Edson Campolongo é preso por atacar ao menos 17 ônibus na Grande SP

Com a lorota de querer “consertar o Brasil”, o servidor público é seguidor do influenciador Pablo Marçal (PRTB) e tem longo histórico de postagens com críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Polícia não se convence com versão de servidor preso por ataques a ônibus na Grande SP Identificado como o principal responsável por uma onda de vandalismo contra ônibus na Grande São Paulo, o servidor público aposentado Edson Aparecido Campolongo, de 68 anos, foi levado na manhã de terça-feira (22) à Delegacia Seccional de São Bernardo do Campo, informa o Metrópoles. Segundo informações da Polícia Civil, o homem confessou ter realizado ao menos 18 ataques desde junho. Campolongo, que mantém perfis ativos no Instagram e Facebook, é seguidor do influenciador Pablo Marçal (PRTB) e tem longo histórico de postagens com críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. No último domingo (20), publicou um vídeo manipulado, atribuindo a Lula uma suposta oposição aos valores cristãos. Em outra publicação, datada de 8 de outubro, Campolongo aparece filmando ônibus no centro de São Paulo. Visivelmente exaltado, afirma: “Vocês vão fazer o que dá vida depois que o Lula colocar o Boulos aqui em São Paulo? (…) Se você não sair para a guerra, meu irmão…”. Durante o depoimento, segundo o delegado seccional Domingos Paulo Neto, o investigado justificou suas ações como tentativa de “consertar o Brasil”. Em suas palavras, teria agido para “tirar o país do buraco”. Desde 12 de junho, pelo menos 530 ônibus do sistema municipal foram danificados na capital paulista, de acordo com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transportes (SMT) e a SPTrans. Já a Artesp, responsável pela fiscalização dos ônibus intermunicipais, contabilizou 291 casos de vandalismo entre 1º de junho e 21 de julho. Levantamento da Polícia Civil indica que, entre 21 de maio e 5 de julho, a zona sul da capital liderou o número de ocorrências, com 85 ataques. Na sequência vêm as zonas oeste (65), leste (19), centro (16) e norte (6). As avenidas com maior concentração de casos incluem a Engenheiro Armando de Arruda Pereira, Interlagos, Cupecê e Brigadeiro Faria Lima. Os ataques ocorreram com maior frequência entre quintas-feiras e sábados — sendo a quinta-feira o dia mais comum. Empresas mais afetadas incluem Vidazul Transportes, Viação Grajaú, Sambaíba, Campo Belo, Via Sudeste e Mobibrasil — esta última com cerca de 30% dos casos registrados – A Polícia Civil de São Paulo não se deu por satisfeita com o depoimento de Edson Campolongo. Embora o suspeito tenha afirmado que sua motivação era “consertar o Brasil”, os investigadores acreditam que há razões mais profundas por trás dos atos de vandalismo. Campolongo foi preso após uma investigação conduzida pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), que o identificou por meio de imagens de câmeras de segurança e da movimentação de um carro oficial do governo, um Volkswagen Virtus branco. O veículo era usado por ele no deslocamento entre Taboão da Serra, onde reside, e diversos pontos onde os ataques aconteceram — incluindo São Bernardo do Campo, Santo André e São Paulo. Segundo o delegado seccional de São Bernardo, Domingos Paulo Neto, o carro em questão era usado no transporte diário do chefe de gabinete da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), órgão onde Campolongo trabalha há mais de 30 anos como motorista. “Ele é motorista do chefe de gabinete [do CDHU]. Servia esse chefe há cerca de um ano. Por coincidência, este chefe de gabinete mora em São Bernardo e trabalha em um órgão público no centro de São Paulo”, afirmou o delegado. Apesar de Campolongo alegar que escolhia os alvos “aleatoriamente” e que agia por conta própria, a Polícia Civil encontrou indícios que levantam dúvidas sobre sua versão. No depoimento, ele também disse ter recrutado o irmão, Sergio Aparecido Campolongo, de 56 anos, que teria participado de pelo menos dois ataques. Ambos tiveram prisão preventiva solicitada.

