Eclipse Total do Sol – 20 de maio de 1947

 Hoje faz 70 anos que Bocaiuva virou a Capital Espacial  Segundo reportagem da Folha de São Paulo, de 20 de maio de 1947, após o eclipse as primeiras declarações dos cientistas americanos e brasileiros que observam a marcha do eclipse foram as seguintes: “Perfeito o trabalho. Raramente se poderá conseguir um campo de observação com as condições atmosféricas tão propícias como as que predominaram esta manhã em Bocaiuva”. Para o escritor e colunista do Em cima da notícia, Juca Brandão, desde dezembro de 1946, quando foi anunciado que o eclipse teria o seu ponto de maior visibilidade em Bocaiuva, a cidade transformou-se completamente. Uma cidadezinha de umas poucas centenas de casas tornou-se o centro das atenções do meio científico mundial, como também da imprensa internacional. Naquela época, segundo Brandão, assim como em todas pequenas cidades do interior mineiro, o tempo escorria mansamente e a vida de seu povo ia se consumindo entre súplica, orações e poucas esperanças.Leia aqui o artigo completo de Juca Brandão Marco do Eclipse de 1947 resiste ao tempo e ao abandono. (Foto: Jair Bastos)

CUNHA COMPROU ELEIÇÃO NA CÂMARA

 – As revelações do empresário Joesley Batista, dono da JBS, comprovam que Eduardo Cunha (PMDB), que recebia dinheiro para ficar calado na prisão, utilizou dinheiro de propina para comprar deputados na sua eleição para presidente da Câmara em 2015.  Segundo Joesley, Cunha “saiu comprando um monte de deputados Brasil a fora”. O novo delator da Lava Jato afirmou ao Ministério Público que os R$ 30 milhões foram repassados ao ex-presidente da Câmara da seguinte forma: R$ 5,6 milhões em doação oficial, R$ 12 milhões em dinheiro vivo e R$ 10,9 milhões por meio de pagamentos com notas frias. “R$ 30 milhões. Foi trinta. Nós demos trinta. Pago R$ 10 milhões com nota fria de fornecedores diversos que ele [Cunha] apresentava”, explicou o delator. “Pelo que eu entendi, ele [Cunha] saiu comprando deputado, saiu comprando um monte de deputados Brasil a fora. Para isso que servia os R$ 30 milhões”, complementou. Graças ao dinheiro de propina, Eduardo Cunha venceu a eleição interna da Câmara no primeiro turno, derrotando o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), que tinha o apoio dos articuladores políticos do governo Dilma Rousseff. Na ocasião, Cunha obteve 267 dos 513 votos da Casa, e Chinaglia, 136. Assista o vídeo aqui

Casa da Cidadania reuniu com conselheiros e MP

 – Representantes dos diversos conselhos municipais que funcionam na Casa da Cidadania participaram de uma reunião com os promotores Felipe Caires e Paulo César Vicente de Lima, representando o Ministério Público de Minas Gerais.  Segundo Dayana Barbosa de Quadros, coordenadora da Casa da Cidadania, a reunião aconteceu para atender a uma demanda dos próprios conselheiros, promovendo uma aproximação dos conselhos com o Ministério Público. Ambos os promotores destacaram, em suas falas, a importância dos conselhos como órgãos de participação e fiscalização do poder público, assim como a importância do conselheiro para a sociedade. Para Dayana, o evento foi um “primeiro passo para uma mudança da perspectiva sobre a participação dos conselhos na gestão municipal. Esta administração está aberta a ouvir os conselhos e trabalhar em conjunto com os mesmos. Entendemos que isso é um fortalecimento da democracia e da participação popular.” CONSELHOS – Os conselhos são espaços públicos de composição plural e paritária entre Estado e sociedade civil, de natureza deliberativa e consultiva, cuja função é formular e controlar a execução das políticas públicas setoriais. Eles são o principal canal de participação popular encontrada nas três instâncias de governo (federal, estadual e municipal). A Casa da Cidadania abriga, hoje, o Conselho Municipal Antidrogas (Comad), Conselho Municipal de Assistência Social, Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional, Conselho Municipal do Idoso, Conselho Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiência, Conselho Municipal de Educação, Conselho Municipal de Alimentação Escolar e o Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável. Também funcionam no espaço a Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (APAC), o Movimento Gay dos Gerais (MGG) e a Associação dos Surdos de Montes Claros (Asmoc). Ascom/Prefeitura Montes Claros – Fotos: Fábio Marçal 

