Prefeitura garante: coleta de lixo não será afetada em Montes Claros

Com a aquisição de diesel emergencial, a coleta de lixo continuará normalmente em toda a cidade Em virtude da greve nacional dos caminhoneiros, que causou desabastecimento de combustíveis na cidade, a Prefeitura de Montes Claros decidiu suspender os serviços de coleta do lixo a partir de segunda-feira (28). Porém, com a aquisição, em caráter emergencial, de diesel S10 pela Prefeitura, a coleta não será prejudicada. Segue o comunicado da Prefeitura COMUNICADO COLETA DE LIXO A Prefeitura de Montes Claros informa que conseguiu adquirir diesel S10, em caráter emergencial. Desta forma, a coleta de lixo continuará normalmente em toda a cidade. Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Montes Claros.
Como Pimentel puxou a orelha de Temer – Por Carlos Lindenberg

“Depois de elevar o espírito conciliador dos mineiros, pela hospitalidade e pela secular cordialidade dos costumes políticos de Minas, Pimentel lembrou a Temer as inúmeras demandas do Estado não atendidas pelo governo, sem, contudo, enumerar todas, no que poderia ser entendido como um cerco financeiro que Temer promove em torno do governo mineiro”, diz o colunista Carlos Lindenberg Como o governador de Minas puxou a orelha de Temer Ao presidir na noite de quinta-feira a posse do novo presidente da onipresente Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais – FIEMG – um dos maiores clientes da Rede Globo em Minas, o presidente Michel Temer (MDB) certamente não esperava ouvir do governador Fernando Pimentel (PT) um puxão de orelhas pela forma como ele trata o Estado de Minas Gerais e muito menos uma crítica certeira à forma como o governo lida com essa greve dos caminhoneiros que, de lucro, exibiu a imprevidência, a fragilidade e a truculência de um governo caolho que só tem vistas para o lado rico da sociedade brasileira. Isso, aliás, ficou tão evidente que o presidente do Sindicado Nacional dos Caminhoneiros, Wallace Dandine Chorão, resolveu não participar da negociação entre ministros do governo e a representação dos empresários de transportes na noite da mesma quinta-feira, onde teria sido celebrado o acordo para o fim da greve. Acordo que não foi obedecido pelos caminhoneiros no dia seguinte, sexta-feira, o que obrigou Temer a convocar as Forças Armadas para resolver o problema que o seu governo criou. E foi isso que ele ouviu do governador Fernando Pimentel, olho no olho, na festa da Fiemg. Depois de elevar o espírito conciliador dos mineiros, pela hospitalidade e pela secular cordialidade dos costumes políticos de Minas, Pimentel lembrou a Temer as inúmeras demandas do Estado não atendidas pelo governo, sem, contudo, enumerar todas, no que poderia ser entendido como um cerco financeiro que Temer promove em torno do governo mineiro. Pimentel até lembrou algumas dessas demandas, sempre sob o olhar severo de Temer, como obras da União inacabadas, outras abandonadas, repasses constitucionais retidos ou liberados com atraso, enfim, um rol de problemas que o governo federal tem trazido ao governo Pimentel. O governador até reconheceu que aquele não era o ambiente adequado para elencar as demandas reclamadas. De fato, se Pimentel quisesse ele poderia começar falando do tombo que o governo federal deu na Cemig, ao não permitir que a empresa mineira participasse do leilão de quatro das suas maiores usinas, todas arrematadas por empresas estrangeiras – aliás, uma marca fortíssima do governo Temer, o entreguismo. Mas daí, como o momento não era adequado para falar das demandas mineiras, o governador resolveu entrar na ordem do dia, naquilo que há seis dias vem assustando o país e o próprio governo federal: a greve dos caminhoneiros. E aí, como aliviou no caso das demandas, Pimentel bateu duro até para surpresa geral na questão da greve. E acusou frontalmente a Petrobras de errar na definição do preço dos combustíveis entregues às distribuidoras e dai aos postos de abastecimento. Fernando Pimentel falava da mudança da política de preços da petroleira que resolveu, após a chegada de Temer ao poder, no bojo do golpe aplicado contra a presidente eleita Dilma Rousseff, definir esses preços com base na variação do dólar e da elevação do preço do petróleo. E que provocou uma elevação no preço dos combustíveis em mais de 50 por cento em apenas 12 