Brasil é escolhido país-sede da Copa do Mundo Feminina 2027

País concorreu contra candidatura tripla de Alemanha, Holanda e Bélgica; evento será realizado na América do Sul pela 1ª vez O Brasil foi eleito país-sede da Copa do Mundo Feminina de Futebol de 2027. O anúncio foi feito no início da madrugada desta sexta (17), após votação durante o 74º Congresso da FIFA, em Bangcoc, na Tailândia. A candidatura do país venceu por 119 votos a 78 a candidatura conjunta de Alemanha, Bélgica e a Holanda. Será a primeira vez que o Brasil e a América do Sul receberão a modalidade feminina. Antes, o país já foi sede da Copa do Mundo masculina em 1950 e 2014.Esta será a décima edição da Copa do Mundo Feminina da FIFA. Antes de o torneio chegar à Oceania, ele havia sido sediado por China, Suécia, Estados Unidos, Alemanha, Canadá e França. O ministro do Esporte, André Fufuca, foi escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para representar o país em Bangcoc. O projeto foi encabeçado pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e apoiado pelo governo. “O Brasil está pronto! Nossas jogadoras nasceram prontas! Está será a copa do Brasil, mas também de toda a América do Sul. E marcará um novo momento para o futebol feminino em nosso Continente” disse Fufuca, no Congresso da FIFA. “Agradeço a confiança de todos que participaram do Congresso da Fifa pela escolha do Brasil para sediar a Copa do Mundo Feminina de 2027. Vivemos hoje um dia histórico em Bangkok. Essa é uma vitória do futebol feminino mundial. Garanto a todos vocês que o Brasil fará a melhor Copa do Mundo Feminina da história”, disse o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues. “Se no passado as mulheres eram proibidas de praticar o futebol, no presente elas conquistam o espaço merecido e estratégico para diminuir a desigualdade de oportunidades entre homens e mulheres”, disse Julia Gelli, integrante da comitiva brasileira.
Papa Francisco pede ação urgente contra mudanças climáticas

Cacique Raoni destacou as recentes enchentes no Rio Grande do Sul e a perda da biodiversidade em Mato Grosso. Papa Francisco acusou a dívida ecológica dos países ricos. O Papa Francisco recebeu em audiência, nesta quinta-feira (16), no Vaticano, cerca de duzentos participantes do encontro promovido pelas Pontifícias Academias das Ciências e das Ciências Sociais sobre o tema “Da crise climática à resiliência climática”. Durante o evento, o Pontífice destacou a urgência de ações concretas para combater a crise climática global. O encontro reuniu membros de várias partes do mundo para discutir estratégias e soluções para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas. O cacique Raoni Metuktire, líder do povo Kayapó, esteve presente e entregou uma carta ao Papa, buscando alertar sobre as mudanças climáticas e catástrofes ambientais enfrentadas pelo Brasil. Na carta, Raoni destacou as recentes enchentes no Rio Grande do Sul, que resultaram na perda de 151 vidas, além da vulnerabilidade dos povos indígenas devido à perda da biodiversidade em Mato Grosso. O líder indígena expressou sua preocupação com a tentativa de reverter os direitos garantidos aos indígenas pela Constituição Brasileira de 1988. “É por isso que viemos rogar que Vossa Santidade continue nos ajudando, ao fazer com que a palavra da Igreja Católica, o chamado da Encíclica Laudato Sí e da Pastoral da Amazônia, cheguem aos membros de nosso Congresso que aparentemente não receberam ou compreenderam devidamente, até hoje, tal solene e alertadora mensagem”, diz trecho da carta. Raoni enfatizou a importância do apoio da Igreja Católica e pediu para que a comunidade católica demonstre interesse e preocupação com a causa ambiental, visando minimizar os impactos ambientais por meio de campanhas de conscientização. Patxon Okreãjti, sobrinho-neto de Raoni, ressaltou a necessidade de mobilização diante dos desastres ambientais que assolam o país. Ele destacou os problemas de desmatamento, seca nos rios e os incêndios em Mato Grosso, pedindo o apoio do Papa para conscientizar mais pessoas sobre esses problemas urgentes. “Mato Grosso registrou o maior número de focos de incêndio do Brasil em abril de 2024, com 788 focos entre os dias 1º e 30, conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Foi o segundo mês seguido em que o estado ocupou essa posição, já que em março foram 1.624 focos”, acrescentou. Os pobres da Terra Em seu discurso, o Papa enfatizou que “os dados sobre as mudanças climáticas pioram a cada ano e portanto, é urgente proteger as pessoas e a natureza”. Ele destacou a necessidade de apoio e proteção às populações mais pobres, que pouco têm a ver com as emissões poluentes. “Estamos diante de desafios sistêmicos distintos, mas interligados: as mudanças climáticas, a perda da biodiversidade, a degradação ambiental, as desigualdades globais, a insegurança alimentar e uma ameaça à dignidade das populações envolvidas”, destacou o Papa. Francisco ressaltou que são os