App que apaga fotos com Aécio vira febre na internet

 – O aplicativo que, ainda não possui um nome oficial, está sendo chamado de AéSOS pelos desenvolvedores e deve estar disponível para Android e iOS até o fim do dia.  Celebridades como Ronaldo, Bernardinho, Ana Paula do Vôlei, Zezé Di Camargo e outros que aparecem em vídeos na época da campanha de Aécio, já demonstraram interesse, inclusive em financiar o projeto.  Após ser flagrado em gravações onde pedia R$ 2 milhões em propina, Aécio Neves achou que seu dia não poderia ficar ainda pior. Errou. Logo após o escândalo, amigos e apoiadores de Aécio foram flagrados apagando fotos com o senador das redes sociais. O primeiro flagra aconteceu na conta oficial no Instagram do apresentador Luciano Huck. Vendo uma oportunidade de mercado, dois jovens cariocas criaram um aplicativo que promete atender a enorme demanda. Criador da camiseta ‘A Culpa não é minha – Eu votei no Aécio’ evita comentários O estilista Sergio K., criador das camisetas ‘Uai We Can’ e ‘A Culpa Não É Minha – Eu Votei no Aécio’, disse que se arrependeu de ter elaborado os modelos e alegou que nunca mais vai produzir itens políticos há duas semanas à Veja São Paulo. Depois das notícias veiculadas na quarta-feira, 17, que informam o envolvimento do senador em um esquema de propina, o estilista foi satirizado nas redes sociais.A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo entrou em contato com a marca nesta quinta-feira e a assessoria de imprensa informou que Sergio K. não quer mais se pronunciar sobre esse assunto.Ele alegou anteriormente que envolveu sua marca em uma questão que poderia ter ignorado. As peças em questão foram vendidas por R$ 99 na época. Aécio Neves chegou a procurar o empresário e pedir alguns exemplares.

