Interdição de elevador provoca queda de 30% nas vendas no Shopping Popular

Vereador Rodrigo Cadeirante foi procurado por comerciantes e frequentadores, que reclamam da desativação do equipamento interditado há meses Por Waldo Ferreira* A interdição do elevador panorâmico do Shopping Popular Mário Ribeiro da Silveira, problema recorrente, foi tema do pronunciamento do vereador Rodrigo Cadeirante, durante reunião ordinária da Câmara Municipal de Montes Claros, na terça-feira (3). O equipamento passou por reforma em 2016, mas ficou pouco tempo em funcionamento, voltando a apresentar problemas, o que tem se repetido periodicamente, exigindo gastos frequentes com manutenções que têm se mostrado inúteis. Atualmente, a paralisação já dura meses. Em 2017 o elevador parou de novo, deixando várias pessoas presas, sendo necessária a intervenção do Corpo de Bombeiros. Rodrigo Cadeirante cobrou providências por parte do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos (Prevmoc), gestora do Shopping. “O que acontece que não conseguem consertar um elevador? Como ficam as pessoas com deficiências, as mulheres com crianças de colo ou com carrinhos de bebê e idosos com dificuldades de locomoção? Eles não podem frequentar o Shopping, nem se deslocar aos outros andares?”, indagou. Rodrigo Cadeirante chamou atenção também para o drama dos comerciantes, que sofrem com a redução no movimento. Estima-se que as vendas caem em torno de 30% devido à dificuldade de acesso desse público. Em média, 6 mil pessoas frequentam o local diariamente. O vereador exigiu que essa parcela da população seja tratada com a dignidade que merece, como deve ser com todos. “Até quando essas pessoas continuarão a ser ignoradas”, questionou, completando: “o elevador é um problema tão grande assim, que não se consegue resolver?” A direção do Shopping alega que o equipamento foi instalado em uma área que mina água. Teriam sido gastos mais de R$ 50 mil nos últimos dois anos, com manutenção. Segundo a nota, não há segurança para que o elevador opere atualmente. O Shopping abriu processo licitatório para avaliar a segurança e alternativas para o funcionamento. A interdição seria para prevenir choque elétrico ou soltura de uma peça que possa provocar um acidente. Jornalista
Marçal, Bolsonaro ao cubo – Por Ruy Castro, da Folha de SP

Bolsonaro lhe abriu a porta do inferno. Agora descobre que, comparado a Marçal, ele é um amador Primeiro, a má notícia: estamos ameaçados de ter Pablo Marçal como presidente. Agora, a boa notícia: ficaremos livres de Bolsonaro para sempre. É dos casos em que uma notícia não compensa a outra. Bolsonaro, por exemplo, não está achando graça em nenhuma das duas. Ao acompanhar atônito a escalada de Marçal rumo à, por enquanto, Prefeitura de São Paulo, consegue identificar e até antecipar cada movimento dele. Sabe muito bem como a história vai terminar —na qual ele, Bolsonaro, morre no final. Na verdade, seu enterro já saiu. Bolsonaro está ciente de que Marçal, que aprendeu tudo com ele em violência e estupidez, vai esmagar seu opaco candidato Ricardo Nunes. Isso o obrigará a jogar Nunes aos cães, como fez com muitos outros, e, para sobreviver politicamente, juntar-se a Marçal, levando seus filhos hoje reduzidos aos zeros. Marçal talvez aceite o apoio, pela massa de votos bolsonaristas que isso lhe pode trazer. Mas, do jeito que as coisas vão, Marçal poderá ter esses votos jogando parado e ele próprio chutar Bolsonaro aos abutres. O que será bem feito, mas que vantagem levará nisso a democracia? Bolsonaro abriu a porta do inferno para Marçal. Antes dele, Jânio Quadros, com a caspa na lapela, e Fernando Collor, a bordo de seus jet skis, já tinham sido eleitos em nome da antipolítica. Bolsonaro foi além. Estuprou o decoro presidencial, cuspiu na cara da nação, corrompeu meio mundo e deu shows diários de desumanidade, tudo para consolidar o espírito da antipolítica junto aos pacóvios. Pois Marçal é Bolsonaro ao cubo —faz antes da eleição o que Bolsonaro só ousou fazer de faixa. Desmoraliza o processo eleitoral, zomba de suas condenações criminais, devolve os epítetos de bandido e ladrão, chama todo mundo para a briga e define seus eleitores como idiotas, para deleite deles. É Bolsonaro sem filtro e sem meias palavras. Já chamam Marçal de demente e descontrolado. Mas não há demência nem descontrole. Cada palavra, cada ofensa, cada gesto é calculado. Conhece seu gado, sabe o que quer e como chegar. Comparado a ele, Bolsonaro é um amador.
