Delação de Mauro Cid provoca completo pânico no clã Bolsonaro

No PL, partido de Jair Bolsonaro, a avaliação é de que mais acusações contundentes surgirão. O ex-mandatário já é visto como político “tóxico” e pode prejudicar a sigla em 2024 A homologação do acordo de delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid causa grande preocupação a Jair Bolsonaro (PL) e sua família, informa o Estado de S. Paulo. Para o público, o clã Bolsonaro fala em “perseguição política”, mas nos bastidores o clima é de completo pânico. A avaliação interna do PL, partido do ex-ocupante do Palácio do Planalto, é de que com a delação de Cid surgirão mais acusações contundentes contra Bolsonaro, não se limitando apenas ao escândalo das joias. Na tentativa de preservar seu principal ativo político, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, declara publicamente que Bolsonaro está sendo alvo de “várias injustiças”. No entanto, a aliados ele não esconde sua apreensão quanto ao impacto da delação de Cid na formação das alianças do partido para as eleições municipais de 2024, especialmente em São Paulo. Bolsonaro, que pretendia ser um forte cabo eleitoral, já é visto como um político “tóxico”, a ser mantido discretamente afastado do palanque. Até o momento, o PL está apoiando a reeleição do prefeito Ricardo Nunes (MDB) na cidade de São Paulo. No entanto, Nunes enfrenta um dilema político, já que precisa do voto dos eleitores bolsonaristas, mas também não pode se associar demasiadamente a Bolsonaro para preservar sua própria imagem. A Polícia Federal acredita que Cid também fornecerá evidências sobre o grupo político que planejou a tentativa de golpe de estado em 8 de janeiro, bem como informações sobre os financiadores desse ataque à democracia. Além disso, espera-se que ele apresente provas sobre o funcionamento daquilo que as investigações denominam como uma “organização criminosa”. Cid, que atuou como ajudante de ordens de Bolsonaro, foi liberado neste sábado (9) do Batalhão do Exército de Brasília, onde estava detido desde 3 de maio, após firmar um acordo de colaboração premiada com a PF. O tenente-coronel está programado para prestar novos depoimentos a partir desta semana.

Bolsonaro se interna em hospital logo após a delação de Mauro Cid

Ex-presidente fará cirurgias para tratar distúrbios supostamente decorrentes do evento de Juiz de Fora Jair Bolsonaro (PL) está programando passar por duas intervenções cirúrgicas visando tratar problemas digestivos supostamente decorrentes do evento de Juiz de Fora (MG) em 2018. Os procedimentos incluem a correção das alças intestinais e a reparação de uma hérnia de hiato. Além disso, o político também pretende aproveitar a ocasião para realizar uma cirurgia de desvio de septo nasal. Sua internação está agendada para segunda-feira (11). De acordo com especialistas consultados pela Folha de S. Paulo, o tempo médio de internação para as cirurgias é de aproximadamente 48 horas, e a recuperação completa do paciente geralmente leva cerca de duas semanas. No entanto, a depender do desenrolar da cirurgia de correção das alças intestinais, o paciente pode precisar ser encaminhado para a UTI. A internação de Bolsonaro acontece logo após seu ex-ajudante de ordens, o tenente-coronel Mauro Cid, fechar um acordo de delação premiada com a Polícia Federal. O militar, agora como delator, deverá falar aos investigadores tudo que sabe e entregar todos os elementos que possam comprovar suas afirmações. Caso contrário, Cid corre o risco de perder os benefícios aos quais teria direito. A expectativa é de que ele colabore principalmente com os inquéritos das joias, das fraudes nos certificados de vacinação e dos atos antidemocráticos.

