Professores da Unimontes pedem a Mateus Simões incorporação das gratificações ao salário-base da categoria

Categoria se reuniu com o governador em Montes Claros e cobrou uma pauta histórica dosprofessores * Por Waldo Ferreira A diretoria da Associação dos Docentes da Unimontes (Adunimontes) está na expectativa de um aceno positivo do governador Mateus Simões a respeito da incorporação das gratificações ao salário-base dos professores da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) e da Universidade Estadual de Minas Gerais (Uemg).O encontro com Simões, que escreveu um novo capítulo à novela envolvendo as incorporações, ocorreu durante a estadia dele em Montes Claros, para onde foi transferida simbolicamente a capital de Minas Gerais, no final de junho. A diretoria da entidade entregou ao governador documento no qual apresenta a importância da incorporação das gratificações como forma de atenuar a estrutura precária dos salários dos professores da universidade.De acordo com o presidente da Adunimontes, Wesley Helker Felício Silva, a reunião foi mais um passo para tentar resolver problemas relacionados à estrutura salarial da categoria. Contudo, frisa que as articulações nesse sentido continuam e uma das estratégias é pressionar os deputados estaduais, especialmente os representantes da região.A reunião com Mateus Simões buscou dar desfecho favorável a um imbróglio que já dura 10 anos. O pedido para incorporar as gratificações, como “pó de giz” e a “GDPES”, é um dos principais pontos constantes do acordo judicial que pôs fim à greve da categoria em 2016 e que foi homologado na Justiça em 2018. Apesar disso, o governo do estado segue descumprindo o que foi acordado, o que tem provocado reações das representações de professores.“A incorporação das gratificações ao vencimento básico dos professores evita que eles tenham que trabalhar doentes, em muitos casos com doenças graves, já que ao se afastarem para cuidarem da sua saúde perdem parte significativa do seu salário”, explica Wesley. Segundo ele, o mesmo acontece com profissionais que se afastam para cursos de qualificação.“Na prática, os professores são punidos por adoecerem ou por se qualificarem para posteriormente contribuir com a própria instituição. Desde o último concurso, a Unimontes vem sistematicamente perdendo professores efetivos, em virtude da precariedade da estrutura do nosso salário. Por isso, precisamos mudar essa realidade e, para isso, precisamos do apoio de todos que defendem a Unimontes”, conclamou o dirigente sindical. * Jornalista

“Mulher arruma enguiço”: declaração misógina amplia repúdio de eleitoras ao bolsonarismo

