MEC sinaliza revogar portaria para encerrar greve de professores

Estabelecida por Bolsonaro, a Portaria 983 aumentou a carga horária mínima de sala de aula para EBTT. Governo indica compromissos para que a greve seja encerrada Em novo passo do governo para findar a greve de docentes das universidades e institutos federais, o Ministério da Educação firmou o compromisso de revogação da Portaria 983, de novembro de 2020, uma das reivindicações da categoria. Nesse sentido, o MEC entende que, além das propostas já feitas, com essa medida os grevistas podem colocar a decisão em pauta para encerrar o movimento que já soma 72 dias. Estabelecida na gestão bolsonarista, a portaria aumentou, entre outras situações, a carga horária mínima de sala de aula para 14 horas semanais no regime integral dos docentes pertencentes à Carreira de Magistério do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT), o que prejudicou, principalmente, o tempo para pesquisa e extensão que são fundamentais para os professores. Esta é uma reivindicação dos grevistas. Porém, até o momento, o principal pedido, por uma sinalização de aumento já neste ano, não foi atendido. A proposta do governo quanto às correções salarias até o momento é de 9% em janeiro de 2025 e 3,5% em maio de 2026. O órgão destaca que estes valores somados aos de 9% de 2023, representam um aumento em torno de 28,2% para os professores. Portaria De acordo com Gustavo Seferian, presidente do ANDES-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior, “os representantes do MEC expressaram, desde o início da reunião, o reconhecimento do quanto a nossa greve é forte e, por isso, estavam mudando uma série de posicionamentos que firmaram no curso do processo negocial”, disse Seferian, sobre a reunião em que as propostas foram apresentadas, na última sexta (14). Para André Martins, representante da Seção Sindical do ANDES-SN no Instituto Federal de Rio Grande do Sul, o avanço foi importante: “De fato, uma proposta importante que apresentou foi a revogação da portaria 983, que atinge de forma direta o fazer docente da carreira EBTT. Hoje tivemos essa conquista. O MEC se comprometeu a, logo após uma assinatura do acordo, revogar imediatamente essa portaria e criar um grupo de trabalho para uma nova regulamentação, com prazo de sessenta dias para implementação”, afirmou. Outras medidas Além da revogação da Portaria nº 983/2020, o MEC ainda se propôs a criar um Grupo de Trabalho para a elaboração de uma nova regulamentação (com prazo de 60 dias após assinatura do acordo), como também firmou o compromisso pela “recomposição do conselho permanente que estabelece as diretrizes e os procedimentos para a concessão do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) a docentes”. A quarta proposta do ministério, com a finalidade de encerrar a greve que começou em 15 de abril, prevê a “alteração legislativa para a criação do TAE substituto, que prevê a contratação temporária de um profissional em caso de afastamento ou licença do servidor”. *Com informações ANDES-SN e MEC
Lula critica Campos Neto por juros altos e diz que ele prejudica o país

O presidente também argumentou que o comportamento do Banco Central (BC) é a única “coisa desajustada” no Brasil no momento. Copom inicia discussões sobre juros nessa terça (18) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça (18) que o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, “tem lado político e trabalha para prejudicar o país”. A declaração foi dada em entrevista do presidente à rádio CBN, na manhã desta terça. Sobre o tema, Lula indicou que o presidente do BC, Roberto Campos Neto, é a única “coisa desajustada” no País. As declarações do presidente ocorrem no dia em que o Comitê de Política Monetária (Copom) começa a sua reunião de dois dias para definir a taxa básica de juros, atualmente no patamar de 10,5% ao ano. “O presidente do Banco Central está disposto a fazer o mesmo papel que o Moro fez? O paladino da justiça, com rabo preso a compromissos políticos. O presidente do Banco Central precisa ser uma figura séria, responsável e tem que ser imune aos nervosismos momentâneos do mercado”, disse. Primeiro presidente do BC com a nova lei da autonomia da autoridade monetária, Campos Neto aceitou um jantar oferecido no Palácio dos Bandeirantes, no último dia 10, pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. O jantar reuniu cerca de 60 pessoas, entre banqueiros, empresários e ex-ministros. Campos Neto foi nomeado para o BC por Jair Bolsonaro, de quem Tarcísio foi ministro e é colocado como herdeiro político visando a eleição presidencial de 2026. “A festa foi do Tarcisio pra ele [Campos Neto]. Homenagem do governo de São Paulo para ele, certamente porque governador de SP acha maravilhoso taxa de juros de 10,5%. Quando ele se ‘autolança’ a um cargo. Vamos repetir o Moro? Presidente do BC está disposto a fazer o mesmo papel que Moro fez? Paladino da justiça com rabo preso”, disse. Durante a entrevista, o presidente afirmou que a única coisa desajustada, nesse instante, no Brasil é o comportamento do Banco Central. “Nós só temos uma coisa desajustada no Brasil neste instante: é o comportamento do Banco Central. Essa é uma coisa desajustada. Um presidente do Banco Central que não demonstra nenhuma capacidade de autonomia, que tem lado político e que, na minha opinião, trabalha muito mais para prejudicar o país do que para ajudar o país. Não tem explicação a taxa de juros do jeito que está”, declarou Lula. “Todos os bancos (no mundo) demonstram que não há país com mais otimismo que o Brasil”, afirmou o presidente. “Agora ficam inventando discurso de inflação do futuro, o que vai acontecer”, complementou. Em decisão dividida, o Banco Central decidiu diminuir o ritmo de cortes da Selic na última reunião. Na ocasião, os dirigentes indicados pelo atual governo eram favoráveis a uma manutenção de cortes de 0,5 ponto percentual, enquanto os demais optaram pelo corte de 0,25 ponto percentual.