GLOBO JÁ PREPARA A FASE 2 DO GOLPE

 – Em editorial nesta sexta-feira, 19, o jornal O Globo diz que “Temer não poderia ouvir o que ouviu sem reagir” e prega sua saída com a escolha do seu sucessor em eleição indireta   – Está decidido. A Globo, principal patrocinadora do golpe parlamentar que retirou Dilma Rousseff e colocou Michel Temer na presidência da República, não tem mais dúvidas de que seu projeto com Temer fracassou. Em editorial nesta sexta-feira, 19, o jornal O Globo disse que está claro que pesaram muito os usos e costumes de um tipo de prática política inaceitável, também vista no PMDB do presidente. “Temer não poderia ouvir o que ouviu sem reagir”, diz o jornal. “Haja o que houver, não há outra alternativa. Emendas para antecipar eleições e similares só fazem ampliar o grau de incertezas, já bastante elevado”. Leia o editorial do Globo: Não há saída da crise fora da Constituição Noticiada a partir do início da noite de quarta-feira pelo GLOBO, a delação de um dos donos do grupo JBS, Joesley Batista, inclui conversa com o presidente Michel Temer em que o empresário o informa de que paga uma mesada a Cunha e ao operador financeiro deste, Lúcio Funaro, em troca de seu silêncio. E teria sido encorajado pelo presidente: “Tem que manter isso, viu?” Temer rejeita esta interpretação. Caso tudo seja confirmado, ficará claro que pesaram muito os usos e costumes de um tipo de prática política inaceitável, também vista no PMDB do presidente. Temer não poderia ouvir o que ouviu sem reagir. O Planalto passou o dia de ontem em busca da gravação — à noite conseguiu autorização do Supremo —, para decidir sobre algum pronunciamento de Temer. Mesmo antes de conseguir acesso ao material, o presidente, em pronunciamento de pouco menos de cinco minutos, tachou a gravação de “clandestina” — o que não lhe tira validade jurídica — e garantiu que não renuncia. Falou por duas vezes, enfático. O conluio do presidente com a venda de favores também fica exposto, segundo a delação, pela indicação a Joesley que procure pessoa de sua confiança, o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), para tratar de assunto de interesse do grupo de frigoríficos junto ao Cade, órgão que trata da defesa da livre concorrência. Os acertos com Loures também são bombásticos. Em troca da ajuda de Loures para que o Cade resolva a favor do JBS uma disputa com a Petrobras sobre o preço do gás fornecido a uma termelétrica do grupo, o deputado receberia R$ 500 mil mensais, por 20 anos, tempo da vigência do contrato da termelétrica com a estatal para receber o combustível. Só embolsou a primeira mesada. Tão grave quanto tudo é a menção feita pelo amigo de Loures de que aquela proposta de propina seria informada a alguém acima dele. Claro, falta provar. A delação de Joesley rivaliza em gravidade com a feita pela cúpula da Odebrecht —, pelo que se conhece até agora. Se dos testemunhos de Emílio, Marcelo Odebrecht e executivos o ex-presidente Lula emerge como o “chefe” do esquema de corrupção que funcionou em seus governos e na gestão de Dilma, agora é Michel Temer, o próprio presidente da República, que surge como protagonista. Assim como no caso da Odebrecht, a delação de um dos donos do JBS é multipartidária. E, neste aspecto, é tão ou mais impactante. Além de resvalar no petista Guido Mantega — já personagem importante em delações da empreiteira —, relatos de Joesley, também sustentados em pelo menos uma gravação e ilustrados por fotos feitas pela PF, começaram logo na noite de quarta a destruir a carreira política do tucano Aécio Neves, destinatário de R$ 2 milhões pedidos pelo senador mineiro ao empresário, alegadamente para pagar advogado na defesa contra denúncias que já existem na Lava-Jato contra ele. Aécio nega e vincula os milhões a um negócio imobiliário. Negociado com frieza junto ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e o relator da Lava-Jato no Supremo, Edson Fachin, o testemunho de Joesley foi planejado para que a Polícia Federal, com o uso de tecnologia, rastreasse o dinheiro entregue em malas com chips, e ainda por cima levando cédulas com numerações sequenciadas. Além dos encontros serem fotografados/filmados, o monitoramento das rotas do dinheiro permitiu saber, por exemplo, que o dinheiro entregue a Aécio tomou outro rumo: em vez de alguma conta de advogado, destinou-se a Mendherson Souza Lima, secretário do senador Zeze Perella (PMDB-MG), ligado a Aécio. Ontem, Aécio pediu licenciamento ao Senado. Enquanto isso, sua irmã, Andrea Neves, cúmplice do senador nos acertos com Joesley, começava a tentar se ambientar ao Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto, em Belo Horizonte. Outro parente preso foi Frederico Pacheco de Medeiros, o primo escalado por Aécio para receber o dinheiro. As instituições republicanas brasileiras, reedificadas pela Constituição de 1988, vêm sendo testadas de maneira dura desde 1992, quando foi pedido o impeachment do primeiro presidente eleito pelo voto direto, depois dos 21 anos de ditadura militar. Pouco antes de o impedimento ser formalmente aprovado pelo Congresso, Collor renunciou. Assumiu o vice, Itamar Franco, como estabelece a Carta. A vida seguiu, o Plano Real estabilizou a economia, ainda com Itamar, e, sob o governo tucano de Fernando Henrique — o ministro da Fazenda que chancelou o Plano —, houve grandes avanços institucionais. Ficou provado, na prática, que se devem mesmo evitar atalhos casuísticos para driblar a Constituição, em busca de fórmulas salvacionistas. Veio a eleição pelo povo de um líder de esquerda, o ex-metalúrgico Lula, e, logo no seu primeiro mandato, eclodiu o escândalo do mensalão, a ponta do fio que levaria ao petrolão e ao grande esquema lulopetista de drenagem de dinheiro público para um projeto de poder de tinturas bolivarianas e o enriquecimento pessoal de comissários e líderes petistas. Além da compra, literalmente falando, de uma base parlamentar. No mensalão aplicaram-se os dispositivos constitucionais e leis correlatas, como deve ser. Pela primeira vez a Justiça, via Supremo, punia políticos poderosos, em mais um reforço na consolidação das instituições. Foi na esteira desse processo