pobres da Terra que mais sofrem com as mudanças climáticas, apesar de serem os que menos contribuem para o problema. Ele apontou que as nações mais ricas são responsáveis por uma parcela significativa das emissões poluentes, enquanto as nações mais pobres arcam com a maioria das perdas. O Papa alertou para as consequências devastadoras das mudanças climáticas, incluindo a poluição do ar, o deslocamento forçado de famílias e a ameaça à saúde pública. Ele ressaltou a necessidade de uma abordagem universal e uma ação rápida para promover mudanças políticas e reduzir as emissões de carbono. Além disso, o Papa pediu uma nova arquitetura financeira que atenda às necessidades do Sul do mundo e uma redução da dívida, reconhecendo uma espécie de “dívida ecológica”. Ele incentivou os participantes a continuarem trabalhando na transição da crise climática para a resiliência climática com equidade e justiça social. O encontro no Vaticano reforçou a importância de uma cooperação global para enfrentar a crise climática e proteger as pessoas e o planeta. O Papa Francisco destacou que é necessário agir com urgência, paixão e determinação para garantir um futuro sustentável para as gerações futuras.
Professores da UFMG rejeitam proposta do governo e mantém greve

A última proposta do governo federal foi apresentada nessa quarta-feira (15/5) e não prevê reajuste salarial para este ano Os professores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) decidiram rejeitar a proposta de reajuste do Governo Federal, e pela continuidade da greve. A decisão foi tomada em assembleia geral realizada nesta sexta-feira (17/5), no auditório da reitoria da UFMG. As deliberações da assembleia preveem a greve até o dia 27 de maio, quando termina o prazo, estipulado pelo governo, para que as entidades nacionais respondam se pretendem ou não aderir ao acordo oferecido. As instituições que podem assinar são o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) e a Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico Técnico e Tecnológico (Proifes). Marco Antônio Alves, integrante da diretoria do Sindicato dos Professores de Universidades Federais de Belo Horizonte, Montes Claros e Ouro Branco (APUBH) e do comando de greve, conta que foram 216 votos contra o plano do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), 156 a favor e 12 abstenções. “Nós do ApuBH entendemos que seria precipitado tomar uma decisão hoje antes de uma manifestação de alguma das entidades. Além da mesa de negociação com os técnicos-administrativos, que será dia 22, portanto, é uma solidariedade a eles”. O dirigente também destaca que a universidade faz parte de uma mobilização nacional, e por isso, é precipitado e unilateral tomar uma decisão de saída da greve. “Nós mantivemos a paralisação e teremos outra assembleia a partir do dia 27. Após isso, voltaremos a discutir para tomar nova posição”. Marco Antônio acredita que, há uma probabilidade grande alguma delas assinar, sobretudo o Proifes. A UFMG tem cerca de 3.500 professores e 26 unidades de ensino nas cidades de Belo Horizonte, Montes Claros, Tiradentes e Diamantina. Análise da proposta final A última versão apresentada aos docentes manteve a proposta de não ter reajuste salarial em 2024 e ofereceu 9% em janeiro de 2025 e 3,5% em maio de 2026. O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, responsável por conduzir as negociações, propôs à categoria reajustes que chegam a 43% em quatro anos, considerando o aumento de 9% já concedido no ano passado para todos os servidores federais. A oferta apresentada pelo governo durante a mesa específica de negociação é de reajuste em duas parcelas, janeiro de 2025 e maio de 2026, que variam de 13,3% a 31,2% até 2026. Com o reajuste proposto, os professores no nível inicial da carreira passarão a receber R$13.753 e no final da carreira (professor titular) o salário será de R$ 26.326. Além disso, a proposta prevê os seguintes benefícios para este ano: – Auxílio-alimentação: +52,0% em 2024 – R$ 1.000,00, representando 118% de aumento em 1 ano e 4 meses) – Auxílio-creche: +51,1% em 2024 (recomposição real 2017-2023) – Assistência à saúde suplementar: aumento de 51,1% no montante total em 2024, representando reajustes de até 100% para os servidores acima de 59 anos A greve já completou um mês. Atualmente, os professores estão em greve em, ao menos, 54 instituições de ensino federal, de acordo com o balanço do Andes. O movimento grevista na educação federal envolve, ainda, os TAEs e os estudantes. Como ficam os calendários Na UFMG, Marco Antônio disse que a suspensão do calendário não foi pautada. “A reitoria da UFMG recusa essa possibilidade e se limita a discutir um novo calendário após o término da greve”. Segundo ele, a reitoria já tinha se comprometido, quando acabar a greve, reformular o calendário e aprovar um novo, para repor as aulas. No entanto, o desejo da categoria era que ele fosse suspenso, para que os prazos não fiquem vigentes.
