Emendas de Flávio reduziriam fiscalização ambiental em mineradora ligada ao Master

Emendas do senador atingiam responsabilidade de bancos e flexibilizavam controle ambiental em áreas de mineração O senador Flávio Bolsonaro apresentou emendas durante a tramitação da MP 1.308/2025, que tratava da Licença Ambiental Especial, com mudanças que afetavam dois pontos centrais da legislação. Além de reduzir a responsabilidade de bancos financiadores (como o ICL Notícias revelou), Flávio também propôs a diminuição do controle federal sobre licenças em áreas de vegetação nativa.As propostas foram apresentadas em agosto de 2025 e alcançavam setores como mineração, crédito e ativos ambientais — áreas com exposição relevante no entorno de negócios ligados ao Banco Master e a Daniel Vorcaro.Não há prova pública de que as emendas tenham sido solicitadas por Vorcaro, pelo banco ou por empresas associadas. O cero é que os dispositivos atingiam temas diretamente relacionados a operações financeiras e empreendimentos com risco ambiental. Controle ambiental na Mata AtlânticaUma das emendas, a 162, propunha alterar regras da Lei da Mata Atlântica que exigem, em determinados casos, autorização estadual e anuência federal para supressão de vegetação.Esse mecanismo foi usado pelo Ministério Público Federal em uma ação envolvendo a mineradora Tamisa, na Serra do Curral (MG), para sustentar a necessidade de aval do Ibama além da licença estadual.Em junho de 2026, a Justiça Federal acolheu o entendimento do MPF e proibiu intervenções sem autorização federal, reforçando o papel do controle em duas esferas.A emenda de Flávio buscava enfraquecer esse tipo de exigência ao reduzir a necessidade de anuência federal em situações específicas.Na época da apresentação da proposta, a Tamisa tinha como sócio o fundo Victoria Falls, apontado pela Agência Pública como ligado ao Banco Master. A estrutura societária mudou apenas em setembro de 2025. O fundo controlado pelo Master chegou a deter mais de 90% da TamisaOutra emenda, a 163, seguia a mesma linha ao dar prevalência à licença emitida por um único órgão ambiental, limitando a atuação de outras instâncias administrativas.Em outra matéria, o ICL Notícias revelou que o Banco Master e empresas ligadas ao seu entorno estiveram expostos a operações e estruturas financeiras associadas a projetos com potencial impacto ambiental, o que ajuda a contextualizar o interesse do setor em regras que limitam a responsabilização de instituições financeiras — como a Emenda 157, apresentada por Flávio Bolsonaro, que buscava restabelecer proteção a bancos ao reduzir sua responsabilidade por danos ambientais de empreendimentos financiados.O caso também foi alvo de uma notícia-crime apresentada pelos deputados Rogério Correia e Lindbergh Farias, que pedem investigação sobre possíveis irregularidades e eventuais conexões entre a atuação parlamentar e interesses privados ligados ao setor financeiro. Contexto político e legislativoFlávio Bolsonaro afirma ter conhecido Daniel Vorcaro em dezembro de 2024. Em abril de 2025, segundo o Metrópoles, o escritório ligado ao senador emitiu notas fiscais para empresas associadas ao entorno do banqueiro, posteriormente canceladas ou substituídas.Em maio, o senador votou a favor da Lei Geral do Licenciamento Ambiental. Em agosto, apresentou as emendas que buscavam alterar pontos centrais do texto, incluindo regras sobre controle federal e responsabilidade de financiadores. Depois, também votou pela derrubada de vetos presidenciais.A Polícia Federal já apontou, em outro caso envolvendo o setor financeiro, que Daniel Vorcaro teria buscado influenciar articulações legislativas relacionadas ao sistema bancário, incluindo interlocuções políticas que passaram por parlamentares como o senador Ciro Nogueira em discussões sobre mudanças no Fundo Garantidor de Créditos (FGC), segundo registros citados em investigações.A reportagem procurou a assessoria de Flávio Bolsonaro. Até a publicação, não houve resposta. O espaço segue aberto

“Ordem e Progresso” – Por João Geraldo Ferreira Santos (*) 