Escolas públicas municipais de Montes Claros avançam no Ideb

EDUCAÇÃO NOTA 10 – O Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) 2023 apresentado pelos Anos Iniciais do Ensino Fundamental das escolas públicas municipais de Montes Claros recebeu nota 6,5. Esses números são superiores à média nacional das redes municipais, que ficou em 5,8. Também foi superior à média das redes estaduais do Brasil (6,0), inclusive superando as redes estaduais de Minas Gerais (6,2). Já os Anos Finais do Ensino Fundamental das escolas municipais de Montes Claros receberam a nota de 5,2 pontos. Comparativamente, é superior às redes municipais das cidades brasileiras (4,6). Também supera as redes estaduais do Brasil (4,9) e a rede estadual de Minas Gerais (4,6). Por fim, apresenta nota superior em relação à rede estadual (4,9) de Montes Claros. Frente ao período da pandemia de Covid-19, em que os dados educacionais do Brasil alarmaram a população, inclusive com a estimativa de que a defasagem de aprendizagem seria superada somente após 10 anos, a Secretaria Municipal de Educação de Montes Claros vem investindo na melhoria do ensino dos estudantes, dotando o Sistema com diversas estratégias educacionais. Com isso, foi possível reverter aquela triste realidade, apresentando avanços significativos na aprendizagem dos estudantes do 5º e 9º ano do Ensino Fundamental. No cenário pós-pandemia, os estudantes dos Anos Iniciais das escolas públicas municipais conseguiram avançar, não somente retomando o curso normal de sua aprendizagem, mas ampliando-a em 3 décimos, ou seja, o Ideb passou de 6,2 em 2017 para 6,5 em 2023. A Prefeitura investe aproximadamente R$ 10.851,56 por aluno, ou seja, um crescimento de 65%, enquanto o crescimento no Estado de Minas Gerais foi de 58%. Ações como o monitoramento da aprendizagem dos alunos, que visou verificar sistematicamente a aprendizagem na leitura, escrita e matemática, a intervenção pedagógica com aulas ministradas no contraturno ou pós-horário, tanto pelo próprio professor regente de turmas dos 5º e 9º anos quanto por outros professores, a sequência de formação continuada para professores com foco nos descritores de Língua Portuguesa e Matemática, bem como a oferta de videoaulas e simulados com conteúdos práticos voltados para os descritores foram promissoras para o aumento do Ideb. Outras ações, tais como o combate à evasão e a evolução do fluxo (aumento na taxa de aprovação) evidenciam intervenções pontuais que contribuíram para o bom êxito dos estudantes. Pois, quanto maior as notas, maior aprendizado, e quanto maior o valor do fluxo, maior a aprovação. A nota de 6,5 no Ideb indica qualidade na educação, pois o Ideb é calculado a partir da multiplicação entre os indicadores de desempenho e rendimento. Em Língua Portuguesa e Matemática, a pontuação dos estudantes do Sistema Municipal está entre 250 e 274 pontos, o que demonstra habilidades de identificar opinião e informação explícita, reconhecer a finalidade, relação de causa e consequência e inferir assunto principal e sentido de expressão em diversos gêneros textuais, reconhecer polígonos, resolver problemas das quatro operações, proporcionalidade, interpretar dados em tabelas e comparar gráficos. Portanto, observa-se que nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental o avanço da aprendizagem dos alunos foi de 3 pontos, e dos anos finais 6 pontos, de 2017 a 2023.