Lula sancionou o novo DPVAT, aprovado pelo Congresso Nacional

Ele voltou! O DPVAT voltou novamente. Partiu daqui tão contente Por que razão quer voltar? O presidente Lula sancionou o projeto de lei que marca a volta do seguro obrigatório para vítimas de acidente de trânsito, o antigo DPVAT. Cabe agora ao Congresso promulgar a criação do Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito (SPVAT). A expectativa é para que a cobrança do seguro seja retomada em 2025 para todos que possuem carros e motos. Todos os detentores de veículos automotores devem pagar o SPVAT. Uma estimativa do Ministério da Fazenda indica que o novo DPVAT, seguro obrigatório para indenizar pessoas que sofrem acidentes com veículos, vai custar anualmente R$ 50 e R$ 60 aos motoristas. A definição sobre o total a ser pago e a confirmação do calendário de pagamento ainda serão regulamentados. O projeto mantém a Caixa na operação do seguro e amplia o rol de despesas cobertas. Foram incluídos reembolsos para assistências médicas e suplementares — como fisioterapia, medicamentos, equipamentos ortopédicos — desde que não estejam disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no município de residência da vítima. Também foram acrescentadas despesas com serviços funerários e com a reabilitação profissional para vítimas de acidentes que resultem em invalidez parcial. Os valores da indenização serão definidos pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP). No modelo anterior, a indenização para morte era de R$ 13,5 mil; para invalidez permanente, até R$ 13,5 mil; e o reembolso para despesas médicas era de até R$ 2,7 mil. O DPVAT parou de ser cobrado durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A Caixa informou no ano passado que só haveria recursos para atender pedidos referentes a acidentes ocorridos até 14 de novembro de 2023. Daí surgiu impulso político para a recriação do seguro. Veto de Lula Dois artigos que propunham multa e infração grave para quem não pagasse o seguro foram vetados pelo Palácio do Planalto. Na justificativa, o governo afirma entender que a penalidade “contraria o interesse público, pois acarreta ônus excessivo pelo não pagamento do Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito – SPVAT ao classificar a conduta como infração grave, que ensejará a aplicação de multa cujo valor atual é R$ 195,23 (cento e noventa e cinco reais e vinte e três centavos)”. O governo também alega que o projeto de lei já prevê que para ter o veículo licenciado, poder fazer a transferência para outros condutores ou dar baixa no registro, é obrigatório que o SPVAT esteja quitado. Segundo a proposta, a cobertura do seguro poderá abranger: I – indenização por morte; II – indenização por invalidez permanente, total ou parcial; III – reembolso de despesas com: a) assistências médicas e suplementares, inclusive fisioterapia, medicamentos, equipamentos ortopédicos, órteses, próteses e outras medidas terapêuticas, desde que não estejam disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Município de residência da vítima do acidente; b) serviços funerários; e c) reabilitação profissional para vítimas de acidentes que resultem em invalidez parcial. Leia também Com votos de Paulo Guedes e Délio Pinheiro DPVAT voltará a ser cobrado
Fábrica de celulose pode investir R$ 20 bilhões no Norte de Minas Gerais