Zé Ninguém, servidor do estado de Minas Gerais e de reputação ilibada, geria uma área de conservação ambiental, atividade na qual exercia sua função e tinha a responsabilidade como gestor, de zelar e fazer uso adequado de vários equipamentos públicos, dentre eles veículos automotores como carros e motocicletas. Ao todo cinco veículos. Além destes, motores  estacionários, roçadeiras, motosserras, dentre outros. O que estou dizendo é que toda essa  estrutura demandava gastos com manutenção, combustíveis, além de diárias de viagens  utilizadas em viagens e monitoramentos da área que não era pequena. Recebia seu salário e recursos como diária, verbas para manutenção dos equipamentos,  verbas para intervenções na unidade de sua responsabilidade como confecção de aceiros,  edificação de estruturas, além de outros, movimentados no banco ITAÚ, à época. Pois bem!  Em dezembro de 2007, sob o governo do PSDB, a folha de pagamento do estado fora retirada do banco ITAÚ para o banco do Brasil. Embora seus proventos foram para o banco do  Brasil, Zé Ninguém preferiu continuar utilizando o primeiro banco, recebendo todos os recursos  para o manejo da unidade de conservação, não me lembro quanto, mas não era pouco dinheiro.  Infelizmente, em novembro de 2010 fora acometido por um câncer ficando afastado por todo o  ano de 2011 realizando tratamento como radioterapia e quimioterapia. Quando finalmente se  livrou do problema de saúde, procurou resolver outros imbróglios, os quais naquele intervalo fatídico, não encontrava disposição nem cabeça para solucioná-los. Um deles, era a famigerada  conta do ITAÚ, uma vez que havia mais de um ano sem movimentação, já que por estar de  licença não caíram recursos para a unidade em sua conta ITAU.  Neste sentido, procurou o referido banco para negociar um débito adquirido pela  manutenção da conta corrente no valor de R$ 400,00 aproximadamente, ou seja, quase o valor  de um salário mínimo que na época era de R$ 545,00. Assim, propôs adquirir um empréstimo  com juros menores, para quitar o débito e pagar o valor de forma mais branda. Foi negado, é  lógico! Não obstante, em janeiro de 2022, a folha de pagamento do estado retorna ao banco  ITAU, fato em que Zé Ninguém, em cumprimento parcial ao seu juramento, foi obrigado entrar  naquele estabelecimento para requerer sua portabilidade para o mesmo banco do Brasil. Foram  três suas “visitas” para esta finalidade – todas elas sem sucesso. A última ida, porém,  permaneceu 5 horas em uma fila (de 09:00 às 14:00) e, segundo o atendente, com um ou dois  minutinhos o seu pagamento estaria na sua conta no banco do Brasil. Foi-se embora  monitorando seu saldo pelo aplicativo, sendo que não se confirmou a transferência até minutos  antes da agência fechar, horário em que Zé Ninguém se encontrava na porta da mesma a fim de  resolver o problema. Contudo, a portaria da agência afirmou que ele deveria pegar a fila  novamente, fato que o deixou indignado perdendo sua razão ao empurrar a porta nervoso com  a situação. O intuito era abrir a porta sem se importar se quebraria ou não, se seria repreendido  pelos seguranças ou não. Antes mesmo de assentar para conversar com o gerente, a porta  começou a debulhar em minúsculos fragmentos e a polícia já estava no ambiente, o que o fez  indignamente falar aos militares que pudessem atirar, afirmando que só sairia dali com seu  dinheiro. O problema é que já havia 6 dias que seu dinheiro se encontrava retido no banco,  cerca de R$ 12.000,00. Já imaginaram 1.200.000 servidores com seus salários retidos e o banco  especulando este dinheiro em aplicações ou em bolsas de valores neste intervalo de tempo? Pois  é!  Zé Ninguém foi preso, jogado dentro do camburão feito um bandido ou um saco de  batatas, conduzido para a delegacia. Nunca tinha sofrido tanta humilhação e constrangimento daquela envergadura, sobretudo por ser um homem honrado e ter acontecido em meio a dezenas  ou centenas de colegas de trabalho que estavam no momento dentro e fora do banco nas longas  filas que ainda persistiam naquele horário. Resolveu o problema, mas o incidente fez uma  PISADURA brava no seu âmago que nunca mais cicatrizou.  Essa ferida persistiu e ainda persiste até hoje no coração e na mente de Zé Ninguém. Não sei se  por este e ou por outros motivos, em meados de 2024 o seu câncer voltou feito um furúnculo  que vem a furo ou um vulcão em erupção. Entrou na justiça por danos morais, mas perdeu ou  nem fora julgado seu processo, É Óbvio!  Você que chegou até aqui deve estar se perguntando o que o título deste texto tem a ver  com seu conteúdo: Ordem e progresso, ordem para o povo, para o Zé ninguém, para o  trabalhador, progresso para a Faria Lima, neste caso representado pelo banco ITAU. E o mais  grave, aparelhado pelos tentáculos do estado, pois o banco nada sofreu, Zé Ninguém perdeu a  fé em tudo, inclusive não reconhecendo mais o estado, nem a justiça e outras mazelas do  sistema.  (*) Professor pelo estado de Minas Gerais por cerca de 14 anos; Biólogo de formação pela  Universidade Estadual de Montes Claros e ainda servidor público como Analista Ambiental na  mesma esfera da federação por 20 anos; Pós graduado em Administração e Manejo de Unidade  de Conservação; Pós Graduado em Perícia e Auditoria Ambiental e Mestre em biotecnologia  com ênfase em recuperação em áreas degradadas em Mata ciliares, escritor e membro efetivo  do Instituto Histórico e Geográfico de uma comuna de Minas Gerais, mas conduzido e preso  pela polícia militar deste estado, jogado dentro de um camburão de uma viatura como um  vagabundo, não a pedido, mas a mando da Faria Lima.

