Brasil mostra evolução sob comando de Ancelotti e goleia Coreia do Sul

Seleção volta a entrar em ação na próxima terça contra o Japão A seleção brasileira goleou a Coreia do Sul por 5 a 0 em partida amistosa, e mostrou que começa a evoluir sob o comando do técnico italiano Carlo Ancelotti quando falta pouco menos de um ano para o início da próxima Copa do Mundo. A principal virtude do Brasil, na partida disputada nesta sexta-feira (10) no Estádio da Copa do Mundo de Seul, em Seul, foi o bom entendimento do quarteto ofensivo formado por Estêvão, Matheus Cunha, Vinicius Júnior e Rodrygo. No aspecto individual as boas notícias são o bom futebol apresentado por Rodrygo, que no Real Madrid (Espanha) vive um momento de incerteza desde a chegada do técnico espanhol Xabi Alonso, e o maior protagonismo de Estêvão, que coroou sua boa atuação com dois gols. Atitude da seleção Mesmo sob chuva fina e baixas temperaturas, o Brasil mostrou desde os primeiros minutos de bola rolando a atitude que o técnico Carlo Ancelotti falou, em entrevista coletiva, que seria necessária para compensar a falta de treinos para alcançar as vitórias. Assim, a seleção brasileira abriu o placar logo aos 12 minutos do primeiro tempo. Após boa trama coletiva, Bruno Guimarães deu passe de qualidade para Estêvão, que precisou de apenas um toque para superar o goleiro Jo Hyeon-Woo. Com o bom futebol apresentado o Brasil conseguiu ampliar antes do intervalo. Aos 40 minutos, Vinicius Júnior deu passe para o meio da área, onde Rodrygo fez corta-luz e Casemiro dominou e tocou para o camisa 10, que se livrou da marcação com um drible antes de bater colocado para marcar. Mesmo com a boa vantagem construída no primeiro tempo, a equipe canarinho manteve o controle das ações após o intervalo. E o Brasil precisou de apenas um minuto para chegar ao terceiro gol. E o lance nasceu do comprometimento de Estêvão, que roubou a bola na entrada da área e bateu cruzado para marcar pela segunda vez na partida. A seleção brasileira precisou de apenas mais dois minutos para ampliar sua vantagem graças a uma nova falha da defesa adversária. Casemiro aproveitou o vacilo e encontrou Vinicius Júnior, que serviu Rodrygo, que não perdoou. Mas ainda faltava o gol de Vini. E o jogador do Real Madrid deu números finais ao marcador aos 32 minutos, quando, em jogada de contra-ataque, Matheus Cunha lançou em profundidade para camisa sete do Brasil, que, com grande liberdade, partiu em velocidade para bater na saída do goleiro adversário. Após medir forças com os sul-coreanos, o Brasil encarará o Japão, na próxima terça-feira (14) a partir das 7h30 no Estádio Ajinomoto, em Tóquio.  

ESTADO LAICO – TJMG suspende uso da Bíblia como ‘material paradidático’ em escolas de BH