Moraes valida delação premiada de Mauro Cid e concede liberdade provisória

Ex-ajudante de ordens de Bolsonaro está preso desde maio e a PF também já aceitou a delação premiada O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, homologou neste sábado (9) a delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro. O magistrado também concedeu liberdade provisória ao militar, que estava preso desde maio. As informações foram divulgadas na GloboNews. A PF estava em negociações para um acordo de delação premiada com Mauro Cid, que começou a cooperar com as autoridades em inquéritos recentes. As investigações relacionadas a Cid variam desde um esquema de comercialização ilícita de joias da Presidência até manipulações em dados de vacinação contra a Covid-19. Cid está preso desde maio após operação da PF que investiga fraudes e adulterações em cartões de vacinas do ex-presidente e de pessoas próximas a ele. O ex-ajudante de ordens teve seu celular apreendido, o que tem ajudado a PF em outras frentes de apuração, como no caso das joias dadas por governos estrangeiros a Bolsonaro.

Padre João e Leleco Pimentel destinam emendas parlamentares para o Dilson Godinho

Parlamentares visitam HDG e elogiam infraestrutura para pacientes do SUS Na manhã dessa sexta-feira (08/9), o deputado federal João Carlos Siqueira, conhecido como Padre João (PT) e o deputado estadual Whelton Pimentel de Freitas, conhecido como Leleco Pimentel (PT), fizeram uma visita às dependências do Hospital Dilson Godinho (HDG). Os parlamentares foram recebidos pelo diretor-presidente Helder Leone Alves de Carvalho, o superintendente Antônio Cezar dos Santos e a gerente Administrativa, Marla de Almeida Pinheiro. Helder Leone ressaltou os recursos outrora destinados pelos parlamentares, via emenda parlamentar, para a contínua assistência e melhorias nos processos aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). “Agradecemos as visitas do deputado federal, Padre João e do estadual, Leleco Pimentel que puderam ver pessoalmente como estamos aplicando de forma correta, os recursos por eles trazidos outrora. Eles também puderam ver de perto, as condições que hoje recebemos os pacientes do SUS. Estamos investindo de forma correta, os recursos trazidos por eles e por outros parlamentares, sempre visando à melhoria da atenção dos pacientes”, destacou o diretor-presidente do HDG. O deputado federal Padre João reafirmou a parceria com o HDG e disse ter ficado encantado com a infraestrutura oferecida aos usuários do SUS. “Quero reafirmar o meu compromisso em ajudar a cada ano o HDG com nossas emendas parlamentares. Aproveito para parabenizar o hospital que hoje se encontra em um nível padrão de excelência. Isso me deixa muito feliz e motiva a ajudar cada vez mais, até mesmo porque a gente sabe porque a gente sabe que o hospital atende a população de toda região do norte de Minas”, ponderou padre João. Já o deputado estadual Leleco Pimentel destacou o projeto “juntos para servir”, idealizado para unir as duas candidaturas em benefício da população e destacou o importante papel do SUS na assistência aos mais necessitados. “No projeto ‘Juntos para Servir’, eu e o padre João, tanto no orçamento quanto na ação, pensamos e agimos para valorizar cada vez mais o SUS, pois entendemos que a política nacional de valorização tem que chegar à ponta, na população. Nossa gratidão pelo acolhimento do HDG e parabenizamos, porque acolher as pessoas é a melhor forma de valorizar a vida”, finalizou Leleco Pimentel. Com informação das Ascom/HDG / Fotos: Wesley Gonçalves de Souza

