Teresa Leitão é a nova líder do governo Lula no Senado

Ela assume no lugar de Jaques Wagner que deixou a posição ontem O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta quinta-feira (25), o nome da senadora Teresa Leitão (PT-PE) para assumir a liderança do governo no Senado, após o afastamento do senador Jaques Wagner (PT-BA) do cargo.Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que a missão de Teresa será articular o debate e a aprovação de projetos de interesse da população que estão em tramitação na casa, como o fim da escala 6 por 1 e a Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública.Jaques Wagner deixou a liderança do governo nesta quarta-feira (24) após ser alvo de operação da Polícia Federal (PF), na semana passada, por suspeitas de corrupção no caso do Banco Master. Os agentes acusam o senador de ter recebido vantagens do banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master.Já Wagner negou irregularidades e afirmou estar “absolutamente tranquilo” em relação à investigação.

Romário viraliza dançando em após jogo do Brasil enquanto dá chapéu no Senado

O senador do PL decidiu continuar no exercício do mandato parlamentar enquanto trabalha nos Estados Unidos como comentarista da CazéTV na Copa do Mundo. Enquanto a Seleção Brasileira comemorava a vitória por 3 a 0 sobre a Escócia pela Copa do Mundo, outro nome ligado ao futebol brasileiro dominava as redes sociais: Romário. O senador e ex-jogador apareceu em vídeos gravados em uma festa em Miami Beach, nos Estados Unidos, dançando no palco, interagindo com o público e celebrando o resultado da partida. As imagens foram divulgadas pelo influenciador Jon Vlogs e rapidamente viralizaram. No vídeo, o Baixinho surge descontraído em uma casa noturna frequentada por brasileiros, reforçando uma rotina que tem chamado atenção durante o torneio: entre comentários sobre os jogos, participações em partidas de veteranos e vídeos para redes sociais, Romário transformou sua passagem pelos Estados Unidos em atração paralela da Copa. O senador não se licenciou do mandato nem foi substituído por suplente durante a viagem. Ele continua exercendo formalmente suas funções parlamentares e recebendo normalmente os vencimentos do cargo.A situação é possível porque o Senado opera em regime semipresencial durante o período dos festejos juninos.O modelo, criado durante a pandemia de Covid-19, permite que parlamentares participem de votações remotamente e acompanhem atividades legislativas por videoconferência.Ao Senado, Romário informou que viajaria ao exterior em caráter particular e sem custos para os cofres públicos. Segundo sua assessoria, não há sessões deliberativas previstas até o encerramento da Copa do Mundo, em 19 de julho, o que afastaria qualquer conflito entre a agenda parlamentar e a permanência nos Estados Unidos.Mesmo fora do país, o senador registrou presença em votações importantes. Desde sua chegada aos EUA, em 10 de junho, ele marcou presença na sessão que confirmou a indicação do ministro Benedito Gonçalves para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), embora não tenha votado. Também participou da votação do projeto que altera a Lei de Responsabilidade Fiscal para impedir bloqueios orçamentários nas agências reguladoras.A assessoria do ex-atacante afirma ainda que os escritórios parlamentares no Rio de Janeiro e em Brasília seguem funcionando normalmente e atendendo às demandas da população.

Vídeo de Michelle revolta o PL e aliados pedem sua cabeça; entenda

A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro, acusa o enteado Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL, de tê-la maltratado por telefone após ela se opor à aliança do partido com Ciro Gomes no Ceará O vídeo em que Michelle Bolsonaro denuncia desentendimentos com o Partido Liberal e com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) provocou reação dentro da sigla. Segundo integrantes da legenda ouvidos pela coluna de Bela Megale, no Globo, uma ala formada por dirigentes e lideranças passou a defender a saída da ex-primeira-dama da presidência do PL Mulher. Um dirigente afirmou que Michelle deixou de cumprir o papel esperado no comando do segmento feminino. “O papel dela seria o de agregar, mas está fazendo o oposto. Não vejo condições de seguir no comando do PL Mulher”, declarou. Outra liderança avaliou que a publicação prejudicou a estratégia eleitoral da legenda. Segundo essa fonte, ao afirmar que foi “humilhada” e “maltratada” por Flávio Bolsonaro, Michelle dificultou a aproximação do senador com o eleitorado feminino e desviou a atenção da saída de Jaques Wagner (PT-BA) da liderança do governo no Senado. “Ao invés de estarmos batendo bumbo no envolvimento de um quadro do governo no escândalo do Master, estamos resolvendo uma crise dentro de casa”, disse. De acordo com integrantes do partido, esse grupo também considera que Michelle demonstrou falta de maturidade política para permanecer no cargo e defende até a reavaliação de uma eventual candidatura dela ao Senado pelo Distrito Federal. Apesar da pressão interna, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, tem buscado reduzir os impactos da crise. Publicamente, ele afirma que o episódio será superado e tenta evitar o agravamento do conflito dentro da legenda. Nas últimas semanas, Valdemar e outros dirigentes também negociavam com Michelle para que ela desistisse de indicar a vereadora Priscila Costa como candidata ao Senado no Ceará. O acordo firmado pelo partido previa uma vaga para indicação do PSDB e outra para o deputado estadual Alcides Fernandes (PL-CE). Até a divulgação do vídeo, a direção do PL acreditava que Michelle aceitaria a composição proposta. Integrantes da legenda avaliam, porém, que a ex-primeira-dama demonstrou disposição para manter influência nas decisões internas do partido, especialmente na definição de candidaturas. Veja o vídeo:

Prefeitura inaugura “fábrica de sonhos” em Aparecida doMundo Novo

Prédio da Pré-Escola no Distrito chama a atenção pela modernidade e estrutura completa para a iniciaçãoescolar de crianças * Por Waldo Ferreira Uma fábrica de sonhos. Assim o vereador Rodrigo Cadeirante se referiu ao prédio da Pré-Escolainaugurado pelo prefeito Guilherme Guimarães no Distrito de Aparecida do Mundo Novo, o mais distantedo centro de Montes Claros (100 quilômetros).Além da satisfação pessoal – foi ele quem fez o trabalho de interlocução com a Prefeitura para viabilizar aobra, inclusive empenhando recursos de suas emendas impositivas – Cadeirante se disse sensibilizado coma alegria das crianças, que passarão a ter um local estruturado para o processo de iniciação na vida escolar.“O que foi feito aqui não se resume a entrega de uma escola, pois, se a pré-escola é o lugar onde a criançacomeça a sonhar, o que fizemos foi entregar para elas uma fábrica de sonhos”, disse. O prédio conta cominfraestrutura moderna e completa: 3 salas de aula, 3 banheiros, biblioteca, secretaria, cozinha, refeitório,área de serviço, além de uma sala dedicada ao atendimento psicossocial. A obra recebeu um investimentototal de R$ 710 mil, com recursos próprios da Prefeitura. Além da unidade pré-escolar, também foi entregue aos moradores uma quadra coberta modelo educação,com área coberta de 326,64 m2 e custo de R$ 634 mil, destinada à prática de atividades esportivas,recreativas, culturais e pedagógicas. A estrutura dispõe de banheiros masculino e feminino acessíveis,além de um depósito para armazenamento de materiais.As construções, que se destacam pela modernidade e acessibilidade, se somam a outros investimentos queestão sendo feitos no distrito, como acesso dos moradores à água potável em todas as residências,iluminação em led, construções e reformas de unidades de saúde e educação, academia ao ar livre,internet, coleta de lixo, ponte de acesso, pavimentações das ruas.Rodrigo Cadeirante destaca que, por seu intermédio, Aparecida foi a primeira localidade da zona rural deMontes Claros a receber uma academia ao ar livre e a coleta de lixo. Ele também viabilizou a instalaçãode uma torre de telefonia móvel na localidade, dentro do programa “Minas Comunica”.“Em outras épocas, locais como Aparecida do Mundo Novo tinham que se contentar com ruas de lazer ecaminhões-pipa em vésperas de eleições, até que alguém teve a coragem de pautar o que realmenteimporta para as pessoas”, comparou.O novo momento vivido em Aparecido é reconhecido até por quem não mora lá. Michelley Borges eNatália Cardoso são da vizinha São Pedro das Garças, mas conhecem bem a transformação vivida emAparecida. Elas, que foram prestigiar a festa de inauguração das obras, acreditam que o papel atuante deRodrigo Cadeirante foi o fator fundamental para o desenvolvimento do distrito. Edinaldo Soares Pereira tem uma mercearia na rua Antônio Caetano e sabe bem o drama de conviver comlama, poeira e buracos. “A gente aqui era esquecido, mas agora a realidade é outra”, reconhece, citando asobras e serviços realizados e atribuindo os melhoramentos ao trabalho desempenhado por Cadeirante. Eleé um dos que comemoraram a construção da quadra e da escola. Chama a atenção dele o salto que odistrito deu no setor de educação. “Aqui a transformação foi tanta que tá sobrando escola e faltandoaluno”, resume. * Jornalista