PP confirma neutralidade na eleição e Tereza Cristina não será vice de Flávio Bolsonaro

Partido descarta aliança com o PL após consulta interna; decisão sela fim da possibilidade de senadora na chapa O PP anunciou nesta sexta-feira (31) que ficará neutro na eleição presidencial, o que elimina a chance de a senadora Tereza Cristina (MS) ser vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL).“O Progressistas, após consulta aos diretórios estaduais, decidiu, por maioria, permanecer neutro no processo eleitoral. Diante disso, reiteramos a posição de não convocação a Convenção Nacional. A decisão já foi comunicada e acatada pela nossa líder no Senado Federal, senadora Tereza Cristina”, diz a nota.O tesoureiro do PP, deputado federal Ricardo Barros (PR), afirmou que o partido decidiu manter a neutralidade na eleição presidencial deste ano, frustrando o acordo que havia sido firmado entre os senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Tereza Cristina (PP-MS) para que ela fosse vice dele.“O PP fez consulta aos seus diretórios estaduais e, por maioria, decidiu permanecer na neutralidade no processo eleitoral, reiterando a posição de não convocar Convenção Nacional. A decisão já foi comunicada e acatada pela senadora Tereza Cristina, nossa líder no Senado Federal”, disse a nota do deputado, depois confirmada pela executiva nacional do PP.A decisão foi divulgada à imprensa cerca de 15 minutos após Flávio atender jornalistas na sede de seu comitê de campanha, no Ibirapuera, zona sul de São Paulo, e confirmar ter convidado a senadora para ser sua vice e disse que ela havia aceito.“O convite foi feito, ela aceitou e agora estamos nas conversas para saber se o partido vai avançar ou não. Enquanto isso, a gente também está em conversa, continuamos em conversa com outros partidos”, disse Flávio.O senador estava em seu comitê para uma reunião com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), e vereadores da cidade.Quando falou à imprensa, ele estava ao lado da economista Daniela Marques (Republicanos), colaboradora da área econômica de sua campanha, que também tenta o posto de vice sem apoio de sua legenda.Flávio tem entre esta sexta-feira (31) e o próximo dia 5 para definir a vice, segundo a legislação eleitoral.Tereza teve recentemente um encontro com Flávio e aceitou integrar a chapa dele.A senadora estava totalmente contrária à ideia, mas foi pressionada nos últimos dias pela família Bolsonaro, pelo governador de São Paulo, e por lideranças do agronegócio.

Autoridades estimam 60 mil marroquinos em “invasão” a Ceuta

Governo local registra ao menos 34 mortos após travessias do Marrocos ao país europeu Cerca de 60 mil migrantes cruzaram nos últimos dias a fronteira entre o Marrocos e Ceuta, território espanhol no norte da África, levando Espanha e Marrocos a reforçarem a segurança nesta sexta-feira (31). O governo local informou que ao menos 34 corpos foram encontrados após as travessias por terra e mar.Juan Jesús Vivas, líder de Ceuta, disse que o total equivale a mais de 70% dos cerca de 85 mil habitantes do território. O ministro do Interior espanhol estimou que 25 mil migrantes retornaram voluntariamente ao Marrocos na manhã de sexta.O Departamento de Segurança Nacional da Espanha havia divulgado que mais de 49 mil pessoas cruzaram ilegalmente a fronteira em 24 horas, com base em dados do Ministério do Interior. O órgão retirou a informação de seu site mais tarde, sem explicar a mudança.Autoridades marroquinas usaram caminhões com canhões de água nos portões de Ceuta para dispersar a multidão. Próximo à fronteira, havia os restos carbonizados de um ônibus e de sete carros após confrontos.

