Gabigol e Dudu marcam, e Cruzeiro vence o Uberlândia no Mineirão

Com formação modificada, time fez o ‘dever de casa’ e aumentou vantagem em seu grupo No segundo jogo consecutivo sem técnico fixo no comando, o Cruzeiro venceu novamente e segue em busca da melhor campanha da fase classificatória do Campeonato Mineiro. Na noite deste domingo (2/2), o time venceu o Uberlândia por 3 a 1 no Mineirão, com direito a gols de reforços recém-chegados. O Verdão saiu na frente no placar, mas a Raposa conseguiu reverter, ainda no primeiro tempo, com gols de Matheus Henrique e Gabigol, de pênalti, que marcou seu quarto gol em duas partidas (fez três diante do Itabirito). O terceiro veio da cabeça de Dudu, que havia entrado minutos antes. Com esse resultado, o clube permanece na liderança do Grupo C, agora com com 10 pontos, quatro a mais que o Aymorés. O treinador interino, Wesley Carvalho, deu oportunidade desde o início a alguns jogadores considerados reservas, como Fagner, Kaiki, Walace, Eduardo e Léo Aragão. Esse último, porém, entrou em campo de última hora. Após aquecer em campo, o goleiro titular, Cássio, reclamou de um mal-estar, por isso, precisou ser vetado da partida. Enquanto atletas como Marlon e Kaio Jorge não puderam atuar por ordem médica, Matheus Pereira e Dudu começaram no banco de reservas. A preocupação ficou mesmo por conta do zagueiro João Marcelo, que, após alguns embates, esteve entre os 11 iniciais. No entanto, já na primeira etapa, ele machucou o joelho direito e saiu de campo carregado. O jogo A partida começou como o esperado: os mandantes com a bola e os visitantes defendendo, esperando as oportunidades de contra-ataque. E foi assim que o placar foi aberto: aos 13 minutos, a defesa celeste bobeou na direita, com Fagner. Fernandinho tomou a bola e cruzou para a área; Jean, praticamente livre, empurrou para o gol. Após isso, o zagueiro João Marcelo se lesionou e precisou ser substituído, o que aumentou a tensão na torcida. Mas a resposta veio. Aos 22 da primeira etapa, Bolasie tentou balançar as redes após cruzamento de Eduardo, mas não conseguiu; na sobra, Matheusinho chutou forte e estufou as redes. Em seguida, após pressão, pênalti para a Raposa! O meia Eduardo chutou e a bola pegou no braço de um adversário. Na cobrança, Gabriel, que já caiu nas graças da torcida, bateu no canto e efetuou o seu quarto gol no estadual. No segundo tempo, o Cruzeiro continuou atacando, enquanto a equipe do Triângulo, atrás no placar, tentava fazer o mesmo, mas com menos êxito. Quando o placar parecia que não iria mudar mais, veio o terceiro, para a explosão da China Azul. Aos 33 minutos, após boa jogada de Marquinhos pela direita, Dudu deixou o dele, de cabeça, o primeiro em seu retorno ao time que o revelou para o mundo. Dali para frente, os celestes controlaram a vantagem.