Vereador do PT de São Paulo é preso em operação contra lavagem ligada ao PCC

Ação do Ministério Público e da Polícia Civil mira esquema no transporte público e bloqueia milhões em bens e contas O vereador Senival Moura (PT), da cidade de São Paulo foi preso na manhã desta quinta-feira (25) durante uma operação que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital) no setor de transporte público. A ação também resultou na prisão de outras quatro pessoas suspeitas de envolvimento no esquema. As informações são da CNN Brasil, que detalhou o andamento da operação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Polícia Civil, que apuram o uso de empresas de transporte coletivo para movimentação de recursos ilícitos. O vereador preso foi identificado como Senival Moura (PT). Entre os demais detidos estão integrantes ligados à facção criminosa e o presidente da empresa de transporte coletivo Transunião, apontada nas investigações como parte do esquema. A ofensiva faz parte da chamada “Operação Última Parada”, que investiga a utilização de estruturas do transporte público paulistano para lavagem de dinheiro oriundo de atividades criminosas. Investigações apontam movimentação milionária Segundo as apurações, a investigação teve início após o assassinato de Adauto Soares Jorge, então presidente de uma empresa ligada ao setor, em 2020. A partir daí, os investigadores reuniram indícios de que a concessionária teria sido utilizada para movimentar recursos do PCC. De acordo com os dados levantados, a empresa investigada teria movimentado mais de R$ 300 milhões apenas em 2025 dentro do sistema de transporte da capital paulista. A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 194 milhões em contas bancárias ligadas aos investigados e às empresas envolvidas, além da apreensão de 117 veículos, 21 imóveis e três embarcações. Estrutura paralela e suspeita de controle criminoso As investigações apontam ainda a existência de um núcleo paralelo de gestão dentro da empresa, responsável por decisões financeiras e pela transferência de valores a integrantes ligados ao PCC. Segundo os investigadores, mudanças societárias e o aumento expressivo do capital da companhia chamaram a atenção. O valor teria passado de pouco mais de R$ 100 mil para mais de R$ 50 milhões, sem origem claramente comprovada. Outro ponto destacado é a possível conexão do esquema com outras operações já realizadas no estado, envolvendo investigações anteriores sobre lavagem de dinheiro em empresas de transporte. Relação com outras operações no setor As apurações indicam que o circuito financeiro identificado na “Operação Última Parada” apresenta semelhanças com investigações como Carbono Oculto, Vérnix e Mafiusi, esta última relacionada a tráfico internacional de drogas e conexão com grupos criminosos estrangeiros. Em 2024, o GAECO já havia realizado a Operação Fim da Linha, que investigou empresas do transporte coletivo suspeitas de lavar dinheiro do PCC por meio de contratos públicos e serviços de mobilidade urbana. Segundo essas investigações, empresas do setor chegaram a receber centenas de milhões de reais em repasses da Prefeitura de São Paulo, enquanto eram monitoradas por suspeita de infiltração criminosa. Medidas judiciais e andamento da operação Além das prisões, o Judiciário determinou o afastamento de diretores da empresa Transunião e comunicou a prefeitura para adoção de medidas administrativas, regulatórias e contratuais, incluindo possibilidade de intervenção na operação do serviço. A CNN Brasil informou ainda que tentou contato com a defesa do vereador e com representantes da empresa citada nas investigações, mas não obteve resposta até a última atualização da reportagem.