Catopê de Montes Claros participa de encontro cultural de congado, em São Gonçalo

Nos dias 1º e 2 de junho, São Gonçalo do Rio Abaixo foi palco de celebração e preservação cultural durante o Encontro Cultural, organizado pela Secretaria de Cultura e Turismo da Prefeitura de São Gonçalo, por meio do Setor de Patrimônio Histórico. O evento reuniu todas as manifestações dos congados: Moçambique, Congo, Catopê, Caboclo, Marujo, Vilão e Cavaleiros de São Jorge. O ponto alto do encontro foi a homenagem aos Cavaleiros de São Jorge. Uma recriação produzida pelo setor de Patrimônio Histórico e Cultural que reuniu cavaleiros são-gonçalenses para resgatar uma tradição extinta desde a década de 1960. No evento, cerca de 250 congadeiros de várias cidades mineiras estiveram representadas. Além de Montes Claros, participaram do evento: Oliveira, Mariana, Santa Bárbara, Rio Piracicaba entre outras. “Este encontro foi uma oportunidade para vivenciar e valorizar a rica diversidade das expressões culturais do Congado, fortalecer a identidade cultural e promover a salvaguarda dessas tradições”, comentou a representante do segundo terno de catopê de São Benedito de Montes Claros, Catarina Lopes Prates. Segundo ela, o segundo terno de São Benedito de Montes Claros vem sendo convidado constantemente para apresentações, não apenas em Montes Claros mas em outros municípios, inclusive, fora do estado de Minas Gerais “Quem quiser convidar nosso terno para uma apresentação em festa, escolas, igrejas etc, basta nos procurar, pois não cobramos cachê, apenas ajuda de custo para os nossos foliões. Lembrando que, em respeito as nossas tradições e para preservar a nossa cultura, não usamos o fardamento completo, pois ele deverá ser usado apenas nas festas de agosto ou quando morre um mestre de catopê, além de encontros culturais fora de Montes Claros, representando o nosso município, como este que aconteceu em São Gonçalo do Rio Abaixo”, concluiu Catarina
STF decide que FGTS deve garantir correção pelo IPCA

Proposta não será aplicada a valores retroativos O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (12) que as contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) não podem ser corrigidas somente pela Taxa Referencial (TR), taxa com valor próximo de zero. Com a decisão, as contas deverão garantir correção real conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), principal indicador da inflação no país. A nova forma de correção vale para novos depósitos a partir da decisão do Supremo e não será aplicada a valores retroativos. Pela deliberação dos ministros, fica mantido o atual cálculo que determina a correção com juros de 3% ao ano, o acréscimo de distribuição de lucros do fundo, além da correção pela TR. A soma deve garantir a correção pelo IPCA. Contudo, se o cálculo atual não alcançar o IPCA, caberá ao Conselho Curador do FGTS estabelecer a forma de compensação. O índice acumulado nos últimos 12 meses é de 3,90%. A proposta de cálculo foi sugerida ao STF pela Advocacia-Geral da União(AGU), órgão que representa o governo federal, após conciliação com centrais sindicais durante a tramitação do processo. O caso começou a ser julgado pelo Supremo a partir de uma ação protocolada em 2014 pelo partido Solidariedade. A legenda sustenta que a correção pela TR, com rendimento próximo de zero, por ano, não remunera adequadamente os correntistas, perdendo para a inflação real. Criado em 1966 para substituir a garantia de estabilidade no emprego, o fundo funciona como uma poupança compulsória e proteção financeira contra o desemprego. No caso de dispensa sem justa causa, o empregado recebe o saldo do FGTS, mais multa de 40% sobre o montante. Após a entrada da ação no STF, leis começaram a vigorar, e as contas passaram a ser corrigidas com juros de 3% ao ano, o acréscimo de distribuição de lucros do fundo, além da correção pela TR. No entanto, a correção continuou abaixo da inflação.
