Comércio do Brasil com Brics atinge US$ 235 bilhões, recorde histórico

O comércio exterior do Brasil nos últimos 12 meses até março totalizou US$ 608 bilhões, o segundo maior valor da história, superado apenas pelo mesmo período até março de 2023, quando havia atingido US$ 610 bilhões. Foram US$ 337 bilhões de exportação, mais US$ 271 bilhões de importação, perfazendo também um saldo comercial de US$ 66 bilhões. Apenas para os países dos Brics ampliado, hoje formado por 22 países (10 membros plenos, mais 12 não plenos), o comércio do Brasil totalizou US$ 235 bilhões nos últimos 12 meses até março, um recorde histórico. Já o comércio com os EUA, que era superior a 20% no início dos anos 2000, passou a oscilar entre 13% e 14% nos últimos 20 anos. Fonte: O Cafezinho
Adélio Bispo, preso até 2038, tem saúde mental frágil e laudos sob sigilo

Protagonista do evento de Juiz de Fora cumpre internação em cela solitária, sem visitas e com quadro psiquiátrico delicado – Preso desde setembro de 2018 pelo atentado contra o então candidato à presidência Jair Bolsonaro (PL), Adélio Bispo deverá permanecer no sistema penitenciário federal até, pelo menos, 2038. Embora considerado inimputável por apresentar transtorno delirante persistente, Adélio segue internado na Penitenciária Federal de Campo Grande (MS), em regime de segurança máxima. Segundo reportagem do Metrópoles, a partir de uma decisão recente da Justiça, a internação que antes era por tempo indeterminado passou a ter uma previsão de saída: quando ele completar 60 anos. Atualmente, tem 46. O processo de execução penal de Adélio, no entanto, apresenta inconsistências relevantes. No Sistema Eletrônico de Execução Unificado (SEEU), não há qualquer registro da pena já cumprida, constando apenas como “tempo indeterminado”. Um relatório anexado ao processo revela que, oficialmente, nenhum dia de internação foi contabilizado até o momento. Adélio vive isolado em uma cela de apenas 6 metros quadrados. Segundo agentes penitenciários ouvidos pelo portal Metrópoles, ele evita até os banhos de sol e se recusa a tomar os medicamentos psiquiátricos prescritos. “Não sou doido”, teria dito, ao justificar a rejeição ao tratamento. O quadro clínico, segundo os relatos, tem se agravado ao longo dos anos, com a saúde mental cada vez mais debilitada. Desde que foi preso, Adélio não recebe visitas de familiares, não lê livros e não interage com outros detentos. Mesmo sendo classificado como preso de alta periculosidade, não há previsão de transferência para outra unidade. A penitenciária de Campo Grande é considerada a mais preparada para lidar com casos como o dele, embora ainda careça de estrutura adequada para tratamento psiquiátrico de longo prazo. Os laudos sobre a saúde mental de Adélio são mantidos sob sigilo absoluto pela Justiça Federal. Apenas a Defensoria Pública, que o representa, tem acesso aos documentos. Durante o governo Bolsonaro, a Polícia Federal tentou acessar o laudo psiquiátrico em outubro de 2022, logo após o primeiro turno das eleições, mesmo sem haver inquérito aberto na ocasião. O pedido foi negado pela Justiça, que considerou a solicitação infundada e sem necessidade concreta. O delegado responsável não respondeu à intimação judicial para justificar a tentativa. Apesar das teorias conspiratórias e da tentativa de reabrir o caso, a própria PF concluiu, em dois relatórios distintos, que Adélio agiu sozinho no atentado. O caso continua cercado de polêmicas e lacunas processuais
Santos confirma nova lesão em Neymar, nada a ver com anterior