Deputado do PL, Josimar Maranhãozinho liderava esquema de emendas, diz STF

Supremo Tribunal Federal aponta que Josimar Maranhãozinho teria liderado esquema de cobrança de propina em emendas parlamentares O deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA) foi alvo de buscas da Polícia Federal nesta quinta-feira (25), em meio a uma investigação que apura suspeitas de desvios envolvendo emendas parlamentares do chamado orçamento secreto, com diligências realizadas no Distrito Federal e no Maranhão e apuração sobre empresas contratadas para execução de obras financiadas por essas verbas. O caso se insere em um contexto mais amplo de investigações sobre o uso e a destinação de recursos públicos por meio de emendas parlamentares, relata o Metrópoles. As investigações que levaram à condenação do parlamentar pelo Supremo Tribunal Federal (STF) apontam que prefeitos teriam sido pressionados a pagar propina para viabilizar a liberação de emendas parlamentares, em um esquema que envolvia cobrança de parte dos recursos destinados aos municípios. Emendas parlamentares sob suspeita de uso indevido De acordo com os autos analisados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal (MPF), gestores municipais eram cobrados a repassar cerca de 25% do valor das verbas destinadas por emendas, sob ameaça de perda dos recursos. A investigação embasou a operação da PF realizada nesta quinta-feira. A denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) aponta que, entre janeiro e agosto de 2020, o grupo teria exigido do então prefeito de São José de Ribamar (MA) o pagamento de R$ 1,6 milhão para viabilizar a liberação de aproximadamente R$ 6,7 milhões em emendas parlamentares destinadas ao município. Provas reunidas e papel de liderança atribuído ao deputado Segundo a investigação, mensagens de WhatsApp, registros bancários, documentos e depoimentos foram utilizados para sustentar a acusação e demonstrar o funcionamento do esquema, além de indicar a atuação central de Josimar Maranhãozinho na organização das ações. As apurações apontam que o parlamentar teria exercido papel de coordenação na destinação das emendas, na articulação entre os envolvidos e na operacionalização dos pagamentos relacionados às vantagens indevidas. Zanin aponta “moeda de troca” em emendas parlamentares Ao votar pela condenação, o ministro Cristiano Zanin afirmou que as provas reunidas demonstraram que as emendas parlamentares eram utilizadas como “moeda de troca”. O magistrado também destacou que a atuação do parlamentar teria desvirtuado o exercício da função pública, transformando-a em instrumento para obtenção de vantagens indevidas, o que caracteriza corrupção passiva. Na avaliação do relator, emissários ligados ao grupo realizaram sucessivas abordagens ao então prefeito para exigir o pagamento da propina. As interações, segundo o ministro, ultrapassaram o campo da negociação política e passaram a configurar atos de “chantagem e intimidação” para forçar o repasse dos valores. Condenação e permanência no mandato Por unanimidade, a Primeira Turma do STF condenou Josimar Maranhãozinho por corrupção passiva e fixou pena de 6 anos e 5 meses de prisão em regime inicial semiaberto. O colegiado concluiu que houve solicitação e recebimento de vantagem indevida em razão da destinação de recursos públicos por meio de emendas parlamentares. O deputado, no entanto, permanece no exercício do mandato, já que ainda pode recorrer da decisão, e a eventual perda do cargo dependerá de deliberação da Câmara dos Deputados.

