O fiasco dos 100 dias de Trump é uma excelente notícia para o mundo

O colapso do líder da extrema-direita global irá afetar negativamente figuras como Jair Bolsonaro, Javier Milei e até mesmo Tarcísio de Freitas * Por Leonardo Attuch A queda abrupta e consistente da popularidade do presidente estadunidense Donald Trump nos primeiros 100 dias de seu segundo mandato é uma excelente notícia para o mundo. O fiasco trumpista comprova que a fórmula da extrema-direita global, baseada em ódio, xenofobia e ataques às instituições democráticas, está se esgotando. Segundo pesquisa divulgada neste domingo, apenas 39% aprovam a gestão Trump, enquanto 55% desaprovam e 5% não responderam. Trata-se da pior aprovação para um presidente norte-americano em início de mandato desde 1953. O desgaste, desta vez, é ainda mais acelerado do que no primeiro mandato. A maioria dos norte-americanos (73%) afirma que a economia dos EUA está em má situação, 53% dizem que ela piorou desde a posse de Trump para o segundo mandato, e 41% relatam deterioração em suas finanças pessoais. A guerra comercial contra a China, principal aposta de Trump na política externa, já mostrou ser um tiro pela culatra: 71% dos entrevistados apontam que as tarifas de importação impostas recentemente agravaram a inflação. Lançada por Trump de forma infantil e ao mesmo tempo prepotente, essa estratégia gerou apenas prejuízo, volatilidade nos mercados financeiros e, no fim, recuos humilhantes por parte do presidente, além de incerteza para os agentes econômicos. O colapso do líder da extrema-direita global irá afetar negativamente figuras como Jair Bolsonaro, Javier Milei e até mesmo Tarcísio de Freitas A queda abrupta e consistente da popularidade do presidente estadunidense Donald Trump nos primeiros 100 dias de seu segundo mandato é uma excelente notícia para o mundo. O fiasco trumpista comprova que a fórmula da extrema-direita global, baseada em ódio, xenofobia e ataques às instituições democráticas, está se esgotando. Segundo pesquisa divulgada neste domingo, apenas 39% aprovam a gestão Trump, enquanto 55% desaprovam e 5% não responderam. Trata-se da pior aprovação para um presidente norte-americano em início de mandato desde 1953. O desgaste, desta vez, é ainda mais acelerado do que no primeiro mandato. A maioria dos norte-americanos (73%) afirma que a economia dos EUA está em má situação, 53% dizem que ela piorou desde a posse de Trump para o segundo mandato, e 41% relatam deterioração em suas finanças pessoais. A guerra comercial contra a China, principal aposta de Trump na política externa, já mostrou ser um tiro pela culatra: 71% dos entrevistados apontam que as tarifas de importação impostas recentemente agravaram a inflação. Lançada por Trump de forma infantil e ao mesmo tempo prepotente, essa estratégia gerou apenas prejuízo, volatilidade nos mercados financeiros e, no fim, recuos humilhantes por parte do presidente, além de incerteza para os agentes econômicos. O colapso de Trump certamente irá repercutir para além das fronteiras dos Estados Unidos. Como o grande fiador da extrema-direita internacional, Trump emulou uma geração de políticos que agora também começa a afundar junto com ele. Na América Latina, o reflexo será inevitável. Experimentos grotescos como o de Javier Milei na Argentina, tendem a perder sustentação e ele dificilmente resistirá sem o “apadrinhamento” ideológico trumpista. No Brasil, os impactos também virão – e serão positivos. Jair Bolsonaro, que pretendia ser salvo da cadeia por Donald Trump, ficará sem padrinho. E Tarcísio de Freitas, o governador paulista que, numa demonstração de subserviência caricata, vestiu o boné do “Make America Great Again” no dia de sua posse, mais cedo ou mais tarde terá que se explicar. A boa notícia para o mundo é que o fracasso de Trump e de seus imitadores abre espaço para uma nova etapa histórica: o fortalecimento de um mundo multipolar, menos submisso a impulsos autoritários e mais comprometido com o diálogo, a cooperação e o respeito à soberania dos povos. A era do bullying, das bravatas estéreis e do nacionalismo raivoso perde força, abrindo caminho para uma reconstrução democrática baseada na inclusão, na diversidade e na paz. O fiasco de Trump, portanto, deve ser comemorado, pois abre uma janela de esperança para que o mundo possa, enfim, virar a página da extrema-direita grotesca que tanto atrasou o progresso da humanidade nos últimos anos. * Leonardo Attuch é jornalista e editor-responsável pelo 247.
