Gasolina chega a R$ 10 em Brasília e vira motivo de brincadeiras

 A ameaça de faltar combustível fez postos aumentarem o preço da gasolina para até R$ 9,99 no Distrito Federal. Com isso, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) determinou que o Procon fosse às ruas para fiscalizar aumentos abusivos. Via Conversa Afiada O órgão fez uma série de autuações nesta quinta-feira – um balanço do número de postos autuados será divulgado no fim da tarde. De acordo com a assessoria de imprensa do Procon, o entendimento é que não há justificativa para aumentos, uma vez que os custos dos revendedores não aumentaram. Falta de gasolina vira meme nas redes sociaisCaminhoneiros param o Brasil e internet faz piada com falta e alta dos combustíveis  

Em queda livre, Temer sofrerá impeachment

SENADO ABRE ESPAÇO PARA ELEIÇÃO INDIRETA SE TEMER VIER A SER AFASTADO  – Em meio a uma profunda crise política que paralisa o governo Temer, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado aprovou ontem (23) a regulamentação da eleição indireta para presidente e vice-presidente da República em caso de vacância de ambos os cargos nos dois últimos anos do mandato presidencial. O autor do projeto é o o senador Ronaldo Caiado (DEM), que o havia apresentado em meio à crise política do golpe contra Dilma. Arovado agora, cabe como uma luva à pretensão do DEM e de segmentos da direita parlamentar e empresarial de alçar o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, também do DEM, à Presidência da República. Se não houver recurso para análise em Plenário, o projeto segue para a Câmara dos Deputados. O projeto de lei (PLS 725/2015), do senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), regulamenta o parágrafo 1º do artigo 81 da Constituição, onde já está previsto que essa eleição será indireta, ou seja, ficará a cargo do Congresso Nacional, e será realizada 30 dias após a vacância dos cargos.— O projeto vem normatizar a situação, os partidos poderão apresentar candidatos, sejam deputados e senadores ou qualquer outra pessoa, desde que seja do entendimento. Que se coloque como pré-candidato e seja eleito à votação de deputados e senadores — explicou Caiado. Regras Os sucessores escolhidos nesse processo deverão exercer suas funções pelo tempo que falta para o término do mandato presidencial. Nos 15 dias seguintes à vacância, os partidos ou coligações poderão registrar seus candidatos junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os candidatos a presidente e a vice-presidente da República vão ser registrados em chapa única. De acordo com o PLS 725/2015, os deputados federais e senadores que estejam exercendo seu mandato, reunidos em sessão unicameral convocada exclusivamente para essa finalidade, serão os habilitados a votar nessa eleição indireta. O voto será secreto e registrado em cédulas. Concluída a votação, a Mesa do Congresso Nacional vai apurar os votos e, se nenhuma chapa alcançar a maioria absoluta, um segundo turno será realizado com as duas chapas mais votadas. Depois de proclamado o resultado, o presidente e o vice-presidente da República eleitos tomarão posse e prestarão compromisso na mesma sessão em que ocorrer a eleição. Impeachment e lacuna constitucional Caiado apresentou o PLS 725/2015 em meio à crise instaurada no governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), quando se cogitava um processo de impeachment para afastá-la da Presidência da República. O parlamentar aproveitou o momento político do país, em que se questionava o mandato de Dilma, para encaminhar a regulamentação dos dispositivos da Constituição Federal que tratam da vacância dos cargos de presidente e vice-presidente da República. “Torna-se imperiosa a colmatação dessa lacuna no ordenamento jurídico, mediante a edição de lei que regule o processo de eleição do Presidente da República pelo Congresso Nacional”, defendeu Caiado na justificação do projeto. Linha de argumentação similar foi adotada pelo relator, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), ao recomendar a aprovação do PLS 725/2015. “No mérito, o PLS é absolutamente louvável, não só por buscar suprir uma inolvidável lacuna normativa, mas também por fazê-lo de forma técnica e constitucionalmente impecável, inclusive com a necessária obediência às regras de eleição por maioria absoluta; de possibilidade de segundo turno; e de realização de sessão unicameral”, destacou Anastasia no parecer. Voto secreto e emendas Ao analisar a eleição indireta proposta, Anastasia admitiu a possibilidade de se questionar a constitucionalidade da adoção do voto secreto. Mas, para afastar esse risco, o relator invocou decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) — relativa às constituições estaduais — afirmando que a definição do tema cabe à “discricionariedade do legislador”. E reforçou a tese ao considerar que “a opção pelo voto secreto é bastante plausível, já que os parlamentares estão, no caso, atuando como eleitores, a quem se assegura o sigilo do voto”. Anastasia corrigiu o que considerou duas omissões no texto. Estabeleceu, nesta eleição presidencial suplementar, que as candidaturas devem obedecer a todas as condições de elegibilidade e hipóteses de inelegibilidade previstas na Constituição e na legislação eleitoral. Também deixou claro que, enquanto os cargos de presidente e vice-presidente da República estiverem vagos e os eleitos ainda não tiverem tomado posse, serão chamados a exercer a Presidência da República, sucessivamente, o presidente da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do STF. Determinou, ainda, que a eleição indireta será descartada se a última vacância ocorrer a menos de 30 dias do fim do mandato presidencial.