Fux muda de posição sobre liberdade de expressão nos casos Lula e Bolsonaro

Em 2018, ministro proibiu entrevista de Lula, preso injustamente. Agora, critica veto a entrevistas de Bolsonaro e cita liberdade de expressão Em decisões separadas por sete anos, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), adotou entendimentos opostos sobre os limites da liberdade de imprensa e de expressão ao julgar pedidos envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL), lembra a Folha de S. Paulo. A divergência de posicionamento revela uma guinada no discurso do magistrado sobre direitos fundamentais assegurados pela Constituição. Em setembro de 2018, Fux atendeu a um pedido do Partido Novo e proibiu uma entrevista que já havia sido autorizada pelo também ministro Ricardo Lewandowski. A conversa seria conduzida pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, com Lula, preso injustamente em Curitiba no âmbito da Lava Jato. Fux justificou a decisão argumentando que, em contexto eleitoral, a veiculação da entrevista poderia interferir na escolha dos eleitores. Na ocasião, ele afirmou que “a liberdade de imprensa é um valor que deve ser relativizado, e não pode ser alçado a um patamar absoluto incompatível com a multiplicidade de vetores fundamentais estabelecidos na Constituição”. Segundo o ministro, era necessário ‘relativizar excepcionalmente a liberdade de imprensa, a fim de que se garanta um ambiente informacional isento para o exercício consciente do direito de voto’. Já nesta semana, ao se posicionar contra a imposição de medidas cautelares a Jair Bolsonaro — como a proibição de uso de redes sociais e entrevistas — Fux adotou discurso diametralmente oposto. O voto, apresentado nesta segunda-feira (21), foi contrário às determinações do relator do caso, ministro Alexandre de Moraes. Fux afirmou que algumas das medidas “confrontam-se com a cláusula pétrea da liberdade de expressão”. Ele sustentou que “parte das medidas cautelares impostas, consistente no impedimento prévio e abstrato de utilização dos meios de comunicação indicados na decisão (todas as redes sociais), confronta-se com a cláusula pétrea da liberdade de expressão”. O ministro ainda alegou que as sanções aplicadas a Bolsonaro “restringem desproporcionalmente direitos fundamentais, como a liberdade de ir e vir e a liberdade de expressão e comunicação, sem que tenha havido a demonstração contemporânea, concreta e individualizada dos requisitos que legalmente autorizariam a imposição dessas cautelares”. Apesar de ter ficado vencido na Primeira Turma do Supremo, Fux foi aclamado por bolsonaristas, que agora veem no ministro uma possível voz de oposição a Moraes nos julgamentos que envolvem Bolsonaro, especialmente no processo que apura seu papel na tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022

Montes Claros se despede de Frei Valdo, símbolo de fé e solidariedade

Faleceu nesta terça-feira, 22 de julho, aos 76 anos, o padre Valdomiro Soares Machado, conhecido como Frei Valdo, uma das figuras mais queridas e atuantes da Igreja Católica em Montes Claros. O religioso estava internado na Santa Casa da cidade, onde lutava contra um câncer no fígado e pâncreas. “Neste momento de dor e luto, nos unimos em oração por sua alma e expressamos nossa solidariedade aos familiares, amigos e a toda a comunidade arquidiocesana. Como Igreja, rezemos pelo descanso eterno de Frei Valdo. Que Cristo, Bom Pastor, o conduza à vida eterna e lhe conceda o repouso em sua paz”, divulgou a arquidiocese. Frei Valdo deixa um legado marcado pela fé, acolhimento e compromisso com os mais vulneráveis. Fundador da Fazenda da Solidariedade São Francisco de Assis, inaugurada em 2009 na zona rural de Montes Claros, ele dedicou sua missão ao acolhimento e recuperação de dependentes químicos, oferecendo estrutura física e espiritual para transformar vidas. Veja o vídeo institucional da Fazenda da Solidaridade:

