FILHO DE ZÉ ALENCAR PODE SER VICE DE LULA

– Líder absoluto em todas as pesquisas de intenção de voto para a Presidência em 2018, Luiz Inácio Lula da Silva pode ter como vice em sua chapa o empresário mineiro Josué Gomes da Silva, de 53 anos; presidente da Coteminas, Josué é filho do ex-vice-presidente José Alencar, eleito numa dobradinha com Lula em 2002 e 2006 e que morreu em março de 2011 – – Pré-candidato ao Palácio do Planalto em 2018, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode ter como vice em sua chapa o empresário mineiro Josué Gomes da Silva, de 53 anos. Presidente da Coteminas, Josué é filho do ex-vice-presidente José Alencar, eleito numa dobradinha com Lula em 2002 e 2006 e que morreu em março de 2011. “O Josué vai ser o vice do Lula em 2018. Estive com os dois recentemente”, afirmou ao Estadão/Broadcast o deputado federal Reginaldo Lopes, ex-presidente do PT mineiro. Segundo o parlamentar, o ex-presidente e o empresário têm conversado sobre o assunto. Josué – que adotou o sobrenome Alencar na eleição de 2014, quando concorreu ao Senado por Minas Gerais – é filiado ao PMDB desde 2013. Para viabilizar uma eventual candidatura a vice de Lula em 2018, ele teria de deixar o partido. O destino seria o PR, antigo PL, sigla à qual seu pai foi filiado quando se candidatou a vice-presidente e na qual se manteve durante todo o governo do petista. No PT, a avaliação é de que Josué como candidato a vice pode ajudar Lula a reconquistar o apoio do empresariado. “O nome do Josué sempre foi lembrado e admirado por nós para ser alguém que nos ajude na nova política que o Brasil precisa. São pessoas como ele que o PT precisa trazer para perto”, disse o senador Jorge Viana (PT-AC), um dos parlamentares mais próximos do ex-presidente. As informações são de reportagem de Igor Gadelha no Estado de S.Paulo.
TRF-4 CORRE PARA TORNAR LULA INELEGÍVEL

– A ação contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso do triplex no Guarujá tramita em ritmo recorde e já chegou ao TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região, em Porto Alegre. Foi o trâmite mais rápido até agora, entre todas as apelações da Lava Jato com origem em Curitiba – Os números da Lava Jato mostram uma certa obsessão com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O processo que condenou o ex-presidente Lula a nove anos e meio de prisão no caso do tríplex chegou em tempo recorde ao TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região, em Porto Alegre. Foram 42 dias, desde a sentença do juiz Sergio Moro, em julho, até o início da tramitação do recurso na segunda instância, nesta quarta (23). É o trâmite mais rápido até aqui, da sentença ao TRF, entre todas as apelações da Lava Jato com origem em Curitiba. Eventual condenação em segunda instância do petista impediria sua candidatura a presidente nas eleições de outubro do ano que vem. A média dos demais recursos, nesse mesmo percurso, foi de 96 dias –ou de 84 dias, se considerada a mediana (valor que divide os casos existentes em dois conjuntos iguais). O andamento dos processos variou entre 42 e 187 dias. No total, 31 apelações da Lava Jato tramitam ou tramitaram no TRF-4. Cerca de metade delas já foi julgada. “Caso seja proposital, é bastante preocupante e mostra o voluntarismo da Justiça em protagonizar outros papéis que não o de meramente julgar um caso. Querer interferir de outras formas na vida política e social do país é algo deletério”, diz Fábio Tofic Simantob, presidente do Instituto de Defesa do Direito de Defesa e advogado de outros investigados da Lava Jato. As informações são de reportagem de Estelita Hass Carazzai e Joelmir Tavares na Folha de S.Paulo.
