A destruição do Brasil e o corno da rua

Se, como dizia Von Clausewitz, a guerra é a continuação da política por outros meios, na encarniçada guerra em que se transformou a política, nos dias de hoje, a missão do jornalismo deveria ser a de escrever a história enquanto ela ocorre e acontece, se a mídia não estivesse, na maioria das vezes, a serviço de seus próprios interesses e de projetos de poder mendazes, hipócritas e manipuladores. Por Mauro Santayana, em seu blog Só os ingênuos acreditam em imprensa isenta em uma sociedade capitalista – na qual ela defende o interesse de seus donos e anunciantes – e mais ainda em um país como o Brasil, em que praticamente inexistem meios de comunicação públicos, quanto mais democráticos e de qualidade, como em outros lugares do mundo. A “história oficial” que tenta contar, ou corrobora, enquanto discurso quase único, a mídia brasileira hoje, é a de que vivemos em um país subitamente assaltado, em termos históricos, nos últimos 15 anos, por “quadrilhas” e organizações criminosas, infiltradas em governos populistas e incompetentes que, acossado pela corrupção, tenta, por meio de uma justiça corajosa e impoluta, livrar-se desse flagelo “limpando” a ferro e fogo a Nação, enquanto um governo que, coitado, não é perfeito, mas foi alçado ao poder pelas “circunstâncias”, tenta “modernizar” o Brasil, por meio de reformas tão inadiáveis quanto necessárias, para tirá-lo de uma terrível bancarrota em que o governo anterior o enfiou. Mas a história real que ficará registrada nos livros do futuro – queira ou não quem está a serviço dessa gigantesca mistificação – falará de um Brasil que, no início do Século XXI, chegou a sair da décima-quarta economia do mundo para o sexto posto nos últimos 15 anos – e que ainda ocupa o nono lugar entre as nações mais importantes do mundo. De uma nação que mais que triplicou seu PIB de 504 bilhões em 2002, para quase 2 trilhões de dólares no ano passado – que pagou – sem aumentar a sua dívida pública com relação a 2002 – seus débitos com seus principais credores internacionais – entre eles o FMI – e quadruplicou sua renda per capita em dólares, além de economizar mais de 340 bilhões de dólares em reservas internacionais, nesse período, transformando-se no que ainda é, hoje, em 2017, o quarto maior credor individual externo dos EUA. Um país que cortou, segundo números do IBGE, o número de pobres pela metade, duplicou o número de escolas técnicas federais, construiu quase 2 milhões de casas populares, com qualidade suficiente para atrair até mesmo o interesse de altos funcionários do Estado, como procuradores da República. . Um país que tinha voltado a construir refinarias, navios, grandes usinas hidreléctricas, gigantescas plataformas de petróleo e descoberto, com tecnologia própria, abaixo do fundo do mar, a maior província petrolífera, em termos mundiais, dos últimos 50 anos. Que expandiu o crédito e o consumo, duplicou sua safra agrícola, projetou-se internacionalmente em seu próprio continente e até o continente africano – como fazem outros países de sua dimensão e importância – e forjou uma aliança geopolítica com potências espaciais e atômicas, como Índia, China e Rússia – o BRICS – montando um banco que foi criado com a missão de transformar-se no embrião de uma alternativa ao sistema financeiro internacional. Que estava construindo submersíveis – entre eles o seu primeiro submarino atômico – tanques, navios de patrulha, cargueiros aéreos, caças-bombardeiros, radares, novos mísseis ar-ar, sistemas de mísseis de saturação, uma nova família de rifles de assalto, para suas forças armadas, por meio de forte apoio governamental a grandes empresas de engenharia de capital majoritariamente nacional, integrando esses esforços com outros países, também do próprio continente, para fortalecer a defesa e a soberania regional contra eventuais agressões externas. Um Brasil que, por estar fazendo isso, sofreu, nos últimos quatro anos, um ataque coordenado, ideológico e canalha, de inimigos internos e externos. Primeiro, com a revelação do escândalo de espionagem do país e do governo, e empresas que depois seriam, coincidentemente acusadas de corrupção, como a Petrobras, por parte de governos estrangeiros., Depois, por meio de um golpe iniciado com manifestações financiadas de fora do país, desde a época da Copa do Mundo, e de uma ampla campanha de sabotagem midiática e de operações de contra-informação permanentes, financiadas e coordenadas em muitos casos de fora do país, com o deslocamento para cá de embaixadores que estavam presentes quando do desfecho de golpes semelhantes e recentes em outros países sul-americanos, como o Paraguai, por exemplo. Um golpe que, iniciado no ano de 2013, foi finalmente