Contrato do craque vai apenas até junho; clube não divulga prazo de recuperação O Santos confirmou nesta sexta-feira (18) que o atacante Neymar sofreu uma nova lesão muscular na coxa esquerda durante a partida contra o Atlético Mineiro, realizada na noite de quarta-feira (16). O problema ocorreu em seu segundo jogo desde o retorno aos gramados, após mais de 40 dias afastado. O clube não divulgou um prazo para o retorno do jogador de 33 anos, cujo contrato com o Santos vai até junho. Segundo comunicado oficial, exames de imagem identificaram uma lesão no músculo semimembranoso da coxa esquerda — diferente do músculo afetado na lesão anterior, ocorrida no início de março, que o tirou das semifinais do Campeonato Paulista. Neymar havia voltado a atuar no último domingo (13), entrando no segundo tempo da derrota para o Fluminense. Contra o Atlético Mineiro, foi escalado como titular, mas sentiu o novo desconforto aos 32 minutos do primeiro tempo e deixou o campo chorando. Veja aqui https://www.instagram.com/santosfc/?utm_source=ig_embed&ig_rid=1302d05e-9972-4bbf-aff5-eaba5b4618a0 Novo incômodo “Depois de recuperado de lesão muscular, e ainda em treinamento para ganho de massa muscular, o jogador Neymar Jr retornou aos jogos e, no primeiro tempo da vitória do Santos FC sobre o Atlético MG, sentiu novo incômodo na coxa esquerda”, informou o clube nas redes sociais. “Quanto à lesão anterior, em outro músculo, não houve nenhum tipo de recidiva.”
CNJ afasta desembargador por mensagens públicas de apoio a Bolsonaro

Conselheiros reduziram período de afastamento de 90 para 60 dias O plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) afastou por 60 dias o desembargador Marcelo Lima Buhatem, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, pela publicação de mensagens político-partidárias nas redes sociais. Pela decisão, Buhatem fica em disponibilidade, afastado de suas funções, mas continua recebendo vencimentos proporcionais ao tempo de serviço. O desembargador, que respondia a processo administrativo disciplinar por possíveis infrações, foi acusado de tráfico de influência, paralisação irregular de processos e de não comunicar suspeição em processos onde uma familiar atuava como advogada. No entanto, o relator do processo, conselheiro Alexandre Teixeira, defendeu punição apenas para as publicações político-partidárias, por entender que não há provas de conduta ilícita nas outras acusações. Buhatem compartilhou por diversas vezes publicações de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro em seu perfil na rede Linkedin. Além disso, conforme noticiado pela imprensa, o desembargador aparece em uma foto, jantando com o ex-presidente e sua comitiva durante uma viagem a Dubai. Ele também enviou mensagem a uma lista de transmissão no WhatsApp associando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à facção criminosa Comando Vermelho. Segundo a defesa do desembargador, ele apenas “curtiu” postagens institucionais feitas pelo então presidente Jair Bolsonaro, “sem tecer manifestação pessoal sobre o conteúdo das publicações em redes sociais”. O plenário do CNJ entendeu, no entanto, que as mensagens tiveram grande alcance e fomentaram a desconfiança social acerca da justiça, segurança e transparência das eleições. O relator do processo votou pelo afastamento por 90 dias, mas a maioria dos conselheiros decidiu reduzir a pena a 60 dias, acompanhando a punição aplicada em casos semelhantes. O acórdão da votação destaca que “as mensagens divulgadas pelo desembargador em seus perfis nas redes sociais caracterizam indevida publicidade de preferência político-partidária, conduta imprópria, nos termos da Constituição Federal e das demais normas legais e regulamentares que disciplinam os deveres da magistratura”
Mais de 335 mil pessoas vivem em situação de rua no Brasil

O Dados são de observatório da Universidade Federal de Minas Gerais O número de pessoas vivendo em situação de rua em todo o Brasil registradas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) do governo federal, em março deste ano, chegou a 335.151. Se comparado ao registrado em dezembro de 2024, quando havia 327.925 pessoas nessa situação, houve um aumento de 0,37% no primeiro trimestre deste ano. Os dados são do informe técnico de abril do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua, da Universidade Federal de Minas Gerais (OBPopRua/Polos da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG), divulgados na segunda-feira (14). O estudo foi feito com base nos dados disponibilizados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) sobre o CadÚnico. O número apurado em março é 14,6 vezes superior ao registrado em dezembro de 2013, quando havia 22,9 mil pessoas vivendo nas ruas