Na decisão, a relatora indicou que a lei fere o princípio da laicidade do Estado A partir de uma decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), foi suspensa a lei que previa o uso da Bíblia como material paradidático em escolas públicas e privadas de Belo Horizonte, em Minas Gerais. A medida tem efeito imediato e foi tomada, no âmbito de uma ação movida pelo Psol, no fim de setembro. A legislação recomendava, e em alguns casos determinava, o uso de passagens do evangelho em disciplinas do ensino básico, incluindo História e Literatura. De autoria da vereadora Flávia Borja (DC), a Lei 11.862/2025 foi aprovada pela Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) no dia 8 de abril deste ano e sancionada em maio pelo presidente da Casa, uma vez que o prefeito Álvaro Damião (União Brasil) não se manifestou dentro do prazo previsto. As principais críticas apontavam que a legislação feria o princípio da laicidade do Estado e favorecia discriminação religiosa, por priorizar somente o texto de tradição cristã. Na ação, o Psol destacou ainda o princípio de pluralismo e de neutralidade exigido nas escolas públicas, e que a determinação estaria além das competências do legislativo. “Não cabe ao legislativo — federal, estadual ou municipal — definir conteúdos pedagógicos de nossas crianças e adolescentes. A política educacional do país compreende instâncias específicas que tomam decisões embasadas na Lei de Diretrizes e Bases (LDB) e na Base Nacional Comum Curricular (BNCC)”, indicou, na época, em artigo publicado no Brasil de Fato MG, a vereadora Luiza Dulci (PT). “Se a Bíblia for utilizada em aulas de história e geografia, como sugere o projeto, ficarão sem aula as e os estudantes que optarem por não participar? O projeto não leva em conta que há outros textos sagrados que deveriam, em iguais condições, ser objeto dos estudos religiosos”, acrescentou a parlamentar. A decisão do TJMG Para a relatora do caso no TJMG, desembargadora Teresa Cristina da Cunha Peixoto, a decisão de materiais pedagógicos seria de competência privativa da União, ente responsável por legislar sobre educação. Além disso, referindo-se a determinações anteriores do Supremo Tribunal Federal (STF), ela entendeu que, ao impor o uso da Bíblia, a CMBH fere o princípio de um Estado laico e pode causar práticas discriminatórias. O tribunal também pontuou na sentença que, segundo as diretrizes nacionais da educação, materiais paradidáticos só poderiam ser definidos por meio do debate democrático com a comunidade escolar, respeitando os projetos pedagógicos e, portanto, não por intervenção do legislativo local. Por fim, o TJMG reiterou o caráter plural da educação pública e a obrigatoriedade em respeitar diferentes credos, sem privilegiar conteúdos religiosos e sem ferir a liberdade de escolha de alunos e professores.

Barroso anuncia aposentadoria do Supremo Tribunal Federal e Rodrigo Pacheco é cotado para assumir a vaga

Ministro poderia ficar na Corte até 2033, mas optou por antecipar saída após o fim de seu mandato na presidência, encerrado em setembro O ministro Luís Roberto Barroso anunciou nesta quinta-feira (9) que deixará o Supremo Tribunal Federal (STF) antes do prazo legal de aposentadoria compulsória, previsto para 2033. “É hora de seguir novos rumos. Não tenho apego ao poder e gostaria de viver a vida que me resta sem as responsabilidades do cargo. Os sacrifícios e os ônus da nossa profissão acabam se transferindo aos familiares e às pessoas queridas”, afirmou Barroso no final da sessão do STF de hoje. O ministro, que presidiu o Supremo até setembro deste ano, comunicou a decisão ao atual presidente da Corte, Edson Fachin, e a colegas do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele pretende fazer um retiro espiritual ainda em outubro, em um centro ligado à Brahma Kumaris, antes de definir a data detalhes da aposentadoria. O ministro foi indicado ao STF em 2013 pela presidente Dilma Rousseff (PT). Durante sua recente presidência na Corte, o STF julgou e condenou envolvidos na tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Com o anúncio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá indicar em breve o novo nome para o Supremo, ainda não definido. Pacheco Com a antecipação da aposentadoria de Luís Roberto Barroso do Supremo Tribunal Federal, a corrida pela sucessão já começou nos bastidores de Brasília O senador Rodrigo Pacheco, amigo de Lula, já foi citado pelo decano do STF, Gilmar Mendes, como “nosso candidato ao STF”. O parlamentar também tem o apoio do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil). No entanto, integrantes do entorno do presidente Lula avaliam que Pacheco não é o nome cotado para a sucessão. O primeiro motivo é político: Pacheco é tratado como o plano A de Lula para disputar o governo de Minas Gerais em 2026, o segundo maior colégio eleitoral do país — considerado estratégico para qualquer presidenciável, já que historicamente vencer em Minas tem sido determinante para o resultado nacional. O segundo motivo é técnico. Interlocutores do governo veem o senador como inclinado a favorecer interesses da iniciativa privada em litígios envolvendo a União, como demonstrou ao se posicionar contra o fim imediato da desoneração da folha de pagamentos. Outro nome cotado para o assumir o lugar de Barroso é o do advogado-geral da União, Jorge Messias.