Após tarifaço de Trump, pecuaristas dos EUA querem banir carne do Brasil

Entidade ligada ao agronegócio dos EUA apoia tarifa de Trump e acusa Brasil de riscos sanitários; governo rebate e defende status internacional do país – Enquanto o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, eleva a retórica protecionista com a imposição de tarifas a diversos parceiros comerciais, um setor específico do agronegócio americano expressa apoio entusiástico: os pecuaristas. A Associação Nacional dos Pecuaristas dos Estados Unidos (NCBA, na sigla em inglês) declarou apoio irrestrito à proposta da Casa Branca de aplicar uma tarifa de 50% sobre a carne bovina brasileira e chegou a defender a suspensão total das importações do produto. “A Associação Nacional de Pecuaristas dos Estados Unidos (NCBA) apoia firmemente o plano do presidente Trump de impor ao Brasil com uma tarifa de 50%”, afirmou a entidade à CNN. O grupo representa a indústria de carne bovina norte-americana desde 1898 e sustenta que, há anos, pleiteia a interrupção definitiva da entrada do produto brasileiro nos Estados Unidos. No comunicado, a associação declarou que “uma tarifa de 50% é um bom começo, mas precisamos suspender as importações de carne bovina do Brasil para que possamos conduzir uma auditoria completa”. A NCBA ainda lançou duras críticas à cadeia produtiva brasileira, classificando como “abismal” a falta de responsabilidade sanitária dos criadores nacionais. A principal preocupação recai sobre os registros de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), conhecida como “doença da vaca louca”. “A falha do Brasil em reportar casos atípicos de EEB e seu histórico de febre aftosa são uma grande preocupação para os produtores de gado dos EUA”, alegou a entidade. O Ministério da Agricultura reagiu às acusações com uma nota técnica, esclarecendo que o Brasil nunca registrou um “caso clássico” da doença da vaca louca – que ocorre pela ingestão de rações contaminadas, a exemplo dos surtos que afetaram países europeus há algumas décadas. Segundo a pasta, o país teve apenas seis episódios considerados “atípicos”, causados por mutações espontâneas em animais idosos, sem relação com a alimentação. “Assim, o Brasil mantém o reconhecimento pela OMSA como país de risco insignificante para a doença desde 2012”, destacou o ministério, referindo-se ao status conferido pela Organização Mundial de Saúde Animal.

Zema tenta surpreender bolsonaristas com pré-candidatura ao Planalto em agosto

Romeu Zema planeja pré-candidatura enquanto líder dos extremistas, Bolsonaro, está prestes a ser preso para 2026. O governador de Minas Gerais (MG), Romeu Zema (Novo-MG), deve oficializar sua pré-candidatura à Presidência da República, em São Paulo (SP), no próximo dia 16 de agosto, informou o Metrópoles. O Novo disse, em nota nesta segunda-feira (21), que “[Jair] Bolsonaro recebeu a notícia de forma positiva e incentivou a pré-candidatura, destacando a importância de haver mais nomes da direita no primeiro turno”. Representante da extrema-direita, Zema busca se tornar uma opção viável para os eleitores, uma vez que o líder dos extremistas, Bolsonaro, está prestes a ser preso. Enquanto isso, o presidente Lula lidera as pesquisas de intenção de voto

Luto: Morre de câncer, aos 50 anos, a artista Preta Gil

A artista lutava contra um câncer desde 2023 e estava em tratamento nos Estados Unidos cantora e compositora Preta Gil morreu neste domingo (20). Ela não suportou o tratamento contra o câncer, que vinha realizando nos Estados Unidos. A artista teve uma piora em seu quadro de saúde, na quarta-feira (16). Ela, que tinha 50 anos, se dirigiu à clínica para mais uma sessão de quimioterapia e passou mal. Lá, os médicos detectaram que a doença havia se alastrado. Preta iniciou tratamento contra a doença em janeiro de 2023, quando anunciou o diagnóstico. Filha de Gilberto Gil e de Sandra Gadelha, ela teve apenas um filho: Francisco Gil, músico que completa o trio do grupo Gilsons. A informação da morte foi confirmada pela equipe da artista. Preta Maria Gadelha Gil Moreira era sobrinha de Caetano Veloso e afilhada de Gal Costa. Ela nasceu no Rio de Janeiro, em 8 de agosto de 1974. Preta encarou preconceitos desde a infância e utilizava sua visibilidade para combater racismo, gordofobia e homofobia. “Eu costumo dizer que eu era a Preta no mundinho da Tropicália, achava que as pessoas eram que nem a minha família. O mundo não era assim”, afirmou, em entrevista à revista Forbes. Dificuldade para registrar nome no cartório Preta relatava com frequência o momento difícil quando o pai foi registrá-la no cartório. “Se fosse Branca, Rosa ou Clara, pode? Acho que a senhora já registrou muitas”, argumentou o Gilberto Gil. O tabelião, então, rebateu que só faria o registro se fosse incluído um nome católico no registro oficial. A avó sugeriu um nome composto: Preta Maria, e o tabelião concordou.