Morre Newton Cardoso, ex-governador de Minas Gerais , aos 86 anos

Newtão, como era conhecido, foi também deputado federal e prefeito de Contagem. O político faleceu na madrugada deste domingo (2 de fevereiro), na capital O ex-governador de Minas Gerais, Newton Cardoso, de 86 anos, morreu na madrugada deste domingo (2 de fevereiro) em Belo Horizonte. Cardoso estava internado em um hospital da capital desde pelo menos a última sexta-feira (31 de janeiro), conforme informações da família. O ex-governador, nascido em Brumado, no Sul da Bahia, era separado e deixa quatro filhos. A causa da morte não foi informada. Conhecido nacionalmente como “Newtão”, e em Minas como “Trator”, o ex-governador, que comandou o estado entre 1987 a 1991, ganhou os apelidos pela corpulência e pelo estilo político, que lhe garantiu, além da eleição para o Palácio da Liberdade, três mandatos como prefeito de Contagem, na Grande Belo Horizonte, e dois para deputado federal. Newton Cardoso foi ainda vice-governador, entre 1999 e 2002, durante o mandato de Itamar Franco (1930-2011). Além de político, era empresário dos setores agropecuário e siderúrgico. Foi casado com Maria Lúcia Cardoso, ex-prefeita de Pitangui, na região Centro-Oeste de Minas, e ex-deputada federal, de quem se separou em 2008, após 30 anos de união. O divórcio foi conturbado, com o acionamento da Justiça para divisão de patrimônio, que à época envolvia fazendas, imóveis nos Estados Unidos e França, carros e aviões. Uma das propriedades rurais ficava em Pitangui, onde o então presidente da República, José Sarney, foi recebido em 1987 por Cardoso, à época governador. O ex-governador foi um dos fundadores do MDB, em 1966, legenda que virou PMDB em 1980 e, em 2024, voltou a se chamar MDB. Cardoso esteve na agremiação desde a sua fundação. Depois do fim de seu mandato como vice-governador, em 2002, passou a se concentrar na administração de suas empresas. Uma de suas últimas aparições públicas foi no velório do ex-ministro da Agricultura, Alysson Paolinelli, no Palácio da Liberdade, em junho de 2023. O herdeiro político do ex-governador é seu filho, Newton Cardoso Júnior, de 45 anos, deputado federal pelo MDB e presidente estadual do partido

Pacheco deve assumir o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio

Mudança fortaleceria articulação política e aproximaria empresários mineiros do governo Lula, enquanto Alckmin focaria na vice-presidência Com a eleição de Davi Alcolumbre (União-AP) para a presidência do Senado, ganharam força os rumores sobre o futuro político de Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Segundo informações apuradas pelo Valor Econômico, o senador mineiro foi avisado por dois emissários do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que deverá assumir o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), atualmente sob responsabilidade do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Se confirmada a mudança, Alckmin passaria a se dedicar exclusivamente à vice-presidência da República ou poderia ser realocado em outra pasta estratégica, a ser definida por Lula. Essa movimentação faz parte de um amplo redesenho ministerial que visa consolidar a base de apoio do governo, especialmente em Minas Gerais, terceiro maior colégio eleitoral do país. Aliados de Pacheco avaliam que sua presença no Mdic seria estratégica para aproximar o empresariado mineiro do governo federal, promovendo uma interlocução direta com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), que hoje mantém laços mais estreitos com o governador Romeu Zema (Novo) e com lideranças da direita local. A articulação também mira o fortalecimento de um palanque competitivo para Lula em Minas Gerais nas eleições de 2026. Em entrevista coletiva concedida na última quinta-feira (30), no Palácio do Planalto, Lula foi questionado sobre o futuro político de Pacheco. O presidente evitou confirmar qualquer decisão, mas afirmou que espera vê-lo candidato ao governo de Minas em 2026, o que indica a importância estratégica do senador para os planos do PT no estado. O nome de Pacheco chegou a ser cogitado para o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJ), devido à sua formação jurídica e ao histórico como ex-presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. No entanto, Lula decidiu manter Ricardo Lewandowski à frente da pasta, preservando sua experiência no campo jurídico e sua relação com o Supremo Tribunal Federal. Em um cenário político dominado por lideranças de direita, como o governador Zema, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), Pacheco desponta como a principal liderança de centro com potencial para contrabalançar essa hegemonia em Minas. Sua eventual ida para o Mdic poderá ser um passo decisivo para consolidar esse papel, tanto no campo institucional quanto no eleitoral.

Confronto entre torcidas no Recife deixa feridos e destruição nas ruas

Ataques ocorreram antes do clássico jogo entre Santa Cruz e Sport Ao menos 12 pessoas foram levadas para o Hospital da Restauração, em Recife, após confronto entre torcidas neste sábado (1º). De acordo com o hospital, nove vítimas de agressão física já foram liberadas após atendimento e três seguem internadas. As brigas generalizadas aconteceram antes do clássico entre Santa Cruz e Sport, pelo Campeonato Pernambucano, que foi mantido apesar da confusão. Diversos vídeos publicados nas redes sociais mostram cenas de extrema violência. Em nota, a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco informou que 14 pessoas estão detidas. Antes do jogo, cerca de 650 foram conduzidas até o Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque) e passaram por revista, sendo acompanhadas até o local da partida. De acordo com a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, cerca de 700 policiais foram enviados para conter a guerra entre torcidas organizadas. Em post nas redes sociais, a chefe do executivo pernambucano disse que está trabalhando com a equipe do governo “desde o primeiro momento”, e “tomando as devidas providências para punir os vândalos responsáveis pela barbárie”. “Os verdadeiros torcedores e a população não podem e não vão ficar acuados pelos que usam o futebol para praticar violência”, afirmou Raquel Lyra. O prefeito de Recife, João Campos, também se pronunciou: “O que vimos hoje foram cenas criminosas no confronto entre vândalos que usam o futebol para praticar violência. É urgente a identificação e uma punição severa para esses delinquentes! Futebol não é isso”, declarou também em suas redes sociais