desfechado, politicamente, em 2016 – baseado em uma tese juridicamente insustentável – para gáudio do que existe de pior na política brasileira e de nossos concorrentes internacionais. Concorrentes que, como vimos, pretendiam e desejam não apenas parar o Brasil no caminho que estava seguindo, de seu fortalecimento econômico, social e geopolítico, mas destruir a economia brasileira, para se apossar, por meio de uma segunda onda de destruição e de desnacionalização de nossas empresas, de nosso mercado interno e de nossos mais importantes ativos públicos e privados a preço de banana, colocando no poder “governos” de ocasião, entreguistas e dóceis às suas determinações e desejos. Para fazer isso, os inimigos do Brasil agiram – e continuam agindo – na frente política e na econômica, sustentados por paradigmas tão falsos quanto mendazes, que muitas vezes podem se apresentar como aparentemente contraditórios aos olhos de certos observadores. O principal deles, é o que reza que a corrupção é o maior problema brasileiro, e que trata-se, ela, de um fenômeno recente em nossa história, ou que alcançou supostamente “gigantescas” proporções, somente a partir de chegada do Partido dos Trabalhadores ao poder em janeiro de 2003. Na economia, por outro lado, era e é preciso vender o peixe de que o país está quebrado, quando no grupo das 10 principais economias do mundo, em que nos incluímos depois de 2002, pelo menos 7 países – EUA, Japão, Reino Unido, França, Itália, Canadá – têm uma dívida pública maior que
Allan Versiani de Paula foi nomeado para a PGR

– Dodge nomeia procurador mineiro para sua equipe –Allan Versiani de Paula, de Montes Claros, será auxiliar da Procuradoria-Geral da República Procurador federal Alan Versiane de Paula (foto: Danilo Evangelista/Esp. EM/ D.A Press) Por Luiz Ribeiro – Estado de Minas Minas Gerais continua marcando presença na cúpula do Ministério Público Federal. Um mineiro passou a integrar a equipe da procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Trata-se do procurador federal Allan Versiani de Paula, de Montes Claros. Ele foi nomeado por Raquel Dogde como auxiliar da Procuradoria-Geral da República. Allan tomou posse no MPF em 2005, quando foi designado para Campo Grande (MS). Depois, atuou por um curto período em Uberaba. Há quase 10 estava lotado em sua terra natal. Vale lembrar que Rodrigo Janot, antecessor de Dodge, é mineiro.
Histeria tornou suicida a direita brasileira

Por Fernando Brito – Tijolaço Na Folha, o Painel diz que “quem conhece” do Tribunal Federal da 4ª Região, onde será julgado o recurso de Lula diante da insana sentença de Sérgio Moro no caso do apartamento do Guarujá, “está convencido” de que a decisão será ainda no primeiro semestre de 2018. No Diário Catarinense, da RBS gaúcha, a futrica é mais precisa: “O julgamento do recurso do ex-presidente Lula pelo Tribunal Regional Federal de Porto Alegre vai ocorrer em fevereiro do próximo ano. A informação circulou durante o Congresso Estadual dos Magistrados, que teve o relator do recurso de Lula, desembargador João Pedro Gebran, como um dos painelistas.” Ai que tudo indica, são “balões de ensaio” lançados pelo próprio Gebran, amigo e colega de mestrado de Sérgio Moro e invariavelmente alinhado às sentenças do juiz da Lava Jato. Três juízes, neste caso, têm uma decisão que vai muito além da sentença “supositória” que prolatou Moro, sobre um apartamento que não é e nunca foi, de fato ou de direito do ex-presidente e sobre o qual, para liga-lo ao dinheiro desviado da Petrobras, tem apenas a palavra de um delator. Três homens apenas vão tomar a si o direito de sentenciar o Brasil a ter – ou não – eleições viciadas por uma exclusão marcadamente ideológica de um candidato. Ninguém, por exemplo, fala em Aécio Neves poder estar inelegível, mesmo com a prova flagrante de um telefonema gravado e uma mala de dinheiro apreendida. Três homens que podem fazer o Brasil cumprir pena de quatro anos, em regime fechado, com a eleição de um protofacista como Jair Bolsonaro à Presidência. Ou será que alguém acha que a eleição será “ideológica” e colocará um freio “natural” em Bolsonaro? Quem, sem Lula, pode encarnar com mais facilidade o “contra tudo e contra todos”? A interdição de Lula criaria o imponderável em um segundo turno onde o “novo” seria o trêfego ex-capitão. Não se vê, sem Lula na disputa, quem possa enfrentá-lo num quadro de insatisfação popular, exceto, talvez, Ciro Gomes, que deve abandonar, por isso,seus arroubos verbais que lhe criam ressentimentos desnecessários entre os “lulistas” e, portanto, dificultam-lhe a condição de eventual “plano B” de uma frente progressista. Como não o fez, até agora, não é maior seu crescimento nas hipóteses pesquisadas sem a presença do ex-presidente.