no país. À Agência Brasil, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome informou que retomou, em 2023, as capacitações para entrevistadores e operadores do cadastro único, fortalecendo a atuação dos municípios na coleta de dados. A pasta também destacou a subnotificação e a inconsistência dos dados anteriores, devido ao enfraquecimento da atualização cadastral na gestão anterior (2019-2022). No Brasil, o relatório demonstra que o CadÚnico registrou em março de 2025: 9.933 crianças e adolescentes em situação de rua (3%); 294.467 pessoas em situação de rua na faixa etária de 18 a 59 anos (88%); 30.751 idosos em situação de rua (9%); 84% são pessoas do sexo masculino. Em relação à renda, 81% (272.069) das pessoas em situação de rua sobrevivem com até R$ 109 por mês, correspondente a 7,18% do salário mínimo, hoje R$ 1.518. Mais da metade (52%) das pessoas em situação de rua no país não terminaram o ensino fundamental ou não têm instrução, a maioria é de pessoas negras. Esse percentual é mais que o dobro do total da população brasileira que não completou a escolaridade básica ou em condição de analfabetismo, de 24%, segundo o Censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A baixa escolaridade dificulta o acesso das pessoas às oportunidades de trabalho geradas nas cidades, sugere a pesquisa. Onde vivem A Região Sudeste concentra 63% da população em situação de rua do país, o equivalente a 208.791 pessoas. Em seguida, figura a Região Nordeste, onde 48.374 pessoas (14%) estão em situação de rua. Na Região Sul, são 42.367 (13%), na Região Centro-Oeste, 19.037 (6%), e na Região Norte, 16.582 (4%) indivíduos estão nesta condição de vulnerabilidade social. A análise revela que quatro em cada dez pessoas que vivem na rua no Brasil se encontram no estado de São Paulo (42,82% do total da população em situação de rua). O segundo estado é o Rio de Janeiro com 30.997 pessoas em situação de rua ou 10%, sucedido por Minas Gerais, com 30.355 pessoas. Em números absolutos, as cinco capitais com as maiores populações em situação de rua são: São Paulo, com 96.220 pessoas; Rio de Janeiro, 21.764; Belo Horizonte, 14.454; Fortaleza, 10.045; Salvador, 10.025; e Brasília, 8.591. Em relação à série histórica, 12 unidades da federação apresentaram em suas capitais aumento no registro de pessoas em situação de rua: Rio de Janeiro Distrito Federal Santa Catarina Pernambuco Rondônia Roraima Pará Amapá Piauí Paraíba Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Nove estados registraram diminuição na concentração de registros de pessoas em situação de rua no CadÚnico em suas capitais: Minas Gerais Rio Grande do Sul Paraná Acre Maranhão Goiás Alagoas Sergipe e Espírito Santo. Os estados que se mantiveram estáveis são: São Paulo Bahia Ceará Amazonas Rio Grande do Norte e Tocantins. Se considerada a proporção por mil habitantes, o levantamento mais recente aponta que o município de Boa Vista tem 20 pessoas em situação de rua por 1 mil habitantes. Na cidade de São Paulo, a cada 1 mil pessoas, oito estão em situação de rua. Em Florianópolis, a cada 1 mil pessoas, sete estão em situação de rua, e em Belo Horizonte, são seis a cada 1 mil pessoas. Violências De 2020 a 2024, foram registrado 46.865 atos de violências contra a população em situação de rua no Disque 100, coordenado pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC). As capitais brasileiras são responsáveis por 50% das ocorrências, com destaque para São Paulo, com 8.767 casos de violência registrados; Rio de Janeiro, 3.478; Brasília, 1.712; Belo Horizonte, 1.283; e Manaus, com 1.115 ocorrências. A maior parte das pessoas em situação de rua que sofreram algum tipo de violência tem entre 40 anos e 44 anos de idade, o que representa 5.697 pessoas violentadas. As violências contra a população em situação de rua ocorreram, sobretudo em vias públicas, com mais de 20,5 mil ocorrências. O relatório chama a atenção também pelo elevado número de denúncias em espaços que deveriam proteger a população em situação de rua, como serviços de abrigamento, estabelecimentos de saúde, centros de referência, instituições de longa permanência para idosos e órgãos públicos. Conclusões Por meio de nota, o OBPopRua/Polos-UFMG declarou que o cenário é preocupante e acentua que as políticas públicas estruturantes como moradia, trabalho e educação voltadas para a população em situação de rua no Brasil são inexistentes ou ineficientes. “O descumprimento da Constituição Federal de 1988 com as pessoas em situação de rua continua no Brasil, com pouquíssimos avanços na garantia de direitos dessa população.” O MDS declarou que tem investido “de forma contínua no fortalecimento do acolhimento e da proteção de adultos e famílias em situação de vulnerabilidade, contribuindo para a inclusão social e o enfrentamento das desigualdades”. O ministério listou as ações do governo federal nesta temática e detalhou que recursos da União são usados para fortalecer os centros de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP). Esses locais oferecem serviços como refeições, espaços para higiene pessoal, apoio na emissão de documentos e outras atividades essenciais. De acordo com o MDS,
Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de Montes Claros toma posse

O secretário municipal de Aceleração Econômica de Montes Claros Glenn Andrade presidirá o CMDES, por um mandato de dois anos Foi realizada na manhã desta segunda-feira (14), no Gabinete do Prefeito de Montes Claros, a cerimônia de posse dos novos membros do Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico e Social de Montes Claros (CMDES), para mandato de dois anos. O órgão é composto por representantes do poder público e da sociedade civil e atua no âmbito das políticas públicas de fomento do desenvolvimento econômico do município, objetivando a criação de novos empregos e a geração de renda. O presidente do CMDES é o ocupante do cargo de secretário municipal de Aceleração Econômica, no caso, Glenn Andrade. O Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico tem como finalidade propor diretrizes que estimulem o desenvolvimento econômico de Montes Claros de maneira inclusiva, competitiva e sustentável. Ele conta com a participação de representantes de outras secretarias municipais e da sociedade civil, de setores produtivos de comércio, tecnologia, serviços e indústria; além de organizações da sociedade civil e universidades públicas e privadas. O conselho oferece ainda suporte à produção de análise, estudos e acompanhamento de indicadores de desenvolvimento econômico, identificando e compartilhando boas práticas e iniciativas sobre o assunto em âmbito municipal, nacional e mundial. Representantes do poder público Os membros das entidades que participam do CMDES foram indicados pelas próprias instituições, sendo eles: Glenn Andrade e Guilherme Ribeiro Sampaio (Secretaria Municipal de Aceleração Econômica); Ricardo Peres Demicheli e Berilo Prates Maia Filho (Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural); Sebastião Caetano Prates e Vinicius Gabriel Lopes Jardim Souza (Secretaria Municipal de Finanças); Silvania Teixeira da Silva e Suerlene Gonçalves dos Santos (Secretaria Municipal de Administração); Eduardo Vinicius Soares Ferreira e Jose Marcos Martins de Freitas (Câmara Municipal de Montes Claros); Tania Marta Maia Fialho e Pablo Perón de Paula (Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES). Representantes da Sociedade Civil Os representantes da sociedade civil são: Hernandes Ferreira da Silva e Carlos Alberto Barbosa Oliva (Câmara de Dirigentes Lojistas de Montes Claros — CDL); Marco Antonio Santos Pereira e Marilene Lima dos Santos (Central Única dos Trabalhadores — CUT); Gislayne Lopes Pinheiro e Dennison Caldeira Rocha (Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Montes – ACI); Adauto Marques Batista e Jairo Pordenciano Filho (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais – FlEMG); Leonardo Lima de Vasconcelos e Danilo Colares de Araújo Moreira (Sociedade Rural de Montes Claros); Fábio Neves Nunes e Ediran Pereira de Oliveira (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais — FETAEMG) e Jorge William Yoshida Fernandes e Sarah Francisca Cabral de Melo Monção (Centro Universitário FIPMoc — UNIFIPMoc / AFYA).
Esposa de ex-presidente do Peru pede asilo ao Brasil após condenação

Ollanta Humala e Nadine Heredia tiveram sentença de 15 anos de prisão O Ministério das Relações Exteriores do Peru informou nesta terça-feira (15) que Nadine Heredia, esposa do ex-presidente Ollanta Humala, entrou na embaixada brasileira em Lima para pedir asilo, horas depois de ambos terem sido condenados à prisão por lavagem de dinheiro. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil confirma que ela está na embaixada, mas não deu informações sobre o pedido de asilo. A Justiça do Peru condenou Humala e Heredia a 15 anos de prisão por lavagem de dinheiro ilícito de empresas brasileiras para campanha política, em outra sentença de alto perfil em um país onde vários líderes foram envolvidos em casos de corrupção. *Com informações da Agência Reuters
Brasil bate recorde na abertura de pequenos negócios no 1º trimestre

País subiu em ranking mundial de empreendedores estabelecidos O Brasil bateu recorde na abertura de pequenos negócios nos três primeiros meses deste ano, com mais de 1,4 milhão de registros. Os microempreendedores individuais (MEIs) chegaram a 78% dos novos Cadastros Nacionais da Pessoa Jurídica (CNPJs). Os dados são do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), e indicam, ainda, um aumento de 35% no número de MEIs em comparação com igual período de 2024, além de um crescimento de 28% nas micro e pequenas empresas. De acordo com a pesquisa, a expansão do empreendedorismo formalizado vem acompanhada de medidas governamentais voltadas à simplificação, incentivo, inovação e ampliação do acesso ao crédito para pequenos negócios. Em março deste ano, o setor de serviços obteve o melhor desempenho, com 63,7% do total de pequenos negócios abertos, seguido por comércio e indústria da transformação. No recorte por regiões, a pesquisa do Sebrae aponta que Sudeste, Sul e Nordeste lideram a abertura acumulada de pequenos negócios, sendo São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro nas primeiras posições entre os estados. Empreendedores Segundo o estudo, o país tem 47 milhões de pessoas à frente de algum negócio, formal ou informal. Entre os fatores que justificam o indicador está o aumento na Taxa de Empreendedores Estabelecidos, aqueles com mais de 3 anos de operação, que saltou de 8,7%, em 2020, para 13,2% no ano passado. Com o resultado de 2024, o Brasil avançou duas posições – da oitava para a sexta – no ranking de países com a maior Taxa de Empreendedores Estabelecidos, na frente de países como Reino Unido, Itália e Estados Unidos. (Agência Brasil)
Governo Lula propõe aumento real de 2,5% do salário mínimo em 2026

Salário mínimo proposto por Lula é de R$ 1.630 O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encaminhou nesta terça-feira (15) ao Congresso Nacional o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, prevendo um aumento real de 2,5% do salário mínimo. A informação é do portal Metrópoles, que destacou o envio do documento como parte das obrigações constitucionais do Executivo. Caso aprovado, o valor do salário mínimo passará dos atuais R$ 1.518 para R$ 1.630 no próximo ano — um acréscimo de R$ 112. O reajuste projetado considera a reposição da inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acrescida de um ganho real de 2,5% no poder de compra. A política de valorização do salário mínimo foi retomada pelo atual governo como estratégia para fortalecer a renda das famílias mais pobres e estimular a economia doméstica. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) é o instrumento que estabelece os parâmetros para a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA), prevendo metas fiscais e orientando a gestão dos gastos públicos em todas as esferas do Poder — Executivo, Legislativo e Judiciário. Além do reajuste do piso salarial, o PLDO de 2026 também apresenta as estimativas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a taxa de inflação, os juros básicos da economia (Selic) e as diretrizes para os investimentos públicos. O valor do salário mínimo tem impacto direto sobre uma série de benefícios e programas sociais. Entre eles, o Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos e pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade, e os pagamentos realizados pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), como aposentadorias, pensões e auxílios. A elevação do piso nacional, portanto, também altera o montante destinado a essas políticas públicas, exigindo planejamento orçamentário criterioso. O projeto ainda autoriza o aumento de despesas com pessoal, incluindo servidores ativos, inativos e pensionistas, o que reforça a necessidade de equilíbrio fiscal. Embora o governo busque ampliar a capacidade de investimento e a cobertura social, a meta continua sendo compatibilizar essa expansão com o controle do déficit primário e a sustentabilidade das contas públicas. A proposta do Executivo será agora analisada pelas comissões permanentes do Congresso e deve ser votada até julho, conforme determina a Constituição. A partir da LDO, o governo poderá avançar na formulação detalhada do Orçamento Geral da União de 2026, a ser apresentado até o fim de agosto. A valorização do salário mínimo é uma das bandeiras históricas dos governos Lula. Ao longo de seus mandatos anteriores, o petista defendeu uma política de reajuste com ganho real atrelado ao crescimento da economia. A retomada dessa diretriz marca uma ruptura com o congelamento salarial observado em anos anteriores, quando a política de correção esteve restrita à inflação. O envio da LDO também sinaliza os próximos passos da política econômica. A proposta será analisada em meio a um cenário fiscal desafiador, com pressões por aumento de gastos e necessidade de manter a trajetória de responsabilidade orçamentária. Ao definir um novo patamar para o salário mínimo, o governo busca conciliar justiça social com sustentabilidade fiscal, tema que deve ocupar o centro do debate legislativo nos próximos meses
Times mineiros arrancaram empates na 3ª rodada do Brasileirão

Atlético e Cruzeiro empataram com São Paulo e VitóriaModificado, Cruzeiro empata com o São Paulo e interrompe sequência negativa. O técnico Jardim realizou modificações consideráveis na equipe, como no veto a Gabriel Barbosa. A Raposa dominou grande parte do embate, frente a um adversário em momento também ruim. Os gols foram marcados na segunda etapa: Ferreira, do time paulista, abriu o placar; já Kaio Jorge empatou. Com esse resultado, o Cruzeiro permanece no meio da tabela, com 4 pontos, enquanto o São Paulo beira a zona de rebaixamento, com 3. Mesmo sem poder contar com o zagueiro Jonathan Jesus e com o volante Matheus Henrique, o treinador Leonardo Jardim conseguiu surpreender na escalação. Ele tirou dos 11 iniciais os titulares William, Dudu e Gabigol – que nem sequer entrou –, o que parece ter surtido algum efeito. Já o Atlético arrancou um empate com Vitória e deixa a zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Apesar de sair da zona da degola, o Galo segue sem vencer no Campeonato Brasileiro 2025 e perdeu mais uma chance de fazer três pontos ao empatar com o Vitória por 2 a 2 no Mineirão, na noite deste domingo (13), pela 3ª rodada do torneio. Mesmo não tendo vencido, o time alvinegro deixou a zona de rebaixamento e tem dois pontos, em 16º lugar.