Matheus Pereira marca, Cruzeiro vence o Coritiba e encurta distância para o G5

Camisa 10 foi às redes no segundo tempo e garantiu a vitória do time da Toca da Raposa sobre o Curitiba, pelo Campeonato Brasileiro A distância entre o Cruzeiro e o G5 do Campeonato Brasileiro está menor. Na noite desta quinta-feira (30), o time celeste bateu o Coritiba por 1 a 0 no estádio Couto Pereira, em Curitiba (PR). Matheus Pereira marcou o gol da vitória estrelada, que fez a equipe azul pular para o sétimo lugar, com 30 pontos.O time celeste agora está a apenas dois pontos do G5. O quinto colocado, no momento, é o Bahia, que tem 32 pontos. Vale lembrar que oponentes abaixo do Cruzeiro ainda não jogaram na rodada.Com a bola rolando, o Cruzeiro começou com mais volume de jogo. Gerson flutuava entre a defesa e o ataque, coordenando a saída de bola e também auxiliando na armação dos ataques. A Raposa buscou usar os lados do campo para tentar chegar ao gol, principalmente o lado esquerdo.Com uma nova peça por aquele setor, Felipe Morais, foi por ali que o Cruzeiro mais tentou suas jogadas ofensivas na etapa inicial. Ora ele, ora Rojas caíam por ali, com o lateral sempre buscando cruzamentos para a grande área. Felipe, por sua vez, investia nas jogadas individuais. Embora tivesse volume de jogo, o Cruzeiro pecou na definição das jogadas.Na metade da etapa inicial, o Coritiba conseguiu causar problemas na saída de bola celeste e criou situações perigosas, também pelas laterais. Assim como o time estrelado, também falhou na hora de definir. A Raposa retomou o controle do jogo com Gerson voltando a buscar a bola na defesa e até criou situações, novamente errando no passe ou na finalização.A etapa final começou ainda mais aberta, e com os times investindo nas mesmas estratégias. Cruzeiro pelos lados do campo, espetando seus laterais no ataque, Coritiba tentando forçar erros na saída de bola celeste e também tentando os contra-ataques. Quem largou na frente foi a Raposa, aos 20 minutos, exatamente pela ponta-esquerda, tão utilizada pela Raposa no jogo. Kenji fez boa jogada e deixou para Gerson. O camisa 8 cruzou na medida para finalização precisa de Matheus Pereira: Cruzeiro na frente.Após o gol da Raposa, o Coritiba adotou o modo pressão. O time azul passou a ter dificuldades para manter a bola no campo de ataque, também devido a erros de passe dos próprios atletas estrelados. Mas o time celeste resistiu e garantiu um importante e precioso triunfo. CORITIBA 0 x 1 CRUZEIRO🏆Motivo: 21ª rodada do Campeonato Brasileiro 2026📍 Local: estádio Couto Pereira, em Curitiba (PR)📅 Data: 30 de julho de 2026⏰ Horário: 21h30 (de Brasília)⚖️ Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhaes (RJ)⚖️ Assistentes: Brigida Cirilo Ferreira (AL) e Leone Carvalho Rocha (GO)⚖️ VAR: Ilbert Estevam da Silva (SP) 🟢⚪CORITIBA: Pedro Morisco; Tinga, Tiago Cóser, Jacy e Bruno Melo (Felipe Jonatan); Thiago Santos (Vitor Tissi), Sebas Gómez (Brian) e Josué; Lucas Ronier, Breno Lopes (Keno) e Pedro Rocha (Rodrigo Rodrigues). Técnico: Fernando Seabra🔵⚪CRUZEIRO: Otávio; William, Fabrício Bruno, Jonathan Jesus e Gabriel Rojas (Villalba); Lucas Romero, Gerson (Matheus Henrique), Matheus Pereira e Felipe Morais (Kaique Kenji); Arroyo (Marquinhos) e Kaio Jorge (Bruno Rodrigues). Técnico: Artur Jorge⚽Gols: Matheus Pereira (Cruzeiro)🟨Cartões amarelos: Thiago Santos (Coritiba); Matheus Henrique (Cruzeiro)