Eclipse Total do Sol – 20 de maio de 1947

Há 70 anos, Bocaiuva, uma cidadezinha de umas poucas centenas de casas tornou-se o centro das atenções do meio científico mundial, como também da imprensa internacional. *Por José Henrique (Juca) BrandãoNaquela época, assim como em todas pequenas cidades do interior mineiro, o tempo escorria mansamente e a vida de seu povo ia se consumindo entre súplica, orações e poucas esperanças. Desde dezembro de 1946, quando foi anunciado que o eclipse teria o seu ponto de maior visibilidade em Bocaiuva, a cidade transformou-se completamente. Com a construção do aeródromo pelos militares americanos – gostosamente chamado – “Buki Uki” – dezenas de aviões DC3 começaram a chegar diariamente, trazendo homens, material e veículos. O caminhão de dez rodas provocou “frisson” na meninada, nos rapazes e nos adultos, também. Barracas, acampamento, campos de esporte, cozinha, salão de diversões, tudo foi rapidamente construído. E até uma estrada de rodagem com vinte quatro quilômetros de extensão foi aberta no meio do mato, indo-se terminar aonde seria o ponto central do eclipse, a localidade de Extrema. Depois foi chegando uma legião de cientistas e seus complicados aparelhos. Câmeras fotográficas gigantes, telescópios, termômetros suspensos, pireliômetros, câmera astrográfica, filtros polaróides, espetógrafos, registradores automáticos, células fotoelétricas, e centenas de aparelhos estranhos e misteriosos. Trinta e seis toneladas de equipamentos. Tudo isso ficou fazendo parte de um complexo científico e instalado na localidade de Extrema, onde também foi erguido um pequeno campo de pouso. Aproveitou-se uma várzea, tão comum naquela região e ao sudeste do município de Bocaiuva. Os cientistas e observadores desciam no aeródromo de Bocaiuva, e eram transportados para lá o pequenino campo de Extrema, nos chamados teco-tecos, pequeninos aviões. Outros iam de jeeps que, àquela época percorriam durante os dias, as ruas estreitas e poeirentas da cidadezinha. Esses pequenos veículos eram frequentemente estacionados ao lado do histórico Bar Vitória e em frente ao “Cabaret” de “Madame Rolla”, dona do único bordel da cidade. Este prostíbulo famoso ficava na antiga Rua Sete de Setembro, quase esquina com a atual José Brandão Filho. A “Madame”, para atender à demanda, com a extraordinária procura pelo sexo, mandou buscar lindas prostitutas de Montes Claros, Vitória da Conquista e Feira de Santana. A sua duração foi de exatamente 03h48min minutos e, terminado o fenômeno produzido pelo encobrimento do disco solar pela lua, houve uma grande euforia por parte da comunidade científico presente. Depois dele, aguardava-se a confirmação da Teoria da Relatividade, defendida pelo sábio Alberto Einstein. E ela foi comprovada no mês de agosto daquele mesmo ano. O Dr. George Van Biesbroeck, considerado sábio, era um belga naturalizado americano. Foi ele quem chefiou a missão científica em Bocaiuva, por ocasião do Eclipse Total do Sol, na qual participava o cientista Lipmam Briggs, o pai do projeto Manhattan Projeto e que deu origem a Bomba Atômica. É descabida e falsa, a informação de certos desavisados, que Einsten teria vindo à cidade de Bocaiuva, no sentido de se observar e estudar o ansiado e aguardado acontecimento provocado pela natureza. Até por que, ele estava enfermo à época. A missão principal de seu assistente, Dr. Biesbroeck teria de comprovar a Teoria da Relatividade, defendida pelo gênio Einstein. A teoria sustenta que os raios de luz das estrelas distantes, somente visíveis nos rápidos instantes do eclipse do sol, curvam-se ligeiramente a um ângulo muito pequeno, uma fração mínima de segundo de arco, ou uma fração mínima de um grau de uma circunferência. A curvatura das estrelas, conforme já se sabia, é causada pela ação gravitacional do sol, que desvia os raios do caminho reto, enquanto eles passam na medida atual. No instante exato do eclipse, Dr. Van Biesbroeck, usando um grande telescópio de 20 pés, fotografou certas estrelas e mediu a curvatura de suas luzes ao passar perto do sol. Três meses depois, ou seja, em agosto do ano de 1947, ele voltou ao Brasil, veio até Bocaiuva – Extrema – e com o mesmo instrumento fotografou as estrelas na posição em que elas foram localizadas no dia do eclipse. O resultado do exame dessas fotografias acabou provando o que predisse Einstein, trazendo novas evidências em favor da Teoria da Relatividade. Embora a relatividade não aja no dia-a-dia, é importante conhecer o átomo e o universo, sublinhou o Dr. Harold F. Weaver, do National Geographic Society. Um avião B-17, da Força Aérea Americana, especialmente equipado, tirou uma série de fotografias do eclipse em uma altitude de 9.000 metros e fotografou também a sombra da lua à medida que essa sombra atravessava velozmente a superfície da terra com a velocidade superior a 3.200 quilômetros por hora. Assim então, foi neste pedaço do sertão norte-mineiro, que os americanos, europeus e demais povos civilizados aprenderam a conhecer a imensidão existente ao redor do sol e em volta da lua. Foi nesta terra, neste pedaço de vida, que os maiores astrônomos da humanidade de então, puderam colher subsídios científicos e técnicos, dando condições para outras e futuras pesquisas, desnudando os insondáveis enigmas do cosmo, até então uma caixinha de segredos. Até a recente descoberta de que há água em Marte, vegetação em Vênus, outras galáxias e outros planetas, alguns semelhante à terra. Alguns estudiosos e pesquisadores dizem que, não fora o eclipse de Bocaiuva, a Força Área Americana não tinha evoluído o seu arsenal bélico e a NASA jamais teria colocado um ser humano em órbita e o levado até à lua. O fato é que hoje, 20 de maio de 2017, se completam 70 anos, a ciência avançou enormemente e não mais se observou no país, com tanta ansiedade e expectativa, a mais “dramática e formidável exibição da natureza, o Eclipse Total do Sol”. Fontes pesquisadas: Revista O Cruzeiro de junho de 1947, Revista Perfil do Norte de Minas, junho de 1997, revista National Geographic de agosto de 2001 e entrevistas com pessoas da época da ocorrência do Eclipse Total do Sol. *Advogado, escritor e jornalista