“QUÍMICA” – Trump se pronuncia sobre conversa com Lula e confirma encontro

Presidente dos EUA fez postagem em tom elogioso e positivo em relação ao contato estabelecido com seu homólogo brasileiro, por vídeo conferência, na manhã desta segunda (6) O presidente dos EUA, Donald Trump, fez uma postagem há pouco em seu perfil na Social Truth, a rede social de sua propriedade, para comentar a conversa que teve com o presidente Lula (PT) na manhã desta segunda-feira (6), por vídeo conferência. O líder da Casa Branca foi bastante elogioso e positivo ao falar sobre o diálogo direto aberto com o mandatário brasileiro, que passou a ser ventilada após os dois se encontrarem rapidamente e por acaso na abertura da Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova York, há duas semanas, ocasião em que o norte-americano ressaltou ter sentido “uma química” com o estadista sul-americano. “Esta manhã, tive uma ótima conversa telefônica com o Presidente Lula, do Brasil. Discutimos muitos assuntos, mas o foco principal foi a economia e o comércio entre nossos dois países. Teremos novas discussões e nos encontraremos em um futuro não muito distante, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Gostei da conversa, nossos países se darão muito bem juntos!”, escreveu Trump. Pelas redes sociais, o presidente Lula também se pronunciou sobre a conversa de cerca de 30 minutos que teve com Donald Trump, na manhã desta segunda-feira (6), após a “boa química que tivemos no encontro em Nova York por ocasião da Assembleia Geral da ONU”. “Considero nosso contato direto como uma oportunidade para a restauração das relações amigáveis de 201 anos entre as duas maiores democracias do Ocidente”, escreveu o chefe de Estado brasileiro em seu perfil oficial no X (antigo Twitter). “No telefonema, recordei que o Brasil é um dos três países do G20 com quem os EUA mantêm superávit na balança de bens e serviços. Solicitei ao presidente Trump a retirada da sobretaxa de 40% imposta a produtos nacionais e das medidas restritivas aplicadas contra autoridades brasileiras”, emendou Lula sobre a guerra tarifária declarada por Trump contra o Brasil. De acordo com o presidente brasileiro, Trump designou o secretário de Estado, Marco Rubio, para dar sequência às negociações com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o chanceler Mauro Vieira e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Lula ainda afirmou que pode encontrar Trump pessoalmente durante a Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), que ocorrerá na Malásia a partir de 26 de outubro. “Nós concordamos em nos encontrar pessoalmente em breve. Sugeri a possibilidade de encontro na Cúpula da Asean, na Malásia; reiterei o convite a Trump para participar da COP30, em Belém; e também me dispus a viajar aos EUA”, disse o presidente, que estava acompanhando também do assessor especial Celso Amorim e do ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom), Sidônio Palmeira.

Everton Ribeiro, ex-Cruzeiro, revela diagnóstico de câncer de tireoide

Atual capitão do Bahia, meio-campista revelou que foi submetido a cirurgia nesta segunda-feira (6/10) Ex-jogador do Cruzeiro, Everton Ribeiro recebeu diagnóstico de câncer de tireoide aos 36 anos. Através de publicação compartilhada nas redes sociais, o meio-campista revelou ter sido submetido a uma cirurgia nesta segunda-feira (6/10), como parte do tratamento, e está se recuperando da operação com apoio da família e dos torcedores. Na legenda de uma foto com a família, aos pés do Cristo Redentor, Everton afirmou ter recebido o diagnóstico há cerca de um mês. “Hoje fiz a cirurgia e tudo correu bem, graças a Deus. Sigo em recuperação, com fé e com o apoio da minha família e de vocês”, escreveu na publicação compartilhada no perfil oficial dele, da esposa, Marilia Nery, e do Bahia. Horas antes de ser operado, na noite de domingo (5/10), o camisa 10 e capitão do Bahia foi titular em uma partida contra o Flamengo – time que defendeu entre 2017 e 2024, conquistando 11 taças e se sagrando ídolo – pelo Campeonato Brasileiro. O jogo foi encerrado com vitória do Esquadrão de Aço, com gol de Willian José. Além do Ninho do Urubu, Everton também foi ídolo na Toca da Raposa. Ao lado de nomes como Dagoberto, Ricardo Goulart, Dedé, Fábio, Nilton, Egídio e Borges, teve uma temporada brilhante, coroada com o título do Campeonato Brasileiro de 2013, após uma década de jejum. No ano seguinte, Everton Ribeiro e seus companheiros conquistaram também o Campeonato Mineiro e o bicampeonato da Série A. Leia nota publicada por Everton Ribeiro Oi, amigos. Preciso compartilhar uma notícia com vocês. Há cerca de um mês, fui diagnosticado com um câncer na tireoide.