Morre José Maria Marin, ex-presidente da CBF, aos 93 anos

Marin presidiu a CBF entre 2012 e 2015, ano em que foi preso por envolvimento no escândalo conhecido como Fifagate O ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, morreu na madrugada deste domingo (21), aos 93 anos, em São Paulo. Ele passou mal em casa na noite de sábado e foi levado ao Hospital Sírio-Libanês, mas não resistiu e faleceu na unidade hospitalar. Marin enfrentava problemas de saúde nos últimos meses, agravados por um AVC sofrido no fim de 2023. Figura conhecida tanto pela influência quanto pelas controvérsias no esporte e na política, Marin vivia de forma reservada na capital paulista desde que deixou a vida pública. O velório está marcado para a tarde deste domingo na capital paulista. Da política ao escândalo internacional José Maria Marin construiu uma trajetória marcada por influência nos bastidores, envolvimento com o regime militar e, sobretudo, pelo escândalo de corrupção que abalou o futebol mundial: o Fifagate. Filho de imigrantes espanhóis e com formação em Direito pela USP, Marin iniciou sua carreira política nos anos 1960, quando foi eleito vereador em São Paulo pelo extinto Partido de Representação Popular (PRP), ligado ao integralismo. Com a ditadura militar, filiou-se à Arena e ocupou cargos de destaque, como deputado estadual, vice-governador e, por dez meses, governador de São Paulo, substituindo Paulo Maluf. Foi nessa época que ganhou fama de aliado fiel do grupo político de Maluf, chegando a ter as contas de seu governo reprovadas e sendo envolvido em suspeitas de má gestão de recursos públicos. No futebol, presidiu a Federação Paulista de Futebol entre 1982 e 1988, e, em 2012, assumiu a presidência da CBF após a renúncia de Ricardo Teixeira. Sua gestão à frente da entidade foi marcada por denúncias de corrupção e práticas obscuras nos bastidores do esporte. A queda veio em 2015, quando Marin foi preso na Suíça durante uma operação coordenada pelo FBI e pelo Departamento de Justiça dos EUA, no escândalo que ficou conhecido como Fifagate. Ele foi acusado de participar de um esquema de suborno e lavagem de dinheiro em contratos relacionados a transmissões e eventos esportivos. Extraditado para os Estados Unidos, foi condenado à prisão e permaneceu detido até 2020, quando foi autorizado a cumprir o restante da pena em prisão domiciliar no Brasil, devido ao seu estado de saúde. Outro episódio que o marcou publicamente ocorreu em 2012, quando foi flagrado por câmeras de televisão colocando no bolso uma medalha da Copa São Paulo de Futebol Júnior destinada a um jogador do Corinthians. Embora a Federação Paulista tenha tentado justificar o ato, a cena virou motivo de piada e alimentou a imagem de “corrupto” que pesava contra o então dirigente. Ao retornar ao Brasil, Marin vendeu bens para arcar com custos judiciais, incluindo uma mansão em área nobre de São Paulo.

Transporte Público – Atuação do vereador Rodrigo Cadeirante vai das denúncias à solução dos problemas