Galoucura humilha Globo no estádio Independência

Torcida do Atlético abre faixa no estádio dizendo que “Globo pagou propina” e manda emissora tomar no cu – A Torcida do Atlético-MG subiu uma faixa batendo duro na Rede Globo. A faixa diz que a emissora pagou propina no futebol. “E aí?”, consta no final do escrito – jogo, no estádio Independência, o Galo venceu o Grêmio por 4×3. Na semana passada, a emissora voltou a ser acusada de pagar propina a dirigentes por direitos de transmissão de jogos de futebol. De acordo com o empresário José Eladio Rodríguez, a T&T, uma offshore da Torneos y Competencias, foi criada na Holanda para receber pagamentos de grupos de mídia, entre eles a emissora brasileira, que então seriam desviados aos chefes do futebol. A declaração foi concedida no julgamento do ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) José Maria Marin no escândalo de corrupção da Fifa, Rodríguez foi braço-direito de Alexandre Burzaco, que havia acusado a Globo de ter pago US$ 15 milhões de suborno para os direitos 2026 e 2030 da Copa do Mundo. Para ver o vídeo dos atleticanos, clique aqui. De acordo com nota lida por William Bonner, a Globo ficou “surpresa” ao saber das propinas pagas pela subsidiária da Globo na Holanda à T&T na Holanda..
Parque municipal ficará aberto das 6 às 21 horas

Prefeitura amplia horário de funcionamento do Parque Municipal Milton PratesFundado em 1969, o Parque Municipal Milton Prates é, hoje, um dos principais cartões postais da cidade de Montes Claros. Sua área de quase 200 mil metros quadrados abriga uma enorme lagoa (a Lagoa dos Patos), árvores de diversas espécies, pequenos mamíferos, aves, peixes, uma academia ao ar livre, restaurante, banheiros, o ginásio poliesportivo Ana Lopes e, agora, uma popular pista de caminhada que, por ser amplamente iluminada, vem sendo utilizada pela população até mesmo durante o período noturno. Até recentemente, o parque era aberto ao público das 7 às 18 horas, mas o horário de funcionamento do local está sendo ampliado, passando a ser das 6 às 21 horas. Com a mudança, a população terá mais tempo para aproveitar o espaço público de lazer com segurança, já que a Guarda Municipal permanece no local 24 horas por dia, sete dias por semana, garantindo a integridade dos visitantes e inibindo que o parque seja utilizado para a prática de delitos. Fonte: Ascom – Prefeitura de Montes Claros
Laranja de Aécio diz que nunca teve contato com ele

– O montador de andaimes Mitil Ilchaer Silva Durao, que mora no município da Serra (ES), e aparece em um relatório da Polícia Federal como dono de um dos celulares apreendidos na casa do senador Aécio Neves (PSDB-MG), disse que ficou sabendo do caso na manhã desta quarta-feira (29) pelos jornais. Mitil disse que viu a notícia e que as informações batem, mas não sabe por que o nome dele está lá. “Não sei onde vem isso. Não tenho contato algum”, disse o montador ao G1. Além dele, também foi encontrado pela PF na casa de Aécio um telefone em nome do agricultor Laércio de Oliveira, que trabalha no cultivo de café em fazendas do interior de Minas. Para identificar quem eram os proprietários das duas linhas móveis disponíveis nos celulares encontrados na casa de Aécio, a Polícia Federal teve que solicitar os dados às operadoras de telefonia TIM e Vivo. As empresas, então, informaram que os telefones pré-pagos estavam registrados em nome de duas pessoas diferentes.