Educação de SP, MG e RJ atrapalham desempenho nacional

Segundo especialista em Educação, estes estados sob governos bolsonaristas, vão na contramão de políticas educacionais recomendadas, especialmente após as perdas da pandemia. Os resultados preocupantes do Sistema de Avaliação de Educação Básica (Saeb) 2023, divulgados recentemente, trouxeram à tona um cenário alarmante para a educação no Sudeste brasileiro. Estados governados por forças políticas alinhadas à extrema direita bolsonarista, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, registraram quedas significativas nas notas de Português e Matemática. Essa performance ruim não apenas impactou negativamente o desempenho nacional, mas também revelou falhas estruturais nas políticas de recuperação de aprendizagem implementadas nessas regiões. De acordo com Madalena Guasco, diretora da Faculdade de Educação da PUC-SP e secretária geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee), as estratégias adotadas nesses estados foram insuficientes e mal direcionadas. “Um programa de recuperação de aprendizagem necessita de acompanhamento e apoio aos estudantes e famílias, professores motivados e valorizados, ensino com significado e participação”, ressalta ela ao Portal Vermelho. No entanto, ela destaca que o que foi colocado em prática foi exatamente o contrário. Nos estados do Sudeste, o uso de plataformas de ensino padronizado, que desconsideram as particularidades e necessidades dos estudantes, tornou-se a norma. Esse modelo, segundo Madalena, é impessoal e pouco participativo, não contribuindo para uma educação significativa. Além disso, houve uma precarização do trabalho docente, com um aumento exponencial na contratação de professores temporários, que enfrentam condições de trabalho instáveis e pouco motivadoras. “Essas políticas resultaram em um ataque à gestão educacional, com cobranças e ameaças constantes, o que desestabiliza ainda mais o ambiente escolar”, afirma. A situação se agrava quando se considera a destinação de recursos públicos para fundações de caráter privado, sob a justificativa de melhoria da educação. Para a especialista em Educação, essa alocação de recursos desvia o foco do que realmente é necessário para a recuperação do aprendizado: o investimento em uma educação pública de qualidade, com professores valorizados e políticas educacionais que atendam às necessidades reais dos estudantes. Sucateamento escolar: agenda privatista do bolsonarismo Francisca da Rocha Seixas, secretária de Assuntos Educacionais e Culturais da Apeoesp, teceu duras críticas às gestões estaduais, culpando-as pelas falhas nas políticas de recuperação de aprendizagem. Em seu comentário, ela ressaltou que, apesar do Brasil ser um país diverso, as soluções propostas para a educação não refletem essa diversidade. “Os estados com mais recursos, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, são os que apresentam maior deficiência justamente porque seus governantes vêm cortando verbas da educação pública”, afirmou ao Portal Vermelho. Francisca denuncia um processo contínuo de desmonte da educação pública, promovido por administrações que ela classifica como alinhadas ao ideário de extrema direita bolsonarista. Para a secretária, esses governos implementam uma visão empresarial da educação, delegando responsabilidades constitucionais a organizações sociais e priorizando interesses de elites econômicas. “Eles mantêm seus projetos privatistas intactos, favorecendo os barões da educação em detrimento da maioria da população”, reforça. Outro ponto destacado pela secretária é o descaso com a educação pública, especialmente nas periferias. Ela menciona que os governos estaduais têm promovido uma política de baixos salários para professores, sucateando escolas e mantendo gestões autoritárias. “São escolas nas quais não há condições adequadas de trabalho e nem estrutura mínima para os alunos”, denuncia. Segundo a sindicalista, essa postura compromete o futuro de crianças e adolescentes que dependem do ensino público de qualidade. Ela também chama atenção para a importância de um investimento robusto na educação pública, destacando que um país não pode se desenvolver com soberania e justiça social sem isso. “Esses governadores possuem uma visão retrógrada, acreditam que a educação é um privilégio para poucos, o que vai na contramão do