Eduardo Bolsonaro faz chacota com Sergio Moro que virou réu no STF

Em meio à crise e às trocas de farpas na direita, Eduardo Bolsonaro publica vídeo com ataques de influenciador ao ex “super” ministro Sergio Moro. “Moro, você é um palhaço, você é um panaca, cala sua boca” Dos EUA, onde se refugiou, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) segue botando fogo no parquinho da direita brasileira. Desta vez, o alvo foi o senador e ex “super” ministro de Jair Bolsonaro, Sergio Moro (União-PR), que virou réu após o Supremo Tribunal Federal (STF) formar maioria e derrubar o recurso da defesa no caso em que o ex-juiz é acusado de calúnia contra o ministro Gilmar Mendes. O julgamento teve início nesta sexta-feira (3) de forma virtual. A relatora, ministra Cármen Lúcia, havia votado contra o recurso da defesa e foi acompanhada por Alexandre de Moraes e Flávio Dino. Ainda faltam votar Cristiano Zanin e Luiz Fux. Em caso de condenação, Moro poderá perder o mandato parlamentar. Nas redes, Eduardo fez chacota com o caso, lembrando que Moro apoiou a ação da Polícia Federal (PF), autorizada pelo STF, que cumpriu 29 mandados de busca e apreensão no inquérito das fake News em operação contra bolsonaristas em maio de 2020. “-27/MAI/2020: PF cumpre 29 mandados de Moraes contra conservadores, derivados do Inquérito do Fim do Mundo (Fake News). -02/JUN/2020: MJ Moro posta apoio ao STF. -HOJE: O já SENADOR Moro vira réu por fazer piada com Gilmar Mendes”, escreve Eduardo. O deputado ainda compartilhou um vídeo do influenciador bolsonarista Kim Paim, que desfere xingamentos contra Moro. “Moro, você é um palhaço, você é um panaca, cala sua boca, não se defenda porque a Suprema Corte sabe o que faz”, diz o influenciador bolsonarista. -27/MAI/2020: PF cumpre 29 mandados de Moraes contra conservadores, derivados do Inquérito do Fim do Mundo (Fake News) -02/JUN/2020: MJ Moro posta apoio ao STF -HOJE: O já SENADOR Moro vira réu por fazer piada com Gilmar Mendeshttps://t.co/XjzfB5iRbD pic.twitter.com/aXOrsYwDgN — Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) October 6, 2025