O valor da tarifa do transporte coletivo em Montes Claros, R$ 4,60, é desproporcionalmente alto, considerando a má qualidade do serviço oferecido à população. Se o usuário utilizar o mínimo de dois ônibus por dia terá comprometido ao final do mês, apenas com transporte, R$ 276 do seu orçamento. O Consórcio Mocbus, representante das empresas que exploram o transporte público na cidade, é alvo de severas críticas, replicadas na tribuna da Câmara Municipal pelo vereador Rodrigo Cadeirante. Soma-se a isso o insistente descumprimento por parte das concessionárias do contrato celebrado com a Prefeitura. Além de caro, o serviço peca pelo longo tempo de espera nos pontos de ônibus, superlotação, redução de linhas, precariedade dos veículos, número insuficiente de linhas, exploração de mão de obra, baixos salários pagos a cobradores e motoristas, problemas na acessibilidade e o mau funcionamento do Transpecial – opção de transporte voltado para as pessoas com restrições de locomoção -, entre outros. A ofensiva de Rodrigo Cadeirante às empresas prestadoras já lhe rendeu vários processos, todos vencidos por ele na Justiça, que entendeu a relevância das denúncias e o direito à inviolabilidade do mandato, previsto no artigo 29, inciso VIII da Constituição. Para Cadeirante, o serviço prestado em Montes Claros “é uma verdadeira porcaria”. As concessionárias já foram, inclusive, obrigadas a indenizar o vereador, que é cadeirante, pelas dificuldades enfrentadas por ele para acessar os ônibus, devido à falta de elevador. Graças à cruzada dele contra a ineficiência e omissão das empresas, elas tiveram que adaptar os veículos para o acesso das pessoas com deficiências. Uma nova iniciativa do vereador pretende, agora, elevar para dois os espaços reservados aos cadeirantes nos novos ônibus elétricos que a Prefeitura adquiriu para servir ao transporte coletivo urbano. A solicitação foi feita por ele via requerimento ao prefeito Guilherme Guimarães, aprovado pela Câmara. Rodrigo Cadeirante fala com propriedade dos problemas acarretados às pessoas pela má qualidade do transporte. Ele próprio já sentiu isso na pele, obrigado inúmeras vezes a permanecer na rua de madrugada, junto com os filhos, porque os coletivos não dispunham de veículos adaptados. Cadeirante lembra que o transporte público é considerado um direito social garantido pela Constituição (artigo 6º), como educação, saúde e moradia. Isso significa que o acesso à mobilidade urbana, pelo transporte público, é um direito fundamental do cidadão, devendo ser assegurado pelo Estado no intuito de assegurar a mobilidade urbana e a dignidade dos cidadãos. “Por isso, sou favorável a que o município subsidie o serviço, porque não se trata apenas de subsídio, de oferecer transporte gratuito para a população. Está tratando de mobilidade urbana e principalmente de inclusão”, destacou. Rodrigo Cadeirante citou exemplos, como o de uma pessoa que está procurando emprego, mas não tem como custear o deslocamento para entregar seu currículo; de um pai que não tem como levar o filho deficiente a uma escola especial; ou de um vendedor de salgados que fica impossibilitado de ampliar sua clientela, por falta de condições de pagar o lotação diariamente para se destacar aos locais de maior movimento. Texto e foto: Waldo Ferreira

Governo Trump revoga visto de Moraes e de ministros do STF

Em comunicado, o secretário de Estado, Marco Rubio, acusou a Corte de perseguir Bolsonaro O secretário de Estado do governo de Donald Trump, nos EUA, Marco Rubio, afirmou na noite desta sexta-feira (18) que determinou o cancelamento do ministro Alexandre de Moraes e de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Somente André Mendonça, Nunes Marques e Luiz Fux foram excluídos das sanções. “O presidente Trump deixou claro que seu governo responsabilizará estrangeiros responsáveis pela censura de expressão protegida nos Estados Unidos. A caça às bruxas política do Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, contra Jair Bolsonaro criou um complexo de perseguição e censura tão abrangente que não apenas viola direitos básicos dos brasileiros, mas também se estende além das fronteiras do Brasil, atingindo os americanos. Portanto, ordenei a revogação dos vistos de Moraes e seus aliados no tribunal, bem como de seus familiares próximos, com efeito imediato”, declarou Rubio. .@POTUS made clear that his administration will hold accountable foreign nationals who are responsible for censorship of protected expression in the United States. Brazilian Supreme Federal Court Justice Alexandre de Moraes's political witch hunt against Jair Bolsonaro created a… — Secretary Marco Rubio (@SecRubio) July 18, 2025 A decisão de Marco Rubio ocorre no mesmo dia em que o ex-presidente Jair Bolsonaro foi alvo de operação da Polícia Federal (PF), determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, que entendeu que Bolsonaro, em conluio com seu filho Eduardo Bolsonaro, atentou contra a soberania do Brasil ao provocar o governo de Donald Trump a sancionar o país e, dessa forma, interferir no julgamento de todos os envolvidos na trama golpista. Moraes cita Abraham Lincoln e diz que Bolsonaro e Eduardo auxiliam Trump em “atos hostis” Nas 47 páginas da decisão em que determinou medidas restritivas, entre elas a colocação de tornozeleira eletrônica, a Jair Bolsonaro (PL), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirma que o ex-presidente e o filho, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), atuam junto ao presidente dos EUA, Donald Trump, “com o intuito de obter a imposição de sanções contra agentes públicos do Estado Brasileiro”. Para Moraes, as condutas de Bolsonaro e Eduardo configuram “claros e expressos atos executórios e flagrantes confissões da prática dos atos criminosos, em especial dos crimes de coação no curso do processo, obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa e atentado à soberania e permanecem, sempre no sentido de induzirem, instigarem e auxiliarem governo estrangeiro à prática de atos hostis ao Brasil e à ostensiva tentativa submissão do funcionamento do Supremo Tribunal Federal aos Estados Unidos da América, com a finalidade de ‘arquivamento/extinção’ da AP 2668”. A ação citada por Moraes é referente ao julgamento de Jair Bolsonaro e a quadrilha que tentou um golpe de Estado no Brasil e que deve levar o ex-presidente à prisão. Em seguida, Moraes cita o escritor brasileiro Machado de Assis para dizer que “a soberania nacional é a coisa mais bela do mundo, com a condição de ser soberania e de ser nacional” e afirma que “Soberania Nacional não pode, não deve e jamais será vilipendiada, negociada ou extorquida, pois é um dos fundamentos da República Federativa do Brasil”. O ministro diz ainda que “o Supremo Tribunal Federal sempre será absolutamente inflexível na defesa da Soberania Nacional e em seu compromisso com a Democracia, os Direitos Fundamentais, o Estado de Direito, a independência do Poder Judiciário Nacional e os princípios constitucionais brasileiros” e faz referência a Abraham Lincoln, 16º presidente dos Estados Unidos da América, responsável pela manutenção da União e pela Proclamação de Emancipação, que afirmava que “os princípios mais importantes podem e devem ser inflexíveis”. A pedido de Moraes, o presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin, convocou uma sessão extraordinária virtual para que a decisão seja submetida ao referendo. O Plenário Virtual começará hoje (18) ao meio-dia, e terminará na próxima segunda-feira, às 23h59.

