Em apresentação, Neymar faz promessa à torcida do Santos: ‘Se depender de mim…’

Neymar foi apresentado pelo Santos em uma Vila Belmiro abarrotada de fãs e torcedores na noite desta sexta-feira (31/1) Doze anos depois, Neymar está de volta ao Santos. O craque foi apresentado pelo clube em uma Vila Belmiro abarrotada de fãs e torcedores na noite desta sexta-feira (31/1). É um dia muito especial para mim. Estou muito feliz”, iniciou Neymar, em suas primeiras palavras no retorno ao Peixe. Na sequência, o público no estádio cantou alto e “interrompeu” o discurso do astro por alguns segundos. Quando retomou o raciocínio, Neymar explicou porque fez questão de usar a faixa “100% Jesus” em seu regresso ao Santos. “Falei ali dentro que quando era menino, fui para a Vila Belmiro com essa faixa aqui. Não podia deixar de voltar assim. Estou contente e feliz. Vivemos muitos momentos lindos aqui”. O camisa 10 também fez promessa para a torcida santista. Segundo ele, não faltará “ousadia” nos momentos em que estiver dentro de campo. “Se depender de mim, do amor e do carinho que tenho por esse clube, não vão faltar força, garra, determinação, fé e, obviamente, muita ousadia”. Neymar, atacante do Santos Antes de encerrar o recado para distribuir camisas aos torcedores, Neymar citou familiares, amigos e fãs em agradecimentos. “Esse dia vai ficar marcado para o resto da minha vida. Obrigado a cada um que está fazendo parte desse momento. Vamos que vamos!”. As mensagens para Neymar Atletas que atuaram com Neymar por clubes e pela Seleção Brasileira, como Vinicius Junior, Rodrygo, Piqué e Buffon, mandaram vídeos transmitidos no telão, desejando boa sorte ao jogador na nova fase. Houve também uma mensagem da atacante Marta. Neymar chegou nesta sexta ao Brasil para iniciar sua segunda passagem pelo Santos. O atacante de 32 anos desembarcou pela manhã no aeroporto de São Roque, no interior de São Paulo, após voo fretado que partiu de Riade, na Arábia Saudita. O jogador, então, pegou um helicóptero que sobrevoou pontos da cidade de São Paulo, como o estádio do Pacaembu, e o litoral paulista, antes de rumar a Santos para firmar seu contrato. Na assinatura, o presidente Marcelo Teixeira entregou a camisa 11 ao craque, numeração que o jogador usou na equipe antes de sair. No entanto, Neymar usará a 10, eternizada por Pelé e deixada sem dono durante a Série B de 2024. “Você começou com a 7. Depois, fez história com a 11. Vou te dar agora na assinatura sua camisa tradicional, a 11. Agora, vamos lá na sua casa para você pegar a 10”, disse Teixeira para Neymar. Trajetória do craque Aos 32 anos, Neymar está de volta ao clube que o projetou para o futebol. Com a camisa do Santos, o atacante jogou 225 partidas oficiais, marcou 136 gols e deu 63 assistências. As conquistas de Campeonato Paulista (2010, 2011 e 2012), Copa do Brasil (2010), Libertadores (2011) e Recopa Sul-Americana (2012) fizeram com que ele se consolidasse como ídolo do clube. O principal jogador do futebol brasileiro brilhou na Europa por Barcelona (186 jogos, 105 gols e 62 assistências) e Paris Saint-Germain (118 gols e 70 assistências em 173 jogos). No Velho Continente, Ney ganhou praticamente tudo que disputou, sendo os principais títulos a Liga dos Campeões de 2014/15, o Campeonato Espanhol em 2014/15 e 2015/16; a Copa do Rei em 2014/15, 2015/16 e 2016/17; o Campeonato Francês em 2017/18, 2018/19, 2019/20, 2021/22 e 2022/23; e a Copa da França em 2017/18, 2019/20 e 2020/21. A passagem pela Arábia Saudita, no entanto, foi frustrante. Em 531 dias como jogador do Al-Hilal, o atacante só entrou em campo sete vezes – cinco vitórias e dois empates. Neymar anotou um gol e deu duas assistências no Oriente Médio. Muito do insucesso se deve à grave lesão que ele sofreu em outubro do mesmo ano, quando rompeu o ligamento cruzado anterior e o menisco do joelho esquerdo em jogo da Seleção Brasileira pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. Após isso, passou por cirurgia e só retornou aos gramados em novembro de 2024. Neymar na Seleção Brasileira O atacante assumiu o protagonismo da amarelinha ainda com pouca idade. Em 2014, aos 22 anos, foi o camisa 10 e grande líder técnico da Seleção Brasileira na Copa disputada no Brasil. Em 2018 e 2022, a história se repetiu. Neymar ainda ultrapassou Pelé e atingiu o posto de maior artilheiro da história da Seleção Brasileira, com 79 gols. Apesar das conquistas da Copa das Confederações de 2013 e da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos Rio 2016, o atacante ainda não conseguiu levar o Brasil ao sexto título mundial – seu grande objetivo na carreira. Com informações da agência Folhapress
Hugo Motta e Davi Alcolumbre: herdeiros de dinastias políticas devem comandar Congresso

Fenômeno se repete ao longo da história do país, dificultando a renovação política e consolidando a presença de grupos familiares no poder Os favoritos para comandar a Câmara e o Senado pelos próximos dois anos têm algo em comum além do favoritismo entre os pares: Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) são herdeiros de grupos familiares que há gerações exercem influência em seus estados e no Congresso Nacional, informa reportagem do Estadão. O fenômeno se repete ao longo da história do país, dificultando a renovação política e consolidando a presença de grupos familiares no poder. Além de Motta e Alcolumbre, diversos ex-presidentes do Congresso também seguiram esse caminho, como Arthur Lira, Renan Calheiros, Jader Barbalho e José Sarney. Desde o Brasil Colônia – Na disputa pelo comando da Câmara, Hugo Motta representa um dos mais antigos grupos políticos da Paraíba. Sua família ocupa cargos eletivos há séculos, com raízes que remontam ao período colonial. Seu avô e sua avó maternos, Edivaldo e Francisca Motta, foram figuras influentes na política estadual, enquanto seu pai, Nabor Wanderley, mantém a presença do grupo na prefeitura de Patos. Mesmo enfrentando desafios, como investigações sobre contratos públicos que envolveram sua mãe e sua avó — ambas posteriormente absolvidas —, a família segue consolidada na política paraibana. Com essa estrutura, Motta se prepara para ser o próximo presidente da Câmara, garantindo a continuidade dessa trajetória familiar no Legislativo. Influência familiar no Amapá – No Senado, Davi Alcolumbre também carrega uma herança política marcante. Seu clã, com origem no comércio e na exploração mineral na Amazônia, construiu influência tanto nos negócios quanto no poder público. Além dele, diversos membros da família ocuparam cargos políticos, incluindo irmãos, primos e tios. Seu irmão, Josiel Alcolumbre, é suplente no Senado, enquanto seu tio, Alberto Alcolumbre, dá nome ao Aeroporto Internacional de Macapá.
Piso salarial dos professores tem reajuste acima da inflação

Com aumento de 6,27%, o valor mínimo que professores da rede pública da educação básica devem ganhar no Brasil passa a ser de R$ 4.867,77. Como os salários são pagos pelas redes de ensino, cada estado e município precisa oficializar seu valor Piso Salarial Profissional Nacional do magistério público da educação básica foi reajustado em 6,27%. O valor mínimo definido pelo Ministério da Educação (MEC) para o exercício de 2025 é de R$ 4.867,77 para a rede pública de todo o país, com jornada de 40 horas semanais. A Portaria nº 77/2025, que define o novo piso salarial dos professores da educação básica, foi publicada nesta sexta-feira, 31 de janeiro, no Diário Oficial da União (DOU). Como os salários dos professores são pagos pelas redes de ensino, cada estado e município precisa oficializar o valor por meio de norma própria. As remunerações dos profissionais da educação básica são pagas por prefeituras e estados a partir de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), bem como de complementações da União. Reajuste – O aumento está acima da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Ele é usado para reajuste salarial de diversas categorias de trabalhadores e foi de 4,77% no acumulado de 2024. O reajuste também está acima da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que fechou o ano passado em 4,83%. O piso salarial é o valor mínimo que professores devem ganhar no Brasil inteiro. O reajuste anual do piso para os profissionais do magistério público da educação básica foi definido pela Lei nº 11.738/2008. De acordo com a norma, o piso é a base estabelecida para professores com formação em nível médio. Todos os anos, cabe ao MEC realizar os cálculos do índice de reajuste e publicar a portaria com os novos valores, conforme a lei prevê. Por determinação legal, o MEC calcula o reajuste do piso utilizando o mesmo percentual de crescimento do Valor Anual Mínimo por Aluno (VAF mínimo), publicado na terceira atualização do Fundeb. Para chegar a 6,27%, o MEC calculou a variação percentual entre o VAF mínimo publicado na terceira atualização do Fundeb de 2024 e de 2023. “O piso foi criado em 2008. Foi uma forma de assegurar que o magistério tivesse uma referência mínima de remuneração equivalente a 40h. Em geral, ele tem assegurado, desde então, ganho real ao professor. Essa trajetória de valorização da carreira foi possível nos últimos 15 anos em função da lei do piso”, destaca o secretário substituto da Secretaria de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino (Sase), Armando Simões. Como os salários dos professores são pagos pelas redes de ensino, cada estado e município precisa oficializar o valor por meio de norma própria. As remunerações dos profissionais da educação básica são pagas por prefeituras e estados a partir de recursos do Fundeb e de complementações da União.
MEC lança guias sobre uso de celulares em ambiente escolar

Materiais orientam sobre prejuízos do uso do aparelho nas escolas O Ministério da Educação (MEC) lançou, nesta sexta-feira (31), dois guias que tratam do uso consciente de celulares na escola: um voltado às escolas de todo o país, e o outro, às redes de educação. As publicações incentivam as conversas com as equipes dos profissionais de educação e a definição de estratégias para colocar o celular e tablets como parte do processo de aprendizagem. Além disso, os documentos dão orientações práticas sobre os desafios, as oportunidades e as estratégias para o uso consciente dos celulares no ambiente escolar. De acordo com o Ministério da Educação, o foco é o uso pedagógico. As publicações do MEC chegam após a sanção da Lei nº 15.100/2025 em janeiro deste ano. A nova legislação regulamenta o uso de aparelhos eletrônicos portáteis pessoais – celulares smartphones e tablets – durante aulas, recreios e intervalos em todas as etapas da educação básica. A proibição não se aplica ao uso pedagógico dos dispositivos. O ministro da Educação, Camilo Santana, alerta para os danos causados pelo uso excessivo desses equipamentos eletrônicos à aprendizagem e à qualidade de vida dos estudantes. Camilo incentiva o uso consciente da tecnologia para fins pedagógicos. “Não queremos proibir o uso, mas sim proteger nossas crianças, contribuindo para que a escola seja um ambiente de aprendizagem e interação”, explicou o ministro em webinário (videoconferência) transmitido pelo canal do MEC no Youtube, nesta sexta-feira. Onde encontrar Os novos materiais foram publicados na plataforma MEC RED de recursos educacionais digitais. O primeiro guia chamado “Conscientização para o uso de celulares na escola: por que precisamos falar sobre isso?” destinado às escolas, pode ser baixado neste link. O documento relata estudos que apontam que a simples presença do celular próximo ao estudante pode impactar negativamente a aprendizagem e o desenvolvimento de crianças e adolescentes e causar transtornos mentais e dependência. “Na escola, o uso prolongado de celular diminui as oportunidades de interação social entre os estudantes, prejudicando o desenvolvimento de habilidades sociais e emocionais”, diz o guia. Além de considerar que crianças e adolescentes podem ficar mais expostos a conteúdos inadequados e situações de risco. O segundo guia – voltado às redes de ensino de todo o país – está disponível no link. Nas páginas, o leitor encontra exemplos de em escolas públicas e particulares brasileiras e de outros países que restringiram o uso de celulares nas dependências das unidades de ensino, incluindo os momentos do recreio e de intervalos entre as aulas. O material digital ainda explica que, com planejamento pedagógico, de forma intencional, o celular pode servir como uma ferramenta relevante para ampliar o acesso à educação e enriquecer as práticas de ensino, especialmente em contextos de desigualdade. “A educação digital e midiática são abordagens estratégicas para garantir que o uso dessas tecnologias não apenas apoie o acesso à educação, mas também desenvolva habilidades críticas, éticas e cidadãs no uso da informação e dos meios digitas”, defende o guia do MEC. (Agência Brasil)
Com Trump, EUA encerram programas de educação racial e de gênero nas escolas

Para o chefe da Casa Branca, esse tipo de ensino faz parte de uma agenda de “doutrinação” em ideologias “antiamericanas” O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu nesta quarta-feira (30) assinar uma ordem executiva para eliminar incentivos federais para disciplinas que abordam raça, gênero e diversidade nas escolas. De acordo com o chefe da Casa Branca, esse tipo de ensino faz parte de uma agenda de “doutrinação” em ideologias “antiamericanas”. Pelo texto aprovado, essas disciplinas comprometem “os próprios fundamentos da identidade pessoal e da unidade familiar”. O documento ainda menciona a imposição de ideias “subversivas, prejudiciais e falsas” às crianças norte-americanas. A ordem determina que, em até 90 dias, seja elaborado um plano de trabalho para interromper a “doutrinação” apontada nas escolas. A reformulação será aplicada à educação infanto-juvenil, abrangendo crianças e adolescentes entre 5 e 18 anos.
Com show de Gabigol, Cruzeiro goleia o Itabirito e se reabilita no Mineiro

Em primeiro jogo após Era Diniz, Raposa passeou sobre time do interior do Estado Com a contratação de Gabigol, a torcida esperava jogos como o desta quinta-feira (30/): vitória e com show do camisa 9 celeste. Atuando no Independência, o Cruzeiro venceu o Itabirito por 4 a 1 e conseguiu ter um respiro no Campeonato Mineiro, onde vive pressão por melhores resultados e atuações. A estrela, que fez a sua segunda partida oficial com a camisa estrelada, marcou três gols, ainda no primeiro tempo, e ajudou a encaminhar o triunfo antes do intervalo. O quarto tento foi efetuado por Marquinhos, outro reforço deste início de temporada e que também balançou as redes pela primeira vez. Com esse resultado, a Raposa se estabeleceu como líder do Grupo C, com 7 pontos, dois a mais que o Aymorés. Já o Itabirito, que acumulou apenas um ponto em quatro jogos até aqui, é o lanterna do Grupo B e corre risco de rebaixamento. O embate, cujo mando de campo era do Gato do Mato, foi o primeiro após a demissão do treinador Fernando Diniz, por isso, o auxiliar fixo do clube, Wesley Carvalho, esteve à beira de campo. Na escalação inicial, ele não pôde contar com o lateral-esquerdo Marlon e com o atacante Kaio Jorge, por problemas de ordem médica. O jogo Com a posse da bola, os celestes se mantiveram, desde o início, no campo de ataque, e alguns jogadores tentavam jogadas individuais, como Dudu. E foi ele a vítima de uma falta na área, que originou em um pênalti, logo aos 10 minutos. William e Matheus Pereira fingiram que poderiam bater, mas foi Gabigol que pegou a bola, para o delírio dos torcedores presentes no Horto. No chute, de perna esquerda, o goleiro Rodolfo defendeu, mas o centroavante balançou as redes no rebote. Ainda na primeira etapa, aos 30 minutos, veio o segundo. Gabriel Barbosa roubou a bola na intermediária, saiu de frente para o arqueiro do Gato do Mato e finalizou de esquerda, sem chances para o adversário. O terceiro veio logo em seguida, com Marquinhos, de cabeça, que aproveitou cruzamento da esquerda de Pereira. Já o terceiro de Gabi e o quarto do Cruzeiro veio, enfim, diretamente de um penal, após o veterano Serginho recuar a bola com a mão. No início do segundo tempo, o jovem Kaiki pisou no pé de um jogador do Itabirito e fez pênalti. Na cobrança, o atacante Luan, que passou pela Toca da Raposa, bateu no canto de Cássio para diminuir. Após isso, o Cruzeiro diminuiu o ritmo, enquanto o Itabirito ainda buscou o ataque até os instantes finais e assustou o goleiro Cássio. Mas o placar permaneceu inalterado. Futuro O próximo jogo do Cruzeiro será, novamente, na capital mineira, mas na condição de mandante. No domingo (2/2), a partir das 18h30, o time encara o Uberlândia, no Mineirão. Ficha técnica O quê: Itabirito 1 x 4 Cruzeiro Motivo: 4ª rodada do Campeonato Mineiro Quando: quinta-feira, 30 de janeiro de 2025, às 19h (de Brasília) Onde: Arena Independência, em Belo Horizonte Itabirito: Rodolfo; Daniel Fagundes (Patric), Jamerson, Victor Sallinas e Bryan (Bruno Menezes); Serginho (Alexsander), Gustavo Crecci e David Lucas; Léo Reis, Ramon (Carlos Gabriel) e Jô (Luan). Técnico: Cícero Júnior Cruzeiro: Cássio; William, Jonathan Jesus, Fabrício Bruno e Kaiki Bruno (Lucas Villalba); Lucas Romero (Eduardo), Matheus Henrique e Matheus Pereira (Yannick Bolasie): Marquinhos (Lautaro Díaz), Dudu (Christian) e Gabriel Barbosa. Técnico: Wesley Carvalho Arbitragem: Michel Patrick Costa Guimarães; Pablo Almeida Costa e Ricardo Junio de Souza. VAR: Wagner Reway Gols: Gabigol, aos 13′, 30′ e 53′ do 1ºT; Marquinhos, aos 33′ do 1ºT (CRU); Luan, aos 2′ do 2ºT (ITA) Cartões amarelos: Sallinas, Serginho, Luan e Crecci (ITA); Matheusinho e Romero (CRU)
Cruzeiro tem pré-contrato assinado com o técnico português Leonardo Jardim

Treinador de 50 anos deve ser confirmado no comando da Raposa no lugar de Fernando Diniz; duração do contrato ainda não foi revelada O Cruzeiro deve confirmar nas próximas horas a contratação do treinador lusitano Leonardo Jardim para substituir Fernando Diniz, demitido do clube na última segunda-feira (27). As partes já teriam inclusive assinado um pré-contrato. A informação sobre a assinatura do pré-contrato foi publicada inicialmente pelo portal Record, de Portugal, um dos principais do país especializados na cobertura esportiva. Leonardo Jardim havia anunciado ao Al Ain, dos Emirados Árabes Unidos, a sua decisão de deixar o comando da equipe. Agora, Cruzeiro e Leonardo Jardim vão começar a trocar a documentação e fazer os ‘ajustes finais’ do contrato. As negociações estão sendo gerenciadas por Alexandre Mattos, CEO da Raposa. O Cruzeiro também havia sondado o nome de outros treinadores portugueses, como Luís Castro (ex-Botafogo), Vasco Matos, do Santa Clara, e João Pereira, do Casa Pia, mas a escolha final foi mesmo por Leonardo Jardim. O treinador português, de 50 anos, já tem vasta experiência em atuar no exterior. Além dos Emirados Árabes, ele também já trabalhou em clubes da Grécia, França, Arábia Saudita e Catar
Atlético e América ficam no empate em clássico disputado no Mineirão

Gol de empate do Atlético foi marcado por Bernard, que entrou durante o segundo tempo da partida e colocou fim em seu jejum de 28 jogos sem balançar as redes Fazendo sua primeira partida oficial na temporada com o time principal, o Atlético empatou com o América em 1 a 1 no Mineirão, na noite desta quarta-feira (29), pela 4ª rodada do Campeonato Mineiro. Após sair perdendo, Bernard, que ainda não havia balançado as redes desde seu retorno ao Galo, empatou a partida na segunda etapa. Em um jogo muito movimentado, foi o Atlético quem tomou as ações. Com quase 60% de posse de bola, o alvinegro levou mais perigo ao gol defendido por Jori. Mas foi o América quem saiu na frente no placar. Aos 30 minutos da primeira etapa, Elizari recuperou a bola no meio campo e tocou para Figueiredo. Natanael tentou afastar, mas a bola sobrou na entrada da área para Fabinho, que finalizou sem chances para Everson. O Galo seguiu pressionando e, na segunda etapa, Cuca colocou em campo Bernard, substituição que mudou o rumo da partida. Aos 25 minutos, aós lançamento de Palacios, o meia atleticano recebeu na área, driblou a marcação e balançou as redes. Mas o VAR viu um toque de mão do jogador do Atlético e anulou o gol. O lance foi um prelúdio para o que aconteceria aos 38 minutos. Após cobrança de escanteio, Lyanco chutou e Jordi defendeu, e Bernard estava na pequena area para completar para o gol, colocando fim ao jejum de 28 jogos sem balançar as redes. O empate ainda mantém o Atlético em situação delicada na tabela. O Galo é o lanterna do grupo A, com quatro pontos. Na chave, o Betim lidera com 8. Já o América perdeu a liderança para o Athletic no grupo B, que mais cedo nesta quarta-feira goleou o Vila Nova por 6 a 1. Na próxima rodada, o Galo enfrenta o Villa Nova, no estádio Castor Cifuentes, em Nova Lima. Já o América pega o Betim no Independência, em Belo Horizonte. O jogo O Atlético começou a partida controlando as ações e tentando ser mais incisivo ao ataque. Bem postado defensivamente, o América não dava oportunidades ao time alvinegro. Até que, aos 14 minutos, em uma saída de bola errada do Coelho. Júnior Santos roubou a bola e tocou para Gabriel Menino. O meia cortou a marcação, mas foi travado na hora do chute. Logo no minuto seguinte, em sua primeira chegada ao ataque, Fabinho puxou contra-ataque pela esquerda, driblou a marcação, dentro da área, chutou para a defesa de Everson. O jogo seguiu sob o controle do Galo e a grande chance aconteceu aos 25 minutos. Arana foi lançado na esquerda e cruzou, a bola passou por toda a área e chegou até Natanael. O lateral-direito fez novo cruzamento, a zaga do América afastou mal e a bola sobrou para Gabriel Menino que, de primeira, chutou para boa defesa de Jordi. No minuto seguinte o Atlético teve mais uma oportunidade. Desta vez, Scarpa escapou pelo lado esquerdo, invadiu a área, mas finalizou por cima. O camisa de número 10 foi acionado novamente, aos 29 minutos. De fora da área, Scarpa chutou no canto e obrigou Jordi a fazer mais uma defesa. O gol do Coelho aconteceu aos 31 minutos. O Atlético saiu tocando errado e a bola sobrou para Elizari. O meia do América tentou tocar para Figueiredo, Natanael cortou, mas a bola ficou na entrada da área para Fabinho, que chegou chutando sem chances para Everson e abriu o placar. Após o gol, o Atlético diminuiu um pouco o ritmo e só foi levar perigo ao gol do América aos 46 minutos. Scarpa encontrou Hulk na entrada da área. O camisa sete girou e chutou no canto, a bola passou perto do gol. O Atlético voltou pressionando o América na segunda etapa. Nos primeiros minutos, duas tentativas de fora da área assustaram a defesa do Coelho. Mas foi com Hulk, aos 12, que o Galo chegou mais perto do gol. O atacante alvinegro recebeu na entrada da área e, de direita chutou, para a defesa de Jordi. Cuca fez logo três substituições, colocando Deyverson, Bernard e Palacios, e elas fizeram efeito logo no primeiro lance. O camisa 11 recebeu a bola pelo lado esquerdo, rolou para Arana que cruzou. Na segunda trave, a bola encontrou Natanael, que cabeceou e Jordi salvou o América. O Atlético até chegou ao empate, com Bernard, aos 25 minutos. Após lançamento de Palacios, o meia atleticano recebeu na área, driblou a marcação e balançou as redes. Mas o VAR viu um toque de mão do jogador do Atlético e anulou o gol. Precisando empatar o jogo, o Galo se lançou ao ataque e abriu espaços para o América. Em um deles, aos 31 minutos, Júlio recebeu dentro da área e chutou na trave de Everson. O Galo seguiu pressionado. Aos 34 minutos, Hulk recebeu na entrada da área e chutou no canto. Jori salvou o Coelho. Após tanto pressionar, o Atlético finalmente chegou ao empate aos 38 minutos. Lyanco recebeu a bola na área após cobrança de escanteio, chutou e Jordi defendeu. No rebote, Bernard completou para o gol vazio. O Atlético ainda quase virou a partida. Aos 47, Palacios recebeu na esquerda, cortou a marcação e finalizou no cantinho. A bola saiu por pouco.
Polícia Militar invade hospital e aterroriza funcionários em Teófilo Otoni

Ação truculenta foi em unidade de referência de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, a mando do prefeito bolsonarista Coronel Fábio Marinho. Profissionais foram intimidados e tiveram que trabalhar sob pressão de policiais Para quem acha que já viu de tudo no Brasil em termos de truculência política da extrema direita, saiba que sempre há espaço para atitudes ainda mais tresloucadas. E uma delas ocorreu na última quinta-feira (23), em Teófilo Otoni, município mineiro de 137 mil habitantes na região do Vale do Mucuri, ao norte do estado. O prefeito da cidade, o bolsonarista Coronel Fábio Marinho (PL), literalmente mandou invadir o Hospital Bom Samaritano, referência no tratamento de câncer numa área que abrange 64 municípios e com população total de um milhão pessoas. A ordem foi cumprida por vários servidores da Prefeitura, muitos deles policiais aposentados ou licenciados, segundo colaboradores do lugar, tudo para promover um teatro que sustentasse uma farsesca “intervenção” à margem da lei decretada pelo chefe do poder Executivo. Na ação descabida e violenta, funcionários da unidade assustados tiveram que trabalhar sob pressão da tal “tropa” enviada por Marinho, enquanto pacientes já fragilizados assistiam à gritaria perplexos e com medo da escandalosa investida do “gestor” municipal contra o hospital. Segundo o vereador João Gabriel Prates (PT), em meio ao pandemônio instaurado, não é possível saber se equipamentos e documentos foram retirados do local, já que portas teriam sido arrombadas pelos invasores sob ordens do prefeito, como mostram imagens que circulam nas redes sociais. O Hospital Bom Samaritano, que tem estrutura dos chamados “hospitais do câncer”, é uma unidade filantrópica administrada pela Associação Beneficente Bom Samaritano, cujas contas são superavitárias e o serviço é tido como muito bom para os usuários do SUS, num país em que a saúde pública nem sempre é de qualidade. Não há qualquer poder por parte da prefeitura, em termos hierárquicos, que permita uma atitude de intervenção como a decretada, muito menos utilizando violência e expedientes “militares”. Mas o “coronel” que governa Teófilo Otoni resolveu “decretar” a tal intervenção e insistir na “operação”, mesmo ao arrepio da legislação. A patacoada de contornos milicianos não durou muito. Já no dia seguinte, uma decisão do desembargador Pedro Aleixo, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), suspendeu todos os efeitos do famigerado decreto nº 8.573/2025 assinado por Marinho, que colocava a unidade em suas mãos, classificando a operação de invasão do hospital como “abusiva e ilegal”. O mencionado decreto, para ser mais preciso, sustava um outro decreto, datado de 23 de outubro de 2024, sob número 8.543/2024, que por sua vez sustou o fim de uma intervenção municipal que vigorava na unidade hospitalar até então. A situação que se desenrolou com a invasão capitaneada pelo bolsonarista, com auxílio de seus “assessores”, foi tão destrambelhada que uma verdadeira unanimidade jurídica se construiu contra a medida. O Ministério Público de Minas Gerais e a Defensoria Pública também já tinham se manifestado veementemente contra a “intervenção” napoleônica de Marinho. Uma decisão por parte do juiz da Comarca de Teófilo Otoni igualmente classificara a empreitada abrutalhada como nula e sem base jurídica. “O que vimos foi uma ação de truculência e autoritarismo. O prefeito Marinho usou a força e o abuso de poder para desmantelar uma instituição que presta um serviço imprescindível à população”, destacou o magistrado em sua decisão. Vídeos que circulam nas redes sociais e em aplicativos de mensagens mostram a confusão instaurada no Hospital Bom Samaritano. Ao melhor estilo bolsonarista, os emissários do prefeito gritam e reverberam versões de que “o hospital se tornou um puxadinho do PT”, o já conhecido e batido discurso conspiratório que encontra na “esquerda” um espantalho para justificar os maiores assombros. A tentativa de retomar o controle da unidade, por meio de um decreto que sustou o fim de um outro decreto, era, ao fim e ao cabo, para que o grupo político de extrema direita que governa a cidade se apoderasse da administração do Bom Samaritano. No vídeo abaixo é possível ver um integrante da gestão de Marinho dando um escândalo e culpando “o PT” pela intervenção que a atual administração está promovendo: https://www.instagram.com/jornaldiarioteo/?utm_source=ig_embed&ig_rid=470c6a38-5d34-492c-bf34-447489fdcc07Comprovando tal tese, o nomeado como interventor na “quartelada” de Marinho é o enfermeiro Lucas Tavares Nogueira, a quem o prefeito concedeu “poderes gerais de gestão, com os direitos e deveres relativos ao encargo”. O interventor apressou-se em aparecer nas redes assumindo a função, discursando ao lado do secretário de Saúde do município, Cícero Santana. Em sua conta no Instagram, Lucas aparece numa clássica foto vestindo camisa da seleção brasileira dentro de um automóvel, retrato típico dos seguidores do ex-presidente inelegível que enfrenta problemas com a Justiça por ter tentado um golpe de Estado após ser derrotado nas urnas em 2022. Lucas também surge numa gravação ao lado do vereador bolsonarista Ota Mandinha (PL), que recentemente publicou um vídeo desrespeitoso atacando por meio do deboche os profissionais da enfermagem que atendem no serviço público. O registro seria um “pedido de desculpas” do edil que se fantasiou de “enfermeira mal-educada”, mas o que se viu foi uma espécie de contorno da situação, que ocorreu na presença do presidente da Câmara Municipal, o também bolsonarista Ugleno Alves (PL), que em seu perfil na mesma plataforma se apresentou durante o período eleitoral de 2024 como “o candidato do Nikolas Ferreria em Teófilo Otoni”, posando ao lado do extremista, o “rei das fake news”, que atua em Brasília. Nas redes, personalidades da sociedade civil e moradores do município se mostraram indignados com o rompante do bolsonarista, pedindo respeito ao hospital, que há décadas presta um serviço insubstituível à comunidade daquela região mineira. A atual gestão é inclusive elogiada pelos usuários do equipamento, afirmando que a unidade presta atendimento aos doentes de câncer de forma primorosa. Procurada, a assessoria de comunicação da Prefeitura de Teófilo Otoni respondeu à Fórum e negou que tenha ocorrido uma invasão ao Hospital Bom Samaritano, afirmando ter agido dentro da mais estrita legalidade. No documento enviado à redação, dividido em nove tópicos, a administração municipal
Tem mais veneno no seu prato: Brasil bate recorde de liberação de agrotóxicos em 2024

ENVENENADOS – Aumento foi de 19% em relação a 2023, quando o país registrou queda no registro de novos produtos O Brasil bateu recorde de liberação de agrotóxicos em 2024, segundo informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Foram 663 produtos aprovados, um aumento de 19% em relação a 2023, quando foram liberados 555 produtos. Naquele ano, houve redução no número de liberações. A maioria dos novos produtos aprovados são genéricos de outros agentes já liberados (541). Quinze novas substâncias foram aprovadas, assim como 106 produtos de origem biológica, os chamados “bioinsumos”. Para Alan Tygel, integrante da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, o acréscimo ainda não é consequência da nova lei de agrotóxicos, aprovada e sancionada em 2023 com vetos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), já que a norma não está regulamentada. Ele opina que esses dados refletem a continuidade de um modelo de produção agrícola que ignora os efeitos do uso desses produtos químicos e prioriza a garantia de suas margens de lucro. “A curva dos novos registros vem apresentando aumento desde 2016, ano do golpe sobre a presidenta Dilma. Os dados de 2024 mostram apenas que esta tendência não se reverteu no governo Lula, pelo contrário, a estrutura de apoio ao agronegócio e às transnacionais agroquímicas segue firme e forte dentro do Executivo federal. Não estamos vendo ainda os efeitos da nova lei, pois ela ainda não está regulamentada; é apenas a continuidade de uma política de incentivo agronegócio, às exportações de produtos primários e à desindustrialização”, disse o pesquisador e ativista. Pedro Vasconcelos, assessor da Fian Brasil, concorda que ainda é cedo para atestar que o recorde na liberação de agrotóxicos tenha a ver com a aprovação da nova lei, mas pondera que a aprovação e sanção da nova legislação fortaleceu o papel do Mapa e enfraqueceu as demais instituições envolvidas no processo de análise e aprovação de novos registros. “A nova lei deu uma segurança jurídica para que o Ministério da Agricultura tenha a palavra final”, critica Vasconcelos. A nova lei dos agrotóxicos, além de encurtar os prazos de análises dos produtos, retirou da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) o poder de veto sobre a liberação dessas substâncias, cabendo a essas instituições apenas a classificação de risco dos produtos. Desta forma, a decisão passa a estar concentrada no Ministério da Agricultura, que já se manifestou publicamente contra qualquer medida que vise a redução do uso de agrotóxicos no Brasil. Vasconcelos avalia que os dados de 2024 revelam o tamanho a contradições internas do próprio governo que, embora já tenha se posicionado contra o abuso dessas substâncias, encontra forças contrárias a qualquer movimento no sentido de restringir o uso dos agrotóxicos no Brasil. “A meu ver, esse número de registros é o registro de uma de uma dificuldade muito grande na pauta, a ponto de não assumir de verdade um posicionamento contrário.” Os pesquisadores alertam que esse modelo de produção agroalimentar tem levado o país à perda de área cultivada de alimentos que não são de interesse do agronegócio, que priorizam commodities para exportação. A situação agrava o quadro de insegurança alimentar no país. “Uma das consequências desta escolha é a alta do preço dos alimentos, já que a soja vem tomando lugar das plantações de comida”, afirma Tygel. “Tudo isso faz com que a população sofra os efeitos de um sistema que está destruindo. Está destruindo nossas formas de produção, a gente está comendo comida envenenada, e o nível de produtividade cai a cada momento, graças a esse modelo. É um ciclo. O nível de produtividade cai, as questões climáticas impactam cada vez, então é um modelo muito pouco adaptável, do ponto de vista climático”, avalia Vasconcelos. Novos venenos Entre as novas substâncias liberadas para uso no Brasil, duas receberam a categoria 2 na classificação toxicológica da Anvisa, como “altamente tóxico”. O Orandis, produto a base de Clorotalonil e Oxatiapiprolim, atua como fungicida e é indicado para pequenas culturas. Já o Miravis é um composto de Clorotalonil e Pidiflumetofem. Também atua como fungicida e é usado em grandes cultivos de soja, milho, algodão e trigo. Ambos são produzidos pela Syngenta. Segundo informações dos fabricantes, a inalação dos produtos pode levar a óbito, além de provocar reações alérgicas e lesões oculares em caso de exposição indevida. Sua comida está envenenada A liberação massiva de sustâncias químicas para uso agrícola se reflete na qualidade da alimentação dos brasileiros e tem consequências graves à saúde. Os resultados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (Para) no ano de 2023, realizado pela Anvisa, revelaram que cerca de 26% dos alimentos consumidos pelos brasileiros possuem resíduos de agrotóxicos no momento do consumo. E desses resíduos, pelo menos cinco possuem restrições e proibições em outros países, incluindo o Carbendazim, que tem uso proibido no Brasil desde 2022. Apenas nas amostras de arroz, foram encontrados 25 agrotóxicos tipos diferentes de agrotóxicos. Já no abacaxi, foram identificadas 31 substâncias residuais, entre elas, o glifosato, ingrediente ativo proibido em diversos países da União Europeia, a partir de estudos que o relacionam com a incidência de diversos tipos de cânceres. Outro produto que vem sendo utilizado em larga escala e que também foi encontrado em amostras de alimentos, como a goiaba, é o clorpirifós, que está associado a distúrbios neurológicos, malformação de fetos e ocorrências de abortos espontâneos. Diante desse panorama, a toxicologista e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Karen Friedrich reconhece o trabalho técnico da Anvisa, mas aponta limitações. “Um agrotóxico pode causar um problema ou pode não causar nada ou pode causar muito pouco, mas esse coquetel, a chance de isso interagir e potencializar os danos é muito grave”, avalia.