Ao justificar o fim da presidência do PL Mulher dizendo que “mulher arruma enguiço com 20”, Valdemar Costa Neto amplia uma sequência de crises que desmonta a estratégia de Flávio Bolsonaro para reduzir a rejeição feminina A estratégia da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para reduzir a histórica rejeição do bolsonarismo entre as mulheres sofreu mais um revés nesta quarta-feira (8). Após participar de um almoço promovido por frentes parlamentares, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, justificou a decisão de extinguir a presidência nacional do PL Mulher após a saída de Michelle Bolsonaro. Ao defender a medida, afirmou que nenhuma dirigente do partido estaria “à altura” da ex-primeira-dama. Questionado por jornalistas sobre a possibilidade de outra mulher assumir a presidência nacional do PL Mulher, respondeu: “Você sabe mulher como é, né? Arruma enguiço com 20. Nós queremos extinguir a presidência nacional.” A declaração de Valdemar se soma a uma sequência de episódios que, em menos de duas semanas, tornou incontornável um traço histórico do bolsonarismo: a misoginia. Michelle Bolsonaro rompeu com Flávio Bolsonaro, Paulo Figueiredo afirmou que mulheres “votam estatisticamente muito mal” e, agora, o presidente do PL recorreu a um estereótipo de gênero para justificar o fim da presidência nacional do PL Mulher. A fabricação do “bolsonarista vacinado” O desgaste ocorre justamente quando Flávio Bolsonaro tenta reduzir a resistência do eleitorado feminino ao bolsonarismo. Desde o início da pré-campanha, aliados do senador trabalhavam para evitar que ele herdasse a rejeição das mulheres ao ex-presidente Jair Bolsonaro, considerada um dos fatores que contribuíram para a derrota da direita em 2022. Entre aliados, a estratégia era sintetizada na ideia de construir um “bolsonarista vacinado”. Flávio intensificou as aparições ao lado da esposa, a dentista Fernanda Bolsonaro, e das filhas, incorporou a imagem de “pai de meninas” à comunicação da campanha, adotou um tom mais moderado em entrevistas e passou a defender a presença de uma mulher na chapa presidencial. As mulheres representam a maioria do eleitorado brasileiro e concentram, historicamente, a maior rejeição ao bolsonarismo. Era justamente essa distância que a campanha tentava reduzir. Michele, Figueiredo e Valdemar A primeira fissura veio com o rompimento entre Michelle e Flávio Bolsonaro. A ex-primeira-dama afirmou ter sido desrespeitada, humilhada e “apunhalada” pelo enteado durante divergências sobre alianças políticas no Ceará. A crise retirou da campanha justamente a liderança encarregada de aproximar o bolsonarismo do eleitorado feminino. Dias depois, Paulo Figueiredo ampliou o desgaste ao afirmar que mulheres “votam estatisticamente muito mal”, sobretudo as solteiras. A repercussão obrigou Flávio Bolsonaro a repudiar publicamente a declaração depois de seis dias, mas não impediu que ela fosse associada ao entorno político do senador. Agora, a fala de Valdemar Costa Neto produz um efeito semelhante. Mais do que ampliar a crise, ela corrói a principal narrativa construída pela pré-campanha: a de que seria possível apresentar um Bolsonaro mais moderado sem romper com a cultura política que caracteriza o bolsonarismo. O custo político A sucessão de episódios ocorre em um cenário eleitoral particularmente desfavorável ao bolsonarismo entre as mulheres. Levantamento Meio/Ideia divulgado nesta quarta-feira mostra que 60,6% dos brasileiros rejeitam a declaração de Paulo Figueiredo. Entre as mulheres, nenhuma entrevistada afirmou concordar com a fala. Quase metade (49,6%) discordou totalmente e 25,8% discordaram parcialmente. O mesmo instituto mostra Lula liderando todos os cenários testados para a eleição presidencial de 2026. Em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro, o presidente aparece com 45% das intenções de voto, contra 40% do senador. Outros levantamentos reforçam essa tendência. Pesquisa BTG Pactual/Nexus mostrou Lula com 55% das intenções de voto entre as mulheres, enquanto Flávio registra 37%. Os números ajudam a explicar por que o eleitorado feminino se tornou prioridade para a campanha bolsonarista. Mais do que ampliar votos, o objetivo era romper uma barreira que acompanha a família Bolsonaro há anos. Até agora, o movimento tem produzido o efeito contrário. O contraste na disputa pelo voto feminino O contraste torna-se ainda mais evidente porque ocorre em paralelo ao movimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nos últimos dias, Lula intensificou uma agenda voltada às mulheres, defendendo o endurecimento das penas para autores de feminicídio, novas medidas de proteção às vítimas de violência e políticas voltadas à autonomia econômica feminina. As declarações reforçam uma agenda construída desde o início do mandato, marcada pela recriação do Ministério das Mulheres, pela Lei da Igualdade Salarial e pela ampliação da rede de enfrentamento à violência de gênero. Em uma eleição na qual as mulheres representam a maioria do eleitorado, a sucessão de acontecimentos das últimas semanas produziu um efeito que vai além do desgaste provocado por declarações individuais. Ela tornou mais difícil para o bolsonarismo sustentar a tentativa de apresentar Flávio Bolsonaro como um candidato capaz de romper com a rejeição feminina herdada do pai e ampliou um contraste que tende a marcar a disputa de 2026: de um lado, um governo que busca disputar esse eleitorado por meio de políticas públicas; de outro, uma oposição cuja tentativa de moderação esbarra, repetidamente, em manifestações de misoginia vindas do próprio campo político.