Líder na disputa pelo governo de Minas Gerais conforme pesquisa Quaest pode desistir das eleições

Na outra ponta da pesquisa, Alexandre Kalil (PDT) é o candidato mais rejeitado pelos eleitores mineiros Divulgada nesta terça-feira (28), a pesquisa Quaest para o governo de Minas Gerais traz o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) liderando a corrida com 35% das intenções de voto, seguido pelo ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), que soma 12%.Recém-confirmado pelo PT para a disputa estadual, Patrus Ananias está em terceiro com 10%, empatado tecnicamente com Kalil. O atual governador Mateus Simões (PSD) tem 6%; Gabriel Azevedo (MDB) aparece em seguida, com 4%; Ben Mendes (Missão) e Flávio Roscoe (PL) estão com 2%; Maria da Consolação (Psol) está com 1%; e não pontuaram os candidatos Jarbas Soares (PSB), Rafael Duda (PSTU) e Túlio Lopes (PCB).Cleitinho é cotado há mais de um ano como candidato ao governo mineiro, especulação que ele alimenta frequentemente, mas que nunca foi confirmada pelo senador. No último sábado (25), ocorreu a convenção do Republicanos, mas ele não compareceu por conta da morte de seu irmão.À espera da decisão de Cleitinho está o PL, que precisa garantir um palanque para o senador Flávio Bolsonaro, que disputará a Presidência da República pelo partido. Segundo o jornal O Globo, Cleitinho deve desistir da candidatura e apoiar o lançamento de Marcelo Aro (PP), ex-secretário da Casa Civil no governo de Romeu Zema (Novo). RejeiçãoCotado para estar no segundo turno, segundo a Quaest, Alexandre Kalil é o candidato mais rejeitado pelos mineiros. De acordo com o levantamento, 39% dos pesquisados afirmaram que conhecem o ex-prefeito de Belo Horizonte, mas não votariam nele.Em seguida, aparece Patrus Ananias, com 35%; Cleitinho tem a rejeição de 20% dos eleitores, e a lista é fechada por Gabriel Azevedo (13%), Mateus Simões (12%) e Ben Mendes (11%).

Terremoto de magnitude 7,1 deixa mortos e feridos no sudoeste do Japão

Tremor provocou desabamentos, deixou pessoas presas sob escombros e interrompeu o fornecimento de energia Um terremoto de magnitude 7,1 atingiu a ilha de Kyushu, no sudoeste do Japão, na madrugada desta terça-feira (28) pelo horário de Brasília, provocando desabamentos que deixaram ao menos uma pessoa morta e dezenas de feridos e desaparecidos sob os escombros, segundo a imprensa japonesa. O tremor também causou interrupções no fornecimento de energia, danos em estradas e pontes e mobilizou equipes de resgate em diferentes cidades.Segundo a agência de notícias Kyodo, uma pessoa morreu após o desabamento de um imóvel. Já a emissora pública NHK informou que pelo menos 50 pessoas foram encaminhadas a hospitais e que 12 edifícios desabaram em decorrência do terremoto. A emissora TBS afirmou que há um “número considerável” de mortos, mas a informação ainda não havia sido confirmada pelas autoridades locais até a publicação desta reportagem.Uma das situações mais críticas foi registrada em um shopping center na cidade de Kashima, na província de Kumamoto, onde parte da estrutura desabou. De acordo com os serviços de emergência, muitas pessoas permaneciam presas sob os escombros. A NHK informou que entre 20 e 30 funcionários do centro comercial ainda estavam desaparecidos, além de trabalhadores de uma fábrica de papel atingida pelo tremor.O terremoto ocorreu às 16h27 no horário local (4h27 em Brasília) e atingiu o nível máximo da escala japonesa de intensidade sísmica, conhecida como Shindo, que mede os efeitos dos tremores na superfície. A Agência Meteorológica do Japão (JMA) chegou a emitir um alerta de tsunami logo após o terremoto, mas o aviso foi cancelado pouco tempo depois. Imagens exibidas pela televisão japonesa mostram pontes parcialmente destruídas, edifícios reduzidos a escombros e vagões de trem de carga tombados. A primeira-ministra Sanae Takaichi afirmou que o governo ainda avalia a dimensão dos danos.“Há cortes de energia e incêndios em algumas áreas, estradas e pontes foram danificadas e prédios desabaram”, declarou.Moradores relataram momentos de pânico durante o terremoto. À AFP, a recrutadora Chiharu Hara contou que estava em viagem de trabalho na província de Kumamoto quando o prédio em que se encontrava começou a balançar intensamente.“O tremor foi muito forte e durou muito tempo. Fiquei apavorada. Tive medo de que o prédio desabasse. Todos entraram em pânico”, disse.Um funcionário da NHK que estava em Kumamoto relatou que a intensidade do tremor chegou a impedi-lo de permanecer em pé e afirmou que os abalos secundários continuavam enquanto falava com a emissora.Cerca de 45 mil residências e instalações ficaram sem energia elétrica na província de Kumamoto, segundo a concessionária Kyushu Electric Power. A empresa informou que os três reatores nucleares da região permanecem operando normalmente.A província de Kumamoto já havia sido palco de uma das maiores tragédias sísmicas recentes do Japão. Em abril de 2016, dois terremotos de magnitudes 6,5 e 7,3 atingiram a região em um intervalo de dois dias, deixando 273 mortos e mais de 2,8 mil feridos.Localizado sobre o encontro de quatro grandes placas tectônicas, ao longo do chamado Círculo de Fogo do Pacífico, o Japão está entre os países mais suscetíveis a terremotos no mundo. O arquipélago registra centenas de tremores todos os anos e concentra cerca de 18% da atividade sísmica mundial.

