Abin paralela de Bolsonaro espionou 8 parlamentares e 4 ministros do STF

A espionagem ilegal conduzida por membros da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) envolveu autoridades dos Três Poderes, além de jornalistas, agências de checagem, um perfil anti-Bolsonaro no X (antigo Twitter) e até mesmo um podcast. Com informações do Globo. De acordo com uma representação enviada ao STF, a Polícia Federal (PF) identificou que quatro ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), oito parlamentares ou ex-deputados e cinco integrantes do Poder Executivo, incluindo servidores, foram alvos da espionagem. O esquema também visava vários críticos do ex-capitão. Os ministros do STF monitorados foram Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Luís Roberto Barroso e Luiz Fux. No Legislativo, os alvos incluíam o atual presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), o ex-presidente Rodrigo Maia e quatro senadores que participaram da CPI da Covid: Alessandro Vieira (MDB-SE), Omar Aziz (PSD-AM), Randolfe Rodrigues (Sem partido-AP) e Renan Calheiros (MDB-AL). A PF revelou que a espionagem também atingiu outros indivíduos. O militar do Exército Giancarlo Gomes Rodrigues, cedido pela Abin e um dos investigados, disse em uma mensagem que estava coletando informações sobre os perfis “Tesoureiros” e “Medo e Delírio em Brasília”, sendo este último um podcast com o mesmo nome. A página Tesoureiros, anteriormente conhecida como Tesoureiros do Jair, ganhou destaque durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, ajudando a coletar informações sobre os temas investigados pela comissão. O podcast “Medo e Delírio” era conhecido por sua crítica à administração Bolsonaro. Outro alvo foi o movimento Sleeping Giants Brasil, um perfil anônimo nas redes sociais que pressiona empresas a retirarem publicidade de sites que, segundo eles, divulgam notícias falsas. Giancarlo Rodrigues declarou, em uma mensagem ao policial federal Marcelo Bormevet, que tinha repassado informações sobre o coletivo para uma página do Twitter. Vale destacar que Rodrigues também coletou informações sobre as agências de checagem Aos Fatos e Agência Lupa, que verificam a veracidade de declarações de autoridades e publicações em redes sociais, entre outros conteúdos.

Farmácia Popular terá 95% dos medicamentos de forma gratuita

Remédios para colesterol alto, doença de Parkinson, glaucoma e rinite foram incluídos na gratuidade. Ministério da Saúde indica economia de até R$ 400 por ano para usuários Cerca de 3 milhões de pessoas que já utilizam o Farmácia Popular deverão ser beneficiadas com a inclusão, pelo Ministério da Saúde, de novos medicamentos no programa. Na lista constam remédios para o tratamento de colesterol alto (dislipidemia), doença de Parkinson, glaucoma e rinite. De acordo com o governo, agora 95% dos medicamentos e insumos fornecidos pelo Farmácia Popular passam a ser distribuídos de forma gratuita. A partir dessa quarta-feira (10), quando se comemora os 20 anos do programa, os medicamentos já podem ser retirados gratuitamente nas unidades credenciadas. A estimativa do governo é de que os usuários do Programa possam ter uma economia de até R$ 400 por ano. Ao todo são 41 itens oferecidos entre fármacos, fraldas e absorventes. Até a atual medida, somente os remédios para diabetes, hipertensão, asma, osteoporose e anticoncepcionais eram gratuitos. Com a inclusão, agora 39 itens/remédios (95%) sairão de graça para a população. Os dois itens que precisam de copagamento (remédio para Diabetes Mellitus + Doença Cardiovascular ‘dapagliflozina 10 mg’ e fralda geriátrica) o Ministério da Saúde arca com 90% do valor de referência e somente os 10% restantes deve ser pago pelo cidadão. Veja lista de farmácias e drogarias credenciadas aqui. Farmácia Popular Criado em 2004, no primeiro governo Lula, o programa Farmácia Popular foi relançado no ano passado com inclusões de medicamentos para osteoporose e anticoncepcionais. Neste ano ainda foi disponibilizado a distribuição de absorventes para pessoas em situação de vulnerabilidade e estudantes da rede pública de ensino. De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 70 milhões de pessoas já foram atendidas pelo programa desde a sua criação.