Fachin aceita denúncia e PGR investigará Temer

 – CAIU A CASA GOLPISTA: Portal BuzzFeed Brasil noticia que o ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, aceitou pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de abertura de inquérito contra Michel Temer por obstrução à Justiça; peemedebista passa a ser formalmente investigado após a denúncia do empresário Joesley Batista de que ele apoiou a compra do silêncio de Eduardo Cunha na prisão  – O ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, aceitou o pedido da Procuradoria Geral da República e abriu investigação contra Michel Temer por obstrução à Justiça. A primeira informação foi dada pelo site Buzzfeed Brasil. O inquérito foi aberto após a delação bombástica do empresário Joesley Batista, da JBS, que afirmou a Fachin ter gravado uma conversa em que Temer apoia a compra do silêncio de Eduardo Cunha na prisão. “Tem que manter isso, viu?”, disse Temer, segundo Joesley. A obstrução à Justiça não foi o único crime cometido por Temer, que também passou informação privilegiada a Joesley, sobre o corte da taxa básica de juros (Selic) que ainda seria feito pelo Copom, do Banco Central. O nome de Temer já estava envolvido na Lava Jato, como quem recebeu US$ 40 milhões em propina da Odebrecht para financiar campanhas do PMDB, mas ele não era investigado no STF. Na avaliação de Janot, Temer não poderia ser alvo de investigação por atos cometidos anteriormente ao mandato. “No caso em questão, apesar de suspeito de obstrução à Justiça, a PGR não pode pedir a prisão de Temer. Como presidente ele só pode ser recolhido ao cárcere após ser condenando”, lembra o BuzzFeed. “No entanto, caso ele seja denunciado e o STF aceite a denúncia, transformando-o em réu, ele fica suspenso do mandato presidencial”, diz o site.