Lula e Xi aceleram articulação por acordo entre Mercosul e China

Em conversa, presidentes reforçam cooperação em tecnologia, defendem negociações comerciais e alinham posições sobre crises internacionais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da China, Xi Jinping, concordaram em acelerar as tratativas para um acordo entre o Mercosul e a China durante conversa telefônica realizada na noite de domingo (26). O telefonema, que durou mais de uma hora, também serviu para reforçar a parceria estratégica entre os dois países em áreas de alta tecnologia e para alinhar posições sobre temas da agenda internacional.Segundo nota divulgada pelo Palácio do Planalto, os dois líderes discutiram a implementação das sinergias entre os projetos nacionais de desenvolvimento de Brasil e China e reiteraram o compromisso de ampliar a cooperação em setores estratégicos, como inteligência artificial, satélites, beneficiamento de minerais críticos e comércio de fertilizantes.Lula reafirmou que seu governo mantém o compromisso com a diversificação de mercados e parceiros comerciais. Nesse contexto, os presidentes defenderam a aceleração das negociações para um acordo entre o Mercosul e a China, ressaltando que o entendimento deverá contemplar as flexibilidades necessárias. De acordo com a Folha de S.Paulo, a iniciativa ganha relevância em meio ao aumento das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos após a imposição de novas tarifas por Washington sobre produtos brasileiros.A conversa também abordou os resultados do comércio bilateral e iniciativas para ampliar o intercâmbio entre os dois países. Lula e Xi destacaram o impacto positivo das jornadas culturais Brasil-China realizadas neste ano e do acordo de isenção de vistos para viagens de curta duração, medidas que, segundo o Planalto, devem impulsionar o turismo e as oportunidades de negócios.Na pauta internacional, os dois presidentes manifestaram preocupação com a proliferação de conflitos e seus impactos sobre a segurança alimentar e energética global. Em relação ao Oriente Médio, afirmaram que as restrições à navegação nos estreitos de Ormuz e Bab el-Mandeb prejudicam a economia mundial e expressaram preocupação com a situação humanitária na Faixa de Gaza.Sobre a guerra na Ucrânia, Lula e Xi defenderam que o Grupo de Amigos da Paz, iniciativa promovida por Brasil e China, pode contribuir para a retomada das negociações entre as partes. Os líderes também criticaram a incapacidade do Conselho de Segurança da ONU de responder adequadamente às crises internacionais e reiteraram o compromisso dos dois países com o fortalecimento do multilateralismo, mantendo coordenação estreita na ONU, no Brics e em outros fóruns internacionais. Segundo a Folha, a versão divulgada pela agência estatal chinesa acrescenta que Xi Jinping declarou apoio ao Brasil na defesa de sua soberania e independência e na oposição a interferências externas, além de manifestar disposição para aprofundar a coordenação estratégica entre os dois países tanto no plano bilateral quanto multilateral.Com informações da Secretaria de Comunicação Social do Governo e da Folha de S.Paulo