União-PP deve abandonar Flávio Bolsonaro e anunciar neutralidade nas eleições

Falta de apoio a Márcio Canella, preso pela PF, amplia crise no Rio e leva federação União-PP a se afastar de Flávio Bolsonaro na disputa pelo Planalto A prisão de Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado pelo União Brasil no Rio de Janeiro, ampliou a crise entre aliados da direita no estado e deve levar a federação União-PP a abandonar o apoio a Flávio Bolsonaro (PL) e anunciar neutralidade nas eleições, segundo Bela Megale, do jornal O Globo. A operação da Polícia Federal contra Canella provocou forte irritação entre dirigentes do União Brasil por dois motivos principais: a percepção de que o PL teria passado a atuar para retirar o ex-prefeito da disputa ao Senado e a ausência de manifestações de apoio, ainda que reservadas, por parte de Flávio Bolsonaro.Canella, aliado de Flávio no Rio, foi preso na quarta-feira (8) depois que um fuzil foi encontrado em seu carro. Ele foi um dos alvos da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal para desarticular uma organização criminosa suspeita de usar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro para lavar dinheiro.Mesmo após a prisão, lideranças do União Brasil avaliam que ainda há possibilidade de Canella ser solto e de sua pré-candidatura ao Senado ser mantida. A legenda, no entanto, passou a enxergar com desconfiança a movimentação de aliados do PL em torno do caso.Dirigentes do União atribuem a correligionários do partido de Flávio Bolsonaro a circulação da versão de que Canella poderia deixar a disputa majoritária e concorrer a deputado. Para integrantes da sigla, essa articulação teria como objetivo abrir espaço para que o PL indique um nome próprio na chapa ao Senado no Rio.A irritação também aumentou diante do silêncio de Flávio Bolsonaro após a ação da Polícia Federal contra seu aliado. A cúpula do União Brasil esperava algum gesto político do senador, mesmo discreto, mas afirma que não houve manifestação de apoio.O desgaste se soma a uma insatisfação anterior do PP, outro partido da federação, com a postura de Flávio Bolsonaro. O presidente nacional da legenda, senador Ciro Nogueira (PP-PI), já havia demonstrado contrariedade depois de ser alvo da Polícia Federal na investigação relacionada ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro.Ciro Nogueira já vinha descartando a possibilidade de apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro. Com a prisão de Canella e a reação negativa do União Brasil, a tendência dentro da federação é de distanciamento ainda maior em relação ao projeto eleitoral do senador do PL no Rio de Janeiro.

Marília Campos reafirma candidatura ao Senado e diz que PT deve reavaliar estratégia em Minas