Brasil domina Escócia, vence e avança na Copa do Mundo como líder do grupo

Vini Jr. voltou a ser protagonista da Seleção Brasileira, com mais dois gols; Neymar fez sua estreia. A parte da Seleção Brasileira está feita. Comandado por Vini Jr., o Brasil venceu a Escócia por 3 a 0, nesta quarta-feira (24), em Miami, e avançou ao mata-mata da Copa do Mundo como líder do grupo C. Vini marcou os dois primeiros gols, ambos no primeiro tempo, chegando a quatro nesta edição do Mundial. No segundo tempo, Matheus Cunha fechou o placar, aproveitando uma das duas assistências de Bruno Guimarães na partida.O jogo no Hard Rock Stadium marcou ainda a estreia de Neymar Jr. na Copa do Mundo de 2026, a quarta de sua carreira. Ele jogou por cerca de 20 minutos no segundo tempo, quando o 3 a 0 já estava construído.Agora, a Seleção Brasileira aguarda o segundo colocado do grupo F para conhecer seu adversário na segunda fase (ou 16-avos de final), podendo ser Holanda, Japão ou Suécia. O jogo do mata-mata será na segunda-feira (29), às 14h (de Brasília), em Houston. Brasil pressiona Escócia e é premiadoParecia que os times ainda se estudavam no Hard Rock Stadium, mas, aos 7 minutos, Rayan subiu a marcação, pressionou McKenna, desarmou e a bola sobrou para Vini Jr.O atacante do Real Madrid, que a cada jogo se mostra mais disposto a fazer história na Copa, ficou com a bola na área, fintou o goleiro Gunn e empurrou para o gol vazio.A Seleção Brasileira voltaria a se aproveitar da pressão alta aos 21 minutos. Vini Jr. desarmou Hendry e tocou entre as pernas de Gunn. O VAR, porém, chamou o árbitro mexicano César Ramos, que indicou falta polêmica de Vini e anulou o gol. O imparável Vini Jr. aparece de novo O camisa 7 brasileiro ficou revoltado com a anulação, mas não o suficiente para se desligar do jogo. Com a pausa para hidratação, a Escócia chegou a se recuperar e ameaçou rondar a área brasileira, mas sem finalizar. Já nos acréscimos, o Brasil voltou à carga. Após tentativa de Rayan, Matheus Cunha mostrou disposição para interceptar um passe escocês de carrinho e Danilo venceu a dividida com McGinn. No bico direito da área, Bruno Guimarães cruzou com capricho, Gunn não conseguiu cortar, e Vini Jr., atento, cabeceou para o gol vazio, marcando seu quarto gol nesta Copa do Mundo, aos 47 minutos. Antes do intervalo, Rayan quase ampliou com um golaço. Lucas Paquetá deu lançamento caprichado, o camisa 26 fintou Robertson com o biquinho e finalizou de pé direito para a primeira boa defesa de Gunn. Bruno Guimarães, maestro, serve mais um gol A Seleção Brasileira voltou para a etapa final sem querer dar espaço para zebra. Em duas finalizações, Vini Jr. e Lucas Paquetá assustaram a Escócia e mostraram que o Brasil queria mais. E teve mais. Aos 15 minutos da etapa final, Casemiro deu bela enfiada para Bruno Guimarães. O camisa 8, em noite inspirada, fintou o zagueiro e trocou o gol por mais uma assistência, agora para Matheus Cunha, que só empurrou para o gol vazio. As únicas oportunidades escocesas vinham na bola aérea, com cabeçadas de McTominay e Henry, mas Alisson trabalhou bem e evitou. Ancelotti, então, começou a olhar para o banco, pensando em rodar o time, descansar jogadores e poupar os pendurados. Além, claro, de fazer a festa da torcida com um certo camisa 10. Neymar faz sua estreia na Copa Primeiro, entraram Gabriel Martinelli e Fabinho nas vagas de Lucas Paquetá e Casemiro. Mas, após a pausa para hidratação, veio o momento que grande parte da torcida tão esperava: a estreia de Neymar na Copa do Mundo. Recuperado de lesão na panturrilha e sem jogar há mais de um mês, o camisa 10 entrou para participar de seu quarto Mundial. Nos poucos minutos que teve, Neymar mais tentou recuperar o