SUPREMO É CONTRA DOAÇÃO EMPRESARIAL

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeita a volta de doações empresariais para campanhas eleitorais de 2018. A proposta já estava em discussão no Congresso Nacional mesmo antes da polêmica da criação de um fundo público bilionário para bancar os candidatos, mas, dos 11 integrantes da Corte, pelo menos seis são contrários ao financiamento feito por pessoas jurídicas. – As discussões travadas no Congresso Nacional pela volta de doações empresariais para campanhas eleitorais não contam com o apoio da maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que são contrários a este sistema de financiamento. Dos 11 ministros do STF, pelo menos seis são contrários ao financiamento empresarial. Em 2015, a Corte considerou o financiamento privado como inconstitucional e manteria o entendimento caso fosse instado a se manifestar sobre o assunto novamente. O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), tem procurado sistematicamente os ministros do STF para consultá-los sobre o assunto. O receio é que caso a medida seja aprovada pelo Congresso já para as eleições do próximo ano, o STF decida por derrubá-la. Os maiores defensores do retorno do financiamento empresarial são os ministros Gilmar Mendes – que defende um maior rigor nos critérios – e Luiz Fux, que defende que as empresas possuam vínculos ideológicos com o candidato. Para que o financiamento empresarial passe a valer já nas eleições de 2018, a regra tem que ser aprovada até o final de setembro pelo Congresso Nacional. Os parlamentares também discutem a criação de um fundo de financiamento eleitoral com recursos públicos. Via Brasil l247
Cursos técnicos da Rede e-Tec do IFNMG

1ª Feira do Centro de Referência em Educação a Distância e Projetos Especiais do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Norte de Minas Gerais Parceira da Prefeitura Municipal de Montes Claros, através da Secretaria Municipal de Educação, os cursos técnicos da ‘Rede e-Tec’ do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Norte de Minas Gerais (IFNMG) viabilizou, no Campus do IFNMG Montes Claros, a ‘1ª Feira do Centro de Referência em Educação a Distância e Projetos Especiais (FECEAD) do IFNMG, com exposições e apresentação dos trabalhos e pesquisas desenvolvidos pelos alunos dos cursos de Administração, Informática para Internet, Libras, Segurança do Trabalho e Transações Imobiliárias, que finalizaram a última etapa da Prática Profissional. Na abertura do evento a equipe do Projeto Montes Claros na Trilha da Leitura animou o público com a apresentação do espetáculo teatral: ‘Nas Trilhas Literárias de Montes Claros – Uma viagem encantada pela história de Montes Claros’, peça que aborda a história da cidade desde o Arraial das Formigas até os dias atuais. Em seguida, o secretário municipal de educação, Benedito Said, ministrou uma palestra motivacional com destaque para a importância das relações humanas e a necessidade de amar ao próximo. Ainda durante o evento, os presentes puderam prestigiar a exibição dos trabalhos de cada curso, ao som de músicas cantadas pelos alunos da turma de Segurança do Trabalho, Marcos Robert Pereira de Oliveira e Wenderson Oliveira de Jesus. “Foi muito gratificante perceber o quanto o conhecimento, a perseverança e a determinação permitiram o crescimento de todos nós. Valeu à pena! Obrigada aos alunos, tutores, coordenadores, visitantes e todos que direta ou indiretamente contribuíram para esse grande evento”, comenta a coordenadora de pólo avançado e intermediadora dos cursos entre o município de Montes Claros e o IFNMG, Kênia Juliana Gonçalves. De acordo com a aluna do curso de Informática para Internet, Carla Eloisa Mendes, esta foi uma oportunidade ímpar para os alunos mostrarem o que vem sendo desenvolvido durante os cursos do IFNMG. “Estou muito satisfeita. Foi um evento muito bem organizado, com excelentes atrações e, que, nos permitiu mostrar um pouco do que estamos fazendo durante as atividades do curso e do nosso desenvolvimento profissional de maneira geral”, destaca a aluna. Rede e-Tec Lançado em 2007, o sistema Rede e-Tec Brasil visa à oferta de educação profissional e tecnológica à distância e tem o propósito de ampliar e democratizar o acesso a cursos técnicos de nível médio, públicos e gratuitos, em regime de colaboração entre União, estados, Distrito Federal e municípios. Os cursos são ministrados por instituições públicas. Ascom-Prefeitura de Montes Claros
Defesa da Cemig faz ato na Usina de São Simão

Protesto contra a tentativa de privatização da Cemig pelo governo Temer A Frente Mineira em Defesa da Cemig estará nesta sexta-feira (25) na Usina de São Simão, na divisa de Minas Gerais com Goiás. A partir das 14h, os integrantes da Frente visitarão o acampamento da Plataforma Operária Camponesa de Energia no local, para prestar solidariedade e protestar contra a tentativa de privatização da Cemig pelo governo Temer.O governo federal quer leiloar as Usinas de Miranda, São Simão e Jaguara, hoje administradas pela Cemig. Juntas, elas respondem por cerca de metade da capacidade de geração da estatal mineira.Segundo Rogério Correia, deputado do PT e coordenador da Frente Mineira em Defesa da Cemig, a venda do sistema elétrico brasileiro, incluindo a Cemig, trará prejuízos para a população. “O investidor visa ao lucro, e é claro que vai querer cobrar o que gastou no leilão”, diz Rogério. “E quem vai pagar? O consumidor, o povo brasileiro, com contas de luz mais caras.”Atos públicos nas usinas que o governo federal pretende leiloar são um dos eixos de ação definidos pela frente. A coordenação do grupo também acionará as Câmaras Municipais para que realizem audiências públicas e moções de repúdio contra o leilão das usinas.A Frente também vai atuar juridicamente, prevendo ações populares contra o leilão em vários estados do país. “A União agora inclusive se vê no direito de se apropriar dos ativos dos estados. Com o enfraquecimento dos outros entes da federação, governadores e prefeitos precisam se ajoelhar para receberem recursos”, afirma o advogado-geral do Estado, Onofre Batista Júnior.