STF continua protegendo a dupla Dengo e Mineirinho, do PSDB de Minas

GILMAR DÁ MAIS 60 DIAS PARA PF INVESTIGAR AÉCIO, O MINEIRINHO E ANASTASIA, O DENGO  – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes autorizou a prorrogação por mais 60 dias das investigações contra os senadores Aécio Neves e Antônio Anastasia, ambos do PSDB. Aécio foi identificado como “Mineirinho” na planilha apresentada de contribuições ilegais na delação da Odebrecht, é investigado pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, cartel e fraude a licitações. E Anastasia, foi identificado pelo apelido de “Dengo”, e responde a inquérito por corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. O inquérito em questão tem como base as delações premiadas de executivos da empreiteira Odebrecht e trata do suposto pagamento de R$ 1,8 milhão sob o pretexto de doação eleitoral à campanha de Anastasia ao governo mineiro. O pedido dos recursos teria sido feito por Aécio. De acordo com o delegado da Polícia Federal Marlon Oliveira Cajado dos Santos, existem ‘pendências de diligências investigatórias’, como a tomada de depoimentos e analises e perícias feitas nos sistemas de propina da Odebtecht.

Greve de caminhoneiros e seus efeitos são problemas de governo

 Janio:  “pararam um país parado” Janio de Freitas, hoje, detalha a evidência que, ontem, já era possível perceber: o governo nacional entrou em profundo colapso de autoridade e, pior, colapso de perspectivas. Como o processo eleitoral foi amputado de Lula, todos os diminutos neoprotagonistas de uma eleição sem tendências brigam pelos fiapos de poder que bailam ao vento, diante de um governismo sem chefe e um oposicionismo sem feição. Janio, com maestria, já resume tido na primeira frase: “Os caminhoneiros param um país parado”. O que não significa que não irá se mexer. Mais para baixo, ainda. Greve de caminhoneiros e seus   efeitos são problemas de governo                                                                                                                                                      Janio de Freitas, na Folha Os caminhoneiros param um país parado. Sua greve atinge o que ainda respira, aos estertores, no dia a dia do país. A lenga-lenga da retomada de crescimento, propagada por uma articulação entre temerosos das eleições e economistas do bolsão neoliberal, já ruíra sob o jorro dos números mais ou menos reais. Como o do desemprego crescente e o da produção industrial em coma. Greve de caminhoneiros e seus efeitos são problemas de governo. Este, por sua vez, dotado de todos os meios para encaminhar soluções. Eis o que de fato aconteceu: não o governo, mas os presidentes da Câmara e do Senado tomaram a iniciativa de pensar em resoluções que, se capazes de dissolver a greve, ambos fariam aprovar nas respectivas Casas. Presidência, ministérios, Petrobras, trocavam mensagens, marcavam reuniões para o dia seguinte, contrapunham-se em hipóteses e rejeições. O governo que não chegou a governar proclamou sua inexistência. Temer, o perplexo, fez renúncia branca, com a admitida passagem da responsabilidade do Executivo para o Legislativo. Não foi melhor nem pior para o país, porque, embora melhor que a omissão, foi mais um avanço na bagunça institucional. Como os anteriores, prenúncio de outros. Mas o passo de Rodrigo Maia e Eunício Oliveira pede cautela na apreciação. Mesmo como resposta devida, e não dada pelo governo, à situação de emergência, é duvidoso que não o inspirasse (também) outra motivação: o proveito eleitoral. Um, imaginado candidato à Presidência; o outro, já concorrendo ao governo do Ceará. As TVs deram-lhes o ganho, entre grevistas e em mais partes do eleitorado, por sua atitude. São desnecessárias sondagens para saber-se o que Temer recebeu. Nada muito diferente do que, se lembrado, coube a Henrique Meirelles, agora candidato oficioso do desistente Temer e, até prova contrária, futuro candidato do MDB. O que dá certa força a tal possibilidade é a disposição de Meirelles de pagar sua campanha, deixando a parte que a ela caberia, no Fundo Eleitoral e no MDB, aos candidatos em geral do partido. A cenoura pendente diante do burrico. Mas não só. A doação da dinheirama ameaça Meirelles de ser mais candidato à cristianização do que à Presidência. Cristianizado, no jargão político, é o candidato que, como Cristiano Machado, se vê sucumbido pela adesão dos correligionários, com a bênção do partido, a outro candidato. No caso original, o apoio eficaz e indeclarado foi dos políticos do então PSD, de Cristiano, ao favorito e vencedor Getúlio. Engordar os bolsos da campanha e os próprios com a parte alheia não exige acompanhar o doador para o fundo. E, se ele for bem, é só desarmar a traição e viver o pequeno constrangimento de passar por leal. Via Fernando Brito – Tijolaço

170 mil jovens saem da Faculdade, após queda da presidenta Dilma

 O aumento expressivo do desemprego entre os jovens durante os anos de crise não preocupa apenas pela queda na renda das famílias. Ele se reflete na formação. Mais de 170 mil brasileiros, com idades de 19 a 25 anos, abandonaram a graduação só no ano passado e tiveram de adiar o sonho de ascender socialmente pelos estudos. Estadão Na fila do seguro-desemprego, Miguel Júnior, de 23 anos, admitia que a faculdade de Engenharia ficaria para depois. Filho de uma empregada doméstica, ele dependia do emprego em um centro de distribuição de medicamentos para pagar os estudos, mas o corte de funcionários começou há dois meses. “Já escolhi a faculdade, mas preciso fazer uma poupança antes de começar o curso. O que mais tenho são amigos que tiveram de parar a faculdade na metade, quando a crise apertou.” A desistência não cresce apenas em anos de crise, mas esse movimento havia sido bem menor em anos anteriores, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE, compilados pela consultoria LCA. A média do aumento do estoque de estudantes que tiveram de abandonar seus cursos de graduação era de cerca de 5% ao ano, entre 2013 e 2016. Essa evasão aumentou 47,8% entre 2016 e o ano passado, acompanhando o movimento de fechamento dos postos de trabalho e a redução da oferta de financiamento estudantil. “Isso também tem a ver com o aumento da oferta do ensino superior e com o maior acesso às universidades nos anos anteriores à crise. A evasão é naturalmente grande, mas em 2017 foi pior pelas restrições de emprego e de renda”, avalia o economista Cosmo Donato, da LCA. “O aumento da evasão faz todo o sentido, também pela redução da oferta do Fies (programa de financiamento estudantil) nesse período. O que a gente chama de restrição de crédito para os estudantes foi muito grande nos anos de crise, sem financiamento e, vendo a renda da família diminuir, o jovem acaba não tendo uma outra saída.” Com a erosão das contas públicas, o governo também restringiu o acesso ao Fies. Em 2017, foram 98,9 mil contratos. Esse número tem caído desde 2014, quando foram 732,7 mil. (…)