Bolsonaro é alvo de operação da PF e terá que usar tornozeleira eletrônica

STF autorizou monitoramento 24h após desconfiança sobre tentativa de asilo nos EUA A Polícia Federal (PF) cumpre, na manhã desta sexta-feira (18), mandados de busca e apreensão contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília (DF). A operação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e inclui ordens de cumprimento também em endereços ligados ao Partido Liberal (PL), legenda de Bolsonaro. Segundo aliados ouvidos pela imprensa, o ex-presidente estava em casa, no bairro Jardim Botânico, no momento em que os agentes chegaram. Bolsonaro foi levado à PF, onde o aparato está sendo instalado em seu corpo. Ele também não poderá utilizar as redes sociais e terá de permanecer em casa entre 19h e 7h da manhã. O ex-presidente foi proibido de se comunicar com embaixadores e diplomatas estrangeiros (não podendo se aproximar de embaixadas), e com outros réus e investigados pelo Supremo. A decisão do STF teria sido motivada, entre outros fatores, pela suspeita de ministros da Corte de que Bolsonaro poderia tentar pedir asilo ao governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, país onde seu filho, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), está atualmente em busca de apoio para o ex-presidente. As novas medidas restritivas contra Bolsonaro acontecem na reta final do processo no qual ele é acusado de tentativa de golpe de Estado. O caso é investigado pelo Supremo e reúne provas de que, após a derrota nas eleições de 2022, o então presidente teria se articulado com aliados civis e militares para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Julgamento no STF e pressão de Trump O processo que investiga a tentativa de golpe está em sua fase final. Na última segunda-feira (14), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou suas alegações finais, pedindo a condenação de Bolsonaro por cinco crimes, incluindo golpe de Estado, formação de organização criminosa armada e dano ao patrimônio da União. A pena pode ultrapassar 40 anos de prisão. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), Bolsonaro foi o “principal articulador e maior beneficiário” do plano golpista e atuou para corroer a confiança nas instituições públicas e no processo eleitoral. A expectativa é que o julgamento ocorra entre o final de agosto e o início de setembro. Enquanto isso, o ex-presidente intensificou sua campanha por anistia. O movimento ganhou força após Donald Trump anunciar, em 9 de julho, uma tarifa de 50% sobre exportações brasileiras, com a justificativa de que o STF estaria restringindo a liberdade de expressão ao punir plataformas digitais estadunidenses. A família Bolsonaro passou a afirmar que apenas a anistia poderia levar os EUA a reverter a decisão. Nem o STF, nem o governo federal cederam. O presidente Lula afirmou em pronunciamento na noite desta quinta-feira (17) que tentativas de interferência estrangeira são “chantagens inaceitáveis” e classificou os aliados de Bolsonaro como “verdadeiros traidores da pátria”. “Contamos com um Judiciário independente”, disse o presidente.