ATLETAS OLÍMPICOS DO JUDÔ FICAM À MÍNGUA

Corte de verbas da Petrobras deixa atletas olímpicos sem R$ 1,5 milhão em recursos desde agosto de 2016; Além do judô, a Petrobrás cortou o patrocínio aos atletas do boxe, esgrima, remo, levantamento de peso e taekwondo; Mayra Aguiar, duas vezes medalha de bronze (Londres-2012 e Rio-2016) conta que o patrocínio minguou depois da Olimpíada do Rio de Janeiro, disputada em agosto de 2016 A CBJ (Confederação Brasileira de Judô) interrompeu a distribuição de verba de um fundo para premiar judocas medalhistas em Jogos Olímpicos ou Campeonatos Mundiais. Até 2016, a CBJ repartia R$ 1,5 milhão entre os atletas a cada ano. Os recursos vinham, majoritariamente, da Petrobrás. Entre 2013 e 2016, a petrolífera repassou R$ 20 milhões pelo Plano Brasil Medalhas. PUBLICIDADE A bolsa foi suspensa com o fim do patrocínio da Petrobrás ao judô. Mayra Aguiar, duas vezes medalha de bronze (Londres-2012 e Rio-2016) conta que o patrocínio minguou depois da Olimpíada do Rio de Janeiro, disputada em agosto de 2016. Além do judô, a Petrobrás cortou o patrocínio aos atletas do boxe, esgrima, remo, levantamento de peso e taekwondo. Campeã mundial da categoria no peso meio-pesado (até 78 kg) em 2014, Mayra reconhece que a CBJ “nunca deixa faltar nada em viagens ou em competições” e que sempre providencia estrutura para os judocas. Entretanto, reconhece que a verba da Petrobrás faz falta. “Acredito que a bolsa deve voltar, porque foi uma luta conseguir. Ela é muito importante e necessária”.
APÓS O GOLPE, PF APONTA INOCÊNCIA DE DILMA

– A Polícia Federal concluiu que não houve crime de obstrução de justiça na indicação do ministro Marcelo Ribeiro Navarro Dantas ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) por parte da presidente legítima Dilma Rousseff em 2015 -. A constatação faz parte do relatório final da PF sobre um inquérito que tramita em segredo de justiça no Supremo Tribunal Federal (STF) e investiga se houve, na indicação de Navarro por Dilma, algum tipo de articulação para barrar a Lava Jato, por meio da atuação do ministro no STJ. A denúncia sem provas surgiu do senador Delcídio do Amaral, ex-líder do governo Dilma no Senado. Segundo Delcídio, Navarro foi escolhido para o STJ com o compromisso de conceder habeas corpus e recursos favoráveis a empreiteiros como Marcelo Odebrecht, do grupo Odebrecht, e Otávio Azevedo, da Andrade Gutiérerrez. O relatório da PF, encaminhado nesta segunda-feira (21) ao STF, apontou que, feitas todas as diligências, não se confirmou o depoimento de Delcídio do Amaral e do seu ex-chefe de gabinete Diogo Ferreira. Segundo o Broadcast apurou, o relatório também não verificou nenhum tipo de conduta criminosa por parte do ministro Francisco Falcão, do STJ, que já foi presidente da Corte. O relatório já foi encaminhado à Procuradoria-Geral da Republica (PGR), para que decida se pede o arquivamento do caso ou se faz uma denúncia. As informações são do blog do jornalista Fausto Macedo.