Papa Francisco pede homilias de até 8 minutos: “As pessoas dormem”

O Papa Francisco pediu para que homilias escritas por sacerdotes da Igreja Católica não ultrapassem oito minutos de duração para evitar que os fiéis durmam durante a pregação. A declaração ocorreu durante a audiência semanal do pontífice na praça São Pedro, no Vaticano. “A homilia deve ser curta. Uma imagem, um pensamento, um sentimento”, afirmou o Papa. Ele aponta que oito minutos é o tempo em que os fiéis conseguem prestar atenção. “As pessoas dormem e têm razão”, prosseguiu o pontífice. As homilias são os comentários feitos por sacerdotes após a leitura de passagens da Bíblia durante miss da Igreja Católica. “Os padres às vezes falam demais e não dá para entender sobre o quê”, completou o Papa. Essa não é a primeira vez que ele faz críticas do tipo. No ano passado, ele defendeu que sacerdotes façam comentários mais breves e que homilias muito longas são um “desastre”.
Governo Federal decide aperfeiçoar regras e anula leilão para arroz importado

Um novo leilão mais moderno e transparente será realizado para garantir que o cereal chegue a um preço justo na mesa dos brasileiros O Governo Federal anunciou, nesta terça-feira, 11 de junho, que o leilão para compra de arroz importado realizado na última semana foi anulado devido a questionamentos sobre as capacidades técnicas e financeiras por parte das empresas vencedoras. Cerca de 263 mil toneladas de arroz importado haviam sido arrematadas no dia 6 de junho pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para amenizar os impactos do preço do produto ao consumidor final diante da tragédia climática no Rio Grande do Sul, responsável por 70% da produção nacional do cereal. Agora, o governo vai revisar os mecanismos estabelecidos para os leilões, com apoio da Controladoria Geral da União, da Advocacia-Geral da União e da Receita Federal, para realizar um novo pregão. “Nós vamos realizar outro, quem sabe em outros modelos, para garantir que nós vamos contratar empresas com capacidade. Não tinha como a gente depositar esse dinheiro público sem ter as reais garantias que esses contratos posteriores serão honrados”, pontuou o presidente da Conab, Edegar Pretto. “No decorrer desse leilão, que é muito complexo, as empresas são representadas por Bolsas de Mercadorias. E somente depois que o leilão é concluído, na hora da assinatura, é que a gente fica sabendo quem são as empresas vencedoras. A partir da revelação de quem são essas empresas, começaram os questionamentos se verdadeiramente essas empresas teriam capacidade técnica e financeira para honrar os compromissos de um volume expressivo de dinheiro público”, explicou. Preço Justo Ao todo, a Conab está autorizada a comprar até 1 milhão de toneladas de arroz, mas os leilões serão realizados de acordo com a necessidade da população. O produto será comercializado nas regiões do país com maior índice de insegurança alimentar, em embalagem específica e com valor máximo de R$ 4 o quilo, de forma que o preço final não ultrapasse R$ 20 pelo pacote de cinco quilos. “O presidente Lula quer o arroz e os demais alimentos a um preço justo, que caiba no salário do povo brasileiro. Não haverá recuo dessa decisão. Tendo em vista que é necessário que o arroz chegue na mesa do povo brasileiro a um preço justo, nós vamos proceder com um novo leilão”, explicou o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira. Novo edital O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, reafirmou que o próximo edital, ainda sem data prevista, será mais moderno, eficiente e transparente. “Nós temos hoje a clareza que precisa ser aperfeiçoado o edital e a forma deste leilão, e o será feito com todo o conjunto governamental para dar o suporte. Nós vamos construir mecanismos para que a gente possa avaliar antes quem vai participar, exigir capacidade financeira das empresas e experiência na área”, disse.