Norte de Minas Gerais pode ter nova unidade de conservação e desenvolvimento sustentável

Território é rico em biodiversidade e comunidades tradicionais; criação de reserva pode proteger a área da mineração Fonte: Brasil de Fato MG
Mundo se despede do Papa Francisco em cerimônia histórica no Vaticano

Fiéis e líderes mundiais se reúnem na Praça de São Pedro para a última despedida do papa argentino, símbolo de acolhimento, justiça social e esperança para milhões. Após três dias de velório aberto, o Vaticano celebrou neste sábado (26) a Missa de Exéquias do papa Francisco, no átrio da Basílica de São Pedro. A cerimônia marca o início do Novendiali, período de nove dias de luto e oração pela memória do pontífice. O caixão de madeira e zinco, selado na noite anterior, foi posicionado diante do altar para a missa de corpo presente, acompanhada por cerca de 250 cardeais, bispos, padres e religiosos. Centenas de milhares de fiéis vindos de todo o mundo prestaram as últimas homenagens, em uma multidão que simbolizou a Igreja de Francisco: aberta a todos, como ele repetia. O coral da Capela Sistina embalou a celebração. “Diante dele, uma multidão, que deve chegar a centenas de milhares de pessoas, vindas de todas as origens geográficas, sociais, políticas e culturais, prestará suas últimas homenagens”, destacou a Santa Sé. Após os ritos solenes da Última Commendatio e Valedictio, o caixão foi conduzido pelas ruas de Roma até a Basílica de Santa Maria Maior, onde aconteceu o sepultamento. O percurso de quatro quilômetros refaz a caminhada espiritual que Francisco realizava para rezar diante do ícone da Virgem Salus Populi Romani. “Essa jornada permitirá que os fiéis se despeçam de seu bispo por um caminho que ele costumava fazer para rezar diante do ícone da Virgem Salus Populi Romani antes e depois de cada uma de suas viagens apostólicas e, até mesmo, recentemente, após suas internações”, destacou a Santa Sé. A despedida do papa argentino contou com a presença de 130 delegações estrangeiras, entre elas 50 chefes de Estado e 10 membros da realeza. Na primeira fila, lado a lado, estavam o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, o norte-americano Donald Trump, o ucraniano Volodymyr Zelensky e o argentino Javier Milei. Lula classificou a presença no funeral como um “pagamento de dívida” a um homem que “prestou serviços para a humanidade” e ressaltou o desejo de que o próximo papa tenha o mesmo coração e compromisso social de Francisco. “Tenho um apreço muito grande à figura do papa Francisco. Foi uma dívida que nós pagamos a um homem que prestou serviços para a humanidade. Quisera Deus que o próximo papa fosse igual a ele, com o mesmo coração e com os mesmos compromissos religiosos e no combate às desigualdades”, disse o presidente brasileiro aos jornalistas. Entre os líderes presentes estavam também Emmanuel Macron (França), Sergio Mattarella (Itália), Ursula von der Leyen (União Europeia), além de monarcas como o rei Felipe VI da Espanha e o príncipe William do Reino Unido. O Vaticano anunciou missas diárias em sufrágio até o dia 4 de maio, encerrando o ciclo de homenagens ao pontífice que marcou sua era por defender os pobres, dialogar com diferentes culturas e combater as desigualdades.
‘Perdeu, mané’: STF condena Débora Rodrigues a 14 anos de prisão

O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, votou por condená-la à pena de 14 anos de prisão e ao pagamento no valor mínimo indenizatório de R$ 30 milhões A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para condenar a cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, que pichou com batom a frase “perdeu, mané” na estátua “A Justiça”, localizada em frente à entrada do prédio da Corte, durante os atos golpistas do 8 de janeiro. A Procuradoria-Geral da República (PGR), que apresentou a denúncia ao STF, acusa Débora pelos crimes de associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, votou por condená-la por todos os crimes apontados pela PGR à pena de 14 anos de prisão e ao pagamento no valor mínimo indenizatório de R$ 30 milhões. Os ministros Flávio Dino e Cármen Lúcia acompanharam o voto do relator no tempo da pena e a multa. Ou seja, o julgamento foi suspenso com maioria (3 votos) pela condenação a 14 anos de prisão em regime inicial fechado. Por considerar que a acusada não possuía antecedentes e confessou parcialmente o crime. Cristiano Zanin votou por reduzir a pena para 11 anos. Embora tenha reconhecido que houve crime, Luiz Fux divergiu de Moraes quanto as acusações de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, associação criminosa e dano qualificado. Para ele, não houve provas de que Débora ingressou nos prédios e pediu sua condenação apenas pelo crime de deterioração de patrimônio tombado (pena em 1 ano e 6 meses de reclusão, além de 10 dias-multa). Voto No seu voto, Moraes considerou que a acusada “reconheceu a participação nos atos golpistas […] e o vandalismo à escultura ‘A Justiça’, conforme demonstrado pelos portais jornalísticos”. “No caso específico, há provas suficientes de sua participação nos atos violentos de 8.1.2023. A denunciada permaneceu unida subjetivamente aos integrantes do grupo e participou da ação criminosa que invadiu as sedes do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal e quebrou vidros, cadeiras, painéis, mesas, móveis históricos e outros bens que ali estavam, causando a totalidade dos danos descritos pelo relatório preliminar do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)”, diz o relator no voto.