Região possui vantagens como eucalipto de maior qualidade e importantes componentes de escoamento de produtos O Norte de Minas pode abrigar uma unidade da fabricante de celulose canadense Paper Excellence, uma das maiores produtoras do mundo em seu segmento. A multinacional, que atualmente opera 58 fábricas em quatro países, incluindo o Brasil, estaria projetando aportes em torno de US$ 4 bilhões (cerca de R$ 20 bilhões) na nova instalação. As informações foram passadas com exclusividade ao DIÁRIO DO COMÉRCIO por uma fonte próxima da empresa. Segundo essa pessoa que pediu para ter sua identidade preservada, o grupo estaria cogitando se instalar na região de Pirapora, no Norte do Estado, ou em Grão Mogol, no Vale do Jequitinhonha. Atualmente, a empresa estaria trabalhando para levantar informações sobre hectares de eucaliptos e infraestrutura. Segundo a fonte, o grupo é muito capitalizado e teria plenas condições de se desenvolver ainda mais no País. A pessoa argumenta que as duas regiões no Norte de Minas analisadas possuem ampla vantagem e são um excelente projeto de celulose no Brasil. Ambas possuem um conjunto de terras baratas e concorrência mínima, o que chamou a atenção de executivos em relação às outras cidades do País. Entre os diferenciais das duas cidades mineiras, foram citados o eucalipto de maior qualidade, que cresce em menos tempo na região de Grão Mogol. Em Pirapora, foram citadas vantagens logísticas como a ferrovia e os importantes componentes de escoamento de produtos. A reportagem entrou em contato com a Paper Excellence para confirmar a informação, porém, até o fechamento desta matéria, não obteve retorno. Empresa vive embate com Eldorado Celulose A atuação no Brasil da Paper Excellence iniciou através da aquisição de 49,41% das ações da Eldorado Celulose, da J&F investimentos. A holding controla pouco mais de 50% das ações da Eldorado, além das empresas JBS, Banco Original, PicPay, Âmbar Energia, J&F Mineração e Canal Rural. O que era para se tornar uma das principais potências da indústria de celulose do Brasil, terminou em disputas judiciais pelo controle da Eldorado. A empresa brasileira tem uma fábrica de celulose em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, onde está localizada sua base florestal. Neste ano, grupo J&F informou que iria desfazer o contrato de venda da Eldorado Celulose, concretizado em 2017. Seguindo as orientações do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) – que é contrário ao distrato, a empresa ainda precisará apresentar as permissões solicitadas no que se refere às exigências das leis de transferência de terra para estrangeiros. Responsabilidade socioambiental Em números globais, a Paper Excellence soma 12,8 milhões de toneladas de papel e celulose produzidas todos os anos por mais de 21 mil funcionários. No que tange em relação às ações sustentáveis, a empresa garante que 77% do consumo de energia vêm fontes renováveis, além de possuir 100% das operações florestais em posse de certificação internacional.
Cara de pau – Com desculpa esfarrapada, “Erros” Biondini vota contra ajuda ao RS

Apoiador de Jair Bolsonaro, fundador da “Missão Mundo Novo” e líder da corrente cristã Renovação Carismática, o deputado afirmou em suas redes sociais que se confundiu, pediu desculpas e agradeceu por seu voto não ter “atrapalhado a votação”. Eros também declarou que “errar faz parte da nossa natureza humana”. Biondini alegou ter errado ao computar o voto. Segundo o parlamentar mineiro, depois de apertar o botão que indicava o voto “não”, ele percebeu o erro e tentou corrigi-lo, mas não conseguiu. “Me desculpo publicamente, já que jamais qualquer um de nós votaria contra o nosso estado do Rio Grande”, justificou. Apenas dois deputados federais: Eros Biondini (PL-MG) e Stélio Dener (Republicanos-RR), foram contrários à suspensão da dívida do Rio Grande Sul com a União pelos próximos meses e um deles é de Minas Gerais, o bolsonarista Eros Biondini (PL). Os demais 404 parlamentares votaram a favor da proposta, apresentada pelo governo Lula (PT), que tem como objetivo desonerar o estado que enfrenta uma das maiores tragédias registradas no país. A dívida será suspensa pelos próximos três anos. Eros está em quarto mandato legislativo consecutivo e nunca errou para votar contra a classe trabalhadora.