Ex-prefeita de Contagem defende frente ampla para fortalecer a reeleição de Lula e afirma que população demonstra cansaço da polarização A ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) reafirmou sua pré-candidatura ao Senado Federal e defendeu que o Partido dos Trabalhadores reavalie sua estratégia para a disputa do governo de Minas Gerais após a desistência do senador Rodrigo Pacheco (PSB) de concorrer ao Palácio Tiradentes. Em entrevista ao Valor Econômico, Marília afirmou que a definição sobre o caminho eleitoral da legenda agora cabe à direção partidária.Mesmo tendo sido procurada pelo PT para avaliar uma eventual candidatura ao governo mineiro, a ex-prefeita descartou a possibilidade e afirmou que sua decisão já está consolidada. Segundo ela, o partido deverá decidir entre lançar um nome próprio ou buscar uma composição com outras siglas.“Eu disse que não estaria [disponível], que a minha estratégia política é outra, era não ter candidatura própria, continuando, inclusive a estratégia anterior [com Pacheco], que é ter uma candidatura de centro”, declarou.Na sequência, acrescentou: “E aí, ao PT coube estabelecer os contatos para definição ou redefinição da estratégia eleitoral: ou para lançar a candidatura própria ou para compor com o PSD, com o MDB.” Marília defende alianças e frente ampla em Minas GeraisNa avaliação da ex-prefeita, uma candidatura construída por meio de uma frente ampla oferece melhores condições eleitorais do que uma chapa exclusivamente petista. Embora reconheça que a decisão cabe ao partido, ela afirmou não considerar a candidatura própria a alternativa mais competitiva no atual cenário político mineiro.Entre os nomes cogitados pelo PT para disputar o governo estadual estão os deputados federais Reginaldo Lopes e Rogério Correia. Paralelamente, o partido também avalia conversas com lideranças de outras legendas, entre elas o ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB) e o ex-procurador-geral de Justiça de Minas Gerais Jarbas Soares Júnior (PSB).Na semana anterior à entrevista, Marília reuniu-se com ambos e elogiou o perfil dos dois. “Uma candidatura de frente ampla é melhor. Mas o PT está avaliando.”Segundo ela, Gabriel Azevedo e Jarbas Soares “falam a língua do diálogo, da união e da despolarização”. Ex-prefeita diz que população demonstra cansaço da polarizaçãoDurante as agendas de pré-campanha, Marília afirmou perceber que a população tem manifestado rejeição ao ambiente de polarização política. Para ela, o radicalismo vem perdendo espaço e a capacidade de diálogo tende a ser valorizada pelo eleitorado.Nesse contexto, a ex-prefeita defendeu que a estratégia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, priorize sua trajetória administrativa e sua capacidade de construir alianças.“Lula tem que explorar isso. Não tem que explorar o fato de ser do PT ou não ser do PT, mas o que ele já fez pelo país, que é governar de forma republicana e esse compromisso ser fortalecido.”Ela acrescentou que a campanha presidencial pode ser fortalecida quando Lula divide o palanque com candidatos de diferentes partidos. “Quando ele constitui frente ampla.” Minas Gerais é considerada decisiva para a disputa presidencialMarília destacou que Minas Gerais permanece como um dos estados mais estratégicos para a eleição presidencial. Historicamente, o resultado obtido pelos candidatos ao Palácio do Planalto no estado costuma acompanhar o desfecho nacional.Apesar disso, ela considera que uma eventual candidatura petista menos competitiva ao governo estadual não inviabilizaria a campanha presidencial de Lula, embora um palanque mais robusto possa contribuir em uma disputa equilibrada.A ex-prefeita também comentou o período de indefinição envolvendo Rodrigo Pacheco e afirmou desconhecer as razões para que a decisão sobre sua eventual candidatura tenha demorado tanto.“Eu não sei o porquê se deu esse tempo todo, não sei quais eram as razões de ter de ter tido essa expectativa e esse tempo de espera.”Ainda assim, ela avalia que o calendário eleitoral permite ao PT reorganizar sua estratégia, observando que outras chapas também permanecem indefinidas, como a do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) e do vice-governador Mateus Simões (Novo). Segunda vaga ao Senado depende da definição para o governoMarília afirmou que a composição da chapa para o Senado dependerá da definição do candidato ao governo estadual.“Estou aguardando a definição [ao governo], porque se for candidatura própria, é um perfil, se for composição, é outro perfil.”Segundo ela, caso haja uma aliança com o PSB para o governo, uma possibilidade seria destinar a segunda vaga ao Senado ao MDB. Municipalismo será prioridade caso seja eleitaQuestionada sobre suas prioridades no Senado, Marília afirmou que pretende defender o fortalecimento do municipalismo e a revisão do pacto federativo, com maior autonomia financeira para os municípios.Ela defendeu a atualização dos critérios de distribuição do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), especialmente para cidades com até 10 mil habitantes, que atualmente recebem o coeficiente mínimo de 0,6.Além disso, abordou o debate sobre a relação entre Senado e Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que o tema deve ser discutido sem propostas previamente definidas para afastamento de ministros.“O STF tem que redefinir a sua atuação, como também o Senado. É um debate que tem que ser aprofundado. Mas não a priori definir que o meu papel vai ser tirar pessoas que estão no STF. Acho que isso tem que ser debatido melhor. Temos que fortalecer o Supremo e fortalecer o Senado”, afirmou.

