CPI das Bets prende empresário por falso testemunho no Senado

Daniel Pardim não convenceu senadores ao negar que conhecia sócia O empresário Daniel Pardim Tavares Lima foi preso, nesta terça-feira (29), acusado de falso testemunho, durante reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Bets, no Senado. Pardim negou conhecer Adélia de Jesus Soares, sua sócia na empresa Peach Blossom River, o que foi considerado falso pelos parlamentares. A relatora da CPI, Soraya Thronicke (Podemos-MS), pediu prisão em flagrante do empresário, o que foi aceito pelo presidente da comissão, senador Dr. Hiran (PP-RR). “Vou pedir vênia aqui, mas, senhor Daniel Pardim Tavares Lima, o senhor está preso. O senhor e seus advogados vão poder explicar em um habeas corpus [HC]”, disse a relatora Thronicke. O advogado do empresário, Lucas Monteiro Faria, acusou a parlamentar de abuso de autoridade e negou que o empresário tenha mentido. “Eu gostaria somente que se justificasse qual foi a mentira que ele pregou aqui. Não houve nenhuma mentira”, reclamou. O presidente da CPI, Dr. Hiran, suspendeu os trabalhos por cinco minutos para discutir o pedido de prisão. Ao reabrir a sessão, o parlamentar atendeu o pedido da relatora. “Em virtude dessa solicitação de prisão em flagrante, eu solicito à Polícia Legislativa do Senado que tome as providências para lavrar o auto de prisão”, informou o presidente da CPI. O senador Hiran disse que a sócia do empresário Daniel Pardim, a advogada Adélia de Jesus Soares, deve ser conduzida à força à CPI para prestar depoimento uma vez que, convocada para comparecer nesta terça-feira, ela não compareceu. Em entrevista à TV Senado após a reunião, a relatora Soraya Thronicke disse que a obrigação do empresário Daniel Lima, enquanto testemunha, era de falar a verdade naquilo que não o incriminasse. “Ele começou mentindo que não conhecia os seus sócios. Imagina, ninguém constitui uma sociedade que você não telefona, ou não conhece. O que nos parece é que ele é um chamado ‘laranja’. Ele mentiu mais de três ou quatro vezes e nós demos a chance, perguntamos várias vezes”, afirmou. A CPI do Senado investiga a crescente influência dos jogos virtuais de apostas online no orçamento das famílias brasileiras, além da possível associação das bets com organizações criminosas para lavagem de dinheiro, assim como o uso de influenciadores digitais na promoção e divulgação dessas atividades. A empresa Peach Blossom River Technology, que participa de outra companhia chamada Payflow, atua no setor de pagamentos digitais e presta serviços às apostas on-line, segundo a relatora. A Payflow é investigada pela Polícia Civil do Distrito Federal por indícios de lavagem de dinheiro e transferências ilegais. A Agência Brasil procura a defesa do empresário Daniel Pardim Tavares Lima e de sua suposta sócia, Adélia Soares, para manifestação sobre os fatos narrados nesta reportagem. O espaço está aberto. 

Aécio já articula candidatura ao governo de Minas pelo novo PSDB-Podemos

Fusão entre tucanos e Podemos abre caminho para Aécio disputar o governo estadual em 2026 O deputado Aécio Neves, protagonista do golpe de estado de 2016, voltou a ocupar posição de destaque no cenário político mineiro com a fusão entre PSDB e Podemos, aprovada pela cúpula tucana. A nova sigla nasce com 83 prefeitos em Minas Gerais, tornando-se a segunda maior força política do Estado, ao lado do Republicanos e atrás apenas do PSD. A informação foi divulgada pela colunista Roseann Kennedy, do Estado de S. Paulo, que também revelou os movimentos de Aécio em direção a uma possível candidatura ao governo em 2026. Mesmo evitando confirmar oficialmente sua intenção de concorrer, Aécio reconhece a movimentação ao seu redor. “Quanto à candidatura em Minas, não é meu foco agora, mas é claro que existem manifestações lá o tempo inteiro, porque disputo as eleições lá”, disse o deputado federal à Coluna. Por ora, ele afirma estar concentrado na consolidação da nova legenda, resultado da união dos dois partidos A perspectiva eleitoral se tornou ainda mais favorável ao tucano com a possível saída do senador Carlos Viana, principal nome do Podemos no Estado, rumo ao União Brasil. Sem Viana, que foi candidato ao governo em 2022, Aécio tende a se tornar o nome natural da nova aliança em Minas. Pesquisa divulgada pela Quaest em dezembro apontou Aécio com 15% das intenções de voto, em segundo lugar, atrás de Cleitinho (Republicanos), que lidera com 26%.