Novo Nordisk produz 12% da insulina consumida no mundo

Fábrica da Novo Nordisk, em Montes Claros, recebeu R$ 150 milhões de investimentos nos últimos 5 anos. Multinacional celebra 100 anos de fundação. Por Luiz Ribeiro – Estado de Minas A empresa farmacêutica Novo Nordisk, de capital dinamarquês, investiu nos últimos cinco anos cerca de R$ 150 milhões em projetos de melhoria e inovações em sua fábrica instalada em Montes Claros, no Norte de Minas. A unidade mineira se consolida como a maior fábrica da multinacional fora da Dinamarca, sendo também a maior produtora de insulina da América Latina. As informações foram divulgadas pela multinacional, que está comemorando um século de fundação neste ano. Com fábricas em nove países, a Novo Nordisk produz 50% da insulina consumida no mundo. A unidade da empresa no Norte de Minas produz 12% da insulina consumida no planeta, exportando para 70 países. Também é responsável por 25% do medicamento produzido pela companhia, que comercializa seus produtos em 170 nações, assistindo cerca de 34 milhões de pessoas portadoras da diabetes. O grupo também está celebrando 20 anos de operação em Minas Gerais. A Novo Nordisk iniciou suas atividades em Montes Claros em 2003, quando adquiriu a antiga Biobrás, que contava com 280 empregados. A planta foi reestruturada e reinaugurada em 2007. Atualmente, a fábrica da farmacêutica na cidade-polo do Norte do estado gera cerca de 1,5 mil empregos diretos, ocupando uma área de 64 mil hectares. Conforme informações da multinacional, ao todo, desde 2003, a unidade produtora de insulina de Montes Claros já recebeu investimentos da ordem de US$ 280 milhões (R$ 1,392 bilhão). Com isso, “modernizou equipamentos e otimizou linhas de produção”, informa a multinacional. A unidade de Montes Claros é a única fábrica da gigante da produção de insulina no Brasil. A Novo Nordisk conta com um escritório administrativo em São Paulo e um centro de distribuição em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, no Paraná. A companhia dinamarquesa destaca que a sua fábrica de Montes Claros opera 24 horas por dia durante todo o ano, utilizando 100% de energia renovável. Anualmente, a planta economiza a quantidade de energia consumida por quase 2,4 mil casas e o volume de água utilizada por mais de 3,5 mil domicílios. A fábrica de insulina do Norte de Minas Possui um sistema de captação e água pluvial com capacidade de uso de 80 milhões de litros por ano. A utilização do sistema de captação de água de chuva economiza 40% do consumo do recurso que seria fornecida pela Copasa, quantidade de água suficiente para abastecer mais de 6 mil casas, com quatro pessoas, ao longo de um ano. Além do Brasil e da Dinamarca, a farmacêutica conta com unidades de produção em mais sete países (Argélia, China, França, Japão, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos). Em todo mundo, a Novo Nordisk emprega 57.100 países, com representação em 80 países. Investimento em pesquisa A Novo Nordisk informou que entre 2016 e 2021, destinou R$ 145 milhões para investimentos pesquisa clínica no Brasil. Anunciou ainda que nos próximos anos “aumentará significativamente os investimentos em pesquisa e desenvolvimento na região da América Latina e do Carib e (região Latam),o Brasil é responsável por mais de 25% das atividades de pesquisa.