Macron não reconhece maioria da esquerda e é acusado de dar golpe

Em carta dirigida aos franceses, publicada no jornal Le Parisien, Emmanuel Macron escreveu que “ninguém venceu” as eleições parlamentares que ele convocou, um discurso que já vinha sendo articulado pelos apoiadores do partido liberal Renaissance. Por Luiz Carlos Azenha Macron também escreveu na carta que pretende exercer todos os poderes conferidos à presidência francesa até que se esgote seu mandato, em 2027. Ele manteve no cargo o primeiro-ministro aliado, Gabriel Attal, e pediu que as forças “republicanas” francesas formem maioria para governar. GOLPE DE PERDEDOR? Com isso, Macron, que foi o grande derrotado no último domingo — seu bloco parlamentar perdeu cerca de 80 cadeiras — tenta transformar sua derrota pessoal numa vitória, negando protagonismo à Nova Frente Popular, de esquerda, que ocupará 182 vagas no Parlamento e pretende apresentar um nome de consenso para futuro primeiro-ministro. Desde domingo, as quatro forças de esquerda — França Insubmissa, Ecológicos, Partido Socialista e Partido Comunista — já publicaram uma nota conjunta de advertência a Macron e apresentaram nomes que poderiam liderar um futuro gabinete. O jornal diretista Le Figaro, por sua vez, publicou editorial que reflete a posição da elite econômica francesa, de que dar poder à esquerda seria equivalente a cometer “suicídio econômico”. O programa econômico da Nova Frente Popular fala em rever a reforma da Previdência, aumentar o salário mínimo e investir maciçamente na transição energética e em programas sociais. Embora não haja consenso interno no bloco, a tendência é de não abrir o Tesouro para apoiar a Ucrânia na guerra contra a Rússia, além de defender imediatamente a criação de um Estado palestino. Macron, antes de convocar novas eleições, prometeu dar mais 2 bilhões de euros de ajuda a Kiev. VETO DO REI Jean-Luc Melénchon, o principal líder do França Insuibmissa, reagiu à carta de Macron: Único no mundo democrático: o presidente recusa-se a reconhecer o resultado das eleições que colocaram a Nova Frente Popular na liderança em votos e assentos no Parlamento. É o regresso do veto real ao sufrágio universal. O ministro do Interior do governo, deputado reeleito Gérald Darmanin, está tentando formar uma coalizão que permita ao bloco de Macron governar em aliança com o Partido Republicano. Seria um bloco de centro-direita. Teria cerca de 240 votos no Parlamento, 49 a menos que a maioria absoluta. Isso exigiria um acordo com a extrema-direita de Marine Le Pen para evitar que o partido dela se junte à esquerda em eventual voto de censura para derrubar o governo.