ritmo de jogo do que efetivamente conseguiu fazer grandes chances. Mas chegou a assustar Gunn, com uma finalização aos 44 minutos da etapa final, que o goleiro defendeu. Situação final do grupo C da Copa do Mundo A vitória sobre a Escócia fez a Seleção Brasileira somar 7 pontos e garantir a liderança do grupo C. O Marrocos, que venceu o Haiti por 4 a 2, passa na segunda posição por ter menos saldo de gols que o Brasil, enquanto a Escócia precisa esperar a sequência da rodada para saber se entra como um dos melhores terceiros.Para conhecer o adversário da segunda fase (ou 16-avos de final), o Brasil precisar esperar os jogos do grupo F, nesta quinta-feira (25) — Japão x Suécia e Tunísia x Holanda, ambas às 20h (de Brasília).A Seleção Brasileira vai encarar o segundo colocado, que pode ser Holanda, Japão ou Suécia, já que a Tunísia já está eliminada. A partida pelo mata-mata será na segunda-feira (29), às 14h (de Brasília), em Houston. O Marrocos pega o líder deste grupo.

Jarbas Soares articula candidatura ao Governo de Minas em Montes Claros

Pré-candidato a governador pelo PSB, o ex-procurador-geral de Justiça do Estado, Jarbas Soares cumpre agenda em Montes Claros, no Norte de Minas, nesse sábado, 27 de junho, com entrevistas, encontros políticos e participação em eventos ao lado de lideranças do PSB, do PT e da sociedade civil A programação começa com uma entrevista coletiva à imprensa, ao lado do presidente estadual do PSB, Otacílio Neto Costa Mattos, da pré-candidata ao Senado, Marília Campos (PT), e de pré-candidatos a deputado estadual e federal pelo PSB. Na sequência, Jarbas Soares participa do Encontro de Lideranças do Norte de Minas, ao lado do presidente estadual do PSB, Otacílio Neto Costa Mattos. A agenda inclui visita a Expomontes. Ao iniciar a série de encontros que percorrerá todas as regiões do estado, Jarbas Soares destacou que a construção do projeto para Minas Gerais será baseada na escuta da população e das lideranças locais. “Começar esta jornada por esta região tem um significado muito especial. Este é o primeiro passo de um grande diálogo que queremos realizar em todas as regiões de Minas Gerais. Vamos conhecer de perto a realidade dos municípios, ouvir lideranças e a população para construir um projeto conectado às necessidades de cada região”, disse o pré-candidato do PSB. Ainda de acordo com Jarbas Soares, “Minas precisa voltar a crescer, gerar oportunidades e melhorar a qualidade de vida da sua gente. Esse caminho será construído com diálogo, respeito às diferentes realidades e compromisso com o futuro das mineiras e dos mineiros”, afirmou. Para o presidente estadual do PSB, Otacílio Neto Costa Mattos, a construção do projeto para Minas passa pela escuta da sociedade e pela valorização das lideranças que atuam nos municípios. Segundo ele, o partido reúne uma trajetória construída ao lado dos movimentos sociais, dos trabalhadores, da juventude, das mulheres, dos empreendedores e dos gestores municipais. “O PSB tem uma trajetória construída ao lado dos movimentos sociais, dos trabalhadores, da juventude, das mulheres, dos empreendedores, dos gestores municipais e de todos aqueles que acreditam na força do diálogo para transformar a realidade. Temos orgulho de contar com lideranças qualificadas, experientes e preparadas para representar esse projeto. Mais do que definir candidaturas, estamos construindo uma proposta coletiva para Minas Gerais, valorizando o municipalismo, o diálogo e a participação democrática. É ouvindo a sociedade que queremos construir um estado mais forte, mais justo e preparado para os desafios do futuro”, destacou o presidente estadual do PSB e prefeito de Conceição do Mato Dentro, Otacílio Neto Costa Mattos.