Cardeais brasileiros ganham força no Conclave que elegerá novo papa

Sete religiosos do Brasil, com idades entre 57 e 77 anos, participam da eleição no Vaticano; escolha do sucessor de Francisco começa em 7 de maio. No próximo dia 7 de maio, na Capela Sistina, no Vaticano, começa o Conclave que vai eleger o sucessor de Jorge Mario Bergoglio, o papa Francisco, falecido em 21 de abril. O Colégio de Cardeais, composto atualmente por 252 integrantes, decidiu nesta segunda-feira (28) a data de início da votação em reunião da quinta Congregação Geral. Do total de cardeais, apenas 135, todos com menos de 80 anos, estão habilitados a votar. Sete dos oito cardeais brasileiros fazem parte desse grupo. O único brasileiro fora do processo de votação é Dom Raymundo Damasceno Assis, de 88 anos, arcebispo emérito de Aparecida (SP), que, embora sem direito a voto, participa das discussões e pode, inclusive, ser eleito. Entre os brasileiros votantes, estão nomes de peso na Igreja Católica: João Braz de Aviz (77 anos): natural de Mafra (SC), é prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e foi arcebispo de Brasília. Paulo Cezar Costa (57 anos): arcebispo de Brasília, é uma das lideranças mais jovens da delegação brasileira, com forte atuação na CNBB e no Celam. Sérgio da Rocha (65 anos): arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, é membro do Conselho de Cardeais que assessora o papa. Odilo Pedro Scherer (75 anos): arcebispo de São Paulo, um dos mais experientes, já ocupou cargos-chave na CNBB e no episcopado latino-americano. Jaime Spengler (64 anos): presidente da CNBB e arcebispo de Porto Alegre, recém-criado cardeal em 2024, traz a força renovadora do episcopado nacional. Leonardo Ulrich Steiner (74 anos): arcebispo de Manaus e voz ativa nas questões amazônicas, foi criado cardeal em 2022. Orani João Tempesta (74 anos): arcebispo do Rio de Janeiro desde 2009, figura de destaque na Igreja brasileira e nomeado cardeal em 2014. O Conclave, que significa “fechado à chave”, seguirá o rígido protocolo descrito na Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis, instituída por João Paulo II e atualizada por Bento XVI. Isolados na Capela Sistina, os cardeais eleitores só sairão de lá após a eleição, sinalizada pela tradicional fumaça branca. A escolha exige uma maioria qualificada de dois terços dos votos. Se após 33 ou 34 votações nenhum nome alcançar esse número, a eleição se restringe aos dois mais votados, ainda exigindo dois terços dos votos. O novo papa, escolhido entre qualquer um dos cardeais presentes ou não, indicará seu nome pontifício logo após aceitar a eleição. Com forte representação no Colégio Cardinalício e lideranças experientes, o Brasil chega a este Conclave com influência renovada. Seja participando da eleição ou orientando os rumos da Igreja, os cardeais brasileiros estarão no centro de uma decisão histórica para os católicos de todo o mundo.