Zanin vota por manter Moro réu por insinuação que Gilmar Mendes vende sentença

Primeira Turma do STF formou maioria para rejeitar recurso do senador O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin votou com a maioria para manter o senador e ex-juiz suspeito Sergio Moro (União-PR) réu por suposta calúnia contra o ministro Gilmar Mendes, segundo a IstoÉ. Também acompanharam o voto os ministros Cármen Lúcia, relatora do processo, Alexandre de Moraes e Flávio Dino. Até o momento, apenas o voto de Luiz Fux permanece pendente. Plenário virtual O caso é analisado pela Primeira Turma da Corte em plenário virtual, modalidade em que os ministros registram os votos por meio de plataforma online, sem debate presencial em tempo real. Moro tentava reverter decisão de junho de 2024, quando a própria Turma recebeu a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra ele, que pede sua condenação por calúnia. A defesa do senador apresentou um “embargo de declaração”, recurso destinado a esclarecer pontos específicos da decisão, mas que não pode modificar o mérito do julgamento. Os ministros rejeitaram o pedido por fundamentos processuais. Para a relatora, ministra Cármen Lúcia, “a pretensão do embargante é rediscutir matéria”. Ela explicou ainda que “não há omissão na decisão embargada. A via recursal escolhida não se presta para renovação de julgamento que se efetivou regularmente”. A ministra acrescentou: “O exame da petição recursal é suficiente para constatar não se pretender provocar o esclarecimento de ponto obscuro, omisso ou contraditório ou corrigir erro material, mas somente modificar o conteúdo do julgado, para fazer prevalecer a tese do embargante”. Origem do processo O processo teve origem em um vídeo que circulou nas redes sociais em abril de 2023, no qual Moro afirmou: “Não, isso é fiança, instituto… pra comprar um habeas corpus do Gilmar Mendes”. O senador se desculpou pela declaração. A defesa alegou que se tratou de uma “brincadeira infeliz” e que Moro não foi responsável pela edição ou divulgação do vídeo. Apesar de a gravação ter sido feita antes de Moro assumir o Senado, os ministros entenderam que, como o vídeo se tornou público durante seu mandato, o STF tem competência para julgar o caso. O recebimento da denúncia pelo tribunal abriu oficialmente o processo criminal, que ainda não tem data marcada para julgamento do mérito.

Renan Filho aponta caos e profunda divisão na extrema-direita

Ministro dos Transportes afirma que os projetos pessoais dos aliados de Bolsonaro se chocam e que o campo conservador sofre de “Bolsonaro-dependência” O ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou neste domingo (5) que a direita brasileira vive um momento de caos e desunião, marcado por disputas internas e ausência de um projeto nacional. A declaração foi feita em uma publicação nas redes sociais, analisando o embate entre o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o senador Ciro Nogueira. De acordo com o ministro, a “ofensiva resposta de Caiado a Ciro Nogueira mostra a divisão da direita bolsonarista”. Segundo Renan Filho, os projetos pessoais dos que se imaginam sucessores do presidente Lula — como Tarcísio de Freitas, Romeu Zema, Ratinho Júnior e o próprio Caiado — “se chocam e revelam o óbvio: nenhum deles tem projeto nacional”. “Parece um grupo abatido por uma mesma síndrome: a Bolsonaro-dependência”, escreveu o ministro, numa crítica direta à incapacidade do campo conservador de se renovar fora da sombra do ex-presidente. O crescimento de Lula e o colapso da direita Renan Filho destacou que a ascensão do presidente Lula, impulsionada por medidas como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, a defesa da justiça tributária e a reafirmação da soberania nacional, intensificou o desespero entre os adversários. “O crescimento de Lula — após a defesa da Justiça Tributária, a reafirmação da soberania nacional, os elogios de Trump, o apoio ao acordo de paz em Gaza e a isenção do Imposto de Renda — aumentou a ansiedade e a agonia desse campo”, afirmou o ministro. Renan também lembrou o ataque recente de Caiado a Ciro Nogueira, que chegou a chamá-lo de “quase ex-senador”. “O tom revela tudo: raiva, virulência e uma divisão profunda na direita bolsonarista”, observou. A armadilha da “Bolsonaro-dependência” O ministro argumentou que a direita vive uma encruzilhada: “Se Caiado, Zema, Tarcísio ou Ratinho tentarem se apresentar como alternativas ao candidato de Bolsonaro, terão extrema dificuldade em se posicionar numa eleição nacional. Fora da órbita bolsonarista, perdem a base radical; dentro dela, não têm espaço para crescer”. Renan Filho classificou a situação como uma “armadilha perfeita”, em que a direita estaria “aprisionada pelo seu próprio líder, incapaz de se reinventar e de falar ao Brasil real”. A lição de 1989 O ministro ainda fez um paralelo histórico, relembrando o desempenho de Ronaldo Caiado na eleição presidencial de 1989, quando enfrentou nomes como Lula, Fernando Collor, Ulysses Guimarães e Mário Covas, e terminou sem expressão nacional. “Caiado pode, inclusive, repetir — ou até piorar — o desempenho que teve na eleição presidencial de 1989”, afirmou Renan, destacando que “vale rever uma das grandes invertidas que Lula deu em Caiado naquela primeira eleição direta pós-ditadura — um momento que continua atual”. Renan Filho encerrou sua análise com uma reflexão sobre o aprendizado político: “O tempo passa, mas a política ensina: quem não evolui, velho ou novo, repete os mesmos erros”.

