da Casa Branca confirmou que Maduro se entregou. O presidente dos EUA ainda afirmou que o país irá “reconstruir a infraestrutura americana na Venezuela”. “Uma segunda onda poderia ser necessária. Mas, agora, provavelmente não”, disse. “Vamos fazer a Venezuela grande novamente, é simples (‘Make Venezuela Great Again, that’s simple’)”, completou.