STF derruba lei de cidade mineira que proibia linguagem neutra

Lei de Muriaé estabelecia que apenas a norma gramatical e ortográfica padrão do português poderia ser usada em salas de aula e em ações do serviço (FOLHAPRESS) – O STF (Supremo Tribunal Federal) declarou inconstitucionais três leis municipais que impediam o uso de linguagem neutra na rede escolar e na administração pública local. Leis de Porto Alegre (RS), São Gonçalo (RJ) e Muriaé (MG) estabeleciam que apenas a norma gramatical e ortográfica padrão do português poderia ser usada em salas de aula e em ações do serviço público municipal. A legislação de São Gonçalo chegava a impedir explicitamente “a utilização da ‘linguagem neutra’, do dialeto ‘não binário’” nas instituições. O entendimento do ministro André Mendonça, relator do caso, foi de que é inconstitucional normas estaduais ou municipais que disponham sobre a língua portuguesa, “por violação à competência legislativa da União”. O principal argumento do relator é que municípios não podem legislar sobre normas que tratem de currículos ou conteúdos programáticos da atividade escolar, que seriam temas de competência privativa da União e que exigem tratamento uniforme em todo o país. “Não é novidade neste Supremo Tribunal Federal o debate sobre legislações estaduais e municipais que regulamentam a proibição ou a imposição da ‘linguagem neutra’ em estabelecimentos de ensino”, afirma Mendonça em seu voto. “Em sucessivos julgados, esta Corte tem se manifestado sobre a inconstitucionalidade de atos normativos municipais e estaduais que caminham nesse sentido.” O voto do relator foi acompanhado pela maioria dos ministros, com exceção de Cristiano Zanin e Kássio Nunes Marques, que divergiram parcialmente da decisão. Zanin sugeriu que apenas trechos específicos das leis fossem invalidados, sob justificativa de que partes dos textos ainda seriam constitucionais. As divergências do ministro nos três casos julgados foram acompanhadas apenas por Nunes Marques. Em uma das ações, sobre a lei de Muriaé (MG), Zanin sugeriu que se mantivesse a validade do artigo que garantia aos estudantes “o direito ao aprendizado da língua portuguesa de acordo com a norma culta e orientações legais de ensino, utilizando apenas as flexões de gênero e de número, conforme as regras gramaticais consolidadas”. Em contrapartida o ministro, concordou com a invalidação do trecho que atribuía às secretarias municipais a responsabilidade de fomentar “iniciativas de defesa aos estudantes no caso de aplicação de qualquer conteúdo destoante das normas e orientações legais de ensino”, por entender que isso extrapolava a competência dos municípios. Acompanharam o relator o presidente do Supremo, Luís Roberto Barroso, e os ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Flávio Dino, Edson Fachin, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Luiz Fux. Os textos das três leis vetavam variações da língua portuguesa que não estivessem incorporadas nas reformas ortográficas ratificadas pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Em uma delas, também estavam inclusas sanções a servidores que fizessem o uso fora do padrão. No município de Muriaé, a prefeitura proibia todas as instituições de ensino de “prever ou inovar” em seus currículos escolares e em editais “novas formas de flexão de gênero e de número das palavras da língua portuguesa”, em contrariedade às flexões de gênero masculino e feminino. A decisão referente às três cidades faz parte de um conjunto de 18 processos movido pela Aliança Nacional LGBTI+ e a Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas contra leis municipais e uma lei estadual que proibiram o uso da linguagem neutra em seus territórios

Minha Casa, Minha Vida para classe média pode ser contratado a partir de maio

Programa habitacional amplia renda para até R$ 12 mil e deve financiar 3 milhões de moradias até 2026; Faixa 4 terá juros de 10,5% ao ano. O Ministério das Cidades oficializou, nesta sexta-feira (25), a ampliação do Minha Casa, Minha Vida para famílias com renda de até R$ 12 mil mensais. A medida, publicada em portaria, entra em vigor imediatamente e autoriza os bancos a iniciarem os financiamentos dentro dos novos limites. A principal novidade é a criação da Faixa 4, que permite financiamento para quem ganha entre R$ 8,6 mil e R$ 12 mil, com juros de 10,5% ao ano, prazo de até 420 meses e valor financiado de até R$ 500 mil, tanto para imóveis novos quanto usados. Além disso, houve reajuste nas faixas anteriores: Faixa 1: renda de até R$ 2.850, com subsídio de até 95% do valor do imóvel. Faixa 2: renda de R$ 2.850,01 a R$ 4,7 mil, com subsídio de até R$ 55 mil e juros reduzidos. Faixa 3: renda de R$ 4.700,01 a R$ 8,6 mil, sem subsídio, mas com condições facilitadas. Para áreas rurais, a renda familiar considerada subiu para até R$ 150 mil anuais na nova Faixa 4. A ampliação do programa foi aprovada pelo Conselho Curador do FGTS e deve beneficiar até 120 mil famílias ainda em 2025. A meta do governo é alcançar 3 milhões de unidades financiadas até 2026.