Ministro das Comunicações é indiciado pela PF por suspeita de corrupção e organização criminosa

O Palácio do Planalto e o Ministério das Comunicações ainda não se manifestaram sobre o indiciamento de Juscelino Filho, do União Brasil O ministro das Comunicações, Juscelino Filho (União Brasil-MA), foi indiciado pela Polícia Federal por crimes como corrupção passiva, fraude em licitações e organização criminosa. A informação foi confirmada por integrantes da PF nesta quarta-feira (12). Na última terça-feira (11), a corporação enviou um relatório sobre o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF) e agora o relator do caso é o ministro Flávio Dino. O processo está sob sigilo. O Palácio do Planalto e o Ministério das Comunicações ainda não se manifestaram sobre o indiciamento. O partido União Brasil também preferiu não comentar o caso. Juscelino Filho, de 40 anos, é natural do Maranhão e foi nomeado ministro em dezembro de 2022, com o objetivo de fortalecer a presença do União Brasil na Esplanada dos Ministérios e assegurar a governabilidade do governo Lula. O ministro é suspeito de envolvimento em um esquema de desvio de emendas parlamentares, que teria ocorrido durante seu mandato como deputado federal, destinadas à cidade de Vitorino Freire, no interior do Maranhão. A irmã de Juscelino, Luanna Rezende, é prefeita da cidade, e o pai já foi prefeito por duas vezes. Segundo uma reportagem do jornal O Globo, os recursos foram direcionados por meio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) para a pavimentação de ruas. A empresa pública tem sido uma das mais usadas por parlamentares para a indicação de verbas do orçamento secreto. Ainda de acordo com O Globo, um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) indicou que 80% da estrada construída com a emenda parlamentar beneficiou propriedades de Juscelino Filho e seus familiares na região. Em março de 2023, o ministro se envolveu em outra polêmica, sendo acusado de usar dinheiro público para realizar viagens pessoais. O ministério comandado por Juscelino Filho é responsável pela política de telecomunicações, radiodifusão e serviços postais, incluindo os Correios. Juscelino foi eleito deputado federal em 2014, reeleito em 2018 e nas eleições gerais mais recentes. No seu primeiro mandato (2015-2018), ele foi líder do Partido Republicano Progressista. No segundo mandato, presidiu o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar e coordenou a bancada maranhense.
A derrota dos professores no governo de Luiz Inácio Lula da Silva

Lula recebeu reitores, ao lado do ministro Camilo Santana. Não era um diálogo (quase nunca é); os reitores eram plateia para anúncios do governo. Ainda assim, havia esperança de que sinalizasse alguma solução para a greve de professores e de servidores técnico-administrativos das universidades e institutos federais, que já se arrasta há meses. Por Luis Felipe Miguel Em vez disso, o presidente preferiu atacar os grevistas. “Não é por 3%, 2%, 4% que a gente fica a vida inteira de greve”, disse Lula. O dinheiro do governo corre solto para os parlamentares picaretas do Centrão, para os bancos, para as igrejas. Mas os profissionais da educação devem pensar que “quem está perdendo é o Brasil e os estudantes brasileiros” e voltar ao trabalho com seus 22% de perdas salariais acumuladas. Hoje, convém, assinalar, nossa reivindicação é apenas um reajuste em 2024 que cubra a perda salarial com a inflação do próprio ano de 2024. Mas, para o governo, reajuste é para as categorias profissionais que tentaram dar um golpe e melar as eleições de 2022. Na reunião com os reitores, Lula anunciou também o PAC da Educação, com números altissonantes: são R$ 5,5 bilhões previstos. Uma parte é para recompor o orçamento das IFES, que está estrangulado há muitos anos. Caso o governo realmente libere o que prometeu, o orçamento de 2024 alcançará o nível de 2017 – ou seja, continuamos longe do necessário. Outra parte é para “expansão”. Além dos míticos 100 novos institutos federais, já anunciados antes, entraram 10 novos campi universitários. A pergunta é: para quê? Houve algum estudo que explique por que Sertânia, em Pernambuco, ou São José do Rio Preto, em São Paulo, precisam de um campus de universidade federal? Há um levantamento de quais cursos seriam necessários? Com matrículas em queda nas universidades de todo o Brasil, a prioridade é mesmo “expansão”? Devemos mesmo anunciar a criação de novos institutos e universidades sem antes garantir as condições adequadas de funcionamento para aqueles que já existem? Vamos