Trapaça de Trump e Infantino fracassa e Bélgica humilha Estados Unidos

Escalação de Balogun após liberação polêmica da Fifa não evita goleada belga por 4 a 1 e eliminação dos anfitriões da Copa A tentativa de salvar o atacante Folarin Balogun nos bastidores da Copa do Mundo terminou em fiasco para os Estados Unidos. Nesta segunda-feira (6), o atleta foi titular após ter uma suspensão automática revogada pela Fifa, mas não conseguiu impedir a goleada da Bélgica por 4 a 1, em Seattle, pelas oitavas de final do torneio. O resultado eliminou os anfitriões e colocou a seleção belga nas quartas, contra a Espanha.A Bélgica construiu a vitória com autoridade, eficiência ofensiva e aproveitamento dos erros norte-americanos. Charles De Ketelaere marcou duas vezes no primeiro tempo, Hans Vanaken ampliou na etapa final e Romelu Lukaku fechou a goleada. O único gol dos Estados Unidos foi de Malik Tillman, em cobrança de falta que desviou na barreira.O início belga já indicava uma noite difícil para os donos da casa. Após jogada pelo lado direito e corte mal feito pela defesa dos Estados Unidos, Nicolas Raskin ficou com a sobra dentro da área e finalizou cruzado. De Ketelaere apareceu próximo à linha do gol para completar e abrir o placar.Os Estados Unidos conseguiram reagir em lance que passou diretamente por Balogun. O atacante sofreu falta frontal na entrada da área, e Tillman cobrou com a perna direita. A bola desviou na barreira, enganou Thibaut Courtois e entrou no meio do gol, empatando a partida em Seattle.A resposta belga, porém, foi imediata. Menos de um minuto depois, Leandro Trossard avançou pela esquerda, chegou à linha de fundo e cruzou para De Ketelaere. O atacante venceu a disputa pelo alto e marcou o segundo dele no jogo, recolocando a Bélgica em vantagem antes do intervalo.Na etapa final, os Estados Unidos tentaram assumir o controle da posse de bola e empurrar a Bélgica para o campo de defesa. A equipe norte-americana teve mais volume em alguns momentos, mas encontrou dificuldade para criar chances limpas diante de uma seleção belga organizada e mais precisa nas transições.A melhor oportunidade dos anfitriões saiu novamente com Balogun. O atacante aproveitou falha de Brandon Mechele, arrancou em velocidade pela esquerda e entrou na área em condição clara de finalização. Courtois fechou o ângulo e fez defesa decisiva, impedindo o empate e mantendo a vantagem belga.Pouco depois, a Bélgica transformou o controle emocional do jogo em vantagem no placar. Matt Freese saiu da área para se antecipar a De Ketelaere e dominou a bola no peito, mas hesitou na sequência. O atacante belga pressionou, recuperou a jogada e a bola sobrou para Vanaken, que finalizou de fora da área, com o gol aberto, para fazer 3 a 1.No fim, Lukaku completou a noite desastrosa dos Estados Unidos. O maior artilheiro da história da seleção belga entrou no segundo tempo e aproveitou erro na saída de bola norte-americana pelo lado direito. O atacante carregou para o meio da área e bateu colocado, de direita, no canto esquerdo de Freese, decretando o 4 a 1.A derrota encerra de forma contundente a campanha dos Estados Unidos na Copa disputada em casa. A seleção havia liderado o Grupo D, com vitórias sobre Paraguai e Austrália e derrota para a Turquia. Na etapa seguinte, venceu a Bósnia e Herzegovina por 2 a 0, em partida marcada pela expulsão de Balogun.A Bélgica, por sua vez, confirma sua recuperação no torneio. Depois de uma fase de grupos irregular, com empates contra Egito e Irã e goleada sobre a Nova Zelândia, a equipe eliminou o Senegal na prorrogação e agora derrubou os anfitriões com uma atuação dominante. Nas quartas de final, enfrentará a Espanha, que venceu Portugal por 1 a 0. Revogação de cartão de Balogun expõe pressão nos bastidoresA goleada também ampliou o peso político e esportivo da polêmica que antecedeu a partida. Balogun havia sido expulso contra a Bósnia, na segunda fase, em lance revisado pelo VAR e confirmado pelo árbitro brasileiro Raphael Claus. A jogada envolveu um pisão no calcanhar do zagueiro Muharemovic, punido inicialmente com cartão vermelho direto e suspensão automática.Apesar da punição, o Comitê Disciplinar da Fifa revogou a suspensão e autorizou Balogun a enfrentar a Bélgica. A Associação Belga de Futebol reagiu imediatamente, recorreu da decisão e afirmou que o pedido foi negado. A entidade também declarou não ter recebido a íntegra do despacho nem as justificativas formais para a liberação do atacante.Em comunicado, a RBFA afirmou: “A RBFA notificou a Federação de Futebol dos EUA de que contestará a elegibilidade do jogador caso seu nome conste na súmula oficial da partida. Consequentemente, todos os demais recursos legais e outras medidas permanecem em aberto”.A federação deixou aberta a possibilidade de levar o caso a instâncias superiores, como a Corte Arbitral do Esporte, conhecida pela sigla CAS, responsável por julgar disputas disciplinares e regulatórias no futebol internacional.O episódio ganhou ainda mais repercussão depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ligou para o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para pedir a revogação da suspensão automática de Balogun. A interferência política ampliou as críticas à decisão da entidade máxima do futebol e colocou ainda mais pressão sobre o confronto.O técnico Mauricio Pochettino foi o principal defensor da liberação do atacante. O argentino sustentou que a expulsão contra a Bósnia havia sido injusta e argumentou que os Estados Unidos já tinham sido suficientemente prejudicados naquele jogo. Em campo, Balogun participou do lance do gol norte-americano e teve a melhor chance da equipe no segundo tempo, mas terminou a noite como símbolo de uma manobra frustrada.