O fiasco dos 100 dias de Trump é uma excelente notícia para o mundo

O colapso do líder da extrema-direita global irá afetar negativamente figuras como Jair Bolsonaro, Javier Milei e até mesmo Tarcísio de Freitas *  Por Leonardo Attuch A queda abrupta e consistente da popularidade do presidente estadunidense Donald Trump nos primeiros 100 dias de seu segundo mandato é uma excelente notícia para o mundo. O fiasco trumpista comprova que a fórmula da extrema-direita global, baseada em ódio, xenofobia e ataques às instituições democráticas, está se esgotando. Segundo pesquisa divulgada neste domingo, apenas 39% aprovam a gestão Trump, enquanto 55% desaprovam e 5% não responderam. Trata-se da pior aprovação para um presidente norte-americano em início de mandato desde 1953. O desgaste, desta vez, é ainda mais acelerado do que no primeiro mandato. A maioria dos norte-americanos (73%) afirma que a economia dos EUA está em má situação, 53% dizem que ela piorou desde a posse de Trump para o segundo mandato, e 41% relatam deterioração em suas finanças pessoais. A guerra comercial contra a China, principal aposta de Trump na política externa, já mostrou ser um tiro pela culatra: 71% dos entrevistados apontam que as tarifas de importação impostas recentemente agravaram a inflação. Lançada por Trump de forma infantil e ao mesmo tempo prepotente, essa estratégia gerou apenas prejuízo, volatilidade nos mercados financeiros e, no fim, recuos humilhantes por parte do presidente, além de incerteza para os agentes econômicos. O colapso do líder da extrema-direita global irá afetar negativamente figuras como Jair Bolsonaro, Javier Milei e até mesmo Tarcísio de Freitas A queda abrupta e consistente da popularidade do presidente estadunidense Donald Trump nos primeiros 100 dias de seu segundo mandato é uma excelente notícia para o mundo. O fiasco trumpista comprova que a fórmula da extrema-direita global, baseada em ódio, xenofobia e ataques às instituições democráticas, está se esgotando. Segundo pesquisa divulgada neste domingo, apenas 39% aprovam a gestão Trump, enquanto 55% desaprovam e 5% não responderam. Trata-se da pior aprovação para um presidente norte-americano em início de mandato desde 1953. O desgaste, desta vez, é ainda mais acelerado do que no primeiro mandato. A maioria dos norte-americanos (73%) afirma que a economia dos EUA está em má situação, 53% dizem que ela piorou desde a posse de Trump para o segundo mandato, e 41% relatam deterioração em suas finanças pessoais. A guerra comercial contra a China, principal aposta de Trump na política externa, já mostrou ser um tiro pela culatra: 71% dos entrevistados apontam que as tarifas de importação impostas recentemente agravaram a inflação. Lançada por Trump de forma infantil e ao mesmo tempo prepotente, essa estratégia gerou apenas prejuízo, volatilidade nos mercados financeiros e, no fim, recuos humilhantes por parte do presidente, além de incerteza para os agentes econômicos. O colapso de Trump certamente irá repercutir para além das fronteiras dos Estados Unidos. Como o grande fiador da extrema-direita internacional, Trump emulou uma geração de políticos que agora também começa a afundar junto com ele. Na América Latina, o reflexo será inevitável. Experimentos grotescos como o de Javier Milei na Argentina, tendem a perder sustentação e ele dificilmente resistirá sem o “apadrinhamento” ideológico trumpista. No Brasil, os impactos também virão – e serão positivos. Jair Bolsonaro, que pretendia ser salvo da cadeia por Donald Trump, ficará sem padrinho. E Tarcísio de Freitas, o governador paulista que, numa demonstração de subserviência caricata, vestiu o boné do “Make America Great Again” no dia de sua posse, mais cedo ou mais tarde terá que se explicar. A boa notícia para o mundo é que o fracasso de Trump e de seus imitadores abre espaço para uma nova etapa histórica: o fortalecimento de um mundo multipolar, menos submisso a impulsos autoritários e mais comprometido com o diálogo, a cooperação e o respeito à soberania dos povos. A era do bullying, das bravatas estéreis e do nacionalismo raivoso perde força, abrindo caminho para uma reconstrução democrática baseada na inclusão, na diversidade e na paz. O fiasco de Trump, portanto, deve ser comemorado, pois abre uma janela de esperança para que o mundo possa, enfim, virar a página da extrema-direita grotesca que tanto atrasou o progresso da humanidade nos últimos anos. *  Leonardo Attuch é jornalista e editor-responsável pelo 247.