Mutirão para regularizar terras rurais

– O governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário (Seda), vai realizar mutirão para cadastramento de famílias interessadas em regularizar a posse de suas terras rurais nos municípios de Bocaiúva e Olhos D’água, no Território Norte. A ação acontecerá no período de 11 a 15 de dezembro, no escritório da Empresa Mineira de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-MG) nos dois municípios. O trabalho também é realizado em parceria com a Federação dos Trabalhadores Rurais do Estado de Minas Gerais (Fetaemg), por meio dos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais, e conta com o apoio das câmaras e das prefeituras municipais. “Essa é uma ação muito importante, porque 90% da nossa população rural não tem a escritura”, diz o presidente da Câmara Municipal de Olhos D´água, vereador José Aparecido Gomes. Registro gratuito O Oficial Titular do Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Bocaiúva, Hélio Francisco Alves, lembra que o registro do título de posse da terra é gratuito. “É muito triste a pessoa não ter o documento que comprova a posse. Estamos preparados e vamos fazer com carinho (o registro), porque a gente sabe da importância do título para as famílias”, diz. Desde 2015, a Seda já realizou 41 audiências públicas que marcaram a retomada do programa em municípios de nove dos 17 Territórios de Desenvolvimento: Norte, Alto Jequitinhonha, Médio e Baixo Jequitinhonha, Metropolitano, Mucuri, Caparaó, Vale do Aço, Noroeste e Central. “A audiência pública é o primeiro passo para a regularização fundiária e é uma inovação em nosso governo, para dar mais transparência ao processo. Depois da audiência, a gente já faz o cadastramento e na sequência a medição dos terrenos”, explica o secretário de Estado de Desenvolvimento Agrário, Professor Neivaldo. O processo até a emissão do título pode durar de sete meses a um ano. Documentos Para que seja feito o cadastramento nos municípios, a pessoa interessada deve levar qualquer um dos documentos pessoais (Identidade, CPF, certidão de nascimento, certidão de casamento; atestado de óbito; comprovante de residência; etc). Para comprovar a posse, é preciso também levar uma declaração (Sindicato de Trabalhadores Rurais, EmaterMG, Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável – CMDRS, Prefeitura Municipal); contratos particulares que versem sobre cessão ou transferência, a qualquer título, do imóvel rural; conta de luz; CCIR; ITR; CAR; cartão de produtor rural (inscrição estadual); cadastro perante o IMA, IEF, IGAM, etc; fotografias; recibos ou notas fiscais relativos a insumos utilizados na posse; recibos ou notas fiscais relativos a negociação de bens ou produtos agrícolas ou animais; fotografias; etc.
Gilmar manda soltar o Rei do Ônibus

– Pela terceira vez Gilmar Mendes manda soltar o empresário Jacob Barata Filho – Na mesma decisão, ministro do STF também determinou a soltura de Lélis Teixeira, ex-presidente da Fetranspor. Os dois foram presos pela primeira vez em julho, num desdobramento da Lava Jato no RJ. O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou nesta sexta-feira (1º) soltar, pela terceira vez, o empresário do setor de ônibus do Rio de Janeiro Jacob Barata Filho e o ex-presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio (Fetranspor) Lélis Teixeira.Gilmar Mendes já havia determinado em agosto, por duas vezes, que os dois fossem soltos. Mas decisões judiciais os levaram à prisão novamente.Barata Filho e Lélis Teixeira são alvos da Operação Ponto Final, um desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro.Os dois são suspeitos de envolvimento em um esquema de corrupção que atuou no setor de transportes do RJ, com a participação de empresas e políticos do estado, que teria movimentado R$ 260 milhões em propina.Em nota, a defesa de Barata Filho exaltou a decisão de Gilmar Mendes afirmando que o despacho “comprova que o STF é o guardião maior das garantias individuais”.