América vence o Betim e segue forte na briga pela liderança do grupo B do Mineiro

Apesar da derrota, Betim segue líder do grupo A, mas vê distância para o Atlético cair para um ponto Com a segunda melhor campanha geral do Campeonato Mineiro, o América venceu mais uma partida. Neste sábado (1º), bateu Betim por 1 a 0 na Arena Vera Cruz, pela quinta rodada da competição. O duelo foi bastante prejudicado pelas condições do gramado, afetado pelas chuvas intensas dos últimos dias. As melhores oportunidades de gol saíram de cobranças de pênalti. Foram uma para cada lado. Melhor para o América, que marcou com o meia-campista Fernando Elizari, de pênalti, aos 19 minutos do primeiro tempo. O Betim, no entanto, desperdiçou aos 9 minutos da segunda etapa, com Diego Jardel, que chutou na trave. Na sequência, o goleiro americano segurou firme. Como fica? Com o resultado, o América se mantém vivo na briga pela liderança do grupo B do Campeonato Mineiro. Agora, o Coelho tem 11 pontos, um a menos que o líder Athletic, que venceu na rodada e chegou a 12. O Betim, apesar do resultado, segue líder do grupo A, com oito pontos. No entanto, viu a distância para os rivais encurtar. O Tombense, que também tropeçou na rodada, tem sete, seguido do Atlético, que venceu pela primeira vez na temporada, também com sete. Próximos jogos O América terá mais um jogo pesado pela frente: clássico contra o Cruzeiro. O jogo será na próxima quarta-feira (5 de fevereiro), na Arena Independência, às 22h. Esse será o segundo clássico do Coelho contra os grandes de Belo Horizonte. Contra o Atlético, empatou por 1 a 1 no Mineirão. O Betim também tem jogo decisivo. Encarará o Pouso Alegre, no Sul de Minas, para manter a liderança do grupo A do Campeonato Mineiro. A briga no grupo vai se desenhando contra o Atlético, que venceu a primeira na temporada ao bater o Villa Nova por 1 a 0 no Castor Cifuentes, o Alçapão do Bonfim, em Nova Lima. Melhor ataque e artilharia Com o gol, Elizari é um dos artilheiros do Campeonato Mineiro, com três gols, ao lado do próprio companheiro de equipe Jonathans, de Gabigol, do Cruzeiro, de Eurico, do Betim, e de Gustavão e David Braga, do Athletic. Além disso, o América é detentor do melhor ataque do Campeonato Mineiro, com 13 gols marcados. Vale ressaltar que sete desses gols foram marcados na goleada sobre o Pouso Alegre por 7 a 0, a maior da competição até o momento. O Athletic tem o segundo melhor ataque, com 11 gols