Camisa da Seleção virou sinônimo da vigarice e é por isso que encalhou

 Tem um meme que circula na internet que mostra uma menina chorando, vestindo a camisa da Seleção Brasileira, que diz: “Essa eu não quero, é a camisa do pato”. Por Joaquim de Carvalho – DCM O uniforme da Seleção Brasileira encalhou, porque virou símbolo de algo muito ruim: um movimento que destruiu a economia brasileira e tirou do poder uma presidente sem crime de responsabilidade. Símbolo de um movimento que não foi pelo bem do Brasil, mas por vingança, o terceiro turno das eleições de 2014. No Carnaval, a Acadêmicos do Tuiuti colocou na Sapucaí passistas com o uniforme da Seleção, montados na alegoria de um pato da Fiesp e guiados por uma mão grande. Além de golpista, a camisa da CBF virou então sinônimo de tolo, manipulado – o manifestoche, na definição do carnavalesco Jack Vasconcelos. E manchou com a cor da vergonha a Seleção Brasileira, sem exagero o retrato mais fiel do que este país é, um país de negros, mestiços. Se faltam oportunidades na sociedade em geral, no futebol lá estão eles, depois de vencerem muitos obstáculos. Meritocracia de verdade. O enganador, branco ou preto, não dura. É preto no branco. Talvez seja esta a razão de a Seleção Brasileira ter sido tão prestigiada: fazia todos se se sentirem representados. Mas não está empolgando mais. Na semana passada, o baterista do Ira André Jung se manifestou no Facebook: “A um mês da Copa e nada de verde e amarelo … sinto que o movimento paneleiro, hoje morto de vergonha, é o grande responsável pelo fracasso nas vendas de camisas, bandeiras, faixas e outros símbolos pátrios. A camisa da seleção virou uniforme de pato.” Neste fim de semana, durante a Virada Cultural, João Gordo, do Ratos do Porão, foi mais direto: “Tá chegando a copa e eu não vejo NINGUÉM com a camisa do Brasil. Pq essa camisa virou sinônimo de filho da puta, de golpista”. Sinônimo do que foi o maior engodo da história recente no Brasil. Uma camiseta que nos faz lembrar da foto que viralizou às vésperas do impeachment: o casal rico com os filhos no carrinho caminhando para a manifestação, todos de verde e amarelo, exceto a babá, negra, de uniforme branco. Um país que querem só pra eles, não para ela. Como esquecer? Entre outras muitas coisas, o golpe tirou do Brasil a alegria de torcer pela Seleção. Ainda vamos torcer, pode apostar, quando o brasileiro entrar em campo e mostrar ao mundo o talento no futebol. Mas torceremos sem a alegria de antes. A camisa amarela, o escudo da CBF, sempre nos fará lembrar de que o Brasil se tornou um país onde o maior líder popular foi preso — sem provas de que é corrupto — e os corruptos comprovados estão soltos. Um país usurpado. Um país indefensável. O verde e amarelo se tornaram as cores da vergonha