meses – Temer ao ouvir isso nem piscava embora se mexesse na cadeira, inquieto. Afinal, alguém, que não era da sua trupe, lhe dizia em público, em meio a empresários, que seu governo errava e que não adiantava botar a culpa no presidente da Petrobras porque o presidente da República era ele, Temer, e Pedro Parente seu subordinado. Para quem sabe ler, Pimentel dizia na cara de Temer que o erro era dele ao permitir que um subordinado seu fizesse a lambança de aumentar os combustíveis na última semana todos os dias da semana. O que provocou a ira dos caminhoneiros, daqueles que pagam o seu caminhão com boletas bancárias, e dos empresários que se aliaram a esses poucos autônomos para paralisar o país, afetando todo o sistema de abastecimento do que se possa imaginar: da farinha de trigo ao leite, da carne aos remédios, no que talvez seja a maior paralisação de caminhões de carga de que se tem notícia no País, com governos e cidades inteiras decretando ponto facultativo e suspendendo as aulas nos colégios. Temer na réplica -sem direito a tréplica- rebateu o governador de Minas, que foi ministro de Desenvolvimento Econômico e Social no governo da presidente Dilma, dizendo que a Petrobras estava certa e que o que onerava os combustíveis eram as altas alíquotas cobradas pelos Estados sobre o preço cobrado nas bombas. Ou seja, a Petrobras está certa, o governo está certo, o erro para não dizer os vilões, são os Estados. E para não perder o hábito, Temer voltou à cantilena de sempre: que o país está no caminho certo, que ele teve a coragem de tirar o país do buraco e por aí fora, para aplauso dos empresários – claro, ele estava na casa deles e falando o que eles queriam ouvir e nisso Temer não é bobo. Bobo foi em São Paulo, na sexta-feira, quando resolveu andar a pé fortemente policiado, num pequeno trecho de um bairro paulista e teve que sair sob proteção de improvisados escudos para não ser atingido pela multidão que lhe atirava objetos diversos e sob vaias entremeadas por palavrões. E não era para menos. Essa paralisação do país pode-se dizer foi provocada pelo governo. Há pelo menos quinze dias que os caminhoneiros e os empresários dos meios de transporte vinham avisando o governo que o preço dos combustíveis estava alto demais. Pois mesmo assim, com o aval de Temer, Pedro Parente majorava os preços diariamente na última semana. Até que a bomba, cantada, avisada, estourou. E mostrou, mais uma vez, que o país não se
Frangos pagam o pato e morrem com a greve dos caminhoneiros

Milhares de frangos estão morrendo de fome diariamente em decorrência da paralisação dos caminhoneiros, que chegou ao 7º dia neste Domingo (27), e da consequente dificuldade de abastecimento das granjas de regiões produtoras. Segundo informações divulgadas pela Associação Baiana de Avicultura (ABA), por causa dos bloqueios dos caminhões em rodovias federais e estaduais de todo o país, as granjas ficam desabastecidas, sem milho, sorgo e sem insumos para alimentar as aves.Na Bahia, mortes de frangos já foram registradas em granjas dos municípios de Conceição da Feira, Santo Antônio de Jesus, e Governador Mangabeira. Conforme a ABA, somente no município de Governador Mangabeira foram contabilizadas, até ontem (26), cerca de 50 mil aves mortas. Caçambas e até uma retroescavadeira foram utilizadas para retirar os animais mortos dos locais. O órgão disse que não é possível, ainda, precisar quantas aves já morreram em todo o estado e nem o prejuízo.“A situação nos planteis está calamitosa, muito preocupante, porque, com a greve, não chega ração. As aves morrem em questão de horas. E, se continuar desse jeito, vai virar caso de saúde pública, porque não vai local onde descartar tantas aves mortas”, disse a diretora executiva da ABA, Patrícia Nascimento.Em toda a Bahia, segundo a ABA, há 12 frigoríficos de frangos e 485 granjas. Eles abastecem o mercado baiano, o de estados vizinhos e até importam para outros países. Em muitos deles, segundo o órgão, o estoque de alimentos para as aves terminou na sexta-feira (25).“Cada um tem uma situação diferente, de armazenamento de frango, de estoque de alimentos, de ração. Uns conseguem ter mais dias de ração e outros já estão há três ou quatro dias sem alimento já. É uma situação preocupante, porque não tem como resolver até que as estradas sejam liberadas”, destacou Patrícia.