Seis árbitros mineiros entram para o quadro da Fifa

Profissionais de arbitragem do quadro da FMF receberam selo da entidade máxima do futebol nesta sexta-feira (25/4) e entrega dos escudos Fifa para seis árbitros de Minas Gerais. Os árbitros Paulo Cesar Zanovelli, Andreza Helena Siqueira e Igor Junio Benevenuto; os assistentes Guilherme Dias Camilo e Fernanda Nandrea Gomes Antunes e o assistente de ábritro de vídeo Marco Aurélio Augusto Fazekas passam a integrar o quadro de arbitragem da entidade máxima do futebol. Além da Copa do Mundo, a Fifa é responsável pelo Mundial de clubes que será disputado entre junho e julho deste ano, nos Estados Unidos. A lista de arbitragem do torneio já foi divulgada e Wilton Pereira Sampaio, Ramon Abatti Abel, Rafael Alves, Bruno Boschilia, Danilo Manis e Bruno Pires são os representantes brasileiros. Veja a arbitragem brasileira no quadro da fifa: Futebol Árbitros centrais Raphael Claus Ramon Abatti Abel Wilton Pereira Sampaio Anderson Daronco Flavio Rodrigues de Souza Rafael Rodrigo Klein Edina Alves Batista Bruno Arleu de Araújo Rodrigo José Pereira de Lima Paulo Cesar Zanovelli da Silva Deborah Cecilia Cruz Correira Daiane Caroline Muniz dos Santos Charly Wendy Straud Deretti Andreza Helena Siqueira Thayslane de Melo Costa Rejane Caetano da Silva Matheus Delgado Candançan Igor Junio Benevenuto Árbitros-assistentes Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa Guilherme Dias Camilo Neuza Inês Back Bruno Boschillia Bruno Raphael Pires Danilo Ricardo Simon Manis Rafael da Silva Alves Nailton Junior Sousa Oliveira Alex Ang Ribeiro Fabrini Bevilaqua Costa Maíra Mastella Moreira Luanderson Lima dos Santos Anne Kesy Gomes de Sá Fernanda Nandrea Gomes Antunes Brigida Cirilo Ferreira Leila Naiara Moreira da Cruz Fernanda Kruger Victor Hugo Imazu dos Santos Gizeli Casaril Daniella Coutinho Pinto VAR Rodolpho Toski Marques Wagner Reway Igor Junio Benevenuto de Oliveira Daiane Caroline Muniz dos Santos Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro Daniel Nobre Bins Rodrigo Nunes de Sá Rodrigo D’Alonso Ferreira Diego Pombo Lopez Charly Wendy Straud Deretti Marco Aurélio Augusto Fazekas
Fernando Collor é preso em Alagoas após decisão do STF

Ex-presidente foi detido na madrugada desta sexta-feira (25) em Maceió O ex-presidente da República Fernando Collor de Mello foi preso na manhã desta sexta-feira (25) em Maceió. Segundo sua defesa, a prisão ocorreu às 4h, quando o político se deslocava para Brasília. Ainda de acordo com a defesa de Collor, que também é ex-senador, ele se deslocava para Brasília para o cumprimento espontâneo do mandado de prisão. Depois da prisão, o ex-presidente foi encaminhado para a Superintendência da Polícia Federal em Alagoas. A prisão de Collor foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, após negar recurso da defesa para rever uma condenação, de 2023, a 8 anos e 10 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro Moraes autoriza Collor a cumprir pena em ala especial de presídio de Maceió Ministro do STF também concedeu 24 horas para que a direção do presídio informe se há “totais condições” para o cuidado da saúde do ex-presidente no local O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que o ex-presidente Fernando Collor começará a cumprir sua pena em regime fechado no presídio Baldomero Cavalcanti de Oliveira, localizado em Maceió (AL), destaca o jornal O Globo. A determinação foi tomada após uma audiência de custódia, na qual o ex-presidente foi beneficiado com uma medida que o mantém em uma cela separada na ala especial da unidade prisional, em razão de seu status de ex-presidente da República. O ministro também concedeu um prazo de 24 horas para que a direção do presídio informe se há “totais condições” para o cuidado da saúde de Collor no local. Mais cedo, a defesa de Collor havia solicitado a conversão de sua pena para prisão domiciliar, alegando problemas de saúde do ex-presidente, como Doença de Parkinson, apneia do sono grave e transtorno afetivo bipolar, condições que exigem cuidados médicos contínuos. A defesa reforçou que tal medida seria necessária para garantir o acompanhamento médico adequado. Ainda de acordo com a reportagem, o ministro Alexandre de Moraes, em sua decisão, também determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestasse sobre o pedido de prisão domiciliar de Collor. O caso, que estava sendo analisado no plenário virtual do STF, foi interrompido quando o ministro Gilmar Mendes pediu destaque e suspendeu a discussão. O julgamento será transferido para o plenário físico da Corte, em sessão a ser agendada. A ordem de prisão, no entanto, permanece em vigor. A defesa de Collor, contudo, argumenta que ele deveria cumprir a pena em regime domiciliar, devido às questões de saúde. Até a data limite do julgamento no plenário virtual, às 23h59 desta sexta-feira, o ministro Flávio Dino havia seguido o voto do relator, Alexandre de Moraes, e se manifestado favoravelmente ao cumprimento da pena de Collor. O presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, e o ministro Edson Fachin também se alinharam com a decisão de manter a prisão do ex-presidente. Assim, Collor permanecerá detido enquanto o STF delibera sobre o pedido de sua defesa. Collor foi detido na madrugada desta sexta-feira (25), por volta das 4h, no aeroporto de Maceió, quando tentava embarcar com destino a Brasília para se entregar às autoridades. Segundo fontes próximas ao ex-presidente, ele estava “calmo” no momento da prisão. A prisão imediata foi determinada por Moraes ontem à noite, após o esgotamento dos recursos no processo que resultou na condenação do ex-presidente por envolvimento em um esquema de corrupção.