contratar pessoas para esses locais e depois negar a elas boas condições de trabalho e os salários merecidos? É uma lógica míope, de curto prazo – prédios para inaugurar, obras para licitar, chefes políticos locais para agradar. Não é só a educação superior. O governo foi incapaz de abrir uma negociação franca com estudantes, professores e administradores escolares no caso do malfadado “novo ensino médio”, preferindo se aliar aos interesses empresariais. Nas muitas unidades da federação que controla, a extrema-direita promove aceleradamente a destruição da escola pública – precarização, militarização, privatização – sem que o governo federal esboce reação. Pelo contrário, se afasta dos profissionais da área, incapaz de um gesto que marque a disposição de valorizá-los. Haddad, curvado à lógica da “austeridade”, não esconde sua simpatia por teses como a abolição do piso constitucional de gastos para a educação e a saúde. A fórmula do governo parece ser: remuneração do capital especulativo como prioridade perene do Estado, políticas compensatórias aos mais pobres como “diferencial da esquerda” – e estamos conversados. É um governo acovardado, que cede à lógica dos dominantes em tudo, que não compra um único enfrentamento – a não ser, é claro, contra sua própria base social, que, em vez de fortalecer, ele busca derrotar e jogar no desânimo e na apatia. A conjuntura é desafiadora, mas o governo Lula contribui de forma decisiva para seu próprio insucesso. Não faltam pessoas que pensam a educação, a sério, que estão prontas a colaborar com o governo. O que falta é vontade política para transformar em prioridade, de verdade, aquilo que o discurso sempre diz que é prioridade. PS. Não sei se temos condições de continuar a greve, diante da intransigência do governo. Talvez tenhamos que encerrá-la, reivindicando a recomposição orçamentária (necessária, ainda que insuficiente) como uma vitória do movimento. Mas não nos enganemos: fomos derrotados. Todos nós. Professores, servidores. A esquerda. O governo. A “vitória” de Lula, dobrando um setor que sempre esteve engajado na defesa da democracia, deixa cicatrizes. Já vimos esse filme antes, no primeiro mandato, quando Lula ferrou o funcionalismo público em geral. Mas ali o cenário era outro e ele tinha gordura para queimar. Hoje, não. E aqueles que ele corteja, como militares ou policiais rodoviários, não se movem um milímetro para longe do bolsonarismo que continuam a apoiar. Originalmente publicado no Facebook do autor
Cras Major Prates agora é Cras psicóloga Sâmara

Prefeito Humberto Solto sancionou lei que denomina CRAS com nome da psicóloga O Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) do bairro Major Prates passa a levar o nome da psicóloga Sâmara da Silva Marques, conforme a lei 5.710, assinada pelo prefeito Humberto Souto e publicada no diário oficial. Ela era psicóloga da referida unidade. É o primeiro CRAS de Montes Claros a receber uma denominação. O projeto tinha sido aprovado na Câmara Municipal em projeto do vereador Claudio Rodrigues de Jesus. No dia 30 de julho deste ano, quando marca um ano da morte de Sâmara, será instalada a placa no CRAS Major Prates com a denominação. A psicóloga Claudia Rocha, coordenadora do CRAS Maracanã, explica que Sâmara marcou sua vida pela luta na assistência social. Ela também atuou como referência técnica do Centro POP, que atende moradores em situação de rua e posteriormente no CRAS Major Prates. “Ela deixou um legado de luta pelo fortalecimento dos profissionais da assistência social e em defesa das pessoas em vulnerabilidade social. O reconhecimento ao seu trabalho ficou evidenciado quando todos servidores do CRAS Major Prates fizeram questão de assinar o requerimento de homenagem a ela” – explica Claudia Rocha, que teve Sâmara como sua supervisora de campo no âmbito da Psicologia Social
Queimadas prejudicaram 200 mil clientes da Cemig em 2023