desenvolvimento de qualquer nação.” Para a educadora, a solução passa por um maior investimento em infraestrutura escolar, valorização dos profissionais da educação e democratização das gestões escolares. Ela defende escolas que ofereçam ensino integral de qualidade, com alimentação adequada, bibliotecas bem equipadas, laboratórios de ciências, aulas de arte e esportes, além das disciplinas obrigatórias. Além disso, ela pontua a necessidade de reduzir o número de alunos por sala, permitindo um acompanhamento individualizado dos estudantes, especialmente aqueles com maior dificuldade de aprendizagem. Para alcançar essas metas, ela salienta a importância de uma gestão democrática, em que toda a comunidade escolar – professores, alunos e familiares – participe ativamente das decisões e dos projetos pedagógicos. A dirigente da Apeoesp encerra seu comentário com um alerta: “Sem esses investimentos e mudanças, o futuro da educação pública brasileira estará em risco. Precisamos de governos comprometidos com o desenvolvimento humano, e não com agendas privatistas que excluem a maioria dos cidadãos”. Fora do ritmo nacional O instituto Todos Pela Educação, ao analisar os resultados do Saeb, observou que a estagnação das notas no Sudeste não foi homogênea. Estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, que são populosos e, portanto, influenciam mais a média nacional, ficaram para trás em termos de política educacional entre 2019 e 2023. Apesar de serem mais ricos e com possibilidade de ter melhor infraestrutura, “mas as políticas nesses estados não acompanharam o ritmo do resto do país”, comenta Gabriel Corrêa, diretor de políticas públicas do instituto. Enquanto outras regiões, como o Nordeste, conseguiram mitigar as perdas de aprendizagem causadas pela pandemia, os estados do Sudeste apresentaram as piores quedas nas três etapas avaliadas pelo Saeb. Essa diferença é atribuída à falta de programas robustos de recomposição de aprendizagem, que desconsideraram as grandes defasagens dos estudantes, acreditando que apenas a implementação de novas políticas seria suficiente para superar os desafios. “Muitas secretarias de educação, inclusive de São Paulo e do Rio, criaram programas insuficientes de recomposição de aprendizagem. Acharam que bastava apenas passar uma borracha no que aconteceu na pandemia e implementar novas políticas, sem levar em conta que os estudantes estavam em grande defasagens”, analisa Corrêa. “Com isso, esses governos estaduais falharam, ao contrário do que acontece com êxito em outros lugares de destaque ao longo dos anos, como o Ceará”. Em contraste, estados como o Pará,
O PT conhece o eleitor de Marcal há anos e o ignorou

Pesquisas feitas por fundação do PT já captavam a receptividade do eleitorado ao discurso proferido por Pablo Marçal, mas pouca gente deu importância Bruno Carazza, Valor Econômico A fora a decisão de Alexandre de Moraes de tirar o X-Twitter do ar, as conversas sobre política nas últimas semanas giram sobre um só personagem: Pablo Marçal. Muito se tem falado de seus métodos (os legítimos e os ilegais) comerciais, de seu marketing digital aplicado à campanha eleitoral e de seu discurso teológico coach (como caracterizou a cientista política Ana Carolina Evangelista), mas pouco ainda se discute sobre o seu potencial eleitorado. E o mais interessante é que os eleitores que aderem em velocidade estonteante a Marçal hoje (não só em São Paulo, mas no Brasil todo) já vêm sendo mapeados há anos pelo PT – embora ninguém tenha dado a importância devida a esse fenômeno. Nas eleições municipais de 2016, o então prefeito, Fernando Haddad, mesmo apoiado por Lula e Dilma Rousseff, foi derrotado por João Doria no primeiro turno, com menos de um terço dos votos válidos (53,3% a 16,7%). O tucano venceu em todas as regiões da cidade, com a exceção de Parelheiros e Grajaú, em que a maioria dos eleitores preferiu Marta Suplicy (então no MDB). Perplexo por ter perdido por larga margem até nos bairros mais pobres da cidade, onde tradicionalmente era muito bem votado, o PT resolveu investigar as causas do desempenho tão ruim. Especialistas contratados pela Fundação Perseu Abramo realizaram então uma série de entrevistas qualitativas entre novembro de 2016 e janeiro de 2017 para entender o que pensava o morador dessas regiões. A pesquisa “Percepções e Valores Políticos nas