Caminhoneiros pedem a volta dos militares. E estão conseguindo

– Por Alex Solnik – O caso é o seguinte. A questão mais urgente, agora, não é tirar Parente da Petrobras; é tirar os caminhões dos bloqueios. É claro que a política de preços da companhia, com aumentos diários e abusivos precisa ser exterminada, mas todo o esforço agora tem que ser dirigido para o país voltar ao normal. Para voltar a ser normal ver as ruas cheias de ônibus ou parar num posto de gasolina e mandar encher o tanque. Ou as cirurgias não serem canceladas porque o sangue parou num bloqueio dos caminhoneiros. Discutir agora quem provocou esse caos não adianta muita coisa. Eu quero saber é como vamos sobreviver por mais uma semana sem combustível – que é a previsão das chamadas autoridades. É claro também que esse movimento monstro, que eu nunca tinha visto nos 60 anos de Brasil que tenho, só foi possível porque temos um governante de segunda, o vice, no Palácio do Planalto. Para piorar a situação, o maior estado e a maior cidade do país são governados também por vices. Todos os três – Temer, França e Covas – são marinheiros de primeira viagem. Agora, se a política de preços da Petrobrás é insana – e é – a reação dos caminhoneiros não fica atrás. Eles estão provocando uma situação que pode gerar, sim, a queda de Temer, esse inepto, esse vil, mas para em seu lugar colocar alguém pior. Os caminhoneiros não querem eleições, querem soluções rápidas, golpistas. O que esses caminhoneiros podem provocar é a volta dos militares ao poder, é o que pedem suas faixas. Eles quiseram derrubar Dilma, agora miram em Temer. Não porque Temer seja de esquerda, mas porque ele é de direita e os caminhoneiros (ou quem os lidera) são de extrema-direita. São fãs e eleitores de Bolsonaro. As pessoas que estão apoiando essa greve assassina achando que ela pode derrubar Temer e imaginam que derrubado Temer vamos respirar aliviados e tempos democráticos vão raiar no horizonte poderão ter uma desagradável surpresa. Os grevistas já conseguiram, em parte, o que pretendiam: Temer chamou o Exército. Contra eles, está certo, mas, de repente, de tanto serem chamados para resolver pepinos os generais poderão dizer: espera aí, em vez de vocês nos chamarem de quinze em quinze minutos para resolver os pepinos que vocês criam, que tal entregar o poder para nós de uma vez? * Alex Solnik é jornalista. Já atuou em publicações como Jornal da Tarde, Istoé, Senhor, Careta, Interview e Manchete. É autor de treze livros, dentre os quais “Porque não deu certo”, “O Cofre do Adhemar”, “A guerra do apagão” e “O domador de sonhos”
Greve dos caminhoneiros afeta aulas e coleta de lixo em Montes Claros

Segundo a prefeitura, medida foi tomada devido à greve dos caminhoneiros, que prejudica o abastecimento da frota municipal; paralisação nas rodovias já dura cinco dias. A Prefeitura de Montes Claros publicou nota afirmando que serão suspensos os serviços de coleta do lixo e as aulas das escolas municipais rurais a partir de segunda-feira (28). Segundo a administração municipal, a decisão é reflexo da greve nacional dos caminhoneiros, que entrou em seu quinto dia e causou desabastecimento de combustíveis em várias cidades. A decisão é por tempo indeterminado. A prefeitura pede, para evitar transtornos com a limpeza urbana, que os moradores não coloquem o lixo para fora das casas até que se regularize a situação. Na zona rural, além das escolas, os serviços de saúde também estão suspensos. Protestos no Norte de MinasNo Norte de Minas os protestos entraram no quinto dia e provocou o desabastecimento em mais de 50% dos postos de combustíveis da região. De acordo com o representante da Minaspetro, Gildeon Gonçalves, a mesma situação é registrada em Montes Claros, mas previsão é que os postos que ainda tenham gasolina e o etanol acabem com o estoque nesta sexta. A manifestação dos caminhoneiros permanece em cinco pontos da BR-251, entre Montes Claros e Salinas; e em um posto de combustíveis na BR-365. A Polícia Militar informou que as rodovias estaduais MG-202, que liga Brasília de Minas a Montes Claros, a MG-122 em Janaúba, a MG-401 em Jaíba e a BR-135, em Bocaiuva também tem protesto dos caminhoneiros. Em Montes Claros, uma carreata foi realizada na tarde desta sexta-feira, com a participação de mais de 150 motoristas, entre caminhões e carros de passeio. Via G1 Grande Minas
Caminhoneiros não Temer governo e nem as Forças Armadas

CAMINHONEIRO IRONIZA AMEAÇA DE TEMER “O que vão fazer? Levar nossos caminhões? São 40 mil parados somente na Dutra. Onde vão colocar? Não estamos obstruindo. Estamos apenas parados”, disse o líder sindical Francisco Wild – Reportagem do Valor Econômico demonstra a ineficácia das ameaças feitas por Michel Temer: O presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas de Volta Redonda e Região Sul Fluminense (Sinditac-VR), Francisco Wild, disse que o presidente Michel Temer (MDB), em seu pronunciamento nesta sexta-feira (25), piorou uma situação que pouco havia avançado, em sua opinião. O Temer disse que vai usar as forças federais de segurança para desbloquear as estradas. No caso das vias federais, deve ser acionada a Polícia Militar (PM). “O que vão fazer? Levar nossos caminhões? São 40 mil parados somente na Dutra. Onde vão colocar? Não estamos obstruindo. Estamos apenas parados”, disse o líder sindical, em referência à paralisação dos caminhoneiros que entrou, nesta sexta-feira, em seu quinto dia
Intervenção militar: caminhoneiros pediram e Temer chamou o Exército

Governo colocou as Forças Armadas contra os caminhoneiros e recebeu o apoio do STF e de Moro Michel Temer, que tomou o poder por meio de um golpe, entregou as reservas do pré-sal e implantou uma política de preços na Petrobras, com Pedro Parente, que instalou o caos no Brasil, decidiu colocar as Forças Armadas contra os caminhoneiros. “O acordo está assinado e cumpri-lo é a melhor alternativa. Mas o governo saberá exercer sua autoridade”, disse Temer. Tropas estão sendo mobilizadas e o Brasil pode estar a um passo do caos generalizadoar as Forças Armadas contra os caminhoneiros. “Comunico que acionei as Forças Federais de segurança para desbloquear as estradas e estou solicitando aos senhores governadores que façam o mesmo”, disse ele. “O acordo está assinado e cumpri-lo é a melhor alternativa. Mas o governo saberá exercer sua autoridade”, afirmou. Ministro do STF autoriza uso de força e impõe multa para desbloqueio de rodovias O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes concedeu uma liminar (decisão provisória) em que autorizou o uso das forças de segurança pública para o desbloqueio de rodovias ocupadas por caminhoneiros grevistas. A liminar de Moraes atende a um pedido do governo federal. A pedido do governo, Moraes impôs multa de R$ 100 mil por hora às entidades que atuarem nas interdições de vias, além de multa de R$ 10 mil por dia para motorista que esteja obstuindo a pista. Caminhoneiros entraram nesta sexta-feira (25) no quinto dia consecutivo de paralisações em todo o país. Eles reivindicam, entre outros itens, a retirada de impostos que incidem sobre o óleo diesel. O movimento grevista continuou mesmo após, na noite de quinta (24), o governo ter anunciado um acordo com a categoria, que previa uma “trégua” de 15 dias. Moro critica greve dos caminhoneiros em despacho e pede “bom senso” Por conta da greve, Sergio Moro suspendeu uma audiência prevista para a próxima segunda-feira 28 em que o ex-presidente FHC seria ouvido como testemunha do ex-presidente Lula no caso do sítio de Atibaia; Moro, que já tirou foto com Pedro Parente, presidente da Petrobras, aproveitou o despacho para fazer novas considerações políticas e criticou a greve dos caminhoneiros; Moro diz ser “excessivo” o bloqueio de estradas e pede “bom senso” aos manifestantes, sem citar a alta abusiva constante dos combustíveis
Forças Armadas são convocadas para frear os caminhoneiros

O golpista Michel Temer autorizou o uso das Forças Armadas para desobstruir vias bloqueadas devido aos protesto, além de mandar seu ministro Alexandre de Moraes, do STF, legitimar sua decisão Temer chama Exército e pede carta branca ao STF para usar a força Por Fernando Brito – Tijolaço O Governo Federal acaba de pedir ao Supremo Tribunal Federal- e não há dúvidas de que será atendido – a decretação da ilegalidade do movimento dos caminhoneiros e a liberação para o uso de força, inclusive militar, para o que diz ser a “desobstrução das estradas”, mais especificamente a circulação de cargas. Claro que, com o grau de acirramento dos ânimos dos manifestantes, há quatro dias “donos” do país, tudo é muito arriscado e, se o governo não garantir, ele próprio, que haja veículos de transporte de combustíveis para formar comboios escoltados, o risco é imenso. A demora é critica e perdeu-se a surpresa que deveria ser um fator a mais de segurança contra os que queira, eventualmente, provocar conflitos com as Forças Armadas. É isso o que acontece num país onde se destroem as lideranças e se promove a radicalização sem limites. Vamos para uma aventura, a olhos vistos. Por tropa na rua é sempre ruim. Por tropa na rua, com atraso, sem planos e sem autoridade, ou não dá em nada ou dá em desastre. É a segunda “jogada de mestre” do Sr. Temer usando o Exército. A primeira, todos percebem, deu em nada com a intervenção na segurança do Rio de Janeiro. Que a segunda não dê em desastre
Governo fecha acordo com parte das entidades, mas fim da greve é incerta

Nove das 11 entidades presentes aceitaram as propostas Após sete horas de reunião entre governo e representantes dos caminhoneiros, o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) anunciou na noite desta quinta-feira, 24, que houve acordo pela suspensão da greve por 15 dias. Nove das 11 entidades presentes aceitaram a proposta do Executivo, que prevê prazo de 30 dias para reajustes no preço do diesel. Esta era uma das principais demandas dos caminhoneiros, que queriam mais previsibilidade nos reajustes. Reunião com caminhoneiros desloca impostos para o rombo do déficit Na imagem, aqueles que fizeram os canalhas reféns: os abutres (de NY) – Reprodução/Sul21 Representantes de caminhoneiros e do Governo se reuniram por quatro horas no Palácio do Planalto e chegaram a um acordo que mantivesse a hegemonia do Pedro Malan Parente e da Míriam Lúcia sobre a República Federativa da Cloaca. O acordo, em resumo, é assim: -a greve ou lockout é suspensa enquanto o Governo e o Congresso retiram impostos federais do preço do diesel (e só do diesel); – assim, espera-se que o preço do diesel para o caminhoneiro fique mais barato; – como o Governo não vai recolher esses impostos, terá que ser recompensado – com o lombo do povo – e, no que não for recompensado, vai abrir