QUE PAÍS É ESSE?’ Filho de Renato Russo vai notificar Zema por uso indevido de música

Evento de lançamento da pré-campanha de Zema à Presidência foi embalado pelo hit ‘Que País É Esse?’, mas governador não pediu autorização para uso da canção O filho de Renato Russo, Giuliano Manfredini, vai notificar extrajudicialmente o governador Romeu Zema (Novo) por usar, sem autorização, a música “Que País É Esse?” durante o lançamento da sua pré-campanha à Presidência no último sábado (16/8), em São Paulo. Manfredini é o responsável pela marca Legião Urbana. A entrada do mineiro na cerimônia, passando em meio a militantes que agitavam bandeiras em cores verde e amarelo com o nome do governador ou do partido, foi embalada pelo tradicional riff e pela voz de Renato Russo cantando “Nas favelas, no Senado / Sujeira pra todo lado / Ninguém respeita a Constituição / Mas todos acreditam no futuro da nação”. Vídeos com a música também foram postados por Zema em suas redes sociais, mas, segundo a banda, o governador de Minas não pediu autorização para o uso da canção. À legenda, foi pedido que se abstenha de usar a música em postagens futuras, independente da plataforma. A música “Que País É Esse” foi lançada em 1987 no terceiro álbum de estúdio da banda brasiliense e chegou a vender mais de um milhão de cópias. Zema lançou sua pré-candidatura à Presidência? O Partido Novo lançou no último sábado (16/8) o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, como pré-candidato à Presidência da República, em evento na Câmara Americana de Comércio (Amcham), em São Paulo. A cerimônia foi marcada pelo “reposicionamento estratégico”, segundo o secretário de Comunicação de Minas, Bernardo Santos, ao decidir abrir mão do laranja, cor da legenda, e adotar o verde e amarelo associado, nos últimos anos, ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Zema aproveitou o discurso para criticar o Partido dos Trabalhadores, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Ele afirmou que busca ser eleito para “varrer o PT do mapa” e para “acabar com os abusos e perseguições de Alexandre de Moraes”. A tentativa de se apresentar como uma opção no campo da direita, assim como os outros governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos); de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil); do Paraná, Ratinho Júnior (PSD); e Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), foi vista como “oportunista” por membros da família Bolsonaro, que exigem que a pauta seja a autorização para que Jair Bolsonaro concorra. O ex-presidente foi condenado a inelegibilidade por oito anos por usar prédios públicos e emissora de televisão estatal para fazer campanha eleitoral durante o pleito de 20222.