Trump admite interferência na Fifa e detona árbitro brasileiro: “Suspeito”

Em entrevista coletiva, presidente dos EUA confessou ter pedido para cancelar cartão vermelho de Balogun, estrela da seleção norte-americana O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta segunda-feira (6) que pediu à FIFA a revisão do cartão vermelho aplicado ao atacante Folarin Balogun durante a vitória da seleção norte-americana sobre a Bósnia-Herzegovina, pela Copa do Mundo. Após a análise da entidade, a expulsão foi anulada e o jogador foi liberado para enfrentar a Bélgica nas oitavas de final.Durante entrevista no Salão Oval da Casa Branca, Trump afirmou que não concordou com a decisão da arbitragem, mas negou ter interferido diretamente na condução da competição. Segundo ele, o objetivo foi apenas solicitar uma reavaliação do lance.“Tudo o que fiz foi pedir uma revisão, porque não achei que fosse falta. Eu não disse à Fifa o que fazer. O comitê tomou a decisão certa. É injusto excluir um dos melhores jogadores dos EUA”, declarou.A expulsão ocorreu aos 18 minutos do segundo tempo da partida contra a Bósnia-Herzegovina. O árbitro brasileiro Raphael Claus aplicou o cartão vermelho após revisão do VAR, entendendo que Balogun atingiu o tornozelo do defensor Muharemovic com um pisão.“Tudo o que fiz foi pedir uma revisão, porque não achei que fosse falta. Eu não disse à Fifa o que fazer. O comitê tomou a decisão certa. É injusto excluir um dos melhores jogadores dos EUA”, declarou.A expulsão ocorreu aos 18 minutos do segundo tempo da partida contra a Bósnia-Herzegovina. O árbitro brasileiro Raphael Claus aplicou o cartão vermelho após revisão do VAR, entendendo que Balogun atingiu o tornozelo do defensor Muharemovic com um pisão. Na entrevista, Trump também criticou a atuação de Claus e levantou suspeitas sobre o histórico do árbitro, sem apresentar provas. “Esse árbitro é um pouco suspeito. Se você verificar o passado dele… Eu não quero dizer isso, porque não gosto de criar polêmica, mas muito suspeito, como se eu pudesse te mostrar o histórico. Ele fez uma marcação que ninguém conseguiu acreditar, sabe? Até pessoas do outro lado”, afirmou.A decisão da FIFA provocou reação da Federação Belga de Futebol, adversária dos Estados Unidos nas oitavas de final. Em comunicado, a entidade informou que não recebeu explicações oficiais para a revisão da punição e sustentou que a suspensão automática prevista para cartões vermelhos deveria ter sido mantida.Segundo a federação, o Artigo 66.4 do Código Disciplinar da FIFA e o regulamento da Copa do Mundo estabelecem a suspensão automática após expulsões. A entidade acrescentou que a regra também foi reforçada em circulares e reuniões realizadas antes do início do torneio e informou que estuda medidas para contestar a condição de jogo de Balogun.O episódio também repercutiu no futebol europeu. A Uefa manifestou críticas à decisão de anular o cartão vermelho, enquanto a discussão sobre a revisão da punição ganhou destaque às vésperas do confronto entre Estados Unidos e Bélgica, válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Veja o vídeo na íntegra:

Brasil perde chances, é castigado por Haaland e amarga eliminação precoce na Copa