STF torna réus general, ex-assessores e delegados por trama golpista

Decisão inclui também ex-diretor da PRF; grupo faz parte do chamado núcleo 2 da tentativa de golpe de Estado A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu aceitar, nesta terça-feira (22), a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra seis acusados de integrar o chamado Núcleo 2 da organização da trama golpista. Seis acusados se tornaram réus e passarão a responder a uma ação penal. São eles: Fernando de Sousa Oliveira (delegado da Polícia Federal, ex-diretor de Operações do Ministério da Justiça e ex-secretário-adjunto de Segurança Pública do DF), Filipe Garcia Martins Pereira (ex-assessor para Assuntos Internacionais da Presidência da República), Marcelo Costa Câmara (coronel da reserva do Exército e ex-assessor da Presidência da República), Marília Ferreira de Alencar (delegada e ex-diretora de Inteligência da Polícia Federal), Mário Fernandes (general da reserva do Exército) e Silvinei Vasques (ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal). Todos vão responder pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, envolvimento em organização criminosa armada, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado. Denúncia acatada por unanimidade Nessa fase do processo, foi examinado apenas se a denúncia atendeu aos requisitos legais mínimos exigidos pelo Código de Processo Penal (CPP) para a abertura de uma ação penal. A conclusão foi de que a PGR demonstrou adequadamente que os fatos investigados configuram crimes (ou seja, havia materialidade) e que há indícios de que os denunciados participaram deles (autoria). O placar final do julgamento no STF foi de cinco votos a zero pelo recebimento da denúncia da PGR. Em seu voto, o ministro relator, Alexandre de Moraes, detalhou individualmente os indícios apresentados pela denúncia para cada um dos acusados, como documentos, registros de mensagens de celular, entradas em prédios públicos e depoimentos que confirmam as declarações do colaborador Mauro Cid. Ação da PRF no segundo turno O ministro concordou com a acusação da PGR e disse que Silvinei Vasques, Marília de Alencar e Fernando de Sousa atuaram para viabilizar as operações da Polícia Rodoviária Federal (PRF). O objetivo, de acordo com a PGR, era dificultar a circulação de eleitores do Nordeste no segundo turno do pleito de 2022. Segundo Moraes, Marília e Fernando produziram informações sobre os locais onde Bolsonaro obteve baixa votação no primeiro turno das eleições. Com base nas planilhas, a PRF realizou as operações. Plano Punhal Verde Amarelo Foi mencionado no voto do relator o plano apreendido com o general da reserva Mário Fernandes, que previa “ações para neutralizar” e matar o próprio ministro, além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin. Foi apreendida uma planilha com detalhes dessa operação, que chegou a ser impressa no Palácio do Planalto e levada ao Palácio da Alvorada. Também foram reveladas durante a investigação mensagens do general com Mauro Cid e com manifestantes que participavam do acampamento em frente ao Quartel-General do Exército. “Não há dúvida sobre a violência praticada. Cada um dos denunciados terá toda a ação penal para provar que eles não participaram, mas não é possível negar que houve, no dia 8 de janeiro de 2023, a tentativa de golpe de Estado”, afirmou Moraes. A minuta do golpe No caso do ex-assessor para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Filipe Garcia Martins Pereira, Moraes apontou que há informações sobre sua participação em reunião com o então presidente Jair Bolsonaro para tratar da elaboração de uma minuta de decreto de golpe de Estado. Foram levantados dados de sua entrada no Palácio da Alvorada em determinadas datas, e depoimentos como o do ex-comandante do Exército, general Freire Gomes, afirmam que Martins apresentou a minuta a Bolsonaro. Já o coronel da reserva do Exército e ex-assessor da Presidência da República, Marcelo Costa Câmara, teve suas condutas narradas pela PGR a partir de trocas de mensagens de WhatsApp nas quais ele repassa a interlocutores um monitoramento de autoridades. Ele teria participado ainda de reunião com o então presidente em que se tratou de temas golpistas. O relator destacou que Bolsonaro tinha conhecimento da minuta do golpe, que foi apreendida pela Polícia Federal na casa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres. “O próprio réu, Jair Bolsonaro, logo após o recebimento da denúncia por esta turma, em entrevista coletiva, disse que recebeu a minuta do golpe, manuseou e analisou porque iria pensar sobre a decretação de um estado de sítio ou de defesa. O que importa é que não há mais dúvida de que essa minuta passou a mão em mão, chegando ao presidente da República”, disse Moraes. Julgamento A partir de agora, tem início a fase da instrução processual, quando os advogados poderão indicar testemunhas e pedir a produção de novas provas para comprovar as teses de defesa. Os acusados também serão interrogados ao final dessa fase e os trabalhos serão conduzidos pelo gabinete do ministro Alexandre de Moraes. Depois do fim da instrução, o julgamento será marcado e os ministros vão decidir se os acusados serão condenados à prisão ou absolvidos. Não há ainda data definida para o julgamento. Os acusados dos núcleos 1 e 2 tiveram suas denúncias avaliadas pelo Supremo, totalizando 14 réus. Ainda serão analisadas as denúncias contra os núcleos 3,4 e 5.