Nikolas Ferreira votou contra projeto que limita juros do cartão de crédito

Além do fedelho, 17 parlamentares votaram contra o projeto de lei que remete ao Conselho Monetário Nacional (CMN) a fixação de limites para os juros do cartão de crédito e cria o programa Desenrola Brasil de refinanciamento de dívidas pessoais. Com voto contrário de 18 deputados bolsonaristas radicais, a Câmara aprovou na noite desta terça-feira (5) Sob relatoria do deputado Alencar Santana (PT-SP), o PL 2685/22 de autoria de Elmar Nascimento (União-BA) incorporou a Medida Provisória 1176/23, sobre o programa Desenrola, criado pelo governo Lula para incentivar o refinanciamento de dívidas. Redução dos juros De acordo com o texto aprovado, os emissores de cartão de crédito e de outros instrumentos de pagamento pós-pagos utilizados em arranjos abertos (cartão de bandeira) ou fechados (cartões de redes varejistas) deverão apresentar ao CMN proposta de autorregulação das taxas de juros e encargos financeiros cobrados no crédito rotativo e no parcelamento de saldo devedor das faturas de cartões de crédito. Os limites deverão ser anuais e apresentados com fundamento. Caso esses limites não sejam aprovados pelo conselho no prazo de 90 dias, contados da publicação da futura lei, o total cobrado de juros e encargos não poderá ser superior, em cada caso, ao valor original da dívida. “Para que não seja acusado o Parlamento de intervir na economia, nós estamos dando um prazo de 90 dias ao setor que emite cartão de crédito, aos bancos e às demais instituições financeiras para que apresentem uma proposta ao Conselho Monetário Nacional”, disse Alencar Santana. “A média anual de juros rotativos do cartão é de 440%. Isso é um absurdo, a pessoa acaba se enrolando, sem pagar seu compromisso, resultando em um lucro abusivo, sem qualquer parâmetro no mundo”, afirmou. Ele lembrou que o limite dos juros a 100% da dívida já ocorre na Inglaterra. “Estamos baixando os juros anuais de 440%, na média, para 100%, uma redução de 340%, uma redução significativa e muito importante”, disse o relator. Uma novidade em relação ao projeto original é a portabilidade da dívida do cartão de crédito e de outros débitos relacionados a ele, mesmo os já parcelados pelo próprio cartão ou de contas vinculadas ao cartão para seu pagamento (instrumento de pagamento pós-pago). Assim, o consumidor poderá buscar ofertas de juros menores para equacionar sua dívida junto a outra instituição financeira. A instituição credora original não poderá cobrar custos relacionados à troca de informações e à efetivação dessa portabilidade. Desenrola O texto aprovado pelos deputados incorpora o conteúdo da Medida Provisória 1176/23, que cria o Programa Desenrola Brasil a fim de incentivar a renegociação, com garantia do governo federal, de dívidas somadas até o valor de R$ 5 mil por pessoa inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) ou por quem tenha renda mensal igual ou inferior a dois salários mínimos (R$ 2.640,00). Poderão entrar nessa negociação dívidas com bancos, mas também com fornecedores (como água, luz e telefone) ou com o varejo e até mesmo de crédito pessoal consignado. A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil deverão, de forma gratuita em todas as suas agências, prestar instruções de forma presencial aos devedores que tiverem dificuldade em acessar a plataforma digital do programa. Dados da Serasa, no começo do ano, mostravam um total de cerca de 69 milhões de brasileiros inadimplentes, com dívidas em atraso no valor total de R$ 301,5 bilhões. Em média, a dívida de cada pessoa inadimplente era R$ 4.400. O devedor cujas dívidas ficarem aptas poderá aderir ao Desenrola Brasil por meio do Gov.br e poderá escolher: as dívidas que serão renegociadas, conforme o desconto obtido no leilão; o agente financeiro com o qual contratar novo empréstimo para refinanciar a dívida; e a forma de parcelamento, respeitando o valor mínimo de parcela e o tempo máximo de pagamento. Para fins de contratação da nova dívida, o texto considera que a renda mensal para prover o mínimo existencial da pessoa física, definida pelo Decreto 11.150/22 em R$ 600,00, não será impedimento para a contratação da operação de crédito. Assim, a pessoa poderá comprometer valores de sua renda a ponto de lhe sobrar menos que esse montante. Já a entidade operadora deverá ofertar ao devedor um curso de educação financeira. Veja a lista dos bolsonaristas que votaram contra o Projeto. Abilio Brunini (PL-MT) Adriana Ventura (Novo-SP) Bibo Nunes (PL-RS) Daniel Freitas (PL-SC) Delegado Ramagem (PL-RJ) Filipe Barros (PL-PR) Gilson Marques (Novo-SC) Gustavo Gayer (PL-GO) Julia Zanatta (PL-SC) Junio Amaral (PL-MG) Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) Marcel van Hattem (Novo-RS) Marcio Alvino (PL-SP) Mauricio Marcon (Podemos-RS) Nikolas Ferreira (PL-MG) Ricardo Salles (PL-SP) Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) Zucco (Republicanos-RS)