41º Festivale em Botumirim celebra a resistência das mulheres do Vale do Jequitinhonha

Cristina Gonçalves, Déa Trancoso, Marlice Machado, Jovença Pereira Costa e Vilma Baracho são as homenageadas O 41º Festival de Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha (Festivale) será realizado do dia 28 de julho ao dia 1º de agosto em Botumirim, no Alto Jequitinhonha, com programação gratuita e protagonismo feminino como fio condutor.O evento homenageia a atriz e diretora de teatro Cristina Gonçalves (Mostra de Teatro); a narradora, compositora, cantora e pesquisadora Déa Trancoso (Festival da Canção); a tecelã Marlice Machado (Feira de Artesanato); a mestra da Folia de Reis Jovença Pereira Costa (Mostra de Cultura Popular); e a poetisa Vilma Baracho, in memoriam (Noite Literária).As homenageadas são mulheres que tecem, cada uma à sua maneira, a trama da resistência cultural do Vale, inclusive contra a misoginia do meio artístico. Talvez tenha sido por isso que um dos organizadores do Festivale, Luciano Silveira, ao convidar Déa para ser homenageada, tenha afirmado: “Agora são elas”.“Passarinho pintadinho, o tenor da laranjeira”, já canta Déa Trancoso. E não é que existe um passarinho assim na serra de Botumirim? Cor-de-canela, mais clara no ventre, com os olhos e manchas azuis nas asas — uma das aves mais raras do planeta, que passou 75 anos julgada extinta até ser reencontrada em 2015. É a Rolinha do Planalto, Columbina cyanopis, passarinho pintadinho de verdade, tenor das árvores da Serra do Espinhaço.O Vale sempre foi esta efervescência de saberes — criações da terra que se aprendem com a mão, olhando e fazendo junto. Saberes que se fazem voz no canto de Déa Trancoso, mãos no tear de Marlice Machado, corpo no palco de Cristina Gonçalves, fé na folia de Jovença Pereira Costa, palavra na poesia de Vilma Baracho. É essa mesma resistência — teimosa, tecida no cotidiano — que faz o Festivale celebrar, ano a ano, a cultura popular do Vale do Jequitinhonha. O canto que venceu o festivalEm 1995, na décima edição do Festivale, em Rubim, Déa Trancoso subiu ao palco como concorrente e venceu ao interpretar “Tuíra, Índia Guerreira”, de Si Amaral e Celi Márcio — levando o primeiro lugar e o prêmio de melhor intérprete.Trinta e um anos depois, retorna ao festival como homenageada. A escolha daquela canção, hoje, ganha outra camada: Tuíra, liderança indígena que enfrentou a Eletronorte em 1989, era símbolo de resistência. Déa a cantou antes mesmo de reconhecer que carregava, ela própria, uma descendência indígena — uma sincronia que só o tempo despertou. “Eu me reconheci Borum.” Foi assim que Déa Trancoso nomeou, durante o doutorado em educação (2020–2024), a retomada espiritual que viveu. “O doutoramento é uma grande análise expandida — quando você entra, ele te analisa”, diz.Esse autorreconhecimento, segundo ela, está ligado ao território que a formou: Almenara, o Vale e o Rio Jequitinhonha — que, para Exu Zambarado, é “o grande Xapiri”, o xamã que conecta mundos e seres diferentes.Nas palavras de Déa, “o Vale do Jequitinhonha é eminentemente indígena”. Foi nesse chão — o rio, o Vale, a cosmologia — que sua ancestralidade pôde emergir. O tempo dos relógios e o tempo da vida“Eu de fato não imaginei, nem nos meus melhores sonhos, que um dia eu seria homenageada no Festivale“, diz. Ela pensava que sua música não tivesse “o substrato do sertão”. “Tem, mas não é explícito. Meu texto conversa com o Oriente, conversa com espiritualidades que não são só caboclas”, diz.Ela se define como “uma narradora que usa a voz”. E completa: “Sempre me vi nesse lugar da narradora. A narradora acessa outras coisas que uma cantora não acessa. E responde a menos exigências. A narradora é narradora de sua própria voz, ou do encontro de vozes que ela costura.”Déa fala do Festivale como quem fala de um organismo vivo — e de um tempo que não é o dos relógios. “Nós estamos vivendo crises homéricas. De como ser, de como estar. O capitalismo é um sistema ultrainteligente. Quando ele cai aqui, ele se levanta ali. Ele tem o fascismo como aliado histórico milenar. O fascismo é tudo que é contra a vida”, afirma.É nesse entremeio que Déa situa o Festivale. Ao falar da nova direção da Federação das Entidades Culturais e Artísticas do Vale do Jequitinhonha (Fecaje), ela levanta a questão que considera central: como fazer o Festivale criar permanência — política, cultural, artística, formativa, de resistência? E reflete sem a presunção de saber a resposta: “Não sei se ele tá dando conta desse redemoinho. Ele faz uma festa itinerante, mas e as outras ações? Como a gente pode estar fora da itinerância de julho e continuar fazendo resistência?”. Onde tudo começouDo falso milagre econômico da ditadura — o PIB cresceu, mas o salário mínimo perdeu metade do valor, a dívida externa quadruplicou, a desigualdade disparou — vieram políticas de ocupação para o Vale: uma delas, o eucalipto.Criado em 1967, o Projeto Rondon levou universitários a regiões isoladas do país. A Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) instalou em Araçuaí um campus avançado vinculado ao programa, que centralizava as ações sociais da universidade no Vale. Mas foi nesse mesmo chão que a resistência brotou pela cultura.Na mesma época, chegou em Araçuaí um frade holandês, Frei Chico. Três anos depois, ouviu a cozinheira da paróquia cantar e disse: “Bonito, Filó!” — “Ah, é bobagem.” Daquela bobagem nasceu o Coral Trovadores do Vale (1970). Lira Marques entrou no coral e, com Frei Chico, percorreu o Vale com um gravador velho, registrando cantos que ninguém mais cantava.No mesmo período, o Campus Avançado do Vale do Jequitinhonha (CAVJ) — extensão da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) — aproximou a universidade das artesãs, apoiou a associação, organizou feiras. Frei Chico e o CAVJ não eram a mesma coisa, mas aconteciam no mesmo lugar e no mesmo tempo. Era o mesmo chão que ferviaFoi nos anos 70 que Tadeu Martins, Aurélio Silby, Carlos Figueiredo e George Abner — dentro de um ônibus vindo de Belo Horizonte — pensaram em ter um jornal que desse voz e vez à região. Como disse Tadeu, “naquele período