Hugo Motta é eleito presidente da Câmara dos Deputados com 444 votos

O deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB) foi eleito neste sábado (1º), em primeiro turno, para o cargo de presidente da Câmara dos Deputados, com 444 votos dos 513 deputados. Aos 35 anos, ele será o mais jovem presidente da Casa desde a redemocratização do país, mas carrega uma experiência de quatro mandatos consecutivos como deputado federal pela Paraíba. Franco favorito na disputa, apoiado por 17 dos 20 partidos com assento na Câmara, Motta precisava de pelo menos a maioria absoluta de apoios (257 votos) para vencer em turno único, mas foi além e liquidou a fatura com amplo apoio entre os pares, de praticamente todo o espectro partidário. A votação não superou a obtida por Arthur Lira (PP-AL) em fevereiro de 2023, quando ele foi reeleito com o voto uma votação recorde de 464 deputados. Os dois concorrentes na disputa, Marcel van Hattem (Novo-RS) e Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) obtiveram 31 e 22 votos, respectivamente. Houve o registro de dois votos em branco. Após ter o resultado proclamado, Motta foi chamado à mesa para assinar o termo de posse e assumir a cadeira ocupada por Lira. O bloco que elegeu Motta reúne o PT, partido que dirige o governo federal, e o PL, principal legenda de oposição. Os demais integrantes são PCdoB, PV, União, PP, Republicanos, PSD, MDB, PDT, PSDB, Cidadania, PSB, Podemos, Avante, Solidariedade e PRD. Juntos, eles representam 494 dos 513 deputados federais. O mandato de Hugo Motta vai até fevereiro de 2027, quando haverá eleição para a mesa diretora de uma nova legislatura. Além de ser o principal representante da Câmara dos Deputados, o presidente da Casa Legislativa é quem define a pauta de votações do plenário e supervisiona os trabalhos da instituição, incluindo as diversas comissões temáticas. O presidente da Câmara é o segundo na linha sucessória de presidente da República, após o vice-presidente, e integra o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional. Nascido em 11 de setembro de 1989, em João Pessoa (PB), Hugo Motta é médico e oriundo de uma família com atuação na política na Paraíba. Em 2010, foi eleito o deputado federal mais jovem do Brasil, na época, com 21 anos. De perfil conciliador, Motta é conhecido por ter bom trânsito político tanto tanto em setores de esquerda quanto na direita, bem como no segmento empresarial. Ela herda a influência política do grupo até então liderado por Arthur Lira. Em nota, o presidente da Luiz Inácio Lula da Silva parabenizou Motta pela eleição. “Estou certo de que avançaremos ainda mais nessa parceria exitosa entre Executivo e Legislativo, para a construção de um Brasil cada vez mais desenvolvido e mais justo, com responsabilidade fiscal, social e ambiental”, destacou Lula. Senado Mais cedo, o Senado Federal também realizou a eleição para a a presidência, com vitória por ampla maioria do senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que volta ao cargo após quatro anos, e para a nova mesa diretora da instituição pelos próximos dois anos Motta diz que ‘não existe ditadura com Parlamento forte’ e termina discurso com ‘Ainda Estamos Aqui’ O novo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), terminou seu primeiro discurso com a frase: “Ainda Estamos Aqui”, em referência ao filme “Ainda Estou Aqui”, que mostra a vida da família do ex-deputado Rubens Paiva, vítima da ditadura militar. Ele disse que “não existe ditadura com Parlamento forte”. “O primeiro sinal de todas as ditaduras é minar e solapar todos os Parlamentos. Por isso, temos que lutar pela democracia”, declarou em seu discurso, citando uma frase do discurso histórico de Ulysses Guimarães no dia que promulgou a Constituição em 1988: “tenho ódio e nojo à ditadura”. A fala gerou reações no plenário. Um grupo de deputados ecoou a frase “sem anistia”, em posição contrária ao projeto que anistia envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. Já a oposição, que colocou a proposta de perdão no acordo para apoio a Motta, não gostou da abordagem do agora presidente da Câmara em seu primeiro discurso.

Peso no bolso – Fevereiro começa com o aumento dos preços dos combustíveis

Reajuste do diesel pela Petrobras e aumento do ICMS provocaram aumento A partir deste sábado (1º), abastecer o veículo ficará mais caro. O reajuste do preço do diesel pela Petrobras e o aumento do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), arrecadado pelos estados, sobre a gasolina, o etanol, o diesel e o biodiesel, são os responsáveis pela alta. No caso do diesel, a Petrobras elevou o preço nas refinarias em R$ 0,22 por litro (+6,2%), para reduzir a defasagem de 17% em relação aos preços internacionais. Além disso, a alíquota de ICMS subirá R$ 0,06, de R$ 1,06 para R$ 1,12 por litro. Em relação à gasolina e ao etanol, a Petrobras não alterou o preço nas refinarias, que está com defasagem em torno de 7% em relação aos preços internacionais. No entanto, a alíquota de ICMS subiu R$ 0,10, de R$ 1,37 para R$ 1,47 por litro. O reajuste do ICMS sobre os combustíveis em todo o Brasil foi determinado pelo Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária), órgão que reúne os secretários de Fazenda dos estados. Pelo modelo em vigor desde o ano passado, as alíquotas de ICMS dos combustíveis passam a ser reajustas anualmente, com base nos preços médios pesquisados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) entre fevereiro e setembro do ano anterior. No caso do gás de cozinha, as alíquotas cairão R$ 0,02, de R$ 1,41 para R$ 1,39 por quilo. Segundo o Confaz, a queda ocorre porque o botijão ficou mais barato no ano passado, o que se refletiu em ICMS mais baixo. As alíquotas de ICMS passaram para os seguintes valores: Combustíveis Alíquotas até janeiro A partir de 1º de janeiro Gasolina/Etanol R$ 1,37 por litro R$ 1,47 por litro Diesel / Biodiesel R$ 1,06 por litro R$ 1,12 por litro Gás de cozinha R$ 1,41 por quilo R$ 1,39 por quilo O impacto no preço final depende do mercado. Isso porque os preços da Petrobras são fixados nas refinarias, cabendo às distribuidoras, aos postos de combustíveis e aos comerciantes, no caso do gás de cozinha, estabelecer o preço final. Geralmente, os aumentos de tributos e de preços nas refinarias são repassados aos consumidores. Desde 2022, as alíquotas do ICMS sobre os combustíveis são estabelecidas em valores fixos por litro (ou por quilo, no caso do gás de cozinha). Antes disso, as alíquotas estaduais obedeciam a um percentual do preço final definido por cada Unidade da Federação. Querosene de aviação Outro combustível que ficará mais caro em fevereiro é o querosene de aviação. A Petrobras anunciou a elevação do preço em 8%, equivalente a R$ 0,31 por litro nas refinarias. Diferentemente dos demais combustíveis, o preço do querosene de aviação é definido a cada mês, por estar atrelado ao dólar e à cotação internacional do petróleo. Com o reajuste em fevereiro, o querosene de aviação acumula alta de R$ 0,56 por litro em 2025 (+15,6%). Segundo a Petrobras, desde dezembro de 2022, o preço do querosene caiu R$ 0,93 por litro (-18,3%).

Com gol de Hulk, Atlético bate o Villa Nova e vence pela primeira vez no Mineiro

Camisa 7 colocou fim ao seu maior jejum com a camisa alvinegra e aliviou a situação do Atlético na competição estadual O Atlético venceu seu primeiro jogo no Campeonato Mineiro. O Galo bateu o Villa Nova por 1 a 0, com gol de Hulk, que colocou fim ao seu maior jejum com a camisa alvinegra. A partida, válida pela quinta rodada do Estadual, foi disputada neste sábado (1º de fevereiro) no Estádio Municipal Castor Cifuentes, popularmente chamado de Alçapão do Bonfim, em Nova Lima. Com o resultado, o Galo chegou aos 7 pontos. A equipe agora ocupa a terceira posição do grupo A, que tem o Betim como líder. O Villa Nova é o terceiro colocado do grupo C, liderado pelo Cruzeiro. Conforme o regulamento do Campeonato Mineiro, o líder de cada grupo e o segundo melhor colocado geral avançam para as semifinais, que devem ser disputadas nos dias 15 e 22 de fevereiro. A partida marcou a estreia do argentino Tomás Cuello, de 24 anos, pelo Atlético. O atacante foi a quinta contratação anunciada pelo Galo para a temporada. O alvinegro desembolsou cerca de R$ 36 milhões ao Athletico Paranaense para assinar com o atleta por quatro temporadas. Outra novidade no confronto foi a estreia de Eugênio Souza no comando do Villa Nova. Ele assumiu como técnico após a demissão de Ricardo Drubscky, que deixou o cargo após a goleada por 6 a 1 para o Athletic. Souza tem experiência no futebol mineiro e já trabalhou em clubes como Pouso Alegre, Betim e Ipatinga. Agenda O próximo compromisso do Atlético será diante do Athletic. O Galo recebe a equipe de São João del-Rei na terça-feira (4), às 21h30, no Mineirão. O Villa Nova enfrenta o Itabirito na quarta-feira (5), às 20h, no Alçapão do Bonfim. Ambos os duelos são válidos pela sexta rodada do Campeonato Mineiro. Primeiro tempo Mesmo jogando fora de casa, o Atlético iniciou a partida com maior presença no campo de ataque. As jogadas foram construídas, principalmente, pela esquerda, com o lateral Guilherme Arana. O Villa Nova, por sua vez, tentava responder nas jogadas de contra-ataque, com bolas longas. Aos oito minutos, o Galo teve a oportunidade de abrir o placar após a troca de passes no ataque. Gabriel Menino finalizou por cima da meta defendida por Geaze. O Villa tentou responder na sequência, em jogada rápida de contra-ataque com Vinicius Tanque. O camisa 9 tocou para Paulinho, que estava livre na esquerda. Ele cruzou para a área, e Gustavo Scarpa cortou, cedendo escanteio para o time mandante. O confronto seguiu disputado no meio até que, aos 17 minutos, Hulk deu o passe para Scarpa, que entrou livre pela defesa do Villa. O meia atleticano finalizou por cima do gol. Na sequência, Scarpa arriscou mais uma vez, de fora da área. A bola passou ao lado da meta, saindo pela linha de fundo. O Villa respondeu à pressão atleticana aos 21 minutos. Norberto cobrou falta na área, e Davison Dutra subiu para cabecear. A bola, porém, saiu pela linha de fundo, próxima ao gol de Éverson. Aos 30 minutos, o Galo conseguiu levar perigo mais uma vez ao gol do Villa Nova. Rubens recuperou a bola que estava saindo pela linha de fundo e tocou para Hulk. O camisa 7 finalizou em cima da defesa adversária. No rebote, Scarpa chutou forte de fora da área para a defesa de Geaze. O primeiro tempo seguiu com o Atlético tendo maior posse de bola. O Galo trocava passes no meio, procurando espaços na defesa do Villa. Porém, Vinicius Tanque roubou a bola e tentou encobrir Éverson, que estava adiantado, fora da área. A bola, no entanto, saiu ao lado do gol. Na sequência, Tanque mais uma vez finalizou forte de fora da área, exigindo a defesa de Éverson. O lance agitou a torcida do Leão no Alçapão do Bonfim. No embalo da torcida, o Villa chegou mais uma vez com perigo à meta atleticana. Gaia recuperou a bola no meio e saiu driblando a defesa do Galo. Ele chutou cruzado, buscando o canto esquerdo de Éverson, que defendeu a finalização. Pressionado, o Atlético conseguiu responder com Junior Santos, Gabriel Menino e Rubens. Apesar das oportunidades de ambos os lados, o primeiro tempo terminou empatado sem gols. Segundo tempo Com menos de um minuto de jogo no segundo tempo, o alívio veio para o Atlético e para Hulk, que voltou a marcar após 14 jogos — seu maior jejum com a camisa alvinegra. O gol saiu de um lance de bastante movimentação ofensiva. O lateral-esquerdo Guilherme Arana cortou para o meio e tocou em direção ao artilheiro do Galo, que fez um corta-luz, deixando para Gustavo Scarpa, que colocou Hulk na cara do gol com um belo passe. O Atlético seguiu superior no segundo tempo. Com mais volume ofensivo, o Galo voltou a ter uma grande oportunidade aos 17 minutos, quando Júnior Santos chutou forte para a defesa de Geaze. A bola sobrou para Gustavo Scarpa, que, no rebote, chutou para fora. Sem conseguir matar o jogo com um segundo gol, o Atlético correu risco até o fim. Mesmo sem esboçar uma pressão intensa, o Villa Nova quase empatou aos 40 minutos, com um chute de Vinicius Tanque. Éverson foi decisivo no lance.