ANTES TARDE… Toffoli anula provas e diz que prisão de Lula foi erro histórico

Ministro do STF anula provas decorrentes de acordo de leniência da empreiteira Odebrecht na Operação Lava Jato A prisão do hoje presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi uma “armação” e “um dos maiores erros judiciários da história do país”. Quem afirma é o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que anulou nesta quarta-feira (6) todas as provas obtidas por meio do acordo de leniência da construtora Odebrecht e dos sistemas de propina da empresa no âmbito da Operação Lava Jato. A decisão de Toffoli foi publicada em resposta a pedido da defesa de Lula, que garantiu acesso aos arquivos da Operação Spoofing, que investigou o hackeamento de telefones celulares do ex-juiz Sergio Moro e do ex-procurador da República Deltan Dallagnol. No texto em que confirmou a anulação das provas, Toffoli disse que a prisão de Lula foi “fruto de um projeto de poder de determinados agentes públicos em seu objetivo de conquista do Estado por meios aparentemente legais, mas com métodos e ações contra legem [‘contra a lei’, na tradução para o português]”. Em manifestação contundente, o ministro do Supremo prosseguiu dizendo que a atuação dos agentes públicos que culminaram com a prisão do então ex-presidente, em abril de 2018, deu início ao processo que levou o país às recentes ameaças de ruptura democrática. Lula ficou 580 dias preso em Curitiba, e saiu após decisão do Supremo de anular a prisão após decisão judicial em segunda instância. “Digo sem medo de errar, [a prisão] foi o verdadeiro ovo da serpente dos ataques à democracia e às instituições que já se prenunciavam em ações e vozes desses agentes contra as instituições e ao próprio STF. Ovo esse chocado por autoridades que fizeram desvio de função, agindo em conluio para atingir instituições, autoridades, empresas e alvos específicos”, escreveu Toffoli. O ministro argumentou ainda que houve desrespeito ao devido processo legal e a decisões judiciais superiores, provas forjadas, ações com parcialidade e fora da esfera de competência dos agentes públicos, que, para ele, “não distinguiram, propositadamente, inocentes de criminosos”. Mais que isso, os envolvidos valeram-se “de uma verdadeira tortura psicológica, UM PAU DE ARARA DO SÉCULO XXI, para obter ‘provas’ contra inocentes”, escreveu o ministro em caixa alta. Em sua decisão, de 135 páginas, Toffoli publicou parte dos diálogos vazados que envolveram agentes como Moro e Dallagnol. O ministro reconheceu que a operação investigou “ilícitos verdadeiramente cometidos, apurados e sancionados”, mas que usou a alegação do combate à corrupção para “levar um líder político às grades, com parcialidade e em conluio, forjando-se ‘provas’”. “Para além, por meios heterodoxos e ilegais atingiram pessoas naturais e jurídicas, independentemente de sua culpabilidade ou não. E pior, destruíram tecnologias nacionais, empresas, empregos e patrimônios públicos e privados. Atingiram vidas, ceifadas por tumores adquiridos, acidentes vascular cerebral e ataques cardíacos”, destacou sobre os agentes envolvidos. Tortura institucional A decisão de Toffoli acontece dentro de um contexto em que o ministro do STF busca uma reaproximação com o presidente Lula, visto que a relação com o presidente se encontra fortemente abalada desde o episódio em que o juiz da Suprema Corte não permitiu a ida do líder petista ao velório de seu irmão, Vavá. Genival Inácio da Silva, o Vavá, faleceu aos 79 anos vítima de um câncer. À época, Lula estava preso, e sua defesa entrou com um pedido para que ele pudesse ir ao velório. O pedido foi negado pela juíza federal Carolina Lebbos, da 12ª Vara Criminal de Curitiba, e pelo desembargador Leandro Paulsen, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Dessa maneira, o caso chegou ao ministro Toffoli, que apresentou uma solução esdrúxula para o caso: Lula poderia se reunir com sua família em uma unidade familiar para onde o corpo de Vavá poderia ser levado antes do sepultamento. Lula agradeceu, mas não aceitou a proposta do magistrado. Durante o velório de Vavá, a deputada federal e presidenta do PT, Gleisi Hoffmann (PT-PR), transmitiu uma mensagem de Lula, que classificou a decisão de Toffoli como “maldade”. “Não deixaram que eu me despedisse do Vavá por pura maldade. Não posso fazer nada porque não me deixaram ir. O que eu posso fazer é ficar aqui e chorar”, declarou Lula à época. O caso foi classificado como “tortura institucional” por vários especialistas da área jurídica. #76FatosSobreLula21. Dona Lindu, mãe e mentora de Lula, faleceu de câncer enquanto ele estava preso Mesmo preso, em plena ditadura militar, Lula pôde comparecer ao velório e ao enterro. O mesmo direito não foi reconhecido a Lula quando faleceu seu irmão Vavá, em 2019. pic.twitter.com/w5Fz5O9o5E — Lula (@LulaOficial) October 31, 2021 “Perdão” Durante a cerimônia de diplomação de Lula, em dezembro de 2022, para o seu terceiro mandato presidencial, o ministro Dias Toffoli se aproximou do mandatário e pediu o seu perdão pelo fato de tê-lo impedido de velar o seu irmão. “O senhor tinha direito de ir ao velório. Me sinto mal com aquela decisão, e queria dormir nesta noite com o seu perdão”, declarou Toffoli ao presidente Lula. Segundo a jornalista Mônica Bergamo, o presidente Lula teria dito para o ministro ficar tranquilo e que conversaria com ele em outro momento sobre a questão, de maneira reservada. Contornar erros O ministro Dias Toffoli foi indicado pelo presidente Lula ao STF durante o seu segundo mandato, em 2009. Toffoli já tinha passagem, como advogado, pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e pela Advocacia-Geral da União (AGU). Dessa maneira, era visto como um quadro progressista a ocupar uma cadeira na Suprema Corte. No entanto, com a eclosão da crise política e institucional provocada pelas Manifestações de Junho de 2013, e com o alvorecer da Operação Lava Jato, Dias Toffoli passou a colecionar uma série de declarações duras contra o governo comandado pelo PT e contra Dilma Rousseff e Lula. Porém, em 2019, primeiro ano de governo Bolsonaro, Toffoli tomou a decisão de abrir o inquérito das Fake News, em curso até hoje sob o comando do ministro Alexandre de Moraes. Um ano após a abertura do inquérito, Toffoli,