Periferias de São Paulo” revelou um eleitor muito diferente do estereótipo utilizado nas análises políticas. Para o PT e a esquerda em geral, a conclusão mais surpreendente dizia respeito às visões do residente da periferia paulistana a respeito de sua classe social e do próprio Estado. Cito textualmente algumas das constatações da pesquisa: “No imaginário da população não há luta de classes; o ‘inimigo’ é, em grande medida, o próprio Estado ineficaz e incompetente”, e não o patrão explorador. Aliás, “trabalhador e patrão são diferentes, mas não existe no discurso [desses eleitores] relação de exploração: um precisa do outro, estão no mesmo barco”. E assim “todos são ‘vítimas’ do Estado que cobra impostos excessivos, impõe entraves burocráticos, gerencia mal o crescimento econômico e acaba por limitar ou ‘sufocar’ a atividade das empresas”. Longe de terem sido abduzidos pela ideologia neoliberal, a pesquisa do PT aponta para um certo “liberalismo popular” bem recebido na periferia da capital econômica do país: uma população que havia progredido economicamente com o Plano Real e as políticas sociais dos governos Lula e Dilma, que tinha “forte desejo por visibilidade e valorização pessoal” e que acreditava no trabalho e no esforço como instrumento de ascensão social. Para os pesquisadores da Fundação Perseu Abramo, o PT precisaria compreender melhor esse fenômeno, pois as entrevistas apontavam que esse eleitorado “tem a igualdade de oportunidades como ponto de partida e a defesa do mérito como linha de chegada”, “trata o mercado como instituição mais crível que o Estado”, e “reconhece a importância de um Estado eficaz em reverter impostos em serviços de qualidade e em reduzir desigualdades”. Boa parte desse descrédito em relação ao Estado vinha de uma forte desconfiança com a política institucional, vista como “suja” e “cheia de gente mau caráter”. Para os entrevistados, a solução passaria pela ascensão de “gente do bem e a fim de trabalhar” e de parcerias do poder público com empresas. Muitos desacreditaram os resultados dessa pesquisa, apontando problemas metodológicos (amostra muito pequena) ou vieses ligados ao timing da pesquisa – em meio a uma crise política (a Lava Jato) e logo após a vitória de Doria, que exacerbava esses valores pró-mercado na sua propaganda política. No entanto, entre setembro e outubro de 2021 a Fundação Perseu Abramo foi a campo para entrevistar eleitores não identificados com Lula e nem com Bolsonaro nas cinco regiões do país (“Percepções e Valores da População Brasileira não Polarizada”). E os resultados foram muito similares. O cidadão que se destaca nessa nova pesquisa é “fortemente alinhado ao valor do trabalho e convicto da necessidade de batalhar para vencer na vida”. Nesse caso, “trabalhador” é visto como adjetivo (sinônimo de lutador, esforçado, empenhado) e não substantivo (posição numa sociedade de classes). Para esse público, “o padrão de consumo é o que dita a percepção de classe”. Ou seja, o mundo não é dividido entre patrões e empregados, mas entre ricos, classe média e pobres. Nesse contexto, há uma crença de que “a ascensão social e econômica é possível e que pessoas mais pobres podem ser ricas um dia” – desde que sejam “batalhadores, fortes e persistentes”. E nessa batalha para “ser alguém na vida”, dois núcleos sociais proveem os valores e são espaço de acolhimento: a família e a igreja. Pablo Marçal tornou-se milionário vendendo a ilusão da prosperidade a esse público. O grande desafio que a política tradicional tem é evitar que ele converta esses seguidores em votos – e isso não é um problema só de São Paulo.
Decisão do STF sobre o X resguarda a democracia e a soberania nacional

A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moares de submeter à lei a plataforma digital X, de propriedade do bilionário Elon Musk, tem uma dupla correção: nada e ninguém estão acima da Constituição Federal, tampouco da soberania nacional. A suspensão da plataforma, o bloqueio ao acesso, tem amplo respaldo legal, desde o Código Civil ao Marco Civil da Internet. Uma sinopse se faz necessária para que a justeza desta medida se imponha. Em oito de janeiro, a extrema-direita tentou um golpe de Estado, felizmente derrotado. Pouco depois, o X manteve ativas contas de neofacistas que seguiram fazendo apologia do golpismo. O STF, via ministro Alexandre Moraes, determinou