Davi Alcolumbre é eleito presidente do Senado com ampla maioria

Senador do União Brasil recebeu 73 do total de 81 votos O senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) foi eleito neste sábado (1º) presidente do Senado pelos próximos dois anos, com 73 dos 81 votos. A reunião preparatória começou pouco depois das 10h e, durante as falas dos candidatos, o senador Marcos do Val (Podemos-ES) e a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) retiraram suas candidaturas. Concorreram ao cargo, junto com Alcolumbre, os senadores Marcos Pontes (PL-SP) e Eduardo Girão (Novo-CE). Em sua fala, Davi Alcolumbre se declarou um “defensor intransigente” do diálogo, da construção coletiva e de soluções compartilhadas. “Vocês me conhecem, sabem do meu compromisso verdadeiro com essa instituição e com o Brasil. Acima de tudo, com a população que confia em cada um de nós para representar os seus sonhos e as suas esperanças”, disse. “Para mim, governar é ouvir e liderar é servir. É disso que o nosso país precisa agora. Uma liderança que una e não que divida”. Marcos Pontes, por sua vez, avaliou que o país “clama por mudanças”. “O povo está aflito. Nossos eleitores nos pedem: ‘Façam alguma coisa’”, disse. “Estamos diante de um momento crucial. Precisamos escolher entre a estagnação e a mudança, entre o conforto e a luta. Precisamos restaurar a força e a credibilidade dessa casa. Precisamos garantir que as vozes da população sejam ouvidas e que os valores democráticos sejam sempre respeitados.” Já Eduardo Girão propôs restaurar a imagem do Senado que, segundo ele, é “péssima”. “Nosso grande problema foi não ter enfrentado o reequilíbrio entre os poderes, que foi perdido. A censura voltou ao Brasil depois da redemocratização, e o Senado ficou assistindo à censura. A Constituição é rasgada dia sim, dia não aqui, do nosso lado. E este Senado se acovarda. Todos nós somos responsáveis pela derrocada desta Casa”. Entenda O presidente do Senado é também o chefe do Poder Legislativo e, portanto, é ele quem preside o Congresso Nacional. Entre as funções do cargo estão empossar o presidente da República e convocar extraordinariamente o Congresso Nacional em caso de decretação de estado de defesa nacional ou de intervenção federal. É ele também quem recebe os pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Cabe ainda ao presidente do Senado definir a pauta das sessões da própria Casa e do Congresso como um todo. A eleição, secreta e realizada em cédulas de papel, exige a maioria absoluta dos votos dos senadores (mínimo de 41). Se nenhum candidato alcançar o número, é realizado segundo turno com os dois mais votados. Ainda assim, são necessários, no mínimo, 41 votos para eleger o presidente da Casa. Agência Brasil, com informações da Agência Senado

Pacheco se despede da presidência do Senado e cita defesa da democracia como legado

Ao se despedir do cargo na manhã deste sábado (1º), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), conversou com jornalistas e citou a defesa da democracia como legado dos quatro anos em que esteve à frente da Casa. A declaração foi feita pouco antes de Pacheco se dirigir ao plenário para participar da sessão preparatória que vai escolher o próximo presidente do Senado. “O que mais deve nos orgulhar, sem dúvida alguma, é a defesa que o Senado fez da democracia no Brasil. A defesa da democracia foi uma tônica que fez com que o Senado se unisse num momento de negacionismo, de ataques antidemocráticos, de negação à obviedade de que a democracia deve ser garantida no país. Eu considero que esse é um legado de todos esses senadores, da mesa diretora anterior e atual”. Pacheco destacou ainda o papel da imprensa durante o período em que esteve à frente do Senado – que incluiu parte da pandemia de covid-19, além das eleições presidenciais de 2022. Momentos que, segundo ele, exigem boa informação e a apuração da verdade sobre os fatos. “Em tempos de fake news, em tempos de descompromisso de veiculação da informação pelas redes sociais, nunca foi tão importante uma imprensa livre e profissional, cujo trabalho deve ser garantido por todas as instituições.” Ao agradecer aos colegas senadores e senadoras, Pacheco destacou o trabalho desempenhado na entrega de diversos projetos transformados em leis e reformas. “Pode-se criticar o Congresso em diversos aspectos, mas não se pode criticar em relação à capacidade que tem de fazer entregas e de ter uma produtividade em termos de marcos legislativos e reformas constitucionais, que são absolutamente essenciais”. “Quero também fazer um agradecimento à nossa Casa irmã, a Câmara dos Deputados, na pessoa do nosso presidente deputado federal Arthur Lira (PP-AL). A despeito de divergências que são absolutamente normais na democracia, o trato sempre foi muito respeitoso e cordial. Conseguimos entregar, em conjunto, diversos marcos legislativos de interesse do país.” “Quero também fazer um agradecimento aos outros poderes, ao Poder Executivo, na pessoa do senhor presidente Luiz Inácio Lula da Silva e todos os ministros, e também ao Poder Judiciário, na figura do seu chefe, ministro Luiz Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal. A todas as instituições que colaboraram conosco nesses quatro anos, que foram muito marcantes, muito difíceis até, em alguns aspectos, mas conseguimos fazer importantes realizações ao longo desses anos”.