AÉCIO NEVES É RISCO À ORDEM PÚBLICA

  – De fato, Aécio liderou um golpe que destruiu a imagem e a e economia do Brasil, deixando milhões de desempregados.-    – O ex-senador Aécio Neves (PSDB-MG), que foi afastado do mandato nesta quinta-feira, só não foi preso porque goza do foro privilegiado. Em sua decisão, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, afirmou que solto, Aécio é um “risco à ordem pública”. De fato, Aécio liderou um golpe que destruiu a imagem e a e economia do Brasil, deixando milhões de desempregados. Em março, numa ação controlada da Polícia Federal, ele foi gravado pedindo uma propina de R$ 2 milhões à JBS – dinheiro que foi entregue aos donos do Helicoca, helicóptero que tinha quase 500 quilos de cocaína. Nesta quinta, sua irmã Andrea e seu primo Fred foram presos. Aécio foi também afastado da presidência do PSDB, cujos integrantes não sabem onde enfiar a cara. Abaixo, reportagem de Filipe Coutinho, do Buzzfeed: Na decisão, obtida pelo BuzzFeed Brasil, Fachin não poupa palavras para criticar Aécio. Mas diz que, por ser senador, ele só poderia ser preso em flagrante. Fachin, então, disse que preferia ouvir o plenário do Supremo. Para o ministro, Aécio, solto, é um “risco à ordem pública”. O senador foi flagrado em conversa com Joesley Batista, da JBS, tramando contra a Lava Jato e pedindo dinheiro. Primeiro, Fachin explica a conduta criminosa de Aécio. Para ele, seria “imprescindível” para a investigação a prisão do senador. “Percebe-se, a partir dos elementos probatórios, que o senador Aécio demonstra, em tese, muita preocupação e empenho na adoção de medidas que de alguma forma possam interromper ou embaraçar a investigação”, escreveu Fachin. Um dos fatos citados é o plano para escolher um ministro da Justiça que possa trocar delegados para melar a Lava Jato. O ministro resume: “tais considerações são suficientes para demonstrar a imprescindibilidade da prisão preventiva”. Assim escreveu o ministro: “A prática de tais condutas, longe de serem atos isolados, pelo que restou demonstrado, configuram habitualidade que indicam estabilidade e permanência” Fachin, contudo, disse que não poderia prender Aécio. Isso porque, por ser senador, ele só pode ser preso em flagrante. “Quanto ao parlamentar, todavia, embora considere, como mencionado, imprescindível a decretação de sua prisão preventiva para a garantir a ordem publica e instrução criminal, reconheço que o disposto da Constituição impõe, ao menos em juízo monocrático necessidade de contenção”. Em nota, Aécio disse que está “absolutamente tranquilo quanto à correção de todos os seus atos”. “No que se refere à relação com o senhor Joesley Batista, ela era estritamente pessoal, sem qualquer envolvimento com o setor público”.

AS FOTOS DAS PROPINAS DE AÉCIO E DE TEMER

 – Malas de dinheiro para comprar o silêncio de Eduardo Cunha e para o ex-senador Aécio Neves –  – O jornalista Lauro Jardim, do Globo, divulgou nesta tarde fotos que revelam o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) recebendo uma mala de dinheiro que seria usado para comprar o silêncio de Eduardo Cunha, em uma pizzaria no bairro dos Jardins, em São Paulo. Loures foi uma indicação de confiança de Michel Temer a Joesley Batista, da JBS, segundo revelou o empresário em delação premiada ao STF. O deputado já foi afastado do cargo pelo Supremo após as denúncias. As fotos também mostram o primo do senador Aécio Neves (PSDB-MG), Frederico Pacheco de Medeiros, o ‘Fred’, também levando uma mala de dinheiro da JBS em nome do senador tucano. Aécio também foi afastado do cargo. A PGR pediu sua prisão, mas o ministro Edson Fachin, do STF, negou o pedido.