De janeiro a maio deste ano, ainda no período chuvoso, mais de 11 mil clientes tiveram o fornecimento interrompido As queimadas são grandes causadoras de ocorrências no setor elétrico, além de prejudicar a qualidade do ar, a flora e a fauna. Em 2023, a prática provocou 442 incidentes na rede elétrica da Cemig, prejudicando o fornecimento de energia para 200 mil clientes. E, a partir desta época do ano, em que se configura o período seco, as queimadas costumam se intensificar. No ano passado, na Região Norte, a Cemig registrou 112 ocorrências de queimadas, que prejudicaram mais de 35 mil clientes. Neste ano, de janeiro a maio, no norte do estado, foram 10 interrupções no serviço, que prejudicaram cerca de 700 unidades consumidoras da companhia. Para reduzir o número de acidentes provocados por queimadas e conscientizar a população sobre os riscos dessa prática, a companhia realiza constantemente campanhas educativas com veículos de comunicação, redes sociais e entidades. Além disso, é importante destacar que fazer queimada pode ser considerado crime e levar a pessoa responsável à prisão. Uma ocorrência na rede elétrica pode deixar hospitais, comércios e escolas sem o fornecimento de energia elétrica. O engenheiro de Sustentabilidade da Cemig, Demetrio Aguiar, explica os danos que o incêndio pode causar à rede elétrica e também os prejuízos que essa prática pode causar à população. “As chamas danificam equipamentos – como postes, cabos e torres – e tornam o restabelecimento do serviço mais demorado, o que pode trazer transtornos para os clientes das distribuidoras. Além disso, o alto volume de fumaça pode trazer sérios danos à saúde, principalmente nesta época do ano em que doenças respiratórias são mais comuns. As pessoas precisam se conscientizar dos impactos causados por suas ações, pensar de forma coletiva e evitar dar início a focos de incêndio que podem tomar grandes proporções e causar muitos estragos”, alerta. Demetrio Aguiar também destaca que grande parte dos focos de incêndio é causada por ação humana. “Por isso, a companhia procura reduzir desligamentos provocados por queimadas que atingem o sistema elétrico alertando a população a respeito dos riscos e consequências, especialmente nesta época do ano, caracterizada por baixa umidade e vegetação seca”, ressalta. Dificuldade de acesso prejudica atuação da Cemig De acordo com Demetrio Aguiar, os equipamentos da rede elétrica, quando expostos às queimadas, têm seu funcionamento prejudicado, o que pode causar o desligamento de linhas de transmissão, de distribuição e subestações, bem como causar graves acidentes com pessoas que estão próximas a estas áreas. “Um dos maiores desafios para as equipes de campo é chegar ao local da ocorrência para fazer o reparo. Normalmente, são locais de difícil acesso e em áreas rurais muito amplas. Além disso, levar estruturas pesadas, como torres e postes, em áreas acidentadas, torna ainda mais complexa a manutenção das redes danificadas pelas queimadas”. Atuação preventiva e medidas de segurança Para minimizar ocorrências deste tipo em sua área de concessão, a Cemig realiza, constantemente, ações preventivas, investindo na limpeza de faixas de servidão, com poda de árvores e arbustos, além da remoção da vegetação ao redor dos postes e torres. A companhia também realiza inspeções em suas linhas de transmissão, para identificar e mitigar riscos potenciais e tentar evitar ocorrências causadas por queimadas. Somente em manutenção preventiva, a Cemig está investindo R$ 311 milhões em toda a sua área de concessão. Algumas medidas simples podem ser tomadas pela população para conter os riscos. As pessoas devem apagar com água o resto do fogo em acampamentos, para evitar que o vento leve as brasas para a mata, além de não jogar pontas de cigarros acesas na estrada ou em áreas rurais. Outra atitude consciente é não deixar garrafas plásticas ou de vidro expostas ao sol em áreas com vegetação, porque estes materiais podem criar focos de incêndio. Também existem restrições para a realização de queimadas mesmo quando permitidas por lei: não devem ser realizadas a menos de 15 metros de rodovias, ferrovias e do limite das faixas de segurança das linhas de transmissão e distribuição de energia. A Cemig lembra, ainda, que é proibido o uso de fogo em áreas de reservas ecológicas, preservação permanente e parques florestais. Em caso de incêndios, a Cemig (116) e o Corpo de Bombeiros (193) devem ser avisados o mais rápido possível. Vale destacar que todos podem denunciar a prática de queimadas ilegais, de maneira anônima, ligando gratuitamente para o telefone 181. Tecnologia contra o fogo A Cemig investe na tecnologia do projeto Apaga o Fogo!, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Por meio da plataforma online www.apagaofogo.eco.br, que disponibiliza imagens em tempo real, a empresa e qualquer usuário voluntário podem identificar focos de incêndio em sua fase inicial. Essas imagens são processadas por algoritmos de inteligência artificial que podem validar – já no início – focos de fumaça, além de monitorar a evolução de um incêndio. A plataforma também permite a participação de internautas, que podem se cadastrar e auxiliar na identificação dessas queimadas. (Ascom-Cemig)