Valter Pomar: O conselho absurdo de Lula acerca dos votos dos ministros do STF

Se eu pudesse dar um conselho, é o seguinte: a sociedade não tem que saber como é que vota um ministro da Suprema Corte. Sabe, eu acho que o cara tem que votar e ninguém precisa saber. Votou a maioria 5 a 4, 6 a 4, 3 a 2. Não precisa ninguém saber foi o Uchôa que votou, foi o Camilo que votou. Aí cada um que perde fica com raiva, cada um que ganha fica feliz Por Valter Pomar*, em seu blog Logo hoje [05/09], não consegui assistir o podcast do Lula. Perdi a chance de ouvir o que ele teria dito, segundo alguns meios, acerca do STF. A saber: “Se eu pudesse dar um conselho, é o seguinte: a sociedade não tem que saber como é que vota um ministro da Suprema Corte. Sabe, eu acho que o cara tem que votar e ninguém precisa saber. Votou a maioria 5 a 4, 6 a 4, 3 a 2. Não precisa ninguém saber foi o Uchôa que votou, foi o Camilo que votou. Aí cada um que perde fica com raiva, cada um que ganha fica feliz”. Este conselho – ou proposta, pois conselho de presidente, dado em público, é como se proposta fosse – é, na minha opinião, um absurdo. Não por contrariar a Constituição de 1988, afinal muita coisa que está ali deve mesmo ser alterada. A Constituição de 1988 diz o seguinte, no seu artigo 93, IX: “todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade, podendo a lei limitar a presença, em determinados atos, às próprias partes e a seus advogados, ou somente a estes, em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação”. O conselho é um absurdo, entre outras coisas, porque o sigilo, o segredo, a ocultação, contribuiriam para ampliar a judicialização da política e a partidarização do judiciário, em benefício daqueles que têm os meios de fazer embargos auriculares e conhecem desde criancinhas os caminhos do poder. O sistema judiciário precisa ser democratizado, precisa estar sob controle social, precisa estar sob escrutínio público. “Ninguém precisa saber” não ajuda em nada disso. Ademais, o cidadão (ou cidadã) que vira ministro já tem regalias demais. Não há porque adicionar mais uma. O “conselho” de Lula, na minha opinião, tem uma única (e grande) vantagem: aceito fosse, não passaríamos tanta raiva por conta das várias péssimas escolhas que foram feitas, desde 2003, pelo presidente Lula e pela presidenta Dilma, na indicação de ministros do Supremo. *Valter Pomar é professor e membro do Diretório Nacional do PT.