Quando será o Conclave? Veja como acontece e quem participa da escolha do próximo Papa

O Conclave deve começar entre 15 e 20 dias após a morte ou renúncia do papa anterior, conforme as normas estabelecidas pelo Papa João Paulo II Por Simon Nascimento A igreja católica vai escolher um novo Papa, nas próximas semanas, após a morte do Papa Francisco. A seleção será feita por meio do Conclave, atualmente composto por 252 cardeais, dos quais 138 eleitores (com menos de oitenta anos) e 115 não eleitores. O processo é secreto e somente os religiosos da lista têm conhecimento das discussões da reunião. De acordo com as regras estabelecidas pelo papa João Paulo II em 1996, o Conclave deve começar entre 15 e 20 dias após a morte ou renúncia do papa anterior. Os cardeais são os principais conselheiros do Papa e são escolhidos por ele para ajudar a governar a igreja. No atual grupo, praticamente todos os cardeais foram elevados ao posto pelo Papa Francisco, o que, na avaliação do jornalista especialista em Vaticano e doutor em Ciências Sociais, Filipe Domingues, pode tornar o processo mais demorado. “O que aconteceu no pontificado do Papa Francisco é que ele nomeou muitos cardeais novos e muitos eram de igrejas locais, de partes do mundo onde nunca tenha tido cardeais antes. E são religiosos com perfil pastoral, como a gente diz, mais próximos do povo, atentos à devoção popular, e não tão de carreira e escritório das universidades. O problema disso é que eles não se conhecem entre si, então não sabemos como será essa votação, se será muito rápida, com a definição de um, dois, três, nomes ou se haverá uma pulverização”, disse. Domingues, que é diretor do Lay Centre em Roma, uma espécie de residência universitária para estudantes das universidades católicas, afirmou que a escolha do novo pontífice no Conclave vai depender das diretrizes desejadas para a igreja nos próximos anos. “Após a morte do Papa, é preciso esperar no máximo 20 dias para iniciar o Conclave. Eles têm esse tempo, entre a morte do Papa e o início do Conclave, para falar abertamente. Eles ficam duas semanas frequentando Roma, indo às igrejas, nos jantares, aí tem as chamadas Congregações Gerais que são reuniões dos cardeais que estão em Roma e vão falar do que a igreja precisa neste momento e de qual o perfil para conduzir a igreja neste momento”, explicou. Domingues lembrou que, na escolha de Francisco em 2013, as características traçadas indicavam um religioso reformador, que mudasse os direcionamentos da cúria romana e com mais atenção aos pobres. “Quando eles entraram para votar no Conclave, eles já tinham uma ideia do que eles queriam e provavelmente vai ser assim de novo. Na minha visão, não vai ser um Papa diferente do ponto de vista dos posicionamentos. Vai ser um Papa de continuidade, na igreja não tem muita ruptura, entre um Papa e outro, vai ser de continuidade, mas talvez com um perfil diferente”, opinou. Como funciona o Conclave? A eleição do Papa é realizada segundo a Constituição Apostólica de 1996, promulgada pelo Papa Beato João Paulo II, que rege o funcionamento do Conclave. Na prática, trata-se de uma espécie de um retiro sagrado, no qual os cardeais eleitores se reúnem para discutir e votar o nome do próximo ‘Santo Padre’. Todos os cardeais eleitores ficam hospedados em uma acomodação, na chamada “Domus Sanctae Marthae”, construída na Cidade do Vaticano. Há cardeais de três ordens: diáconos, presbíteros e bispos. Na parte da manhã e na parte da tarde, são feitas as orações e a celebração das sagradas funções ou preces. Em seguida, há os procedimentos para as eleições. Podem votar e ser votados todos os cardeais com menos de 80 anos de idade. Os cardeais eleitores são obrigados a participar do Conclave e são convocados pelo cardeal mais velho (Decano). Como é a eleição? São feitas duas eleições por dia, uma de manhã e outra à tarde, e será eleito o cardeal que, numa dessas eleições, obtiver 2/3 dos votos, considerando presentes todos os cardeais. A eleição é secreta e cada cardeal coloca em uma cédula o nome em quem deseja votar. Três cardeais são escolhidos para fazer a contagem dos votos, esses são chamados de escrutinadores. Se algum deles for escolhido com 2/3 de votos, estará eleito e, aceitando o cargo, é queimada uma fumaça branca no incinerador da Capela Sistina. Se após a segunda eleição do dia não houver ainda um eleito, então, queima-se uma fumaça negra que sai na chaminé da Capela, na Praça de São Pedro. Após cada eleição as cédulas são todas