Seleção Brasileira somou mais um fracasso, desta vez contra a Noruega, e foi eliminado nas oitavas da Copa do Mundo de 2026 Nova Jersey – O acúmulo de chances perdidas somada ao castigo de Erling Haaland provocou eliminação precoce do Brasil na Copa do Mundo de 2026 neste domingo (5/7). Na tentativa de “ser Brasil”, o time de Carlo Ancelotti se adiantou, contou com Neymar em campo, e a consequência foi ver o brilho coletivo norueguês, que havia sido protagonista no restante da partida. A queda mais precoce da Seleção Brasileira desde o Mundial de 1990 ocorreu com requintes de crueldade, até porque Bruno Guimarães desperdiçou pênalti, Endrick perdeu uma chance clara, e o time deixou a desejar mais uma vez – assim como em toda esta geração.No MetLife Stadium, em East Rutheford, o Brasil deixou a Noruega dominar durante boa parte do confronto. A ideia de ser reativo quase funcionou, mas, no ímpeto de mudar a partida ainda no segundo tempo, o time se adiantou ainda com placar zerado, não conseguiu criar boas chances e levou dois gols do atacante Erling Haaland. Um placar de 2 a 1 justo pela estratégia perfeita de um time nórdico que entra para história. Já o Brasil coleciona outro fracasso e conviverá com o maior jejum da história de títulos.Esta eliminação ainda contou com um capítulo que pode ter sido o final de Neymar com a camisa da Seleção Brasileira. O camisa 10 não foi bem, mas converteu pênalti no último minuto. No entanto, além de apenas um gol de honra, a troca de provocações com o goleiro Nyland, que fez incríveis quatro defesas, pode ter encerrado uma história que não foi como a maioria da torcida imaginava.Por outro lado, festa merecida dos nórdicos. O próximo jogo da Seleção Norueguesa será no sábado (11/7), às 18h (de Brasília), no Hard Rock Stadium, em Miami. O adversário ainda está indefinido. Inglaterra e México medem forças às 21h (de Brasília), no Estádio Azteca, na Cidade do México. Caso avance, o Brasil joga às 16h de 15 de julho (quarta-feira), em Atlanta. A final está marcada para o mesmo horário de 19 de julho (domingo), novamente no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Como foi o duelo entre Brasil e Noruega pelas oitavas da Copa?Gol anulado, pênalti perdido e jogo aberto – como esperadoAs arquibancadas lotadas presenciaram jogo animado entre Brasil e Noruega desde o início, o que correspondeu às expectativas. Logo no terceiro minuto, em erro de passe de Bruno Guimarães, Ødegaard encontrou, livre na ponta direita, o atacante Sorloth, que rolou para Patrick Berg abrir o placar. Porém, o autor da assistência estava em posição irregular, e o impedimento foi marcado imediatamente.Já aos 10, Rayan roubou, Bruno Guimarães recebeu e deu um belo toque para Gabriel Martinelli, que demonstrou muita visão para inverter para Matheus Cunha. Já dentro da área, o atacante foi derrubado por Kristoffer Ajer. No primeiro momento, o árbitro Ismail Elfath não assinalou o pênalti, mas, com a revisão do VAR, marcou. O Brasil não correspondeu. Responsável pela cobrança, Bruno Guimarães bateu “meia-altura” e no canto esquerdo de Nyland, que pulou corretamente e fez a defesa. Só que o Brasil não sentiu o pênalti perdido. No minuto 29, Martinelli protagonizou grande jogada com Vini Jr., invadiu a área e cruzou forte. Nyland fez a defesa, impediu que a bola chegasse em Bruno e até gerou um rebote, mas Rayan ajeitou para Danilo, e o lateral furou. Cinco minutos depois, a Noruega reagiu em um contra-ataque que Ødegaard tentou uma vez e foi bloqueado por Gabriel Magalhães, companheiro de Arsenal. Na sequência, o meia tentou novamente e acertou a rede pelo lado de fora.Em um jogo aberto – como era esperado pela ofensividade norueguesa e o talento brasileiro -, as equipes ainda trocaram boas oportunidades na reta final da primeira etapa. Ao todo, foram 12 finalizações, sendo oito da Seleção, apesar da posse de bola de apenas 35% na etapa final.Outra boa chegada do time de Ancelotti ocorreu aos 39, quando Vini Jr perdeu a bola no ataque, mas recuperou ao desarmar Ødegaard na grande área nórdica. Martinelli rolou, o craque da Seleção driblou e bateu com a perna esquerda para mais uma defesa do goleiro Nyland. Oito minutos depois, Haaland foi travado por Magalhães, e a bola sobrou com Ødegaard, que chutou para grande intervenção de Alisson. O castigo ao tentar “ser Brasil”O segundo tempo começou com a posse de bola da Noruega, mas sem infiltrações. Bem postado, o Brasil conseguiu escapar em contra-ataque que poderia ser fatal no minuto 13. Casemiro roubou, fez bom passe para Vini Jr, e o craque da Seleção encontrou lançamento perfeito para Endrick. Um minuto após entrar na vaga de Matheus Cunha, o atacante recebeu livre, invadiu a área e tentou a cavadinha, mas a bola foi para fora.Dois minutos depois, Magalhães ajeitou de cabeça, e Rayan bateu com a perna direita para defesa de Nyland. O goleiro apareceu novamente no lance seguinte em chute à queima-roupa de Bruno Guimarães – só que o impedimento de Rayan, que deu passe, havia sido marcado. A Seleção Norueguesa até tentou reagir, mas não conseguiu levar perigo ao gol de Alisson. Enquanto isso, o lado “brasileiro” do estádio se animou com a mudança de Ancelotti na metade da etapa final: entrada de Neymar.Só que a tentativa de protagonismo do Brasil custou caro. Mais ofensivo, o Brasil tentou atacar, e a Noruega aproveitou para contra-atacar. Após Haaland disputar, a bola ficou na esquerda com Schjelderup: chute forte para mais uma defesa do goleiro Alisson. Já no minuto 34, o castigo final. Schjelderup fez a jogada pela esquerda, teve liberdade para cruzar, e Haaland subiu de forma soberana para cima de Gabriel Magalhães, dando um cabeceio certeiro: 1 a 0.Com a necessidade fazer o gol para tentar arrastar o jogo para a prorrogação, no mínimo, o Brasil teve duas grandes chances. Na primeira oportunidade, quase foi um gol contra, mas Nyland apareceu novamente para evitar – a bola ainda bateu