Crime contra a soberania nacional

País não vai ter mais o controle sobre o preço. Venda da estatal vai penalizar ainda mais a classe trabalhadora. Não teremos mais a capacidade de planejar a produção e distribuição de energia por Eduardo Maretti, da RBA – O anúncio da privatização da gigante Eletrobras pelo governo faz parte da lógica que preside o Brasil desde a posse de Michel Temer em 13 de maio de 2016, após o afastamento de Dilma Rousseff. “O Estado está perdendo cada vez mais a capacidade de planejamento e de definição de políticas públicas e objetivos estratégicos. Passa por Petrobras, Eletrobras, BNDES, bancos públicos. Trata-se de um projeto que objetiva tirar a capacidade de planejamento e de estabelecimento de políticas públicas do Estado e do país”, diz o economista Jorge Mattoso, presidente da Caixa Econômica Federal no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. Imediatamente após o anúncio, a Bovespa disparou e o principal índice (Ibovespa) subiu 2,01%, chegando a 70.011 pontos. “Isso só quer dizer que a empresa vai se valorizar do ponto de vista de suas ações, que estavam desvalorizadas. Só que não quer dizer nada do ponto de vista estratégico, de longo prazo, sobre a soberania nacional, o planejamento do setor”, avalia Mattoso. “O país não vai ter mais o controle sobre o preço, a decisão vai ser privada. É um crime contra a soberania nacional. A empresa pode ser comprada por uma estatal chinesa, uma multinacional europeia. Estão desconstruindo os instrumentos de coordenação de uma área importantíssima e indispensável para o crescimento e sobretudo para a produção e indústria nacional.” Em artigo, a ex-presidente Dilma também utiliza o termo “crime” para se referir à privatização: “será um crime contra a soberania nacional, contra a segurança energética do país e contra o povo brasileiro”. Para Mattoso, a política segue a já conhecida “lógica de subordinação aos interesses privados, estrangeiros e do mercado financeiro”. De acordo com essa lógica, o setor hidrelétrico brasileiro será controlado por empresas privadas e muito possivelmente estrangeiras. “Não teremos mais a capacidade de planejar a produção e distribuição de energia.” Mattoso menciona outro comentário “apropriado” de Dilma no Twitter, chamando a atenção para os riscos de se privatizar o sistema: além do preço da energia, o risco de apagão. “Vender a Eletrobras é abrir mão da segurança energética. Como ocorreu em 2001, no governo FHC, significa deixar o país sujeito a apagões”, escreveu Dilma. “O resultado é um só: o consumidor vai pagar uma conta de luz estratosférica por uma energia que não terá fornecimento garantido. Já entregaram as termelétricas da Petrobras. Pretendem vender na bacia das almas nossas principais hidrelétricas e linhas de transmissão”, acrescentou. Em entrevista coletiva na manhã de hoje, o ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho Filho, com discurso semelhante ao do presidente da Petrobras, Pedro Parente, prometeu preços melhores ao consumidor de energia elétrica. “Com a eficiência e redução do custo, nossa estimativa é de que no médio prazo tenhamos uma conta de energia mais barata”, previu. Segundo ele, a privatização será concluída até o primeiro semestre de 2018. Eletronuclear e ItaipuNum primeiro momento, o governo não pensa em incluir a Eletronuclear e a Usina de Itaipu no processo de “desestatização” da Eletrobras. No caso da Eletronuclear, responsável pela energia nuclear do país, porque precisaria mexer na Constituição. Quanto à Itaipu, porque é uma empresa binacional e o governo brasileiro precisa negociar com o Paraguai. “Por mais que o Paraguai esteja sob controle do mesmo tipo de política, não é fácil, isso pode levar cinco, 10 anos”, diz Mattoso. A capacidade instalada da Eletrobras é de 47 mil megawatt (MW), com previsão de chegar a 49,49 mil MW com obras de usinas em andamento. A companhia possui 47 usinas hidrelétricas, 114 termelétricas a gás natural, óleo e carvão, duas termonucleares, 69 usinas eólicas e uma usina solar, próprias ou em parcerias, em todo o país. “O governo fica na ótica fiscal e não trata da questão estratégica de coordenação, planejamento e criação de políticas públicas, de constituição de mecanismos para o crescimento. É disso que deveria estar se tratando. A discussão sobre o crescimento não existe”, diz Mattoso. O pior, destaca, é que o próximo governo “vai pegar um país destruído”, com