queimadas pelos escrutinadores. Se houver algum cardeal doente que não possa sair de seu quarto, a urna é levada a ele por três cardeais, para que possa votar. Caso os cardeais não cheguem a um consenso sobre o novo Papa durante três dias de votações, estas serão suspensas durante um dia para uma pausa de oração. Em seguida, recomeçam as votações. Se, após sete novas tentativas, ainda não se verificar a eleição, faz-se outra pausa de oração. Se ainda assim as votações não tiverem êxito, os cardeais eleitores serão convidados a darem a sua opinião sobre aquilo que a maioria absoluta deles tiver estabelecido. “Todavia, não se poderá deixar de haver uma válida eleição, ou com a maioria absoluta dos sufrágios ou votando somente os dois nomes que, no escrutínio imediatamente anterior, obtiveram a maior parte dos votos, exigindo-se, também nesta segunda hipótese, somente a maioria absoluta”, explicou o professor Felipe Aquino, membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II.
Morre Papa Francisco, que revolucionou a Igreja Católica, aos 88 anos
Pontífice estava a frente da Igreja Católica desde 2013 Jorge Mario Bergolio – o Papa Francisco, morreu aos 88 anos, na madrugada desta segunda-feira (21 de abril). A morte foi confirmada pelo Vaticano. O período de seu pontificado de 12 anos foi marcado por sua popularidade entre os fiéis e pela resistência feroz dentro do catolicismo a seu projeto de reformas, mesmo que estas não questionem os pilares doutrinários. O falecimento de Francisco ocorreu às 2h35, no horário de Brasília, e 7h35 no horário local. A saúde de Francisco já vinha preocupando as pessoas em todo mundo há alguns anos, chegando até a provocar especulações sobre uma eventual renúncia – assim como fez o antecessor, Bento XVI. Desde o início de fevereiro o papa vinha sofrendo com uma bronquite e, chegou a precisar interromper a leitura de um discurso durante sua audiência geral semanal devido às dificuldades para respirar. “Deixem-me pedir ao padre que continue lendo porque ainda não consigo com a minha bronquite. Espero que na próxima vez eu possa”, disse na ocasião. Francisco se mostrou popular entre os católicos desde o início de seu pontificado, em 2013. Quatro meses após assumir o papel de papa, Francisco esteve na 28ª Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que reuniu um público superior a 3 milhões de pessoas. Naquela ocasião, o papa também visitou a Basílica de Nossa Senhora Aparecida, no interior de São Paulo. Saúde delicada Francisco, que na sua juventude foi submetido a uma ablação parcial de uma mobilidade, se desloca desde 2022 com uma cadeira de rodas, ou com uma bengala nas poucas vezes que é visto de pé. Nos últimos anos, ele apresentou vários problemas de saúde, incluindo dores no joelho e no quadril, uma inflamação do cólon e dificuldades respiratórias. Em junho de 2023, Jorge Mario Bergoglio foi hospitalizado por 10 dias no hospital Gemelli e passou por uma operação de hérnia abdominal, que causou anestesia geral. Em dezembro do mesmo ano, também devido a uma bronquite, o pontífice desistiu de participar na COP28 de Dubai, a grande reunião de cúpula anual do clima, organizada pelas Nações Unidas. E no final de março de 2024, o jesuíta argentino, eleito papa em 2013, cancelou na última hora sua participação na Via-Crúcis do Coliseu de Roma. Poucos dias depois, no entanto, consegui celebrar a missa da Páscoa. Apesar dos vários problemas de saúde, Francisco mantinha uma agenda repleta de audiências e tarefas. Também prosseguiu com as viagens – como em setembro, quando fez a deslocação mais longa do seu pontificado, uma jornada de 12 dias que o levou a Papua-Nova Guiné, Timor Leste, Indonésia e Singapura. Pela justiça social A trajetória do líder da Igreja Católica foi marcada por mudanças e carisma. As pregações deste crítico do neoliberalismo destacaram reivindicações por maior justiça social, proteção da natureza e defesa dos migrantes que fogem das guerras e da miséria. Assim que foi eleito papa, em 13 de março de 2013, o cardeal argentino Jorge Bergoglio mostrou seu desejo de ruptura, ao aparecer na varanda da basílica de São Pedro sem nenhum ornamento litúrgico. O jesuíta sorridente e de linguajar franco representava um contraste com o tímido Bento XVI, que havia renunciado ao cargo. E provavelmente já tinha em mente seu programa: a reforma da Cúria (o governo da Santa Sé), corroída pela inércia, e o saneamento das duvidosas finanças do Vaticano. O ex-arcebispo de Buenos Aires, que nunca fez carreira nos corredores de Roma, queria “pastores com cheiro de ovelha” para devolver o dinamismo a uma Igreja cada vez mais superada em muitas regiões pela vitalidade dos cultos evangélicos. O papa Francisco procurou também acolher mais as mulheres durante seu pontificado. Em janeiro deste ano, ele pediu que a “mentalidade machista” fosse “superada” dentro da Igreja, solicitando que mais cargas de responsabilidade sejam atribuídas às freiras e que elas deixem de ser tratadas como “empregadas”. Na mesma época, ele anunciou que uma mulher, Raffaella Petrini, dirigiria a partir de março o Governo do Estado da Cidade do Vaticano, o órgão responsável pelas funções administrativas da Santa Sé. “Periferias” “O papa introduziu na Igreja assuntos centrais das democracias ocidentais, como o meio ambiente, a educação, o direito”, destaca Roberto Regoli, professor na Pontifícia Universidade Gregoriana. Ele também denuncia os conflitos que devastam o planeta, mas sem resultados concretos, como demonstram seus apelos por um fim da guerra na Ucrânia. Mas sua imagem rezando sob a tempestade na praça de São Pedro vazia durante a pandemia ilustrou como poucas a necessidade de repensar a economia mundial. Este pastor incansável, apesar dos 88 anos e seu estado de saúde frágil que o obrigam a usar uma cadeira de rodas, segue privilegiando as missões nas “periferias” do leste da Europa ou da África. Durante a década ‘bergogliana’, a Igreja Católica também desenvolveu um diálogo inter-religioso, em particular com o islã. Ele também teve um encontro histórico em 2016 com o patriarca ortodoxo russo Kirill, mas a aproximação foi interrompida pelo apoio desta Igreja cristã à invasão russa da Ucrânia. Para enfrentar os escândalos de abusos sexuais de menores de idade por religiosos, Francisco aboliu o “sigilo pontifício”, que era utilizado por autoridades eclesiásticas para não comunicar tais atos. Um gesto importante, mas insuficiente para as associações de vítimas. Lutas de poder Francisco levou novos ares a Roma: optou por viver em um apartamento sóbrio, rejeitando o suntuoso Palácio Apostólico, e frequentemente convidava à sua mesa moradores em situação de rua ou presidiários. Um estilo que também rendeu críticas de setores que veem nele uma dessacralização de suas funções. O primeiro papa latino-americano da História continuou mobilizando os fiéis no exterior, mas também há quem o critique por um exercício extremamente pessoal de sua autoridade sobre 1,3 bilhão de católicos. “Francisco mostrou um autoritarismo ao qual a Cúria não estava acostumada há muito tempo. E isso pode irritar”, disse à AFP um importante diplomata em Roma. E a oposição dos setores mais conservadores da Igreja está mais viva do que nunca, apesar das mortes
Correio Brasiliense ressalta folclore, parques, culinária, festas e potencial de Montes Claros

Veja cidade conhecida como a “Terra dos 7 Montes Claros” Montes Claros, no norte de Minas Gerais, é uma cidade vibrante, cheia de contrastes entre o moderno e o tradicional. Considerada a capital do norte mineiro, ela se destaca não apenas por seu peso econômico e educacional, mas também pela cultura marcante, gastronomia regional irresistível e natureza surpreendente. A cidade encanta quem a visita com sua hospitalidade e paisagens únicas do cerrado mineiro. Este artigo foi criado para responder suas principais dúvidas sobre o turismo em Montes Claros: o que fazer, onde ir, quando visitar, como economizar e como se locomover pela cidade. Ao final da leitura, você estará pronto para planejar uma viagem rica em experiências autênticas. Qual é a história de Montes Claros? Montes Claros surgiu oficialmente em 1831, mas suas origens remontam ao século XVII, quando bandeirantes paulistas chegaram à região em busca de ouro e pedras preciosas. Inicialmente chamada de Arraial de Nossa Senhora da Conceição e São José das Cabeceiras do Rio Verde, a cidade se desenvolveu graças à agricultura, à pecuária e ao comércio, tornando-se um importante entroncamento no norte de Minas. Com o tempo, Montes Claros passou por grandes transformações econômicas, principalmente com a chegada da ferrovia no século XX e o crescimento das indústrias de alimentos e medicamentos. Hoje, a cidade é um polo regional em diversos setores, como educação, saúde e tecnologia. A história da cidade pode ser percebida em seus casarões antigos, museus e festas tradicionais, que mantêm vivas as raízes culturais do povo montes-clarense. Quais são as curiosidades mais