STF chega a 226 condenados por atos golpistas do 8 de Janeiro

Com mais duas penas de 17 anos de reclusão em regime fechado, incluindo a do réu que destruiu o relógio trazido ao Brasil em 1808 por Dom João VI, o Supremo avança contra o golpismo O Supremo Tribunal Federal (STF) tem atuado com exímia competência contra os detratores da democracia do 8 de Janeiro. Com as penas de 17 anos para Antônio Cláudio Alves Ferreira, que derrubou e danificou o relógio de Balthazar Martinot trazido ao Brasil em 1808 como presente da Corte Francesa a Dom João VI, e para Leonardo Alves Fares, outro invasor do Congresso Nacional que se autoincriminou ao gravar um vídeo-selfie do ato antidemocrático, o Supremo chega ao número de 226 condenações referentes à depredação das sedes dos Três Poderes. Estas condenações de 17 anos de prisão em regime fechado, somada a outras já proferidas de mesmo período, são as mais duras do julgamento. No entanto, as condenações variam conforme os crimes praticados. O início dos julgamentos ocorreu em 14 de setembro. Os condenados até agora foram os que tiveram participação efetiva nas invasões e foram acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR). São cinco as acusações que responderam: associação criminosa armada; abolição violenta do Estado Democrático de Direito; tentativa de golpe de Estado; dano qualificado; e deterioração de patrimônio tombado. Até o momento só um réu julgado foi absolvido por falta de provas de sua participação: Geraldo Filipe da Silva, que se encontrava em situação de rua e foi preso perto do Congresso Nacional ao ser agredido por outros manifestantes que o acusavam de ser infiltrado. Acordos O 8 de Janeiro propiciou 1.354 ações penais, porém o ministro do STF Alexandre de Moraes suspendeu 1.113 ações com vistas à realização de Acordo de Não Persecução Penal (ANPP). O acordo é firmado pela confissão do investigado que deve cumprir determinadas condições. Quando as condições forem plenamente alcançadas a possibilidade de punição é finalizada. É permitido pelo STF estes acordos pelo menor potencial criminoso dos atos. A maioria desse grupo que aceitou a possibilidade de acordo estava acampada próxima ao Quartel-General do Exército, em Brasília. Para que se cumpra as condições os réus devem confessar os atos. Mais de 200 acordos desse foram firmados. Neste caso, as pessoas não respondem na esfera penal, mas ficam sujeitas à prestação de 300 horas de serviços à comunidade ou entidades públicas; a não cometer delitos semelhantes nem serem processados por outro crime ou contravenção penal e a pagar multa; além da participação presencial em um curso sobre Democracia, Estado de Direito e Golpe de Estado.