a retirada desses perfis. Musk, além de não cumprir a ordem, hostilizou e depreciou, na própria plataforma, o ministro e a instância máxima do Judiciário brasileiro. Também ignorou o pagamento das multas. E mais: agora, já em agosto, Musk escalou a afronta e ordenou o fechamento do escritório do X no Brasil. Nesta quarta (28), o ministro Alexandre Moraes estabeleceu o prazo de 24 horas para que a empresa oficializasse o representante legal no Brasil. Vencido prazo, o bilionário, ele mesmo extremista de direita, além não cumprir a exigência assacou uma vez mais contra o ministro e o STF. Diante deste itinerário de afrontas e desrespeito à lei, de uso e abuso do X pelas milicias digitais para atentarem contra a democracia brasileira, o Estado nacional, através da instância máxima do Poder Judiciário, foi desafiado a dar um basta a essa escalada. O Brasil conquistou a legalidade democrática, regida pela Constituição, num duro combate ao arbítrio, uma longa jornada contra a ditadura militar, condição que lhe assegura uma poderosa arma para a defesa de sua soberania. A Constituição, pela qual os brasileiros têm grande apreço, referencial do Estado Democrático de Direito, determina que ninguém e nenhuma empresa, organização ou instituição estão acima da lei. E o STF, delegado pelo ordenamento jurídico do país para ser o juiz do direito constitucional, não pode ser afrontado como se o país fosse uma terra de ninguém. Desde que foi adquirida por Elon Musk, a plataforma X se tornou instrumento da extrema-direita mundial, privilegiando conteúdo de ódio e antidemocrático. Para tal, hipocritamente, esgrima a defesa da liberdade de expressão, expediente já desmoralizado, pois, conforme a conveniência de seus lucros ou de sua preferência política, ele já cumpriu ordens judiciais de vários país e retirou mensagens e baniu perfis. Um fato que agrava é a nota da Embaixada dos Estados Unidos dizendo que “está monitorando a situação entre o Supremo Tribunal Federal e a plataforma X”, ressaltando “que a liberdade de expressão é um pilar fundamental em uma democracia saudável”. É, nitidamente, uma interferência que deve ser repelida pelas forças patrióticas e democráticas. São dados que comprovam o acerto da decisão do STF de, mais uma vez, não abrir precedentes para práticas ilegais, não permitindo afronta à soberania nacional, demonstrada de variadas maneiras, todas condicionadas ao cumprimento da legalidade democrática, ancorada na Constituição e aplicada pelo Estado Democrático de Direito. A omissão diante de abusos como esses seria uma permissividade inaceitável, um retrocesso descabido num momento em que o país está numa decidida luta contra o golpismo da extrema-direita. O Poder Executivo, por um pronunciamento firme do presidente Luís Inácio Lula da Silva, respaldou a sentença do STF. O episódio também remete ao debate sobre a urgência da regulação das chamadas big techs, contida no conhecido Projeto de Lei das fake news, relatado pelo deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP). Seria uma forma de reforçar o rigor legal diante dos abusos dessas empresas que, como disse o deputado, querem colocar de joelhos o Congresso Nacional, referindo-se aos empecilhos criados por um conluio entre as big techs e a extrema-direita para impedir que o Brasil tenha, a exemplo de outros países, parâmetros definidores de acordo com a legislação nacional. Mas, independentemente dessa pendência, a decisão de Alexandre de Moraes e do STF cumpre preceitos básicos do Estado Democrático de Direito. Ela define um princípio essencial para evitar que novos abusos sejam praticados no país e reafirma o princípio de que a igualdade de direitos e o respeito às leis são o alicerce de uma sociedade democrática, fundada no ideal de civilização e justiça. Via: Vermelho
Lateral William, do Cruzeiro, é convocado pela Seleção Brasileira