cada vez menos mecanismos de planejamento estratégico por parte do Estado. Leia nota dos presidentes da CUT e da Confederação Nacional dos Urbanitários (CNU) sobre a privatização da Eletrobras: Venda da Eletrobras é mais um golpe contra a soberania nacional O desespero do governo golpista para conseguir reduzir o rombo nas contas públicas é tamanho que Temer não se constrange ao anunciar a privatização da Eletrobras como se fosse uma medida positiva para o país. Vender os ativos brasileiros do setor de energia a preço de banana para o capital estrangeiro não vai tirar as contas do país do vermelho, vai penalizar ainda mais a classe trabalhadora e toda a sociedade que voltará a correr o risco de conviver com apagões, pagará contas de energia mais altas e ainda conviverá com o empobrecimento das regiões onde estão instaladas as empresas do sistema Eletrobras. Temer vai na contramão de países como Alemanha e Estados Unidos que barraram a compra de ativos estratégicos nacionais fundamentais para o desenvolvimento e equilíbrio da economia interna, além de ser um serviço essencial para a sociedade. Para a CUT e CNU, a venda da Eletrobras, a maior empresa estatal de energia da América Latina, é mais uma operação de caixa deste governo corrupto, que não avaliou as consequências estratégicas para toda a população. Vender a Eletrobras significa abrir mão da soberania energética e condenar milhares de brasileiros a privação do acesso à energia. É mais um retrocesso, mais uma medida contrária aos interesses do Brasil e dos brasileiros. A CUT e a CNU, junto a todos os sindicatos filiados, vão organizar a classe trabalhadora para defender as empresas, o Brasil e os brasileiros. Temos de barrar esse crime de lesa-pátria, promovido por um governo sem a legitimidade das urnas, que tem mais
A privatização da Eletrobras é outro crime dos golpistas

PRIVATIZAÇÃO DA ELETROBRAS VAI CAUSAR AUMENTO DE TARIFAS, INSEGURANÇA E APAGÕES Novo retrocesso anunciado pelo governo golpista vai atingir a soberania nacional e impedir a população de ter tarifas reduzidas após amortização de investimentos por Dilma Rousseff A privatização da Eletrobras, um dos mais novos retrocessos anunciados pela agenda golpista, será um crime contra a soberania nacional, contra a segurança energética do país e contra o povo brasileiro, que terá uma conta de luz mais alta. Um delito dos mais graves, que deveria ser tratado como uma traição aos interesses da Nação. Maior empresa de produção e distribuição de energia elétrica da América Latina, a Eletrobras garante o acesso à energia a um país de dimensões continentais, com uma população de mais de 200 milhões de habitantes e com uma economia diversificada, que está entre as mais complexas do mundo. A sua privatização, e provável entrega a grupos estrangeiros, acabará com a segurança energética do Brasil. Submeterá o país a aumentos constantes e abusivos de tarifas, à desestruturação do fornecimento de energia, a riscos na distribuição e, inevitavelmente, à ameaça permanente de apagões e blecautes. Devemos todos lembrar do ano de racionamento de energia no governo FHC. O governo tem dois motivos principais para privatizar uma grande empresa como a Eletrobras: a aplicação da pauta neoliberal, rejeitada por quatro vezes nas urnas, e que é compromisso do golpe implantar; e o desespero para fazer caixa e tentar diminuir o impacto de um dos maiores rombos fiscais da nossa história contemporânea, produzido por um governo que prometia resolver o déficit por meio de um surto de confiança que não veio e um passe de mágica que não produziu. Produziu, sim, a compra de votos por meio da distribuição de benesses e emendas. O meu governo anunciou déficit de R$ 124 bi para 2016 e de R$ 58 bilhões para 2017, que seriam cobertos com redução de desonerações, a recriação da CPMF e corte de gastos não prioritários. O governo que assumiu por meio de um golpe parlamentar inflou a previsão de déficit para R$ 170 bi, em 2016 e R$ 139 bi, em 2017. Inventou uma folga para mostrar serviço à opinião pública, e nem isto conseguiu fazer. Agora, quer ampliar o rombo para R$ 159 bi. Mas não vai ficar nisso. Aumentará o déficit, no Congresso, para R$ 170 bi, para atender às emendas dos parlamentares de que precisa para aprovar sua pauta regressiva. Para isto, precisa dilapidar o estado e a soberania nacional. E forjar uma suposta necessidade de vender a Eletrobras é parte desta pauta. Atribuir