PF acusa Bolsonaro de enriquecimento ilícito ao desviar R$ 6,8 milhões em joias

Ex-auxiliares venderam presentes oficiais e entregaram o dinheiro em espécie a Bolsonaro. A investigação é a acusação mais severa contra o ex-presidente A Polícia Federal (PF) divulgou nesta segunda-feira (8) um relatório final acusando o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de ter formado uma associação criminosa para desviar R$ 6,8 milhões em presentes recebidos durante visitas oficiais a outros países enquanto chefe de estado. Inicialmente, a PF indicou que seriam R$ 25 milhões mas, posteriormente, corrigiu a informação e esta matéria foi editada. A investigação, que resultou em um relatório de 476 páginas assinado pelo delegado Fabio Shor, é a acusação mais severa contra Bolsonaro até o momento. Este é o primeiro inquérito no qual a PF afirma que Bolsonaro teria recebido dinheiro em espécie desviado dos cofres públicos. Segundo a PF, ex-auxiliares de Bolsonaro venderam presentes oficiais e entregaram o dinheiro em espécie ao ex-presidente. O grupo que atuou na venda ilícita das peças milionárias teria agido para enriquecimento ilícito de Jair Bolsonaro. Os presentes, avaliados em US$ 4.550.015,06 (R$ 25.298.083,73), foram supostamente desviados por uma associação criminosa que tentou legalizar a incorporação desses bens para poder vendê-los. Alguns bens ainda estão pendentes de perícia. A PF listou diversos itens de alto valor como parte do esquema, incluindo: – Relógio Rolex de ouro branco: US$ 73,749.50 – Caneta Chopard Rollerball de ouro branco: US$ 20,000.00 – Relógio Chopard L.U.C Triple Certification Tourbillon Automatic de ouro rosa: US$ 109,101.83 – Caneta Chopard Rollerball de ouro rosa: US$ 4,000.00 – Relógio Chopard L’Heure Du Diamant Medium Oval: US$ 187,608.00 – Anel prateado Chopard: US$ 30,292.91 – Par de brincos Chopard: US$ 126,341.56 – Colar prateado Chopard: US$ 671,660.20 – Escultura de um cavalo árabe dourado: US$ 4,971.12 Impacto nas finanças de Bolsonaro A PF indicou que o ex-presidente usou dinheiro em espécie obtido por meio da venda de joias desviadas para custear despesas durante sua estadia de três meses nos Estados Unidos, no início de 2023. Um áudio obtido pela PF mostra o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, mencionando a posse de US$ 25 mil que deveria ser entregue em espécie ao ex-presidente. “Eu acho que quanto menos movimentação em conta, melhor né? Tem 25 mil dólares com meu pai. Eu estava vendo o que que era melhor fazer com esse dinheiro, levar em ‘cash’ aí. Meu pai estava querendo inclusive ir aí falar com o presidente”, afirmou Mauro Cid em 18 de janeiro de 2023, em conversa com o coronel Marcelo Camara, assessor do ex-presidente. Segundo a PF, o uso de dinheiro em espécie para pagamento de despesas cotidianas é uma forma comum de reintegrar o “dinheiro sujo” à economia formal com aparência lícita. Modus Operandi e ocultação de dinheiro O relatório da PF revela que a associação criminosa utilizou a estrutura do Gabinete Adjunto de Documentação Histórica (GADH) para “legalizar” a incorporação dos presentes ao acervo privado de Bolsonaro. Os valores das vendas eram convertidos em dinheiro em espécie e ingressavam no patrimônio pessoal do ex-presidente por meio de intermediários, sem o uso do sistema bancário formal, com o objetivo de ocultar a origem e localização dos valores. Indiciamentos e consequências legais Além de Bolsonaro, outras 11 pessoas foram indiciadas, incluindo o ex-ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, o ex-ajudante de ordens e delator Mauro Cid, e seu pai, o general da reserva Mauro Lourena Cid. Os advogados Fabio Wajngarten e Frederick Wassef, que já atuaram pelo próprio Bolsonaro, também estão entre os indiciados. Nesta segunda-feira (9), o ministro Alexandre de Moraes retirou o sigilo do relatório final da PF sobre o caso e deu 15 dias para que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifeste sobre as conclusões dos investigadores. Bolsonaro foi indiciado por crimes de associação criminosa, peculato e lavagem de dinheiro na quinta-feira (4). Crimes que podem resultar em uma pena de 10 a 32 anos de prisão, conforme a legislação brasileira. A lei nº 9.613/98 define lavagem de dinheiro como a tentativa de ocultar a origem, localização ou propriedade de bens materiais, com pena de três a 10 anos de prisão. O crime de peculato, previsto no artigo 312 do Código Penal, tem pena de dois a 12 anos de reclusão, enquanto a associação criminosa, prevista no artigo 288-A do Código Penal, possui pena de cinco a dez anos de reclusão. A situação jurídica de Bolsonaro pode ser agravada pela sua condição de ex-presidente e outras investigações em curso. Se condenado, ele poderá ficar inelegível por mais tempo do que inicialmente previsto nas ações que correram no TSE, esbarrando na Lei Complementar 64/1990, conhecida como Lei das Inelegibilidades. Próximos passos O relatório final da PF foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF). O procurador-geral da República terá 15 dias para decidir se apresenta uma acusação formal à Justiça, o que pode levar à abertura de uma ação penal. A Procuradoria-Geral da República pode apresentar acusação formal à Justiça, pedir mais apurações ou arquivar o caso. Caso a Justiça acate a denúncia, Bolsonaro se tornará réu no processo, que seguirá para julgamento. O indiciamento da PF não significa que Bolsonaro é culpado. A Justiça decidirá se ele se tornará réu no processo.

A festa dos franceses após a vitória da esquerda nas eleições

As primeiras projeções das eleições para a Assembleia Nacional francesa apontando a liderança da Nova Frente Popular (NFP), uma coalizão de partidos de esquerda, desencadearam celebrações nas ruas neste domingo (7). Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram milhares de pessoas reunidas na sede do partido Francia Insumisa, situada próxima à Praça da Batalha de Stalingrado em Paris, acompanhando ansiosamente os resultados. A atmosfera de festa tomou conta quando o telão exibiu a projeção de que a NFP poderá conquistar até 192 cadeiras no parlamento. As comemorações também se estenderam à Praça da República, outra importante localidade na capital francesa. Para alcançar a maioria na Assembleia Nacional, são necessários 289 assentos. As urnas fecharam às 20h (15h no horário de Brasília) deste domingo, marcando o fim de uma eleição decisiva para o futuro político da França. Segundo a estimativa Ipsos, a Nova Frente Popular (NFP) elegeu entre 172 e 192 deputados, superando o campo do presidente Emmanuel Macron, Juntos pela República, que obteve entre 150 e 170 assentos O partido Reunião Nacional (RN), liderado por Marine Le Pen e Jordan Bardella, que estava à frente nas pesquisas, ficará com entre 132 e 152 cadeiras. Antes, esses blocos tinham, respectivamente, 150, 250 e 89 deputados. Confira os vídeos: 🚨 França: aliança de esquerda surpreende e vence 2° turno de eleições legislativas Os primeiros resultados, divulgados às 20h desde domingo (15h em Brasília), apontam para uma vitória da aliança Nova Frente Popular (NFP), formada pela esquerda, no segundo turno das eleições… pic.twitter.com/Kuw9SidZmk — Metrópoles (@Metropoles) July 7, 2024 🇫🇷 Apoiadores comemoram vitória da Nova Frente Popular, de esquerda, nas eleições legislativas da França. Comemoração ocorre neste momento na Place de la République, em Paris. pic.twitter.com/DipAB4rIv9 — Eixo Político (@eixopolitico) July 7, 2024 🇫🇷 URGENTE: Esquerda e centro derrotam partido da extrema direita na França e mais uma vez a democracia é quem sai vitoriosa! PARIS ESTÁ EM FESTA! VIVA LAFRANCE! pic.twitter.com/OkRTMII6Aj — André Janones (@AndreJanonesAdv) July 7, 2024 A esquerda começa a tomar as ruas da França para comemorar a vitória nas eleições legislativas. Reviravolta épica!pic.twitter.com/0CQWNhrOqA — Vinicios Betiol (@vinicios_betiol) July 7, 2024

Forças progressistas viram o jogo na França e derrotam extrema direita

Eleições na França: aliança de esquerda-verde assume a liderança, apontam as primeiras pesquisas de boca de urna As urnas fecharam na França e as primeiras projeções foram divulgadas, revelando uma reviravolta significativa no cenário político do país. De acordo com a Ipsos, a aliança de esquerda-verde, conhecida como Nova Frente Popular, lidera a contagem de cadeiras na Assembleia Nacional, um resultado surpreendente em comparação com as pesquisas de opinião durante a campanha. A Assembleia Nacional da França possui 577 cadeiras, sendo necessárias 289 para obter a maioria absoluta. As primeiras projeções indicam a seguinte distribuição de cadeiras: – Nova Frente Popular de Esquerda-Verde: 172-192 cadeiras – Aliados de Emmanuel Macron: 150-170 cadeiras – Extrema direita Reunião Nacional e aliados: 132-152 cadeiras A política de extrema direita Marion Maréchal, em entrevista à BFMTV, afirmou que esta Assembleia Nacional não representa o que o povo francês pensa. François Hollande, ex-presidente socialista da França, falou após conquistar uma cadeira na Assembleia Nacional, agradecendo a todos os partidos de esquerda e às pessoas que, embora não sejam apoiadoras da esquerda, quiseram deixar claro o resultado da eleição. Hollande enfatizou que o resultado traz satisfação, mas também responsabilidade. A Ifop apresentou um detalhamento interessante das cadeiras projetadas por partido: – Rassemblement National: 120-130 – Renaissance: 107-115 – França Insubmissa: 85-94 – Partido Socialista: 55-65 – Republicanos: 60-63 Atualizações das Projeções da Elabe – Novo Front Popular de Esquerda-Verde: 178-205 cadeiras – Aliados de Macron: 157-174 cadeiras – Extrema-direita Rassemblement National e aliados: 113-148 cadeiras Várias figuras importantes mantiveram suas cadeiras nesta noite, incluindo a ex-primeira-ministra Élisabeth Borne, na área de Calvados, e o ministro do Interior, Gérald Darmanin, no norte da França. Jordan Bardella, presidente do partido de extrema direita Reunião Nacional, se dirigiu aos seus apoiadores após as projeções colocarem seu partido em terceiro lugar, apesar de liderar nas pesquisas de opinião durante a campanha. Bardella agradeceu aos eleitores e afirmou que alianças de desonra e perigosas prevaleceram, colocando a França nas mãos da extrema esquerda. Jean-Luc Mélenchon, da França Insubmissa, declarou que Emmanuel Macron deve chamar a Nova Frente Popular para governar, ressaltando a responsabilidade imensa que este voto confere à Nova Frente Popular. Projeções Finais da Ifop – Novo Front Popular de Esquerda-Verde: 180-205 – Aliados de Macron: 164-174 – Extrema-direita Rassemblement National e aliados: 130-145 Estas projeções surpreenderam a França, colocando a aliança de esquerda-verde na liderança, apesar das pesquisas durante a campanha indicarem uma vantagem para a extrema direita. A noite eleitoral promete ser um marco na política francesa, redefinindo o equilíbrio de poder no país.

Bolsonaro é o pior cabo eleitoral nas eleições municipais

Pesquisa Datafolha mostra que 65% dos paulistanos não votariam num candidato apoiado pelo ex-presidente indiciado por roubo de joias Uma nova pesquisa do Datafolha revela que a rejeição a um padrinho político pode ser um fator decisivo nas eleições municipais de outubro em São Paulo (SP). De acordo com o levantamento, 56% dos eleitores da cidade afirmam que podem mudar seu voto para a prefeitura caso o candidato seja apoiado por um político que eles rejeitam. Desses, 37% garantem que mudariam com certeza, enquanto 19% dizem que talvez o fizessem. Por outro lado, 41% dos entrevistados não mudariam o voto, e 2% não souberam responder, de acordo com reportagem do Globo. A pesquisa avaliou a influência de quatro figuras políticas: o presidente Lula (PT), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Entre eles, Bolsonaro é o que mais afasta eleitores, com 65% afirmando que não votariam de jeito nenhum em um candidato apoiado por ele, um aumento de 4% em relação à pesquisa anterior de maio. Apenas 16% disseram que votariam com certeza no candidato de Bolsonaro, e outros 16% considerariam o apoio na hora de decidir o voto. Além disso, 41% dos eleitores não sabem que Bolsonaro apoia a reeleição do prefeito Ricardo Nunes (MDB). Tarcísio de Freitas tem seu apoio rejeitado por 48% e valorizado por 47% dos eleitores, sendo considerado um dos principais cabos eleitorais de Nunes. Já o endosso de Lula, que apoia Guilherme Boulos (PSOL), afasta 45% dos eleitores, enquanto 23% votariam com certeza em um candidato apoiado pelo presidente e 28% considerariam o voto. Alckmin, que apoia Tabata Amaral (PSB), tem sua influência rejeitada por 47% e valorizada por 49% dos eleitores, mas apenas 7% dos entrevistados sabem desse apoio. A pesquisa foi realizada entre terça-feira (2) e quinta-feira (4) com 1.092 eleitores em toda a cidade de São Paulo, e a margem de erro é de três pontos percentuais. Rejeição em Outras Capitais No Rio de Janeiro, o governador Cláudio Castro lidera o índice de rejeição, com 61% dos eleitores afirmando que não votariam em um candidato apoiado por ele. Bolsonaro e Lula afastam 57% e 46% dos eleitores, respectivamente. Além disso, 54% dos cariocas não sabem qual candidato contará com o apoio de Castro e Bolsonaro. O apoio de Lula ao prefeito Eduardo Paes (PSD) é reconhecido por 42% dos entrevistados. Em Belo Horizonte (MG), 60% dos eleitores não votariam no candidato de Bolsonaro, enquanto Lula e o governador Romeu Zema (Novo) afastam 53% e 48% dos votos, respectivamente. A rejeição a Bolsonaro é ainda maior no Recife. Na capital pernambucana, 67% dos eleitores não votariam em um candidato apoiado pelo ex-presidente. Já 58% dos eleitores admitiriam votar em um candidato endossado por Lula, e 59% rejeitam um nome ligado à governadora Raquel Lyra (PSDB).

Uruguai elimina Brasil nos pênaltis nas quartas da Copa América

Fim do sonho! Nos pênaltis, o Uruguai levou a melhor por 4 a 2; Rochet defendeu uma cobrança de Militão e Douglas Luiz mandou uma bola na trave Acabou o sonho. No primeiro desafio do técnico Dorival Júnior numa competição mata-mata, a Seleção Brasileira foi eliminada pelo Uruguai nas quartas de final da Copa América de 2024. As equipes empataram sem gols no tempo regulamentar e a vaga para a semifinal foi decidida nos pênaltis, na noite deste sábado (6/7), no Estádio Allegiant, em Las Vegas, nos Estados Unidos. Nos pênaltis, o Uruguai levou a melhor por 4 a 2. Rochet defendeu uma cobrança de Militão e Douglas Luiz mandou uma bola na trave. Alisson ainda pegou uma cobrança de Giménez, mas não foi o suficiente para evitar a eliminação. Agora o Uruguai vai encarar a Colômbia na semifinal. Os colombianos se classificaram em primeiro lugar no Grupo D, com sete pontos. Já os uruguaios tiveram campanha irretocável no Grupo C, com nove pontos e 100% de aproveitamento. Para chegar à semifinal, a Colômbia goleou o Panamá, por 5 a 0, em Glendale, também neste sábado. Raça e disposição, mas sem emoção O confronto mais esperado das quartas de final da Copa América teve um primeiro tempo insosso e pouco inspirado. Não faltou, no entanto, marcação acirrada de ambos os lados. Uruguai e Brasil protagonizaram 47 minutos de uma etapa inicial truncada, com diversos desarmes, divididas e encaradas entre os jogadores, porém, poucas finalizações em direção ao gol (duas dos brasileiros e nenhuma dos uruguaios). Um primeiro tempo, inclusive, equilibrado. Tanto é que as equipes se igualaram na posse de bola: 50% para cada. Vontade e raça não faltaram. Entretanto, a qualidade técnica na construção das jogadas deixou a desejar. Uma partida truncada e sem criatividade. A melhor chance do Uruguai foi com uma cabeçada de Darwin Nuñez por cima do travessão. Aos 34′ minutos, o atacante recebeu cruzamento livre na grande área, saltou com categoria, mas bateu na bola com a lateral do rosto mandando para fora, sem ameaçar Alisson. No mesmo minuto, a Seleção Brasileira também desperdiçou uma oportunidade numa saída rápida de bola. Raphinha dominou no meio-campo e avançou em disparada. O atacante do Barcelona passou por um zagueiro na velocidade, mas ao finalizar na grande área chutou em cima de Rochet. Expulsão muda a cara do jogo Os primeiros minutos do segundo tempo seguiram com a mesma intensidade da etapa inicial, mas novamente sem emoções para o torcedor. A Seleção Brasileira ofereceu mais trabalho à defesa uruguaia, porém, sem efetividade. A cara do jogo mudou bastante com a expulsão do lateral-direito Nández, do Uruguai, aos 28′. O uruguaio deu uma solada no pé de Rodrygo, e o árbitro aplicou o cartão amarelo. O lance, contudo, foi revisado pelo VAR por causa da agressividade do defensor. Sendo assim, Dario Herrera o expulsou. O Brasil de Dorival Júnior partiu para cima do adversário, que recuou. No entanto, sem criatividade, o esperado gol da equipe de Dorival não saiu e a partida foi para a decisão por pênaltis. Disputa de pênaltis Uruguai: Valverde (acertou), Bentancur (acertou), Arrascaeta (acertou), Giménez (Alisson defendeu) e Ugarte (acertou) Brasil: Militão (Rochet defendeu), Andreas Pereira (acertou), Douglas Luiz (na trave), Martinelli (acertou) Uruguai 0 (4) x (2) 0 Brasil Uruguai: Rochet; Nández, Ronald Araújo (José Giménez), Mathias Olivera e Viña (Sebastián Cáceres); Ugarte, Valverde e De La Cruz (Bentancur); Pellistri (Varela), Maxi Araújo e Darwin Nuñez (Arrascaeta). Técnico: Marcelo Bielsa. Brasil: Alisson; Danilo, Éder Militão, Marquinhos e Guilherme Arana; Bruno Guimarães (Evanilson), João Gomes (Andreas Pereira) e Lucas Paquetá (Douglas Luiz); Raphinha (Savinho), Rodrygo (Gabriel Martinelli) e Endrick. Técnico: Dorival Júnior. Motivo: quartas de final da Copa América Local: Estádio Allegiant, em Las Vegas, nos Estados Unidos Data: 6 de julho de 2024 Cartões amarelos: Ugarte, De La Cruz (Uruguai); Lucas Paquetá, João Gomes (Brasil) Cartão vermelho: Nández (Uruguai) Árbitro: Dario Herrera (ARG) Assistentes: Juan P. Belatti (ARG) e Cristian Navarro (ARG) VAR: Guillermo Pacheco (MEX)

Sind-UTE crítica projeto de aumento na contribuição do Ipsemg

Pacote de maldade – Diretora estadual do Sind-UTE de Minas Gerais teceu críticas aos projetos enviados pelo governador Romeu Zema à Assembleia referentes à Previdência O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE) batizou o projeto enviado pelo governador Romeu Zema à Assembleia Legislativa que prevê aumento na contribuição do Ipsemg de “pacote de maldades”. A afirmação foi feita pela diretora estadual e coordenadora de comunicação do sindicato, Marcelle Amador, durante conversa com o Café com Política, da FM O TEMPO 91,7. “Eu chamo esse projeto de pacote de maldades. Não tem negociação, não tem conversa. Os ataques são inúmeros. Desde o piso que não é pago, o número excessivo de contratados em detrimento dos efetivos, e a bola da vez é a nossa saúde”. A servidora, inclusive, explicou que a categoria tem acompanhado os debates na Assembleia e considera que os deputados estaduais estão saindo desgastados com a tentativa de aprovar os projetos enviados pelo governo estadual. “É muito triste ver como os deputados da base do governo cumprem esse desgaste, sendo que é um desgaste que deveria ser só do governador”. O que diz o projeto Conforme a proposta, o piso passará de R$ 33 para R$ 60, enquanto o teto aumentará de R$ 275,15 para R$ 500. Já em relação à contribuição dos usuários com idade a partir de 59 anos, será criada uma alíquota adicional de 1,2%. O PL prevê também o fim das isenções para filhos menores de 21 anos. A alíquota de contribuição será de 3,2% e irá abranger dependentes até 38 anos – hoje a assistência é válida para os filhos com até 35 anos. Outro ponto previsto na proposta é em relação aos valores pagos por cônjuges. A alíquota permanecerá de 3,2% da remuneração do titular, mas o teto de R$ 500 irá considerar a contribuição dos dois servidores. Hoje, cerca de 40 mil cônjuges não pagam o valor completo da contribuição por conta do teto. O texto enviado pelo governador já foi aprovado em duas comissões e espera ser analisado pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária antes de seguir para o Plenário, onde precisa ser aprovado em primeiro e segundo turno para ser sancionado pelo governador.