Atleta cruzeirense entra na vaga de Yan Couto, do Borussia Dortmund (Alemanha), que foi desconvocado por problemas clínicos O lateral direito William, do Cruzeiro, foi convocado para defender a Seleção Brasileira pelas Eliminatórias da Copa do Mundo dos Estados Unidos. O atleta cruzeirense vai integrar o elenco de Dorival Júnior nos duelos contra o Equador e o Paraguai. Ele entra na vaga de Yan Couto, do Borussia Dortmund (Alemanha), que foi desconvocado por problemas clínicos. “Nós tivemos um problema clínico com o atleta Yan, do Borússia Dortmund. Com isso, estamos convocando William, do Cruzeiro, de Belo Horizonte”, disse o técnico da Seleção Brasileira, Dorival Junior, em vídeo publicado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nesta quinta-feira (29 de agosto). Os jogos O lateral deverá se apresentar em Curitiba, no Paraná, na próxima segunda-feira (2 de setembro). O primeiro compromisso dele com a camisa amarelinha será na sexta-feira (6) da próxima semana, quando o Brasil enfrenta o Equador, no estádio Couto Pereira. No dia 10 de setembro, o time comandado por Dorival Júnior jogará contra o Paraguai, em Assunção. William deverá desfalcar o Cruzeiro na partida contra o São Paulo. O confronto está previsto para o dia 15 de setembro, em horário a confirmar, no Mineirão. Carreira de William Revelado no Internacional, William se transferiu para o Wolfsburg, da Alemanha, em 2018. Antes de se transferir para a Europa, o lateral conquistou a medalha de ouro com a seleção masculina de futebol nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, de 2016. O atleta foi contratado pelo Cruzeiro em 2023, ano em que a equipe celeste retornou para a Série A do Campeonato Brasileiro. Nas redes sociais, o clube celeste parabenizou o atleta. “Parabéns e muito sucesso, convocação mais do que merecida!”, escreveu o Cruzeiro 🇧🇷 WILLIAM É SELEÇÃO! Nosso lateral William foi convocado pela Seleção Brasileira, que irá enfrentar o Equador e o Paraguai nas eliminatórias para a Copa do Mundo 2026. Os jogos serão nos dias 6 e 10 de setembro. Parabéns e muito sucesso, convocação mais do que merecida! 👏💙 pic.twitter.com/v1GhmG1cOd — Cruzeiro 🦊 (@Cruzeiro) August 30, 2024
Médico candidato a prefeito de Montalvânia é intimado sobre atestado falso

Tarcísio Lopes Lessa, médico de PSF efetivo do município desde 2018, com jornada semanal de 40 horas, a ser cumprida de segunda a sexta-feira, deverá comparecer à audiência de instrução e julgamento nesta quinta-feira, 29 de agosto, às 16 horas e 30 minutos, em Jaíba. A intimação é para prestar depoimento em ação civil pública 5000891-10.2022.8.13.0427, proposta por Marinalva Souza Bispo com o assunto violação dos assuntos administrativos tramita na justiça desde de 15 de setembro de 2022. De acordo com a autora, necessitando de atendimento médico para um dos seus filhos dirigiu-se ao PSF onde o médico está lotado. No entanto, foi informada que este supostamente se encontrava doente, inclusive, por recomendação médica necessitava se afastar de suas funções por 15 (quinze) dias. Com tal justificativa, o mesmo teria recebido da Prefeitura de Montalvânia o salário integral referente ao mês 11/2020, ou seja, sem qualquer prejuízo pelo período que ficou afastado de suas funções – 15 dias. No entanto, em constatações posteriores, foram reunidas provas de que o médico trabalhou: no dia 19/11/2020 no plantão noturno no município de Juvenília tendo atendido 10 pacientes; no dia 21/11/2020 realizou plantão de 24 horas na Fundação de Saúde de Montalvânia e entre os dias 25 e 30 de novembro do mesmo ano realizou plantão noturno no município de Juvenília, tendo atendido 11 pacientes. Portanto, os trabalhos prestados pelo médico tanto em Juvenília, quanto no Hospital Cristo Rei são semelhantes aos que deveriam ser realizados no cargo para o qual é efetivo. Ou seja, presume-se que o Dr Tarcísio apresentou um atestado falso ao município de Montalvânia. Desta forma, a ação popular visa anular o ato administrativo através do qual foram abonados 15 (quinze) de faltas ao trabalho, mediante atestado médico, presumidamente falso ideologicamente, já que no período de suposta incapacidade temporária do referido servidor, comprovadamente, este trabalhou no Município de Juvenília-MG e na Fundação de Saúde de Montalvânia-MG. Se condenado, o médico que também é candidato a prefeito poderá ter que devolver a quantia recebida mediante artifício, ardil e meio fraudulento devidamente corrigida, arcar com as custas judiciárias e honorários, além de outras sanções administrativas previstas no estatuto do servidor público do município de Montalvânia. Além do caso já em julgamento, outros casos suspeitos também tramitam no judiciário. Inclusive com do fornecimento de atestados fraudulentos por parte do médico para beneficiar outros servidores públicos municipais e estaduais.