Moraes atende defesa e prorroga prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou nesta sexta-feira (03) a prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão saiu após a defesa reiterar o pedido para que ele permanecesse em casa. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 27 de março, por decisão de Moraes, depois de permanecer internado no Hospital DF Star, em Brasília, para tratamento de uma broncopneumonia bacteriana. Nas últimas semanas, a defesa afirmou que o ex-presidente voltou a apresentar crises de soluço e pediu novos exames.O prazo inicial de 90 dias expirou na quinta-feira (25). Durante esse período, Bolsonaro cumpriu as regras impostas pelo ministro, e os relatórios da Polícia Militar do Distrito Federal não apontaram descumprimento das restrições.No mesmo período, a PMDF apreendeu uma arma registrada em nome de Bolsonaro durante uma abordagem envolvendo um agente de segurança. O caso levou à abertura de um inquérito. Ao longo da prisão domiciliar, Bolsonaro recebeu a visita de quase todos os filhos.A exceção foi Eduardo Bolsonaro, que permanece nos Estados Unidos. Moraes restringiu os encontros na residência a um grupo previamente autorizado. Além dos filhos e netos autorizados, profissionais de saúde, prestadores de serviço, seguranças e funcionários puderam entrar no imóvel.Bolsonaro mora com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, a filha Laura e uma sobrinha, que não precisam de autorização judicial por viverem na residência. A exigência de autorização vale para outros familiares. As netas do ex-presidente, por exemplo, precisaram de aval de Moraes para entrar no local.O ministro manteve a proibição de Bolsonaro usar celular, telefone ou qualquer outro meio de comunicação externa, direta ou indireta, inclusive por intermédio de terceiros. O ex-presidente deixou a residência apenas uma vez, para realizar um procedimento no ombro, ficou internado por quatro dias e depois retornou à prisão domiciliar.Diferentemente do período em que cumpriu prisão domiciliar em 2025, Bolsonaro não recebeu visitas de aliados políticos desta vez. Moraes impôs a restrição ao conceder a prisão domiciliar humanitária, sob o argumento de evitar a exposição do ex-presidente a novas doenças diante do quadro de saúde considerado vulnerável.

“Michelle não quer participar da campanha de Flávio Bolsonaro”, diz Valdemar

Presidente do PL abandona a ex-primeira-dama na primeira oportunidade: “Estamos tocando nossa vida” O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta quinta-feira (2), em entrevista à Rádio Gaúcha, que Michelle Bolsonaro não quer participar da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e pode até desistir da disputa por uma vaga no Senado. A declaração ocorre em meio à crise aberta entre a ex-primeira-dama e o enteado, que expôs um racha no bolsonarismo.“Eu sinto que ela não quer participar”, disse Valdemar ao ser questionado sobre a presença de Michelle na campanha. Apesar da avaliação, o dirigente afirmou que a situação entre ela e Flávio estaria resolvida após reunião realizada com o senador na quarta-feira (1º).“O Flávio está tocando a campanha para frente, a Michelle resolveu sair da presidência do PL Mulher e nós estamos tocando a nossa vida”, afirmou. Para Valdemar, a saída da ex-primeira-dama representa uma baixa importante para a sigla, especialmente pela força dela entre mulheres conservadoras e eleitoras evangélicas.Segundo o presidente do PL, Michelle comunicou pessoalmente, na terça-feira (30), que queria deixar o comando do PL Mulher. Na mesma conversa, teria sinalizado que talvez não concorra ao Senado. “Ela me disse que queria sair da presidência do partido. Eu não tenho o que fazer, que talvez não fosse candidata a senadora”, relatou. “Ela fez um trabalho no PL Mulher que eu não sei se outra mulher teria condições de fazer”, completou.