ATO NACIONAL EM DEFESA DA REFORMA AGRÁRIA

 – Atividade chama a atenção para a crescente onda de violência contra a população camponesa, especialmente contra os lutadores pela terra –  O município de Capitão Enéas foi escolhido para sediar o ato por ter sido palco de um atentado contra trabalhadores Sem Terra, no dia 9 de abril. Na ocasião, Leonardo Andrade, sócio do ex-prefeito de Montes Claros, Rui Muniz, recebeu as famílias para uma reunião com uma emboscada, que deixou três pessoas baleadas e sete feridas. Entre os atingidos estava uma criança de doze anos, que levou um tiro de raspão no rosto. Por Geanini Hackbardt – Da Página do MST Nesta sexta-feira (19), a partir das 14 horas, o MST realiza um Ato Nacional Contra a Violência do Latifúndio e do Agronegócio, na Praça Central de Capitão Enéas, norte de Minas Gerais. A atividade é organizada em parceira com diversas organizações do campo e da cidade, como a CPT, a CUT, além da presença do Ministério Público, Defensoria Pública, Mesa de Conflitos Agrários do estado, da Associação de Juízes pela Democracia e deputados estaduais. Conflitos no Norte de Minas As famílias do acampamento Alvimar Ribeiro, localizado na Fazenda Norte América, de propriedade de Leonardo Andrade, contam que desde então, a sede está cercada por capangas e que as ameaças são diárias. Elas temem que outro tiroteio aconteça e pedem celeridade do estado na desapropriação da área para solucionar o conflito. Violência crescente Em uma mesa de debate que abordou a temática durante a 2ª Feira Nacional da Reforma Agrária, pesquisadores analisaram o acirramento dos conflitos no campo. “Morreu mais gente em conflitos de terra do que em todas as guerras que o Brasil participou”, afirmou o professor de Geografia Agrária da USP (Universidade de São Paulo), Ariovaldo Umbelino. A previsão é de que os conflitos e a violência aumentem cada vez mais, como sugerem os dados de 2016, no Caderno de Conflitos no Campo da Comissão Pastoral da Terra (CPT). “Os assassinatos cresceram bravamente, saindo de cerca de 26 ou 27 trabalhadores assassinados em 2005 para no ano passado 61 trabalhadores. E 61 é mais do que um trabalhador assassinado por semana, e vocês não ficam sabendo de nada, porque a tevê brasileira não divulga”, comentou Umbelino. Em 2017, os números são ainda mais alarmantes. Segundo a CPT, há registros de 25 assassinatos em decorrência dos conflitos agrários no Brasil e outros estão sob investigação. As direções dos movimentos do campo têm reiterado constantemente a denúncia sobre a impunidade dos casos. Para elas, o crescimento dos números está diretamente relacionado à sensação de impunidade provocada pelo golpe. “A relação entre os desmandos do governo e estes atentados é óbvia. Os casos de assassinato e massacres aumentaram absurdamente após o golpista Michel Temer chegar ao governo. A isso, somamos a falta de perspectiva da realização da Reforma Agrária e a impunidade histórica aos criminosos ruralistas. Mas as famílias continuam tendo a terra como sua única oportunidade para sobrevivência, assim se desenha mais uma vez um terrível cenário de guerra no campo brasileiro”, adverte Ester Hoffmann, da Direção Nacional do MST. As ações do governo de Michel Temer apontam para a intenção de privatizar as terras brasileiras e facilitar a venda ao capital internacional, como a MP 759, que dá autonomia ao governo para alienar propriedades da união sem obedecer o princípio social da terra. Essa medida permitirá a venda de terras públicas, inclusive onde já existem acampamentos ou assentamentos da Reforma Agrária. Ela também estabelece “novas regras para a ‘titulação’ na Amazônia Legal”, o que significaria a legalização da grilagem, representando uma grave ameaça ao patrimônio ambiental do país. “A privatização dos assentamentos vai no sentido contrário da democratização da terra e incentiva ainda mais os ruralistas a assediarem e ameaçarem nosso povo. Não poderíamos esperar que um governo antidemocrático atuasse de outra forma, mas ele vai além, propondo inclusive a entrega das nossas terras a estrangeiros, sem restrição. Nem os militares apoiam essa insanidade, Temer age contra a soberania da nação brasileira”, assevera Hoffmann. A dirigente se refere ao Projeto de Lei (PL) 4059/2012, que está anexado ao PL 2.289/2007 e tramita em regime de urgência no Congresso, graças a um pedido de Leonardo Picciani (PMDB-RJ), atual Ministro do Esporte. O projeto propõe a liberação quase que irrestrita da aquisição de imóveis rurais a estrangeiros, pessoas físicas ou jurídicas. O PL de 2012 foi destacado como uma das prioridades da Frente Parlamentar Agropecuária e apresentado a Michel Temer, ainda na condição de presidente interino, como uma das questões em negociação com a bancada ruralista durante o impeachment. Programação A programação do ato está organizada em três momentos. Inicialmente serão discutidos os crimes cometidos por ruralistas como o que houve em Colniza (MT) há cerca de um mês, quando pistoleiros torturaram e mataram nove trabalhadores rurais; a Chacina de Unaí (MG), o Massacre Felisburgo (MG), o recente assassinato do assentado Gouveia, em Governador Valadares (MG) e a emboscada ocorrida em Capitão Enéas. Outros casos como o massacre dos Gamela, no qual 13 indígenas foram torturadas por fazendeiros no Pará, no dia 30 de abril, e os ataques contra o povo Xacriabá, em Itacarambi (MG), também estarão em debate. Em seguida, representantes do governo e de instituições jurídicas se posicionarão sobre os casos. O encerramento será prestigiado com intervenções artísticas de Paco Paco e Raparigas, Cassio Reny e Zé Kakila, Grupo Cabaré e Pereira da Viola.