Entenda quais são as suspeitas sobre o Digimais, banco de Edir Macedo

Apuração investiga se o Digimais inflou ativos e escondeu sua real situação financeira dos órgãos de controle A investigação sobre o banco Digimais, instituição controlada pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus e dono da RecordTV, apura se dirigentes do banco manipularam balanços, inflaram ativos e esconderam dos órgãos de controle a real situação financeira da instituição. O caso envolve suspeitas de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em relatórios contábeis e operações vedadas pela legislação bancária, informa a Folha de São Paulo. A Operação Miragem, deflagrada na terça-feira (23) pela Polícia Federal, teve como objetivo reunir provas sobre um suposto esquema usado para fazer o Digimais parecer mais sólido do que de fato seria. A Justiça Federal em São Paulo autorizou nove mandados de busca e apreensão, o bloqueio de bens de até R$ 670 milhões e a quebra dos sigilos bancário e fiscal de alvos ligados ao banco, a seus conselheiros, diretores e prestadores de serviço. O núcleo da apuração O ponto central da investigação é a suspeita de que o Digimais tenha usado mecanismos contábeis para registrar valores superiores aos efetivamente reconhecidos em seus ativos. Na prática, segundo a apuração, esses lançamentos teriam permitido ao banco melhorar artificialmente seus indicadores financeiros e sustentar a aparência de capacidade operacional diante do Banco Central, do mercado e dos investidores. A PF investiga se diretores e conselheiros da instituição participaram da elaboração ou validação de relatórios financeiros com informações inconsistentes. Entre os crimes apurados estão gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em documentos financeiros e realização de empréstimos e financiamentos proibidos pela legislação bancária. Esse tipo de restrição existe para impedir que instituições financeiras manipulem seus próprios resultados ou disfarcem problemas patrimoniais. Entre os alvos da investigação estão o diretor jurídico Marcelo de Lima Brasil, o presidente interino João Alves de Campos, o diretor contábil Rodrigo Ruggero, os bispos e conselheiros João Luiz Urbaneja e Thiago Rodrigues Urbaneja, o gestor de fundos José Roberto Giancoli Filho e o diretor da ID Serviços Financeiros, Rodrigo Balassiano. A própria gestora ID, que prestava serviços ao banco, também foi alvo da operação, assim como o Digimais. O papel de Edir Macedo no caso Edir Macedo aparece no centro político e empresarial do caso por ser o controlador do Digimais. A investigação mira dirigentes, conselheiros e empresas ligadas ao banco, e não menciona uma acusação direta contra Macedo nos atos descritos. Ainda assim, o caso atinge o bispo por envolver uma instituição sob seu controle e por colocar sob pressão os aportes e tentativas de venda do banco. O Digimais afirmou que permanece à disposição das autoridades e reafirmou seu compromisso com a transparência e com a colaboração nas apurações. Procurado, Edir Macedo não respondeu. A origem do bloqueio de R$ 670 milhões O bloqueio autorizado pela Justiça chega a R$ 670 milhões. Esse valor corresponde, segundo apuração do Banco Central, à diferença entre o que o banco teria pago por um fundo de investimento e o valor real desse ativo. Esse ponto é relevante porque ajuda a explicar a lógica investigada pela PF. Para os investigadores, o Digimais teria registrado ou mantido ativos em valores acima do que eles efetivamente valeriam, criando uma distorção nos balanços. Com isso, a instituição poderia aparentar maior solidez financeira e continuar operando em condições que talvez não correspondessem à sua situação real. Ação judicial de 1967 Um dos episódios mais importantes da apuração envolve uma ação judicial antiga, movida em 1967 contra a União. Esse processo representava o direito de receber, no futuro, determinado valor da Justiça. De acordo com a investigação, gestores ligados ao Digimais compraram fatias desse direito por meio de fundos de investimento. Depois da compra, essas cotas teriam sido reavaliadas repetidas vezes sem justificativa econômica real. A suspeita é que esse procedimento tenha inflado o patrimônio do banco e produzido uma receita fictícia de R$ 199 milhões nos balanços da instituição. Quando o Banco Central exigiu a correção dos valores, o Digimais teria firmado um contrato simulado com sua própria controladora para adiar o ajuste até 2032. Dessa forma, segundo a apuração, os valores inflados permaneceriam nos registros contábeis como se fossem créditos a receber. Por que a PF compara o caso ao Banco Master A PF também vê semelhanças entre o suposto esquema do Digimais e o caso do Banco Master. A comparação se baseia em duas frentes principais: a captação de recursos por meio de CDBs com rentabilidade acima da média do mercado e a suposta superavaliação de ativos para reforçar artificialmente o balanço. No caso do Digimais, a instituição teria acelerado a captação com CDBs que pagavam mais de 110% do CDI. Essa estratégia costuma atrair investidores interessados em retornos maiores, mas pode aumentar a pressão sobre o banco caso a instituição não tenha estrutura financeira suficiente para sustentar essas obrigações. A investigação aponta ainda que o Digimais teria usado ativos superavaliados para manter a aparência de robustez patrimonial e viabilizar novas emissões de CDBs. Entre os exemplos citados estão títulos antigos da Vale precificados em R$ 650 milhões, um terreno em Pernambuco avaliado em R$ 150 milhões apesar de valer menos de R$ 10 milhões, e uma carteira de veículos marcada em R$ 3,5 bilhões. Trocas de auditoria entram na mira Outro elemento observado pela PF é a sucessiva troca de auditorias independentes. Segundo a investigação, essas substituições teriam servido para evitar que ressalvas sobre as avaliações de ativos fossem registradas e identificadas pelo mercado. Auditorias independentes têm papel central na análise da qualidade das demonstrações financeiras de uma instituição. Quando há questionamentos sobre ativos, provisões ou registros contábeis, as ressalvas podem afetar a percepção de investidores, reguladores e potenciais compradores. Relação financeira com o Banco Master A investigação também analisa a proximidade financeira entre Digimais e Banco Master. O Digimais comprou do Master carteiras de crédito em uma operação de cerca de R$ 600 milhões. Segundo a apuração, essa venda fazia parte do esforço de Daniel Vorcaro para levantar capital e tentar cobrir