Zema fica para trás na corrida digital da direita, aponta pesquisa

Ranking que mensura desempenho nas redes sociais mostra o governador atrás de concorrentes ao Planalto, como os colegas Ronaldo Caiado (GO) e Ratinho Jr (PR) Apesar de recuperar posições no ranking digital de presidenciáveis em setembro, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), viu concorrentes da direita avançarem de forma mais expressiva nas redes sociais. Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás, e Ratinho Jr. (PSD), do Paraná, ampliaram sua presença digital, enquanto o desempenho de Zema permaneceu mais modesto, reforçando um dos principais desafios do governador: expandir sua projeção nacional. A pesquisa Datrix mostra que, embora Zema tenha revertido a queda registrada em agosto, sua performance na corrida digital entre nomes cotados para o Palácio do Planalto em 2026 ainda aponta limitações, especialmente na capacidade de engajar uma base nacional fora de Minas Gerais. Em setembro, pelo segundo mês consecutivo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) liderou o Índice Datrix de Presidenciáveis (IDP), ferramenta que mensura o desempenho digital de políticos com potencial candidatura presidencial. Atrás dele aparecem Ronaldo Caiado e Ratinho Júnior, superando inclusive o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que teve queda significativa após meses em destaque. Segundo João Paulo Castro, CEO da Datrix, setembro foi um mês atípico, marcado pelo bom desempenho de quase todos os presidenciáveis. “Tarcísio teve um bom rendimento, mas comparado ao que normalmente apresenta, ficou abaixo do esperado”, afirma. O índice de avaliação do desempenho dos presidenciáveis combina três critérios: o “colchão reputacional”, que mede a capacidade de mobilização nas próprias redes; o “mar aberto”, que avalia a repercussão externa em menções feitas por jornais, influenciadores e outros políticos; e a análise de buscas em plataformas como Google e TikTok. Os dados geram uma nota que varia de -100 a +100, refletindo a força digital de cada político. Entre os oito nomes avaliados, Zema só superou o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Sua melhora, de índice negativo (-1,90) para 11,18 pontos, foi impulsionada, segundo o instituto, por elogios à imagem de “bom gestor” e pela associação ao “liberalismo autêntico” no Brasil. Críticas ao presidente Lula também contribuíram para aumentar seu desempenho digital no último mês. O levantamento também identificou críticas frequentes ao governador Zema, como o aumento de quase 300% em seu próprio salário e críticas relacionadas à Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), à qual ele enviou uma proposta de privatização à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Baixo alcance O IDP indica que, embora Zema se beneficie da articulação geral da direita, sua capacidade de mobilização própria é limitada, com nota 8,9 no quesito, evidenciando baixa penetração nacional. Para Zema, a maior fragilidade permanece no “colchão reputacional”, sua dificuldade em engajar uma base nacional. Castro reforça que a comunicação precisa atingir eleitores em todas as regiões do país, não apenas em número de seguidores, mas em engajamento real. “Mesmo com boa avaliação local, suas redes ainda são muito regionalizadas. Se ele não aumentar o alcance e engajamento fora de Minas Gerais, essa será a sua maior fragilidade na corrida de 2026”, diz o especialista. Mesmo assim, Castro aponta espaço para crescimento de Zema nos próximos meses. “Esse é o comportamento esperado de alguém que almeja o Planalto”, observa. Ratinho Jr. e Ronaldo Caiado, por outro lado, mantêm vantagem histórica sobre Zema, conforme aponta o especialista. A pesquisa mostra que setembro foi marcado por avanços expressivos para ambos: +84% para Caiado e +56% para Ratinho. De acordo com Castro, o governador do Paraná, Ratinho Jr., se posiciona nacionalmente há mais tempo, contando com apoio de figuras como Gilberto Kassab, presidente do PSD, apoio do Centrão e o aumento de 22% no desempenho de suas próprias redes. Caiado, com desempenho mais parecido ao de Zema em redes, se destacou em setembro ao defender a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro e ao criticar o governo Lula como “puro marketing”, ações que repercutiram positivamente entre a base bolsonarista, conforme o levantamento. Já o governador paulista recuou 16%, afetado pela indefinição sobre sua candidatura à Presidência, o que abriu espaço para os outros concorrentes da direita. Castro observa que esse ainda é um desafio compartilhado com Caiado e Ratinho, pois o trio ainda não consegue criar uma reputação nacional comparável ao de Lula, Jair Bolsonaro ou Tarcísio. A tentativa de Zema de se inserir nas pautas nacionais, com críticas mais incisivas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao governo federal, é vista como estratégica, mas arriscada. “Movimentos desse tipo podem gerar repercussão positiva, como ocorreu em setembro, mas também exposição a ataques, como aconteceu com Tarcísio”, alerta Castro. Termômetro das redes Ranking – Índice Datrix de Presidenciáveis (Setembro de 2025) Luiz Inácio Lula da Silva (PT) 26,60 pontos Ronaldo Caiado (União) 24,69 pontos Ratinho Jr. (PSD) 24,19 pontos Michelle Bolsonaro (PL) 23,29 pontos Eduardo Bolsonaro (PL) 15,04 pontos Ciro Gomes (PDT) 14,18 pontos Tarcísio de Freitas (Republicanos) 13,13 pontos Romeu Zema (Novo) 11,18 pontos Eduardo Leite (PSDB) -1,56 pontos