ONU confirma investigação de violações contra o ex-presidente Lula

 Os advogados Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Zanin Martins comemoraram a confirmação pelo Comitê de Direitos Humanos da ONU, nesta terça (22), a formalização das investigações acerca de violações contra garantias fundamentais do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A defesa do ex-presidente Lula protocolou na ONU a denúncia das violações em julho de 2016. “Trata-se do primeiro comunicado individual feito por um brasileiro àquele órgão internacional”, destacam os advogados. Leia a íntegra do comunicado dos advogados de Lula: ONU confirma que está formalmente investigando violações contra Lula e alerta autoridades brasileiras sobre qualquer ação que possa comprometer julgamento Recebemos hoje (22/05) do Comitê de Direitos Humanos da ONU, com satisfação, decisão que confirma que o órgão internacional está formalmente investigando as violações contra garantias fundamentais do ex-Presidente Lula que apresentamos em comunicado individual protocolado em julho de 2016. A admissibilidade do comunicado e o mérito serão julgados conjuntamente. Trata-se do primeiro comunicado individual feito por um brasileiro àquele órgão internacional. O Comitê também admitiu julgar o caso à luz do artigo 25 do Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, que assegura a todo cidadão a possibilidade de participar “sem restrições infundadas” o direito de “votar e ser eleito em eleições periódicas, autênticas, realizadas por sufrágio universal e igualitário por voto secreto, que garantam a manifestação da vontade dos eleitores”, diante de aditamento que apresentamos em 06/04/2018. O governo brasileiro terá 6 meses para apresentar defesa sobre o mérito do comunicado. Na peça protocolada em julho de 2016, foram listadas diversas violações ao Pacto de Direitos Políticos e Civis, adotado pela ONU, praticadas pelo juiz e pelos procuradores da Operação Lava-Jato de Curitiba contra Lula, seus familiares e advogados. Esse Pacto prevê, dentre outras coisas: (a) proteção contra prisão ou detenção arbitrária (Artigo 9º); (b) direito de ser presumido inocente até que se prove a culpa na forma da lei (Artigo 14); (c) proteção contra interferências arbitrárias ou ilegais na privacidade, família, lar ou correspondência e contra ofensas ilegais à honra e à reputação (Artigo 17); e, ainda, (d) do direito a um julgamento independente e imparcial (Artigo 14). As evidências apresentadas no comunicado se reportam, dentre outras coisas: (i) à privação da liberdade por cerca de 6 horas imposta a Lula em 4 de março de 2016, por meio de uma condução coercitiva sem previsão legal; (ii) ao vazamento de materiais sigilosos para a imprensa e à divulgação de ligações interceptadas, inclusive entre Lula e seus advogados; (iii) a diversas medidas cautelares autorizadas injustificadamente; e, ainda, (iv) ao fato de o juiz Sergio Moro haver assumido em documento enviado ao Supremo Tribunal Federal, em 29/03/2016, o papel de acusador, imputando crimes a Lula por doze vezes, além de antecipar juízo de valor sobre assuntos pendentes de julgamento na 13ª. Vara Federal Criminal de Curitiba. O Comitê de Direitos Humanos da ONU também decidiu que por ora não irá conceder uma medida liminar em favor de Lula, tal como requerido em 06/04, mas alertou as autoridades brasileiras de que é incompatível com as obrigações assumidas pelo Brasil no Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos qualquer ato de obstrução “que impeça ou frustre a análise pelo Comitê [da ONU] de um comunicado alegando violação ao Tratado, ou que afirme que a expressão dos entendimentos do Comité é frívola e fútil”. CRISTIANO ZANIN MARTINS E VALESKA TEIXEIRA ZANIN MARTINS

Tribunal de Justiça de Minas Gerais manda prender Eduardo Azeredo

 O ex-governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo (PSDB), teve o último recurso negado nesta terça (22) pelo Tribunal de Justiça. Condenado a 20 e 1 mês por peculato (desvio de dinheiro público) e lavagem de dinheiro no mensalão tucano, Azeredo poderá ser preso nas próximas horas. Por unanimidade, cinco desembargados da Quinta Turma Criminal do TJMG confirmaram a sentença contra o ex-presidente nacional do PSDB. A decisão de segunda instância enseja a antecipação do cumprimento da pena, seguindo orientação do Supremo Tribunal Federal. No último dia 24 de abril, por 3 votos a 2, a corte mineira mostrou divergência sobre a condenação de Azeredo. Por isso ele foi submetido a um novo julgamento em colegiado ampliado, que confirmou hoje a condenação. Segundo o Ministério Público, Eduardo Azeredo era o principal articular de um esquema criminoso que desviou recursos de estatais como o Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge) e a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) para a sua campanha de reeleição em 1998. Naquela disputa, o tucano perdeu para o ex-presidente Itamar Franco. Não há o que comemorar O precedimento do TJMG, ao mandar prender Azeredo, apenas legitima o ataque continuado à Constituição Federal. A exemplo do ex-presidente Lula, mantido preso político, o tucano tem o direito à presunção da inocência — o esgotamento de todos os recursos antes de cumprir a pena. Via Blog do Esmael