Desdobramento do Desenrola – MEI poderá parcelar dívidas em até 12 anos

Governo prepara Refis do MEI com descontos de até 70%, aumento do teto de faturamento e revisão do Simples O governo Lula (PT) prepara um novo programa de renegociação de dívidas tributárias para microempreendedores individuais, que poderá permitir ao MEI parcelar débitos em até 12 anos, com descontos de até 70%, além de elevar o teto de faturamento da categoria nos próximos anos e revisar regras do Simples Nacional. A medida foi detalhada pelo ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, em entrevista ao jornal O Globo.  Segundo ele, o programa funcionará como um desdobramento do Desenrola, mas voltado especificamente a débitos fiscais de microempreendedores individuais que estão inadimplentes ou tiveram o CNPJ cancelado por falta de pagamento. De acordo com Pereira, o chamado “Refis dos MEIs” poderá beneficiar entre 3 milhões e 4 milhões de trabalhadores que acumulam dívidas relacionadas à contribuição mensal da categoria. A proposta prevê renegociação limitada a R$ 20 mil em débitos, com prestação mínima de R$ 25. Hoje, o parcelamento disponível chega a 24 meses, com parcela mínima de R$ 50. “Será especificamente sobre dívidas fiscais dos MEIs, que vão além do Desenrola. Hoje temos cerca de 3 milhões a 4 milhões de MEIs que estão em dívida daqueles R$ 80 que precisam ser pagos todo mês”, afirmou o ministro. Pereira explicou que a renegociação será estruturada como uma transação tributária, instrumento usado pela Receita Federal para regularizar débitos. A ideia é permitir parcelamento em até 145 meses, o equivalente a pouco mais de 12 anos, com abatimentos que podem chegar a 70%, desde que o valor principal da dívida seja mantido. “A ideia é poder parcelar em até 145 meses, com descontos de até 70%, desde que mantido o valor principal da dívida”, disse. Para dívidas inscritas há mais de um ano, o governo estuda parcelamento em até 60 meses, com desconto linear de 50%. O objetivo é facilitar a regularização dos empreendedores e permitir que aqueles que perderam o registro por inadimplência possam voltar a acessar os benefícios do regime. “Na verdade, o programa é para que esses MEIs possam regularizar sua vida e voltar a ter os benefícios”, declarou Pereira. Pacote para micro e pequenos empreendedores O refinanciamento fará parte de um pacote voltado a micro e pequenos empreendedores que deve ser apresentado pelo presidente Lula. Além da renegociação de débitos, o governo pretende enviar ao Congresso um projeto para elevar gradualmente o limite de faturamento anual do MEI. Pela proposta em elaboração, o teto passaria para R$ 110 mil em 2027 e chegaria a R$ 140 mil em 2028. O impacto fiscal estimado pelo governo é de R$ 4 bilhões no período, sendo R$ 2 bilhões em 2027 e mais R$ 2 bilhões em 2028. Questionado sobre a origem dos recursos, o ministro afirmou que a medida não contará com compensação específica nem com uma nova fonte de arrecadação. “É uma despesa que a gente vai conseguir compor dentro da projeção sem grande prejuízo. Não vamos trazer uma fonte alternativa de receita”, disse Pereira. O ministro afirmou ainda que a correção do teto do MEI deve ser tratada como uma recomposição inflacionária, e não como aumento de despesa pública. “Essa é uma despesa com natureza específica, porque é uma recomposição inflacionária. A gente não está aumentando uma despesa pública, estamos corrigindo um índice. Não tem impacto fiscal para esse ano. Para 2027, será de R$ 2 bilhões, que serão contemplados na peça orçamentária. E mais R$ 2 bilhões em 2028. No total, R$ 4 bilhões”, afirmou. Governo também prepara revisão do Simples Nacional O aumento do teto do MEI ocorre em meio a pressões para que o governo também atualize as faixas do Simples Nacional. Parlamentares defendem mudanças para evitar distorções entre o regime do microempreendedor individual e outras modalidades de tributação simplificada. Pereira indicou, no entanto, que medidas com impacto fiscal maior não devem entrar nesse primeiro pacote. Segundo o ministro, o governo pretende reorganizar a lógica do Simples Nacional, especialmente diante da necessidade de adaptação à Reforma Tributária e das distorções existentes no sistema atual. “O governo vai fazer um esforço para reorganizar a lógica do Simples. Primeiro, porque há os debates relacionados à adaptação dele à Reforma Tributária. Em segundo, temos a avaliação que hoje o Simples gera muitas distorções”, disse. Para exemplificar, o ministro comparou uma pequena fábrica de camisetas com um profissional liberal que fatura o mesmo valor anual. Segundo ele, a fábrica tem custos com funcionários, insumos, energia e financiamento, enquanto o profissional liberal pode ter uma estrutura de despesas muito menor, embora ambos possam pagar alíquotas semelhantes. “A alíquota baixa sobre o faturamento da fábrica, que terá margem de lucro baixa, faz sentido. No caso do profissional liberal, que paga 6%, isso é inadequado, porque o trabalhador brasileiro paga 27,5% de Imposto de Renda”, afirmou. Desenrola para empresas e novas medidas O ministro também avaliou o Desenrola voltado a pessoas jurídicas, que já registra R$ 15,7 milhões em dívidas negociadas. Para Pereira, o resultado é positivo porque o programa não se limita a inadimplentes, mas também alcança empresas que possuem dívidas caras, ainda que estejam com os pagamentos em dia. “É um sucesso pelo volume de crédito. É um modelo que não é focado só nos inadimplentes, mas abrange também quem tem uma dívida cara, que está sendo paga em dia, e que pode trocar por uma dívida mais barata”, afirmou. Segundo ele, o avanço para permitir a negociação de dívidas fiscais dos MEIs amplia o alcance das ações de regularização e busca reduzir o endividamento de trabalhadores que dependem do CNPJ para manter suas atividades. Incentivo a jovens empreendedores Outro ponto em estudo no pacote é a ampliação de um programa de bolsas para jovens empreendedores. A iniciativa, atualmente tratada como projeto-piloto, prevê qualificação para estudantes com interesse em empreender. Pereira afirmou que o governo avalia expandir o programa para cerca de 10 mil estudantes, com impacto estimado de R$ 50 milhões. “Ele concede bolsas para jovens empreendedores, que são submetidos a uma qualificação.