“Ela (a decisão) está em consonância com a posição da Segunda Turma do STF, que havia decidido que a prisão preventiva de Jacob Barata Filho era descabida. Vale ressaltar que não surgiu nenhum fato novo que tivesse justificado nova medida em desfavor do empresário”, diz a defesa.Operação Cadeia VelhaNo mês passado, Jacob Barata Filho e de Lélis Teixeira foram presos novamente, na Operação Cadeia Velha, que apura os crimes de corrupção, associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).Nesta mesma operação foram presos, por exemplo, o presidente da Alerj, Jorge Picciani (PMDB), e o filho dele, o empresário Felipe Picciani.Ao analisar o pedido de liberdade, Gilmar Mendes afirmou que a prisão, determinada pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), de segunda instância, foi decretada após decisão da Segunda Turma do próprio STF, de outubro, que substituiu a prisão por medidas alternativas, especialmente o afastamento deles das empresas e de entidades do transporte público. “Os indicativos são de que a falta de avaliação da decisão do Supremo Tribunal Federal não decorre de simples omissão. No ponto em que determinou a prisão preventiva do ora paciente, a decisão do Tribunal Regional Federal sugere o propósito de contornar a decisão do STF”, escreveu o ministro.A nova prisão foi determinada pelo TRF-2 porque, em busca e apreensão na casa de Jacob Barata Filho, foram encontrados documentos sugerindo que ele continuava operando em empresas de transporte, o que descumpriria a determinação de se afastar do setor.Para Gilmar Mendes, no entanto, a defesa não foi ouvida para esclarecer sobre isso nem houve justificativa quanto à “urgência” da prisão. No STF, a defesa negou que os documentos demonstrem descumprimento do afastamento.PolêmicaEm julho deste ano, o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro encaminhou à Procuradoria Geral da República (PGR) um pedido de suspeição de Gilmar Mendes no caso envolvendo a prisão de Jacob Barata Filho.O MPF-RJ argumentou à época que o ministro é padrinho de casamento da filha do empresário. O Ministério Público também disse, na ocasião, que um dos advogados de Jacob Barata Filho também é advogado de Gilmar Mendes.A PGR, então, analisou o caso e pediu ao Supremo Tribunal Federal que declare suspeita a autação de Gilmar Mendes no caso. Na ocasião, o então procurador-geral, Rodrigo Janot, pediu ainda que todas as decisões tomadas pelo ministro fossem anuladas. O que diz Gilmar MendesQuando o pedido do MPF-RJ se tornou público, Gilmar Mendes respondeu, em nota:“As regras de impedimento e suspeição às quais os magistrados estão submetidos estão previstas no artigo 252 do CPP, cujos requisitos não estão preenchidos no caso”.Sobre o fato de ter sido padrinho de casamento da filha de Jacob Barata Filho, o ministro fez a seguinte indagação a jornalistas que o questionaram sobre o assunto:“Vocês acham que ser padrinho de casamento impede alguém de julgar um caso? Vocês acham que isto é relação íntima, como a lei diz? Não precisa responder.”
O serviçal juizeco tucano continua intolerante

Bob Fernandes: Moro se desculpa, mas não se arrepende de escuta ilegal O comentário preciso sobre as declarações de moro, que na mídia, só Bob Fernandes tem coragem de fazer. Mais do que os demais, o juiz Moro encarna a Lava Jato. Na segunda, 27, assistimos a uma confissão: “Não me arrependo de forma nenhuma…”. Moro disse isso sobre gravações e vazamento das conversas entre Lula e Dilma em 16 março de 2016. Um dia depois daqueles grampos e vazamento Moro reconheceu irregularidade nas gravações. Relatou: -Determinei a interrupção da interceptação às 11 hs 12… Mas seguiram gravando. Só uma hora e seis minutos depois, às 12 hs18, as operadoras foram avisadas pela Polícia Federal. Às 13 hs 32 foi feita a segunda gravação. Mais de duas horas depois do tempo legal determinado por Moro para interrupção. Disso, Moro se defendeu: “Como havia justa causa e autorização legal, não vislumbro maiores problemas…”. Ministros do Supremo Tribunal vislumbraram enorme problema. Marco Aurélio foi duríssimo e claro: -Isso é crime. Está na lei (…) Moro simplesmente deixou de lado a lei. Isso está escancarado. Teori Zavaski, então relator da Lava Jato, bateu: -Papel do juiz é o de resolver, não criar conflitos. Imparcialidade pressupõe discrição, prudência, serenidade (…) e não se deixar contaminar pelos holofotes. Treze dias depois das gravações e vazamento, o juiz se desculpou. Moro, que hoje diz não ter se arrependido “de forma nenhuma”, então pediu “respeitosas escusas” ao Supremo. Nesse caso, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região julgou representação contra Moro. Por 13 a 1 decidiu a favor de Moro concluíndo: -A Lava Jato traz “problemas inéditos” e exige “soluções inéditas”. Esse mesmo TRF-4 julgará Lula na Segunda Instância. Confirmada a sentença de Moro, Lula ficará inelegível. Carlos Eduardo Thompson Flores preside o TRF-4. E ele já opinou. Disse que, embora “não conheça as provas”, a sentença de Moro foi “irretocável”. Na terça, 28, a Folha informou: “Tribunal que vai julgar Lula acelera trâmite de ações”. Isso não deveria ser a respeito apenas de Lula. Porque é muito maior. E deixar a lei de lado em nome da lei, teve, tem e terá consequências. Via: Fernando Brito – Tijolaça