Não os vejo, nem os escuto – Por Tiago Muniz Cavalcanti

“Agora observo as ruas vazias Não há músicas, danças, alegoriasCoreografiasDe repente, tão de repente, um silêncio devolutoJá não os vejo, nem os escuto Onde estão as detenções, as conduções, as coerções, as manifestações?Subitamente, restaram apenas convicçõesE oraçõesPresunções, suposições, delações, powerpoint e jejum absolutoEu não os vejo, nem os escuto Por que se escondem? Por que se calam?Íntegros, moralistas e legalistas nesta hora apenas paramE já não falamTodos sumiram, não há ninguém, nenhuma sombra, tampouco um vultoNão, eu não os vejo, nem os escuto Andavam informados, indignados, revoltados, inconformadosEstão quietos, mudos, fechados, caladosAmuadosNão ouço fogos, não ouço gritos, está tudo muito confusoJá não os vejo, nem os escuto Desfilavam de verde, de amarelo, hasteavam a bandeira nacionalSímbolo do amor à pátria, de um nacionalismo sem igualIncondicionalHoje vendem a terra, a água e o óleo, entregam tudoEu não os vejo, nem os escuto Se diziam apartidários, imparciais, desapaixonadosNovos heróis, festa no prostíbulo, na parede seus retratosCaricatosMudam a lei, cortam direitos, transformam o que é justo em injustoJá não os vejo, nem os escuto Havia panelas, bandeiras, cartazes contra corrupçãoBradavam pela moral, pela ética, clamavam por saúde e educaçãoMera ilusãoJá não há vigília, zelo e desvelo,o país está em lutoÓ, meu Deus, eu não os vejo, nem os escuto Onde ficaram a razão, a emoção, a compaixão, a determinação?Livraram os ratos, as quadrilhas, os bandidos que comandam a naçãoTosca armaçãoOnde estão as pessoas, os patos, os bonecos? Não há nada, não há ninguémNão os vejo nem os escuto, mas os conheço muito bem.” Poesia de Tiago Cavalcanti, Procurador do Trabalho.  * Tiago Muniz Cavalcanti é Procurador do Trabalho  

NICOLÁS MADURO É REELEITO PRESIDENTE DA VENEZUELA

 – Com 92 por cento dos votos apurados, o Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela difundiu um boletim de apuração dando conta da tendência irreversível dos resultados. Nicolás Maduro foi reeleito com 5.823.728 votos. Seu principal concorrente, Henri Falcon, alcançou 1.820.552 votos.  “Uma vitória da paz e da democracia”, disse Maduro, que no discurso feito em seguida à proclamação dos resultados, anunciou que convoca um encontro de todas as forças políticas para promover a reconciliação nacional. A presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE)da Venezuela, Tibisay Lucena ressaltou que desde as primeiras horas deste domingo (20), o processo eleitoral transcorreu com tranquilidade em todo o país. Tibisay Lucena assinalou que recebeu denúncias de vários tipos e que todas foram atendidas e que estas foram em menor número que em eleições anteriores. As denúncias se referiam principalmente à realização de atividades de boca de urna. A titular do Poder Eleitoral destacou que os comandos de campanha dos candidatos presidenciais mantiveram comunicação permanente com os dirigentes do CNE. Por seu turno, a secretária geral do Movimento Somos Venezuela, Delcy Rodríguez disse em coletiva de imprensa que a grande derrotada das eleições deste domingo foi a abstenção. “Quem foi o grande derrotado de hoje? A abstenção. Dissemos que as votações passariam á história como votações anti-imperialistas. Aqueles que ainda não compreendem o processo venezuelano saíram derrotados, mas sobretudo os setores extremistas da oposição venezuelana, que estão cada vez mais isolados”, disse. LATUFF RETRATA HIPOCRISIA DA MÍDIA BRASILEIRA COM A VENEZUELA  – O chargista Carlos Latuff criticou a hipocrisia da mídia tradicional brasileira, que vê o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, como um ditador, mesmo ele tendo sido eleito pelo voto popular. Ao mesmo tempo, a imprensa brasileira chama Michel Temer de presidente. O emebebista chegou ao poder por meio de um golpe parlamentar contra Dilma Rousseff em 2016. Naquele ano tanto o Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) como uma perícia do Senado inocentaram ela, que foi eleita com 51,6% dos votos.