Morre Silvio Luiz, ícone do jornalismo esportivo

Locutor estava com 89 anos e estava internado desde 8 de maio Morreu na manhã desta quinta-feira (16) o narrador esportivo Silvio Luiz, aos 89 anos, em decorrência de falência múltipla dos órgãos. Ele estava internado no hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo. Silvio Luiz se consolidou como um dos principais locutores esportivos do Brasil, com passagens pela Rede Record, Bandeirantes, Record, TV Excelsior, SBT, TV Paulista, entre outras. Durante a sua carreira, ficou marcado por bordões como “olho no lance, ééé…”, “confira comigo no replay” e “pelas barbas do profeta”. O seu último trabalho foi na Record, onde comandava a transmissão de partidas de futebol ao lado dos humoristas Carioca e Bola. Foi durante uma partida, entre Santos e Palmeiras, que o narrador passou mal e foi internado pela primeira vez neste ano, em São Paulo. Depois de quase um mês no hospital, ele recebeu alta, mas voltou a ser internado na semana passada. Silvio era casado com a cantora Márcia desde 1989 e deixa três filhos: Alexandre, Andréa e André.
Trump lidera em cinco dos seis estados decisivos nas eleições

Pesquisa do New York Times revela que republicano tem vantagem em cinco dos seis estados-pêndulo; Biden enfrenta insatisfação com economia e guerra O bilionário Donald Trump lidera as intenções de voto em cinco estados decisivos nas eleições dos Estados Unidos, de acordo com uma pesquisa realizada pelo jornal New York Times. O líder da extrema-direita lidera em Michigan, Arizona, Nevada, Georgia e Pensilvânia, enquanto seu adversário nas eleições de novembro, o atual presidente dos EUA Joe Biden, aparece à frente apenas em Wisconsin. Wisconsin: Trump, 45%; Biden, 47% Michigan: Trump, 49%; Biden, 42% Arizona: Trump, 49%; Biden, 42% Nevada: Trump, 50%; Biden, 38% Georgia: Trump, 49%; Biden, 39% Pensilvânia: Trump, 47%: Biden, 44% A pesquisa ouviu 4.097 eleitores registrados nos seis estados-pêndulo entre 28 de abril e 9 de maio. Na eleição de 2020, o então candidato Joe Biden venceu nos seis estados em questão na vitória dos democratas sobre a extrema-direita dos Estados Unidos. Veja o resultado daquela eleição a seguir: Wisconsin: Trump, 48,8%; Biden, 49.4% Michigan: Trump, 47,8%; Biden, 50,6% Arizona: Trump, 49%; Biden, 49,4% Nevada: Trump, 47,7%; Biden, 50,1% Georgia: Trump, 49,2%; Biden, 49,5% Pensilvânia: Trump, 48,8%: Biden, 50% Segundo o jornal, o levantamento revela uma insatisfação generalizada com a situação do paí, além de sérias dúvidas sobre a capacidade de Biden de proporcionar grandes melhorias aos americanos. “As pesquisas sugerem que a força de Trump entre eleitores jovens e não brancos inverteram, ao menos temporariamente, o mapa eleitoral, com Trump emergindo com uma liderança significativa no Arizona, na Geórgia e em Nevada, estados relativamente diversos do Sul onde negros e hispânicos impulsionaram Biden para vitórias importantes nas eleições de 2020”, completa o jornal. Os estados decisivos, mais conhecidos como estados-pêndulo, são aqueles que não são tradicionalmente democratas ou republicanos. Normalmente são os resultados desses locais que determinam a vitória nas eleições dos Estados Unidos. O crescimento de Donald Trump nas pesquisas coincide com a percepção negativa do eleitor com a política econômica e exterior da atual administração Biden. Nesta quarta (14), o Departamento de Estatísticas do Trabalho do país divulgou o índice de preços aos consumidor (CPI, na sigla em inglês) para abril com ajuste sazonal. O CPI do período avançou 0,3%. Apesar da desaceleração em relação a março, que marcou 0,4%, a população americana demonstra insatisfação com o custo de vida no país. A postura do governo de Biden em apoio à ofensiva militar de Israel sobre Gaza também tem irritado a parcela jovem do eleitorado. Nos Estados Unidos, o voto não é obrigatório e o descontentamento com a atual presidência pode desmotivar a juventude de ir votar em novembro.
Tragédia no Sul – CBF acorda e suspende o Campeonato Brasileiro

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou nesta quarta-feira (15/5) a suspensão das rodadas sete e oito do Campeonato Brasileiro. A medida se deve à tragédia no Rio Grande do Sul, que vem sofrendo com fortes chuvas e enchentes nos últimos dias. Segundo a entidade, a decisão foi tomada com o aval de 15 dos 20 clubes participantes da competição. A paralisação se dará até o dia 27 de maio. Veja a lista dos clubes que votaram pela suspensão do Brasileiro: Atlético-GO; Atlético; Athletico-PR; Criciúma; Cruzeiro; Cuiabá; Bahia; Juventude; Vitória; Fluminense; Fortaleza; Grêmio; Botafogo; Internacional; Vasco. Veja os clubes que não se posicionaram formalmente sobre a suspensão do Brasileiro: Bragantino; Corinthians; Flamengo; Palmeiras; São Paulo. Suspensão do Brasileiro A possível suspensão do Brasileiro por conta da tragédia no Sul já vinha sendo discutida há alguns dias. Recentemente, a Federação Gaúcha de Futebol (FGF) oficializou o pedido e reforçou o pleito do trio Internacional, Grêmio e Juventude. A princípio, a CBF tinha suspendido apenas os jogos dos times do Rio Grande do Sul. A entidade, porém, voltou atrás e, diante da pressão dos outros clubes, decidiu pela suspensão das duas rodadas. Clubes e CBF vão se reunir em um Conselho Técnico Extraordinário em 27 de maio para deliberar sobre “aspectos técnicos das competições bem como a situação de registro e transferência de atletas, questões jurídicas com relação aos acessos às competições internacionais como Libertadores, Sul-Americana e Mundial de Clubes e questões de direitos de transmissão e patrocínios”, informou a entidade. Todas as outras competições nacionais seguem normalmente, exceto as partidas dos times gaúchos. Jogos adiados 7ª rodada Grêmio x Bragantino Atlético x Bahia Vitória x Atlético-GO Fluminense x Juventude Vasco x Flamengo Corinthians x Botafogo São Paulo x Cruzeiro Fortaleza x Athletico-PR Cuiabá x Internacional Criciúma x Palmeiras 8ª rodada Internacional x São Paulo Cruzeiro x Cuiabá Bahia x Fortaleza Flamengo x Grêmio Botafogo x Fluminense Palmeiras x Vasco Bragantino x Atlético Athletico-PR x Criciúma Atlético-GO x Corinthians Juventude x Vitória
Governo federal propõe suspender cobrança de dívida do RS

Se aprovado pelo Congresso, congelamento liberaria R$ 11 bilhões exclusivos para obras de reconstrução no estado Cheias no Rio Grande do Sul já causaram pelo menos 147 mortes – Foto: Prefeitura Municipal de São Leopoldo O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), anunciou nesta segunda-feira (13) que o governo federal vai propor ao Congresso Nacional a suspensão da cobrança da dívida do Rio Grande do Sul com a União por conta das enchentes no estado. Com a suspensão, sobrariam recursos no caixa estadual para ações necessárias para sua reconstrução. A ideia do governo é “congelar” a dívida do Rio Grande do Sul por três anos. Neste período, o governo gaúcho não precisaria pagar parcelas do débito. Também neste período, a dívida não seria corrigida pelos juros, permanecendo estável. Segundo Haddad, o “congelamento” abriria espaço para gastos de R$ 11 bilhões. Esses recursos deveriam ser incluídos numa espécie de fundo cujos recursos só poderiam ser investidos em atividades de reconstrução. A ideia do governo será encaminhada ao Congresso na forma de projeto de lei. Se aprovada, entraria em vigor após sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “A lei prevê a suspensão do pagamento da dívida do RS, 100% do pagamento, durante 36 meses. Para além disso, os juros serão zerados sobre o estoque, todo o estoque da dívida, pelo mesmo prazo, o que significa dizer que nós poderemos contar com R$ 11 bilhões que seriam destinados ao pagamento da dívida para um fundo contábil que deverá ser investido na recuperação do estado”, explicou Haddad. O anúncio da medida foi feito nesta tarde durante reunião de autoridades federais com o governador Eduardo Leite (PSDB). Leite apoiou a ideia e disse que ela aliviaria o “torniquete orçamentário” que a dívida já impunha ao estado ainda antes da maior enchente de sua história. Para a União, a medida teria um impacto de R$ 23 bilhões, disse Haddad. Além dos R$ 11 bilhões que deixariam de ser pagos, outros R$ 12 bilhões em juros seriam perdoados em favor do Rio Grande do Sul. O estado enfrenta chuvas e cheias de rios sem precedentes, que já mataram pelo menos 147 pessoas. As enxurradas alagaram cidades, destruíram rodovias e fecharam o aeroporto de Porto Alegre. O Rio Grande do Sul deve mais de R$ 100 bilhões à União. É o quarto estado mais endividado do país.