uma suposta necessidade de privatização da Eletrobras ao meu governo, por ter promovido uma redução das tarifas de energia, é um embuste dos usurpadores, que a a imprensa golpista difunde por pura má-fé. É a retórica mentirosa do golpismo. As tarifas de energia deveriam mesmo ter sido reduzidas, como foram durante o meu governo,. Não porque nós entendêssemos que isto era bom para o povo – o que já seria um motivo razoável – mas porque se tratava de uma questão que estava e está prevista em todos os contratos que são firmados para a construção de hidroelétricas. Depois da população pagar por 30 anos o investimento realizado para construir as usinas, por meio de suas contas de luz, é uma questão não apenas de contrato, mas de justiça e de honestidade diminuir as tarifas, cobrando só por sua operação e manutenção. Manter as tarifas no mesmo nível em que estavam seria um roubo. Por isso reduzimos e temos orgulho de tê-lo feito. Com a privatização, será ainda um roubo. Vou repetir a explicação, porque a Globo faz de tudo para distorcer os fatos e mentir sobre eles. Quando uma hidrelétrica é construída por uma empresa de energia – pública ou privada – quem paga pela sua construção é o consumidor. A amortização do custo da obra leva geralmente 30 anos e, durante este tempo, quem paga a conta deste gasto vultoso é o usuário da energia elétrica, por meio de suas contas de luz. Quando a hidrelétrica está pronta, o único custo da empresa de energia passa a ser a operação e a manutenção. Daí, é justo que o povo deixe de continuar pagando por uma obra que já foi feita e, depois de 30 anos, devidamente paga. É mais do que justificado, portanto, que as tarifas que custearam a construção sejam reduzidas. Se as empresas de energia – públicas ou privadas – mantiverem as tarifas no mesmo nível, e eventualmente até impuserem aumentos nas contas de luz, estarão tirando com mão de gato um dinheiro que não é delas. É uma forma de estelionato. Não se deve esperar que empresas unicamente privadas, cujo objetivo é principalmente a lucratividade de sua atuação, entendam que uma equação justa deveria impor modicidade tarifária quando os custos altos da construção de uma usina hidrelétrica já não existem mais. Apenas o Estado – um estado democrático e socialmente justo – tem condições de entender esta situação e autoridade para agir em defesa dos interesses dos consumidores. Entregar a Eletrobras e suas usinas já amortizadas para algum grupo privado, talvez estrangeiro, significa fazer o consumidor de energia pagar uma segunda vez pelo que já pagou, além de abrir mão de qualquer conceito estratégico em relação à produção, distribuição e fornecimento de energia com segurança e sem interrupções e apagões. Privatizar a Eletrobras é um erro estratégico. Erro tão grave quanto está sendo a privatização de segmentos da Petrobras. No passado, essas privatizações já foram tentadas pelos mesmos integrantes do PSDB que hoje dividem o poder com os golpistas. Naquela época, isso só não ocorreu porque os seus trabalhadores e o povo brasileiro não permitiram. Mais uma vez devemos lutar para não permitir.”
Infarto fulminante beneficia canalhas e corruptos

– DONO DA OAS ESTAVA PRESTES A DELATAR TUCANOS E JUÍZES – César Mata Pires, que morreu nesta terça-feira, seria um dos delatores da OAS a relatar pagamentos de propina e caixa dois em obras do governo do Estado de São Paulo, como linhas do Metrô e Rodoanel; ele também delataria o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e juízes do STJ Da revista Fórum O maior acionista da OAS, Cesar Mata Pires, morreu nesta terça-feira, 22, em São Paulo. O empresário foi vítima de um infarto fulminante. Ele estava caminhando pelo bairro do Pacaembu, na capital paulista, quando sofreu o infarto. O empresário é um dos fundadores da OAS. César seria um dos delatores da OAS a relatar pagamentos de propina e caixa dois em obras do governo do Estado de São Paulo, como linhas do Metrô e Rodoanel. Entre os muitos citados em sua delação estariam o senador Aécio Neves (PSDB-MG), governadores, deputados, senadores e ministros do Superior Tribunal de Justiça. A empreiteira, segundo seu próprio site, foi criada em 1976, na Bahia, com atuação no setor de engenharia e infraestrutura. “Hoje, é um conglomerado multinacional brasileiro, de capital privado, que reúne empresas presentes em território nacional e em mais de 20 países.” *Com informações do Estadão Conteúdo