interessantes sobre Montes Claros? Montes Claros é conhecida como a “Princesa do Norte de Minas” e também como “a terra dos 7 Montes Claros”, em alusão aos morros que rodeiam a cidade e lhe deram nome. Uma de suas lendas mais populares é a do “Lobisomem do Morrinho”, que faz parte do imaginário local e é contada há gerações, especialmente durante as festas juninas. A cidade também é um dos berços da tradicional Festa de Agosto, celebrada em honra a Nossa Senhora do Rosário, com forte presença de congadas e marujadas. Entre os símbolos oficiais da cidade, estão o brasão e a bandeira, que refletem elementos da natureza, da história e da religiosidade local. A cidade ainda abriga o famoso Coral Ars Nova e é considerada um celeiro de talentos, tendo revelado artistas como o cantor Beto Guedes. Essas curiosidades mostram a riqueza cultural que pulsa nas ruas, nas festas e nas conversas dos moradores. Quais são os principais pontos turísticos de Montes Claros? Montes Claros oferece uma variedade de atrações que encantam tanto turistas quanto moradores. O Parque Municipal Milton Prates é um dos destaques, com seu lago, trilhas e áreas de lazer ideais para famílias e visitantes em busca de contato com a natureza. Outro local imperdível é a Gruta de Lapa Grande, uma formação natural impressionante com mais de 3 km de galerias subterrâneas, repleta de estalactites e estalagmites. O Museu Regional do Norte de Minas, instalado em um antigo casarão, também é uma parada obrigatória para quem deseja conhecer a história local. A melhor época para visitar esses atrativos é entre maio e agosto, quando o clima é mais seco e agradável. Durante a Festa de Agosto, por exemplo, o centro da cidade ganha vida com cortejos, danças folclóricas e barracas típicas. Para quem deseja um roteiro mais tranquilo, o ideal é explorar a zona rural de Montes Claros, com suas fazendas históricas e culinária mineira autêntica. Como é o clima local e qual a melhor época para visitá-la? Montes Claros possui clima tropical semiúmido, com temperaturas médias entre 20 °C e 28 °C. O verão, de dezembro a março, é quente e marcado por chuvas frequentes. Já o inverno, entre junho e agosto, é mais seco, com noites agradavelmente frescas e dias ensolarados, o que favorece atividades ao ar livre e passeios pelos parques e grutas da região. A estação mais recomendada para turismo em Montes Claros é o inverno, quando a cidade sedia diversos eventos culturais e o clima está mais ameno. No entanto, o verão também pode ser aproveitado por quem busca vivenciar a cidade em sua movimentação típica, especialmente nos mercados populares e nas festas tradicionais. Levar roupas leves, mas também um agasalho para as noites de inverno, é uma dica útil para qualquer época do ano. O que fazer em Montes Claros além dos pontos turísticos? Uma boa maneira de mergulhar na essência da cidade é visitar o Mercado Central Christo Raeff, onde se encontram queijos artesanais, doces típicos, cachaças e artesanato local. Os bairros mais antigos, como o Centro e o Morrinhos, conservam casarões históricos e igrejas que contam muito da história montes-clarense. Participar de uma roda de viola ou visitar uma feira de quintal também são experiências autênticas e inesquecíveis. Na gastronomia, não deixe de experimentar o famoso arroz com pequi, o frango ao molho pardo e os queijos premiados da região. Restaurantes como o Casa da Tapioca e o Sabor do Sertão oferecem pratos típicos em ambientes acolhedores. Em termos de hospedagem, há opções variadas que vão de pousadas charmosas a hotéis bem avaliados, como o Dubai Suites e o Hotel Rametta. Para se locomover, é fácil utilizar aplicativos de transporte, táxis e ônibus urbanos. Quais são as dicas essenciais para quem visita? Assim como em qualquer cidade de médio porte, é recomendável atenção com objetos pessoais em áreas muito movimentadas, como mercados e terminais rodoviários. O transporte público cobre bem os principais bairros e pontos turísticos, e o custo médio da passagem gira em torno de R$ 4,50. Para deslocamentos mais rápidos e personalizados, os apps de mobilidade são bastante funcionais. Quem deseja economizar pode planejar a viagem fora da alta temporada, como feriados e festivais, quando a cidade tende a ficar mais cheia e cara. Outra dica é ficar atento a sites de cupons e promoções locais. Evite “pegadinhas” turísticas como restaurantes com preços inflacionados próximos a eventos e prefira sempre indicações de moradores ou avaliações online atualizadas.