Mundo se despede do Papa Francisco em cerimônia histórica no Vaticano

Fiéis e líderes mundiais se reúnem na Praça de São Pedro para a última despedida do papa argentino, símbolo de acolhimento, justiça social e esperança para milhões. Após três dias de velório aberto, o Vaticano celebrou neste sábado (26) a Missa de Exéquias do papa Francisco, no átrio da Basílica de São Pedro. A cerimônia marca o início do Novendiali, período de nove dias de luto e oração pela memória do pontífice. O caixão de madeira e zinco, selado na noite anterior, foi posicionado diante do altar para a missa de corpo presente, acompanhada por cerca de 250 cardeais, bispos, padres e religiosos. Centenas de milhares de fiéis vindos de todo o mundo prestaram as últimas homenagens, em uma multidão que simbolizou a Igreja de Francisco: aberta a todos, como ele repetia. O coral da Capela Sistina embalou a celebração. “Diante dele, uma multidão, que deve chegar a centenas de milhares de pessoas, vindas de todas as origens geográficas, sociais, políticas e culturais, prestará suas últimas homenagens”, destacou a Santa Sé. Após os ritos solenes da Última Commendatio e Valedictio, o caixão foi conduzido pelas ruas de Roma até a Basílica de Santa Maria Maior, onde aconteceu o sepultamento. O percurso de quatro quilômetros refaz a caminhada espiritual que Francisco realizava para rezar diante do ícone da Virgem Salus Populi Romani. “Essa jornada permitirá que os fiéis se despeçam de seu bispo por um caminho que ele costumava fazer para rezar diante do ícone da Virgem Salus Populi Romani antes e depois de cada uma de suas viagens apostólicas e, até mesmo, recentemente, após suas internações”, destacou a Santa Sé. A despedida do papa argentino contou com a presença de 130 delegações estrangeiras, entre elas 50 chefes de Estado e 10 membros da realeza. Na primeira fila, lado a lado, estavam o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, o norte-americano Donald Trump, o ucraniano Volodymyr Zelensky e o argentino Javier Milei. Lula classificou a presença no funeral como um “pagamento de dívida” a um homem que “prestou serviços para a humanidade” e ressaltou o desejo de que o próximo papa tenha o mesmo coração e compromisso social de Francisco. “Tenho um apreço muito grande à figura do papa Francisco. Foi uma dívida que nós pagamos a um homem que prestou serviços para a humanidade. Quisera Deus que o próximo papa fosse igual a ele, com o mesmo coração e com os mesmos compromissos religiosos e no combate às desigualdades”, disse o presidente brasileiro aos jornalistas. Entre os líderes presentes estavam também Emmanuel Macron (França), Sergio Mattarella (Itália), Ursula von der Leyen (União Europeia), além de monarcas como o rei Felipe VI da Espanha e o príncipe William do Reino Unido. O Vaticano anunciou missas diárias em sufrágio até o dia 4 de maio, encerrando o ciclo de homenagens ao pontífice que marcou sua era por defender os pobres, dialogar com diferentes culturas e combater as desigualdades.

‘Perdeu, mané’: STF condena Débora Rodrigues a 14 anos de prisão

O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, votou por condená-la à pena de 14 anos de prisão e ao pagamento no valor mínimo indenizatório de R$ 30 milhões A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para condenar a cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, que pichou com batom a frase “perdeu, mané” na estátua “A Justiça”, localizada em frente à entrada do prédio da Corte, durante os atos golpistas do 8 de janeiro. A Procuradoria-Geral da República (PGR), que apresentou a denúncia ao STF, acusa Débora pelos crimes de associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, votou por condená-la por todos os crimes apontados pela PGR à pena de 14 anos de prisão e ao pagamento no valor mínimo indenizatório de R$ 30 milhões. Os ministros Flávio Dino e Cármen Lúcia acompanharam o voto do relator no tempo da pena e a multa. Ou seja, o julgamento foi suspenso com maioria (3 votos) pela condenação a 14 anos de prisão em regime inicial fechado. Por considerar que a acusada não possuía antecedentes e confessou parcialmente o crime. Cristiano Zanin votou por reduzir a pena para 11 anos. Embora tenha reconhecido que houve crime, Luiz Fux divergiu de Moraes quanto as acusações de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, associação criminosa e dano qualificado. Para ele, não houve provas de que Débora ingressou nos prédios e pediu sua condenação apenas pelo crime de deterioração de patrimônio tombado (pena em 1 ano e 6 meses de reclusão, além de 10 dias-multa). Voto No seu voto, Moraes considerou que a acusada “reconheceu a participação nos atos golpistas […] e o vandalismo à escultura ‘A Justiça’, conforme demonstrado pelos portais jornalísticos”. “No caso específico, há provas suficientes de sua participação nos atos violentos de 8.1.2023. A denunciada permaneceu unida subjetivamente aos integrantes do grupo e participou da ação criminosa que invadiu as sedes do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal e quebrou vidros, cadeiras, painéis, mesas, móveis históricos e outros bens que ali estavam, causando a totalidade dos danos descritos pelo relatório preliminar do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)”, diz o relator no voto.

Seis árbitros mineiros entram para o quadro da Fifa

Profissionais de arbitragem do quadro da FMF receberam selo da entidade máxima do futebol nesta sexta-feira (25/4) e entrega dos escudos Fifa para seis árbitros de Minas Gerais. Os árbitros Paulo Cesar Zanovelli, Andreza Helena Siqueira e Igor Junio Benevenuto; os assistentes Guilherme Dias Camilo e Fernanda Nandrea Gomes Antunes e o assistente de ábritro de vídeo Marco Aurélio Augusto Fazekas passam a integrar o quadro de arbitragem da entidade máxima do futebol. Além da Copa do Mundo, a Fifa é responsável pelo Mundial de clubes que será disputado entre junho e julho deste ano, nos Estados Unidos. A lista de arbitragem do torneio já foi divulgada e Wilton Pereira Sampaio, Ramon Abatti Abel, Rafael Alves, Bruno Boschilia, Danilo Manis e Bruno Pires são os representantes brasileiros. Veja a arbitragem brasileira no quadro da fifa: Futebol Árbitros centrais Raphael Claus Ramon Abatti Abel Wilton Pereira Sampaio Anderson Daronco Flavio Rodrigues de Souza Rafael Rodrigo Klein Edina Alves Batista Bruno Arleu de Araújo Rodrigo José Pereira de Lima Paulo Cesar Zanovelli da Silva Deborah Cecilia Cruz Correira Daiane Caroline Muniz dos Santos Charly Wendy Straud Deretti Andreza Helena Siqueira Thayslane de Melo Costa Rejane Caetano da Silva Matheus Delgado Candançan Igor Junio Benevenuto Árbitros-assistentes Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa Guilherme Dias Camilo Neuza Inês Back Bruno Boschillia Bruno Raphael Pires Danilo Ricardo Simon Manis Rafael da Silva Alves Nailton Junior Sousa Oliveira Alex Ang Ribeiro Fabrini Bevilaqua Costa Maíra Mastella Moreira Luanderson Lima dos Santos Anne Kesy Gomes de Sá Fernanda Nandrea Gomes Antunes Brigida Cirilo Ferreira Leila Naiara Moreira da Cruz Fernanda Kruger Victor Hugo Imazu dos Santos Gizeli Casaril Daniella Coutinho Pinto VAR Rodolpho Toski Marques Wagner Reway Igor Junio Benevenuto de Oliveira Daiane Caroline Muniz dos Santos Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro Daniel Nobre Bins Rodrigo Nunes de Sá Rodrigo D’Alonso Ferreira Diego Pombo Lopez Charly Wendy Straud Deretti Marco Aurélio Augusto Fazekas