Até o Ibope confirma: ninguém segura o Lula

LULA CONSOLIDA VANTAGEM E PODE LEVAR ELEIÇÃO NO PRIMEIRO TURNO – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva avançou no Datafolha e pode vencer a próxima eleição até no primeiro turno. É o que mostra pesquisa que acaba de ser divulgada pelo instituto do grupo Folha. No principal cenário, Lula tem 34%, o dobro do segundo colocado, que é Jair Bolsonaro, com 17%. Em seguida, aparecem Marina Silva, com 9%, Geraldo Alckmin, com 6%, e Ciro Gomes também com 6%,. O instituto fez 2.765 entrevistas entre 29 e 30 de novembro, em 192 cidades. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos. “Quando a intenção de voto é questionada sem apresentação de nomes, Lula surge com 17% das citações e Bolsonaro, com 11%. Todos os outros pontuam de 1% para baixo”, aponta ainda o jornalista Igor Gielow. “Lula ganha em todos os cenários de segundo turno. Ele ampliou em quatro pontos percentuais sua vantagem, em relação à pesquisa feita no fim de setembro, no confronto com Alckmin (52% a 30%), Marina (48% a 35%) e Bolsonaro (51% a 33%). O tucano empata tecnicamente com Ciro (35% a 33%) e Marina ganharia de Bolsonaro (46% a 32%)”, diz a reportagem. Leia, abaixo, reportagem da Reuters sobre a pesquisa: RIO DE JANEIRO (Reuters) – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fortaleceu sua liderança e o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) está isolado em segundo lugar da corrida presidencial, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado. Em um cenário da pesquisa que considera os dois nomes concorrendo contra Marina Silva (Rede), Joaquim Barbosa, Michel Temer (PMDB) e Henrique Meirelles (PSD), Lula lidera com 34 por cento dos votos, Jair Bolsonaro fica em segundo com 17 por cento e Marina Silva com 9 por cento. O governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) e Ciro Gomes (PDT) ficam empatados na quarta posição, com 6 por cento. Nesse cenário, Joaquim Barbosa tem 5 por cento das intenções de voto, Alvaro Dias (Podemos) tem 3 por cento, Manuela D’Ávila (PCdoB) 1 por cento, Temer 1 por cento, Meirelles 1 por cento, Paulo Rabello de Castro (PSC) 1 por cento, branco/nulo/nenhum 12 por cento e não sabe, 2 por cento. O instituto pesquisou outros cenários em que nem todos os possíveis candidatos aparecem na disputa. O ex-presidente Lula, condenado em primeira instância pelo juiz federal Sérgio Moro, lidera em todos os cenários nos quais foi incluído, com intenções de voto que variam de 34 por cento a 37 por cento. Lula foi condenado em um julgamento por corrupção, em julho. Se esta condenação for confirmada, ele não poderá competir. Nos cenários em que Lula foi excluído da disputa, a pesquisa apontou na liderança Bolsonaro, com intenções de voto que variam de 21 por cento a 22 por cento. Alckmin aparece nos cenários da pesquisa sempre entre a terceira e a quarta posição. No segundo turno, Lula também lidera todos os cenários nos quais foi incluído. No cenário de segundo turno que considerou Marina e Bolsonaro, Marina vence o possível adversário com 46 por cento das intenções de voto, contra 32 por cento de Bolsonaro. A pesquisa considerou ainda, em alguns cenários, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que o apontaram com um desempenho fraco. Na pesquisa espontânea, em que o pesquisador não apresenta ao entrevistado uma lista de candidatos, Lula lidera com 17 por cento, seguido de Bolsonaro com 11 por cento. Todos os demais nomes pontuam 1 por cento ou menos. Nesta modalidade, de acordo com o Datafolha, 19 por cento afirmaram que não votariam em ninguém e 46 por cento disseram não saber em quem votaria. O instituto fez 2.765 entrevistas entre 29 e 30 de novembro, em 192 cidades. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos.