Estrada Real recebe título de ‘Monumento Nacional’; saiba o que significa

Registro evidencia os patrimônios históricos de Minas Um orgulho dos mineiros, especialmente dos que vivem nas 169 cidades do Estado por ela cortada, a Estrada Real recebeu o título de Monumento Nacional. Registro devidamente publicado no Diário Oficial da União. A iniciativa contribui para resgatar e divulgar tradições, valorizar a identidade regional e incentivar o empreendedorismo. O registro foi oficializado na última sexta-feira (20), quando foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) a Lei 14.698, de 2023. Um dos maiores circuitos turísticos do Brasil, a Estrada Real tem mais de 1600 quilômetros e começou a ser construída no século XVII para ligar a região do litoral carioca às regiões produtoras de ouro do interior de Minas. O Estado abriga mais de 60% do patrimônio histórico do país. Legado que ganha nova evidência com o título de Monumento Nacional, a Estrada Real também passa por Rio de Janeiro e São Paulo, mas é em Minas que está localizada grande parte das cidades do percurso – 169 dos 199 municípios ou distritos integrantes da Estrada Real estão em solo mineiro, com destaque para Ouro Preto a primeira cidade brasileira a receber o título de Patrimônio Mundial, conferido pela Unesco, em 1980. De acordo com a Secretaria de Estado de Cultura (Secult), nos quatro grandes trajetos da Estrada Real (Caminho Velho, Caminho do Sabarabuçu, Caminho Novo e Caminho dos Diamantes) existem por volta de 40 bens tombados pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) e situados em 21 municípios mineiros. São eles: Barbacena, Caeté, Carandaí, Catas Altas, Caxambu, Conceição do Mato Dentro, Congonhas, Conselheiro Lafaiete, Diamantina, Entre Rios de Minas, Juiz de Fora, Mariana, Ouro Branco, Ouro Preto, Passa Quatro, São Lourenço, Sabará, Santa Bárbara, Santos Dumont, Serro e Simão Pereira. Os tombamentos estaduais encontrados ao longo da Estrada Real são protegidos desde a década de 1980 pelo Iepha, entidade referência na orientação à municipalização das políticas de proteção ao patrimônio cultural. Minas Gerais busca, assim, por meio do cuidado com o seu patrimônio, preservar a história e fortalecer a atividade turística, contribuindo para a geração de emprego e renda nos municípios. Além disso, dos quatro sítios mineiros reconhecidos como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, três estão na Estrada Real: o acervo arquitetônico e artístico do centro histórico de Ouro Preto, o centro histórico de Diamantina e Santuário do Senhor Bom Jesus do Matosinhos, em Congonhas. Na avaliação do secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, o título de Monumento Nacional potencializa o Estado como um destino cultural e turístico. Sobre a Estrada Real Os mais de 1.600 quilômetros remontam à época do Brasil colonial, em meados do século 18. O percurso foi criado pela Coroa Portuguesa para oficializar e facilitar o escoamento de ouro e diamante de Minas para os portos do Rio de Janeiro. A própria expansão social e econômica de Minas Gerais está intimamente ligada à Estrada Real, um caminho onde vilarejos e distritos, que depois viraram cidades de diferentes portes, se formaram em torno dela. Com o trânsito de pessoas e mercadorias, houve uma complexa relação entre diversos grupos sociais. Projeto de Lei A Lei 14.698 foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União (DOU) na última sexta-feira (20). A norma teve origem no projeto de lei (PL) 1.854/2021, do deputado federal Reginaldo Lopes, e foi aprovada pela Comissão de Educação e Cultura (CE) do Senado em setembro. O relator da matéria foi o senador mineiro Carlos Viana. Fonte: Hoje em dia
Sergio Massa é o candidato mais votado e vai ao segundo turno com Milei na Argentina

Resultado do atual ministro da Economia surpreendeu os que previam vitória fácil da extrema direita Télam – O candidato presidencial da Unión por la Patria (UxP), Sergio Massa, lidera com 36,11% dos votos nas eleições nacionais realizadas neste domingo. Ele é seguido por Javier Milei, de La Libertad Avanza, com 30,35%. Com esses resultados, ambos disputarão o segundo turno das eleições, previsto para 19 de novembro. Em terceiro lugar está Patricia Bullrich, de Juntos por el Cambio, com 23,69%, conforme 81,89% dos votos oficialmente apurados; seguida por Juan Schiaretti, do Hacemos por Nuestro País, com 7,18%, e Myriam Bregman, do Frente de Izquierda Unidad, com 2,64%.
Eleições na Argentina: entenda o sistema eleitoral e quem são os candidatos

A votação do primeiro turno ocorre entre 8h e 18h deste domingo (22/10); entenda as regras do jogo eleitoral e conheça os candidatos O primeiro turno das eleições na Argentina ocorre neste domingo (22/10). Os argentinos vão decidir qual será o futuro presidente do país, que vai suceder Alberto Fernández a partir de 10 de dezembro. A votação ocorre entre 8h e 18h deste domingo — o horário de Buenos Aires é o mesmo de Brasília. Diferentemente do Brasil, a Argentina não tem urnas eletrônicas. O sistema eleitoral é baseado em cédulas com o voto impresso, em que os eleitores colocam um envelope lacrado com os registros do candidato escolhido na urna. O primeiro turno das eleições gerais definirá o próximo presidente e vice-presidente do país, além de quatro governadores, 130 deputados e 24 senadores de oito províncias. Segundo a Câmara Nacional Eleitoral (CNE), a Argentina tem mais de 35 milhões de eleitores, incluindo argentinos que votam no exterior. No país, o voto é secreto e obrigatório para cidadãos entre 18 e 70 anos — única característica semelhante ao sistema eleitoral brasileiro. Para vencer diretamente no primeiro turno, os candidatos argentinos precisam alcançar 45% dos votos válidos ou 40% dos votos, desde que possuam 10 pontos percentuais de vantagem em relação ao segundo lugar. Já no segundo turno, o candidato eleito é escolhido pela maioria simples dos votos — a metade mais um. Em 2023, um eventual segundo turno está marcado para 19 de novembro. O cientista político Damian Deglauve, de Buenos Aires, explica que a principal diferença do sistema eleitoral argentino para o brasileiro é justamente o sistema de contagem de votos. “No Brasil, o candidato vence com mais de 50% dos votos [maioria absoluta, 50% dos votos mais um]. Na Argentina, é preciso ter 40% de vantagem mais um voto ou mais de 45%”, esclarece Outra distinção importante apontada por Deglauve é a liberdade de escolha para a seleção dos candidatos para os diferentes cargos. “No Brasil, as listas são abertas. Na Argentina, as listas são fechadas e bloqueadas, ou seja, você pode votar de forma distinta para governador e presidente, mas sempre respeitando a lista completa de um partido”, afirma. Quem são os candidatos à presidência da Argentina? Cinco nomes disputam o posto de ocupante da Casa Rosada, em Buenos Aires. São eles Javier Milei, economista da extrema direita; Sergio Massa, atual ministro da Economia; Patricia Bullrich, ex-ministra de Segurança de Maurício Macri; Juan Schiaretti, governador de Córdoba; e Myriam Bregman, deputada pela Frente de Esquerda e dos trabalhadores. As pesquisas mostram três nomes na disputa por duas vagas no segundo turno: Sergio Massa e Patricia Bullrich, veteranos na política e representantes dos partidos tradicionais do país, e Javier Miliei. Sergio Massa | Partido Unión por La Patria Massa é o atual ministro e pertence ao partido governista “União pela Pátria” (centro-esquerda). A principal crítica que enfrenta é referente a situação econômica do país, que vive uma inflação de 140%. A carreira política dele começou em 1999, quando foi eleito deputado provincial de Buenos Aires. Sergio Massa teve apoio do atual presidente da Argentina, Alberto Fernandez, e da vice, Cristina Kirchner, para concorrer à presidência. Em suas propostas, Massa quer implementar o equilíbrio fiscal, o superavit comercial, o câmbio competitivo e o desenvolvimento com inclusão Patricia Bullrich | Coligação Juntos por el Cambio Candidata da direita e ex-ministra da Segurança, faz parte da coligação “Juntos Pela Mudança”. Patricia Bullrich é formada em humanidades e ciências sociais, com foco em comunicação. Nasceu em Buenos Aires, em 1956. Faz parte de uma família aristocrática argentina, e alguns de seus parentes são conhecidos no meio artístico e político. É conhecida também como a “Dama de ferro” argentina. Sua carreira política começou como deputada de Buenos Aires e, depois, foi ministra do Trabalho, da Segurança Social e da Segurança. Seu slogan é “Se não é tudo, não é nada”. Entre as propostas dela estão a dolarização do país e medidas contra a inflação acima dos três dígitos. Javier Milei | Coligação La Libertad Avanza A novidade na eleição está na participação de Javier Milei. O economista do partido de extrema direita “Liberdade Avança”, criado em 2021, tem apenas dois anos de experiência como deputado. Milei tem como símbolo uma motosserra, que leva em suas aparições de campanha, em alusão aos cortes que fará nos impostos do país. Javier Milei é um economista argentino, nascido em Buenos Aires, em 22 de outubro de 1970. Ficou famoso em programas de televisão de discussões políticas por discursos polêmicos. Foi economista-chefe de empresas e também já atuou como professor universitário de disciplinas sobre economia. Na política, foi eleito deputado em 2021. O candidato se destacou na mídia com a “turnê da liberdade” e por sua vida fora da política, como jogador de futebol e passagem pela música. Após apresentar sua candidatura à presidência, Milei chegou a receber o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Suas principais propostas de campanha são a dolarização da economia, fechamento do Banco Central, redução dos gastos estatais e a privatização de empresas públicas. Como estão as pesquisas eleitorai Milei lidera as pesquisas eleitorais, com intenção de voto variando entre 35,6% e 33%. Em segundo lugar está Massa, com 26% e 32,2% dos eleitores, enquanto Bullrich aparece em terceiro posto, com 21,8% a 28,9%. Os dados pertencem ao conjunto de 12 pesquisas consultadas pelo jornal La Nación. Correio Braziliense
Vini Jr. volta a ser alvo de racismo na Espanha

Sevilla expulsa torcedor que cometeu atos racistas em jogo contra Real Agência Brasil – O Sevilla informou que identificou e expulsou do Estádio Ramón Sánchez Pizjuán um torcedor que cometeu agressões xenófobas e racistas, na tarde deste sábado (21), durante o empate por 1 a 1 com o Real Madrid pela 10ª rodada do Campeonato Espanhol. Os atos foram realizados justamente no momento no qual o atacante brasileiro Vinícius Júnior estava reclamando com jogadores da equipe da casa. “O Sevilla FC gostaria de informar que após detectar comportamentos xenófobos e racistas de um torcedor em suas arquibancadas, o identificaram, expulsaram-no do estádio e denunciaram-no às autoridades policiais que trabalhavam em nosso estádio. Além disso, os regulamentos disciplinares internos serão estritamente aplicados a ele e ele será expulso como membro em breve”, afirmou a equipe espanhola em nota. Após o posicionamento do Sevilla o brasileiro se manifestou com uma postagem sobre o assunto em seu perfil em uma rede social: “Parabéns ao Sevilla pelo rápido posicionamento e pela punição em mais um triste episódio para o futebol espanhol. Infelizmente, tive acesso a um vídeo com outro ato racista na partida deste sábado, dessa vez praticado por uma criança. Lamento muito que não haja ninguém para educá-la. Eu invisto, e invisto muito, na educação no Brasil para formar cidadãos com atitudes diferentes dessas. O rosto do racista de hoje está estampado nos sites como em várias outras vezes. Espero que as autoridades espanholas façam sua parte e mudem a legislação de uma vez por todas. Essas pessoas têm que ser punidas criminalmente também. Seria um ótimo primeiro passo para se preparar para a Copa do Mundo de 2030. Estou à disposição para ajudar. Desculpem parecer repetitivo, mas é o episódio isolado número 19. E contando…”. Vinícius Júnior tem sido vítima sistemática de agressões racistas no futebol espanhol. “As instituições espanholas fazem olhos de mercadores e não tomam atitudes e políticas duras contra o racismo. Das dez denúncias feitas pelo Vinicius [desde 2021], três foram arquivadas pela liga espanhola. Isso faz com que a liga seja uma aliada do racismo na Espanha”, afirmou Jorge Santana, professor de História e mestre em Ciências Sociais pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), em depoimento ao programa Stadium, da TV Brasil. O último episódio foi registrado no dia 21 de abril no Estádio Mestalla, na vitória de 1 a 0 do Valencia sobre o Real Madrid pelo Campeonato Espanhol. Na ocasião, Vinícius Júnior escutou insultos racistas e gritos de macaco vindos das arquibancadas. O jogo foi paralisado por cerca de oito minutos e, posteriormente, o jogador foi expulso ao se envolver em confusão. Após este episódio, o jogador da seleção brasileira recebeu diversas manifestações de apoio, como do presidente da Fifa, Gianni Infantino, que colocou o atacante na liderança de um comitê especial antirracismo, e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pediu que a Fifa, a liga espanhola e as ligas de futebol de todos os países tomem providências para que o “racismo e o fascismo” não tomem conta do futebol.
Vacina Calixcoca da UFMG é a vencedora do Prêmio Euro

Vacina contra a dependência de cocaína e crack foi votada por médicos de 17 países, superou outras 11 finalistas e garantiu premiação de 500 mil euros A pesquisa Calixcoca é a iniciativa destaque da segunda edição do Prêmio Euro Inovação na Saúde. A cerimônia de entrega foi realizada na noite desta quarta-feira, 18 de outubro, em São Paulo. Com o prêmio, a equipe leva 500 mil euros para a UFMG. O prêmio é organizado pela multinacional farmacêutica Eurofarma, que tem atuação em mais de 20 países. O coordenador da pesquisa, professor Frederico Garcia, do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina, agradeceu à sociedade brasileira que apoiou a campanha. “Desenvolver ciência na América Latina não é fácil. A UFMG é, hoje, uma universidade que está fazendo a diferença. Só temos a agradecer o apoio da nossa reitora [Sandra Regina Goulart Almeida] e do nosso pró-reitor de Pesquisa [Fernando Reis]”, celebrou. Fernando Reis participou da cerimônia. Sandra Goulart Almeida comemorou o resultado. “Essa conquista representa uma grande vitória para a comunidade de pesquisadores da UFMG e para a ciência brasileira. A Calixcoca traz esperança por se apresentar como uma importante alternativa de tratamento contra as drogas. No entanto, há ainda um longo caminho a percorrer, e esse prêmio nos estimula a continuar trabalhando para que a vacina cumpra todas as suas etapas de desenvolvimento”, destacou a reitora. Anticorpos ligados à cocaína O medicamento induz o sistema imune a produzir anticorpos que se ligam à cocaína na corrente sanguínea. Essa ligação transforma a droga numa molécula grande, que não passa pela barreira hematoencefálica. O projeto já passou por etapas pré-clínicas, em que foram constatadas segurança e eficácia para tratamento da dependência de crack e cocaína e prevenção de consequências obstétricas e fetais da exposição às drogas durante a gravidez em animais. Em seu discurso, o professor ressaltou o compromisso com os pacientes que sofrem com a dependência química. “Sabemos como é difícil ter uma pessoa dependente em casa, como é sofrido para um acometido pela dependência ter que lidar com a ambivalência de usar ou não droga e como é ainda mais difícil para uma gestante dependente proteger seu feto e lidar com a dor da abstinência. Temos essa missão”, finalizou. Em entrevista recente ao Portal UFMG, Frederico Garcia exaltou os resultados alcançados até o momento nos testes da Calixcoca, mas advertiu que a vacina não pode ser encarada como uma “panaceia”. “Ela não seria indicada indiscriminadamente para todas as pessoas com transtorno por uso de cocaína. É preciso fazer uma avaliação científica para identificar com precisão como ela funcionaria e para quem, de fato, ela seria eficaz”, alertou. Além de Frederico Garcia, os estudos reúnem os professores Maila de Castro, da Faculdade de Medicina, Gisele Goulart, da Faculdade de Farmácia, Ângelo de Fátima, do Instituto de Ciências Exatas (Icex), e os pesquisadores do Núcleo de Pesquisa em Vulnerabilidade e Saúde (NAVeS) Paulo Sérgio de Almeida, Raissa Pereira, Sordaini Caligiorne, Brian Sabato, Bruna Assis, Larissa do Espírito Santo e Karine Reis. Mais votada por médicos de 17 países, a Calixcoca superou outras 11 iniciativas inovadoras no campo da saúde desenvolvidas na América Latina, entre as quais a SpiN-Tec, também da UFMG, vacina contra a covid-19 que foi agraciada com 50 mil euros por ser uma das vencedoras na categoria Inovação em terapias. A cerimônia foi transmitida pelo canal da Eurofarma Brasil no Youtube e continua disponível na plataforma. Investimento Até o momento, a Calixcoca é financiada pelos governos federal e de Minas Gerais e com recursos de emendas parlamentares, e sua continuidade depende de mais recursos. No fim de agosto, a reitora Sandra Goulart Almeida e o professor Frederico Garcia apresentaram o projeto da vacina ao ministro Camilo Santana, da Educação, e solicitaram apoio governamental para dar prosseguimento aos testes. Em julho, o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, anunciou, durante visita da ministra Nísia Trindade à UFMG, o aporte de R$ 10 milhões no projeto. Assessoria de Imprensa UFMG
Lula veta parcialmente marco temporal das terras indígenas

Entre pontos barrados está o cerne do projeto, que determina que as terras indígenas devem se restringir à área ocupada por povos na promulgação da Constituição O presidente Lula (PT) decidiu vetar parcialmente, nesta sexta-feira (20/10), o projeto do marco temporal de terras indígenas. Entre os pontos barrados está o cerne da proposta —que determina que as terras indígenas devem se restringir à área ocupada pelos povos na promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988. Caso o trecho não fosse vetado, os indígenas que não estavam em suas terras até a data da promulgação da Carta Magna não teriam direito de reivindicá-las. De acordo com o governo, um terço da proposta continua valendo — os principais jabutis foram retirados. O presidente vetou o artigo em que ocupantes de boa-fé que estivessem ou permaneçam na terra indígena —de propriedade da União— teriam direito a indenização por benfeitorias, como construções de edificações e fazendas, por exemplo. O texto deve ser publicado no Diário Oficial da União ainda nesta sexta, prazo final para a decisão do Planalto. O chefe do Executivo vinha sendo pressionado por sua base para um veto integral à proposta, como foi, inclusive, solicitado pelo ministério de Guajajara. Mas, nesta tarde, ela anunciou que recuou com a decisão e está de acordo com o que foi decidido pelo Planalto. “Tudo que é essencial ao direito dos indígenas esta assegurado no veto do presidente”, afirmou. Lula inovou ao criar o Ministério dos Povos Indígenas, e subiu a rampa, em 1º de janeiro, ao lado do cacique Raoni, numa demonstração de que seu governo respeitaria a diversidade. O chefe do Executivo também foi pressionado pelo Congresso, que aprovou a medida. São os parlamentares que dão a palavra final sobre a proposta. O presidente vetou os pontos mais polêmicos do texto. Entre eles, os artigos que flexibilizam a exploração de recursos naturais e a realização de empreendimentos dentro de terras indígenas por terceiros. Ambientalistas e o movimento indígena viam brechas para permitir garimpo, atividade agropecuária, abertura de rodovias, linhas de transmissão de energia ou instalação de hidrelétricas, além de contratos com a iniciativa privada e não indígena para empreendimentos. De acordo com técnicos do governo, essas possibilidades estavam em artigos que foram retirados da proposta. Entretanto, os indígenas, caso queiram, podem contratar pessoas para trabalhar em suas terras. Este trecho permaneceu. O governo também vetou o artigo que dava aval para o contato com povos isolados para “prestar auxílio médico ou para intermediar ação estatal de utilidade pública”. Também foi retirado o trecho que abre brecha para que terras demarcadas sejam retomadas pela União, “em razão da alteração dos traços culturais da comunidade ou por outros fatores ocasionados pelo decurso do tempo”. A proposta foi aprovada no Senado em votação relâmpago no final de setembro, em reação ao STF (Supremo Tribunal Federal), menos de uma semana após a tese ser derrubada. O governo teve de fazer um cálculo político, conforme interlocutores de Lula apontaram. Na balança, pesaram os diferentes entendimentos de seus apoiadores à esquerda, e dos ruralistas no Congresso, que integram a mais forte bancada das Casas. Os parlamentares vão analisar os vetos do presidente, podendo ainda derrubá-los. Há também uma saia-justa com o Supremo, uma vez que os ministros já declararam a tese como insconstitucional e agora Lula decide que apenas parte dela não vale. O projeto foi aprovado pela Câmara dos Deputados em maio com apoio da bancada ruralista e do presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), como parte da ofensiva do Congresso contra o STF. Movimentos indígenas argumentam que, em 1988, seus territórios já haviam sido alvo de séculos de violência e destruição, e que as áreas de direito dos povos não devem ser definidas apenas por uma data. Por outro lado, ruralistas defendem que tal determinação serve para resolver disputas por terra e dar segurança jurídica e econômica. A posição foi endossada no STF pelos ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça. O MPF (Ministério Público Federal) divulgou uma nota nesta quinta-feira (19) para defender que o presidente Lula (PT) vete integralmente o projeto de lei. A manifestação é assinada por procuradores da 6ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF, que trata de assuntos relacionados às populações indígenas e comunidades tradicionais. No texto, os procuradores dizem que a proposta aprovada pelo Congresso é “inconstitucional e inconvencional” e contraria “garantias constitucionais” e “tratados internacionais” relacionados ao tema.
Prefeitura de Montes Claros promove evento de prevenção ao câncer de mama

Nessa sexta-feira, 20, foi realizada uma ação de saúde na Nova Prefeitura, voltada para as servidoras e colaboradoras da Administração Municipal de Montes Claros. A programação contou com palestras, agendamento de mamografias, Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), Dia de Beleza, testagem rápida para ISTs – Infecções Sexualmente Transmissíveis, e muito mais. O evento fez parte da Campanha Outubro Rosa, que tem o objetivo de alertar as mulheres e a sociedade em geral sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e do câncer de colo do útero.
Evento esportivo chama atenção para a saúde da mulher

Caminhada e Corrida Outubro Rosa’ acontece no próximo domingo (22) em Montes Claros Por Leonardo Queiroz – O Norte No próximo domingo (22), Montes Claros receberá a 11ª edição da Corrida e Caminhada Outubro Rosa. O evento é uma realização da Associação Presente e do Hospital Oncovida e já se tornou tradicional na cidade. Além das provas esportivas, o evento inclui um trabalho de conscientização sobre o câncer de mama para os participantes. A corrida está marcada para as 7h, no Parque Municipal Milton Prates, com expectativa de mais de 600 atletas participantes. A nutricionista Gabriela Andrade explica que a corrida tem um papel muito importante na conscientização sobre o câncer de mama. “Ela é mais um meio para nos mostrar o quanto é importante a detecção precoce e o tratamento. E, além disso, temos a oportunidade de ajudar e o apoiar os pacientes com câncer e ainda praticar um exercício físico, que a gente sabe que ajuda na prevenção de várias doenças, inclusive o câncer. É um evento que sempre tive o prazer e a alegria de participar”, diz. Circuito do evento. Este contará com um café da manhã completo, distribuição de sorvetes e brindes dos patrocinadores, bem como um momento de aquecimento para a corrida com um aulão de ginástica. Os três primeiros colocados no geral, tanto no masculino quanto no feminino, receberão troféus e uma premiação em dinheiro. Todo o valor arrecadado durante o evento será revertido para apoiar pacientes carentes com câncer assistidos pela Associação Presente. Para participar, é obrigatório o uso do kit disponibilizado pela Associação Presente. As últimas unidades estão disponíveis na plataforma Corridão, por meio do site https://www.corridao.com.br. SALA OUTUBRO ROSA Como parte das ações de conscientização durante o mês de outubro, a Associação Presente é parceira do Montes Claros Shopping na criação da Sala Outubro Rosa. Este espaço, localizado no corredor do cinema, já está disponível desde o dia 11 de outubro oferecendo diversas atividades: – Exposição Inspiradora: Uma exposição com relatos e fotos de pacientes que venceram o câncer de mama, proporcionando histórias de superação e esperança. As obras são da fotógrafa Mônica Leandro, que capturam a beleza e a resiliência das mulheres que enfrentaram o câncer de mama. – Distribuição de perucas: Em apoio àquelas que passaram por tratamentos e perderam os cabelos, haverá a distribuição de perucas, promovendo a autoestima e o bem-estar. – Orientações e História da Associação Presente: Profissionais estarão disponíveis para fornecer informações sobre a Associação Presente, tipos de assistência e serviços, e orientações relacionadas à saúde.
Multivacinação prioriza jovens do Norte do Estado

Campanha começa sábado (21) e mira 336,9 mil crianças e adolescentes da região Com público estimado no Norte de Minas em 336.929 crianças e adolescentes com idade entre um ano e menores de 15 anos (14 anos, onze meses e 29 dias), começa sábado (21), a Campanha de Multivacinação em Minas Gerais. Nesta semana, a Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros (SRS) está repassando a 54 municípios da sua jurisdição, 114.578 doses de imunizantes para o complemento de estoques já existentes nas secretarias de saúde. De um público estimado residentes em 86 municípios que compõem a macrorregião de saúde do Norte de Minas a terem as cadernetas de vacinação avaliadas e, se necessário, atualizadas, mais de 219,8 mil crianças e adolescentes moram em 54 municípios da área de atuação da SRS de Montes Claros. As localidades com estimativa de atender maior número de pessoas são: Montes Claros (79.533); Janaúba (14.340); Bocaiú-va (9.804); Jaíba (9.668); Salinas (7.360); Taiobeiras (6.588); Porteirinha (6.489); Rio Pardo de Minas (6.066); Espinosa (5.882); Coração de Jesus (5.088); São João do Paraíso (4.249); Francisco Sá (4.804); Grão Mogol (3.178); Capitão Enéas (3.059) e Monte Azul (3.030). VACINAS Durante a Campanha as unidades de saúde vão disponibilizar 16 diferentes vacinas: BCG; Hepatite B; Penta; Poliomielite inativada de Poliomielite oral; Rotavírus; Pneumocócica 10; Meningocócica C; Febre Amarela; Tríplice Viral (sarampo, caxumba e rubéola); Tetra Viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela); DTP (difteria, tétano e coqueluche); Hepatite A; Varicela; Meningocócica ACWY; Papilomavírus Humano (HPV quadrivalente, contra câncer de colo do útero, da vulva, da vagina, do ânus, pênis, orofaringe e das verrugas genitais) e contra a covid-19. A Estratégia de Multiva-cinação está sendo acompanhada no painel LocalizaSUS pois, segundo o Ministério da Saúde, a ação visa a atualização do calendário de vacinação de crianças e adolescentes. Por isso, não foi estabelecida meta de cobertura vacinal. A coordenadora de vigilância em saúde da SRS de Montes Claros, Agna Soares da Silva Menezes explica que para a realização da Campanha de Multiva-cinação profissionais de saúde dos municípios receberam nota técnica atualizada pela Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Além disso, entre a segunda quinzena de setembro e a primeira semana de outubro, referências técnicas de imunização e de atenção primária dos municípios participaram de oficinas de Microplanejamento das Atividades de Vacinação de Alta Qualidade (AVAQ), oportunidade que aprofundaram conhecimentos sobre a importância da organização dos serviços e das equipes de saúde visando atingir bons resultados perante os mais diferenciados públicos.
Agentes da Abin são alvo da PF por rastreamentos ilegais na gestão Bolsonaro

Polícia Federal cumpre 25 mandados em investigação sobre o uso de programa para monitorar ilegalmente servidores, políticos, policiais, integrantes do STF, entre outros A possível conduta irregular de servidores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo de Jair Bolsonaro é alvo de investigação da Polícia Federal que cumpre, nesta sexta-feira (20), 25 mandados de busca e apreensão. As ações fazem parte da Operação Última Milha, que compõe o inquérito das fake news. Segundo informado pela PF e de acordo com as investigações, o sistema de geolocalização utilizado pela Abin é um software intrusivo na infraestrutura crítica de telefonia brasileira. A rede de telefonia teria sido invadida reiteradas vezes, com a utilização do serviço adquirido com recursos públicos. Além do uso indevido do sistema, apura-se a atuação de dois servidores da Agência que, em razão da possibilidade de demissão em processo administrativo disciplinar, teriam utilizado o conhecimento sobre o uso indevido do sistema como meio de coerção indireta para evitar a demissão. Ao todo, estão sendo cumpridos 17 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, incluindo a sede da Abin, um em Goiás, dois em São Paulo, dois no Paraná e três em Santa Catarina. Também há dois mandados de prisão preventiva e cinco de afastamento, todos no DF. As ações foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com o G1, além dos mandados, o ministro do STF determinou o afastamento dos atuais diretores da Abin, que haviam sido mantidos na atual gestão. Com um deles, Paulo Maurício, a PF apreendeu grande quantidade de dólares. Além disso, dois servidores suspeitos de coerção foram presos: Rodrigo Colli, da área de contrainteligência cibernética, e o oficial de inteligência Eduardo Arthur Izycki. As condutas apuradas teriam ocorrido durante a gestão Jair Bolsonaro, quando a agência era presidida pelo atual deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ). Conforme apontado por investigadores, o uso do sistema se intensificou nos últimos anos do governo Bolsonaro para monitorar ilegalmente servidores públicos, políticos, policiais, advogados, jornalistas e até mesmo juízes e integrantes do STF. Os investigados podem responder pelos crimes de invasão de dispositivo informático alheio, organização criminosa e interceptação de comunicações telefônicas, de informática ou telemática sem autorização judicial ou com objetivos não autorizados em lei. Pelas redes sociais, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, declarou que “interceptações telefônicas tem regras rigorosas: só podem ocorrer com autorização judicial e para investigação de crimes. Jamais para espionagem de políticos, magistrados ou jornalistas, como há indícios quanto ao passado. Operação importante foi realizada hoje pela Polícia Federal, para investigar esses fatos pretéritos”. Em nota, a Abin disse que após concluir uma correição extraordinária, uma sindicância investigativa foi instaurada em 21 de março deste ano. “Desde então, as informações apuradas nessa sindicância interna vêm sendo repassadas pela Abin para os órgãos competentes, como Polícia Federal e Supremo Tribunal Federal”. Também informou que “a ferramenta deixou de ser utilizada em maio de 2021. A atual gestão e os servidores da Abin reafirmam o compromisso com a legalidade e o Estado Democrático de Direito”.