mais o rombo do orçamento, aquele buraco do Meirelles (que fugiu…); – com menos dinheiro, já que o rombo aumentou, o Governo vai investir menos e prestar menos serviços, o que prejudicará, sobretudo, povo; – tudo isso porque os canalhas e canalhas se tornaram reféns dos acionistas minoritários da Petrobras, os abutres da Bolsa de Nova York (porque os majoritários são o povo brasileiro); – e tudo isso, porque o Governo tira dinheiro de tudo, sobretudo do povo, mas não deixa de pagar os juros dos rentistas, financistas e banqueiros! Veja o que decidiram os canalhas, com os caminhoneiros: Governo e entidades anunciam acordo para suspender paralisação por 15 dias Representante de uma associação, contudo, disse que manterá o movimento. Após sete horas de reunião, o governo e um grupo de caminhoneiros anunciaram a suspensão, por 15 dias, da paralisação que afetava estradas de 22 estados e do Distrito Federal. *** No G1: Eliseu Padilha [ministro-chefe da Casa Civil,] diz que foi celebrado um termo de acordo com representantes dos líderes do movimento. Ele faz a ressalva de que apenas um dos participantes da rodada de negociações, ao fim do processo, optou por não assinar o termo. “Nós vamos reduzir a zero a Cide para o ano de 2018. Recebemos com grande satisfação a notícia do ministro Pedro Parente dizendo que a Petrobras estava reduzindo o preço do diesel nas refinarias em 10% e assumimos essa redação do preço”, disse Padilha. (…) [ O ministro da Fazenda, Eduardo] Guardia anunciou que o governo vai criar um programa de subvenção econômica para que a gente possa passar esse custo que é a diferença entre o preço que está fixado e o preço que seria praticado pela política da Petrobras. Segundo o ministro da Fazenda, durante 15 dias a Petrobras vai assumir os custos com a redução de R$ 0,23 centavos no valor do litro do diesel. “A partir do 15º dias vamos assumir o restante dos 15 dias para completar o mês. Completado o mês, você vai fazer um reajuste dos preços com base na política da Petrobras e fixa o preço nos próximos 30 dias.” “Do ponto de vista fiscal, é uma despesa fiscal que vai requerer dotação orçamentária específica. Vamos abrir um crédito extraordinário. Por ser uma despesa nova, ela vai ter que ser compensada nas despesas do Orçamento da União para manter a meta fiscal. Do ponto de vista fiscal, vai ser compatível com a nossa meta”, disse o ministro da Fazenda. (…) Via Conversa Afiada
Pimentel decreta ponto facultativo nesta sexta por crise do combustível

As atividades essenciais devem permanecer, incluindo consultas e procedimentos agendados em toda a rede estadual de saúde O governador Fernando Pimentel decreta ponto facultativo em todas as secretarias e órgãos do governo de Minas Gerais nesta sexta (25). O motivo é o desabastecimento de combustível em virtude do movimento de paralisação dos caminhoneiros. Em nota oficial, o governo justifica a ação como um plano de contingência. “A medida visa otimizar o uso de combustível para garantir o atendimento dos serviços de segurança pública e saúde em todo o Estado”, destaca. Agenda reprogramada “A recomendação do governador também prevê o cancelamento de agendas e eventos de secretarias e outros órgãos de Estado que demandem deslocamentos”, completa. As agendas do governador previstas para serem realizadas em outras cidades também serão reprogramadas com o mesmo intuito. Serviços essenciais As atividades essenciais devem permanecer, incluindo consultas e procedimentos agendados em toda a rede estadual de saúde, rede do IPSM e Hospital Militar, Ipsemg e Perícia Médica.