Atlético vence o líder Palmeiras no Allianz Parque e engrena quarta vitória fora de casa

Com gols de Victor Hugo e Igor Gomes, time mineiro vence o líder do Brasileirão por 2 a 1 e salta para a oitava posição O Atlético venceu o líder Palmeiras por 2 a 1 na noite deste domingo (26), no Allianz Parque, pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro. Victor Hugo e Igor Gomes balançaram as redes para a equipe visitante, enquanto Felipe Anderson descontou para os donos da casa. O triunfo fez o Galo quebrar um tabu que durava desde outubro de 2023 sem vencer o Alviverde em São Paulo pela competição, garantindo a quarta vitória mineira como visitante no torneio.Para superar os desfalques e equilibrar as ações, o técnico Eduardo Domínguez apostou em uma estratégia defensiva. Sem Tomás Cuello, lesionado, o treinador escalou o lateral-direito Angelo Preciado no ataque e estruturou o setor de trás com uma linha de três zagueiros formada por Natanael, Ruan e Lyanco. A formação acabou neutralizando as investidas palmeirenses durante a primeira etapa. Os gols ocorreram no segundo tempo.Com o triunfo, o Alvinegro alcançou os 28 pontos e subiu para o oitavo lugar na tabela de classificação, enquanto o Palmeiras permaneceu na liderança isolada, com 44 pontos.Agora, o Atlético vira a chave e foca a atenção na Copa do Brasil. O alvinegro recebe o Juventude no próximo sábado (1), às 19h30, na Arena MRV, pelo jogo de ida das oitavas de final, e faz a partida de volta no dia 4 de agosto.Pelo Campeonato Brasileiro, o Galo só volta a atuar no dia 8 de agosto, quando enfrenta o Remo fora de casa pela 22ª rodada, já que o duelo contra o Red Bull Bragantino pela 21ª rodada foi adiado. O Palmeiras, por sua vez, visita o Vitória no Barradão nesta quarta-feira (29/7) pelo torneio nacional.