Juca Kfouri: Lula faz gol contra, demite Ana Moser, e o esporte fica órfão

O Brasil tem 523 anos e ainda não foi capaz de definir o que quer ser quando crescer em matéria de esportes. Por Juca Kfouri, colunista do UOL Até hoje não tem uma Política Esportiva com P maiúsculo e quando ameaçou começar a formulá-la de um golpe só a abortou. Ana Moser pensa o esporte como fator de saúde pública e educação. Embora tenha sido medalhista olímpica como excepcional atleta do vôlei, sabe que o esporte de alto rendimento é resultado de Política Esportiva, não seu objetivo principal num país com as carências brasileiras. O acesso à prática esporte, a democratização para que todos possam ter alguma atividade, das crianças aos mais velhos, sem discriminação de ninguém, deve ser a meta. Antigo estudo da Organização Mundial da Saúde já mostrava que para cada dólar investido no acesso ao esporte, são poupados três em saúde pública. Ana Moser não tem partido político nem padrinhos, apenas o apoio dos esportistas progressistas do país, atletas e não atletas, e será substituída por um tal Fufuca, deputado que vira piada pronta, embora sem graça alguma. De quebra, o PP ficará com o ervanário das apostas. A governabilidade paga preço cada vez mais alto quando barganha o bem pelo mal. O esporte brasileiro está de luto e Lula teve de engolir sua frase quando recebeu o apoio da comunidade esportiva em evento em São Paulo, antes da eleição de outubro passado. Na ocasião disse que ‘o esporte não pode ser moeda de troca’. Pois foi. Gol contra de Lula. ATUALIZAÇÃO ÀS 20h30, de 05/09/2023: A informação que o blog tem é a de que a decisão está tomada. Mas Lula não teria sido definitivo ao se reunir com Ana Moser, além de prometer chamá-la novamente na manhã desta quarta-feira. Quem sabe se a madrugada, e a pressão da opinião pública, principalmente, não o faz voltar atrás? Trocaria um gol contra por dois golaços!

PF cumpre 53 mandados de busca e apreensão contra “financiadores” do 8 de janeiro

No total, foram realizadas ações em sete estados, sendo 26 em MG e 12 em SP; PGR denunciou 1.390 pessoas A Polícia Federal (PF) cumpriu 53 mandados de busca e apreensão nesta terça-feira (5), no âmbito da Operação Lesa Pátria, que investiga os supostos financiadores e participantes dos atos golpistas de 8 de janeiro deste ano, em Brasília. No total, foram autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) 26 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, 12 em São Paulo, 6 no Paraná, 3 em Santa Catarina, 2 no Mato Grosso do Sul, 2 no Ceará e 2 em Tocantins. No total, a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou 1.390 pessoas pelos atos criminosos. Os inquéritos foram divididos a partir de diferentes graus de responsabilidade pelos atos bolsonaristas em Brasília: os financiadores, os executores e os autores intelectuais dos atos criminosos. Nos três inquéritos, são citados os seguintes crimes: dano qualificado contra o patrimônio da União, associação criminosa armada, golpe de Estado, deterioração de patrimônio tombado, furto qualificado pelo rompimento de obstáculo e terrorismo. Nas redes sociais, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, repercutiu a operação da PF. “O trabalho continua em defesa da nossa Pátria BR, em semana tão simbólica. Que nunca mais queiram rasgar a nossa Constituição e destruir o Estado Democrático de Direito”, escreveu em seu perfil no Twitter.