Início da exigência do licenciamento anual de veículos

Mutirão de atendimento para regularização está disponível no site www.transito.mg.gov.br Da Agência Minas O prazo para a renovação do Certificado de Registo e Licenciamento de Veículo (CRLV) para as placas com dígito final 1,2 e 3 termina no próximo sábado (31). A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MG), por meio da Coordenadoria Estadual de Gestão de Trânsito (CET-MG), alerta aos proprietários de veículos. Os veículos com finais de placa 4,5 e 6 devem ser licenciados até o dia 30 de setembro, e os com finais 7,8,9 e 0, até o dia 31 de outubro. Para ter acesso ao CRLV 2024, é preciso ter quitado o Imposto de Propriedade de Veículo Automotor (IPVA), o seguro obrigatório, a Taxa de Renovação do Licenciamento Anual do Veículo (TRLAV) e eventuais multas. O veículo também não pode ter restrições judiciais ou administrativas que impedem a emissão do documento. Por meio do site www.transito.mg.gov.br, é possível verificar se existem pendências e também imprimir o CRLV. O documento também está disponível no MG App, no portal de serviços da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) ou no aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT). MUTIRÃO DE REGULARIZAÇÃO No site da CET-MG, os proprietários de veículos têm acesso ao mutirão virtual de atendimento para regularização do CRLV. Por meio do atendimento on-line, eles identificam pendências e obtém soluções de forma simples, rápida, segura e sem a necessidade de deslocamento até um ponto presencial de atendimento. O serviço está disponível na aba “Veículos” do site, na opção “Consultar Motivo: Veículo Não Licenciado”. Na página, basta preencher o formulário eletrônico com as informações do veículo, e o sistema informará todas as eventuais pendências para a emissão do licenciamento. Caso as dúvidas sobre o CRLV permanecerem, o proprietário do veículo poderá falar com um atendente, que vai auxiliar sobre os procedimentos necessários para a regularização do veículo, além de ajudar na emissão de guias de pagamento. FISCALIZAÇÃO O CRLV é o documento anual que comprova que o veículo está em condições legais de circulação, conforme determina o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Além do CRLV, no formato digital ou impresso, o condutor deverá portar também a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), a Autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC) ou Permissão para Dirigir (PPD). É importante que o cidadão fique atento e tenha o documento em mãos, seja na versão digital ou impressa, porque os comprovantes de pagamento das taxas e tributos não são válidos para comprovar regularidade do veículo. O CRLV poderá ser dispensado apenas nos casos em que o agente de trânsito tenha condições de consultar o sistema da CET-MG para verificar se o veículo está licenciado. Conduzir um veículo que não esteja registrado e devidamente licenciado é infração gravíssima, com multa no valor de R$ 293,47, sete pontos na CNH e remoção do veículo para um pátio credenciado até a regularização
Guilherme Guimarães anuncia a construção do primeiro Hospital Municipal

O candidato a prefeito de Montes Claros, Guilherme Guimarães, anunciou a construção do primeiro Hospital Municipal de Montes Claros, que está em fase avançada de planejamento. A atual administração tomou essa medida, por entender que mesmo sendo necessárias parcerias com hospitais privados, muitas vezes o Município não tem o retorno esperado, que é o cuidado com equidade a todas as pessoas que necessitam de atendimento. “O projeto será realizado com recursos próprios, em parceria com o Governo do Estado. Esse novo hospital contará com atendimentos especializados, entre eles, atendimento pediátrico e cirurgias; que nos hospitais particulares, contratados pelo Município, atualmente, por falta de estrutura ou interesse, não conseguiram fazer”, afirmou o candidato a prefeito. A obra vai completar todo o sistema de saúde – que, na sua atenção primária, já está funcionando bem. Guilherme Guimarães ainda aproveitou a oportunidade para reforçar outras ações na área, como a ampliação do Pronto Atendimento Alpheu de Quadros, conclusão de mais duas UPAs, no Bairro Independência e no Bairro Alice Maia, que juntas com o Hospital Municipal, levarão saúde de qualidade a todos os montes-clarenses. “Depois de ser a administração pública que mais passou dinheiro para a saúde em toda a história desta cidade, ficou claro que o Hospital Municipal é fundamental para melhorar cada vez mais a nossa saúde, que já está avançando com uma velocidade muito grande”, disse. Guimarães ainda destacou que o primeiro Hospital Municipal da cidade será 100% gratuito. “É o que Montes Claros está precisando. Os hospitais particulares são importantes, mas às vezes os interesses são conflitantes. Nem sempre o interesse da população está em primeiro lugar”, finaliza. O Hospital Municipal de Montes Claros será construído no bairro Planalto, contará com 150 leitos com o que há de moderno e tecnológico e atenderá apenas pacientes do SUS. Fonte: Jornal Gazeta