Jornalista apaixonada, mãe e esposa: saiba quem era a repórter Alice Ribeiro, morta na BR-381

Trajetória de Alice foi marcada pelo brilho na tela e pelo carinho dentro e fora da redação Entre uma pauta e outra, a repórter Alice Ribeiro, de 35 anos, era frequentemente vista com um sorriso doce estampado no rosto ou com a mão estendida para ajudar um colega de profissão. Essa trajetória, marcada pelo brilho na tela, contudo, foi interrompida. Nessa quinta-feira (16/4), a TV Band confirmou a morte encefálica da jornalista em Belo Horizonte. Ela estava internada no Hospital João XXIII após ser vítima de um acidente entre um carro e um caminhão na BR-381, em Sabará, na Região Metropolitana da capital. O acidente também causou a morte do cinegrafista da emissora, Rodrigo Lapa.Movida pela paixão pelo jornalismo, Alice Ribeiro atuava na Band Minas desde agosto de 2024, após transferência da Band Brasília, onde atuava como repórter e apresentadora. No LinkedIn, ela relembrou a realização de um sonho antigo ao ingressar, em 2010, no curso de Jornalismo da PUC Minas, concluído em 2015, motivada pelo desejo de transformar realidades por meio da informação.Ao longo da carreira, construiu uma trajetória diversificada, com atuação em televisão e rádio, além de experiência em produção, edição e apresentação. Os primeiros passos na profissão foram dados em estágios em grandes emissoras, como SBT, TV Globo e Record Minas. Depois, passou por veículos como a Record TV e a Rede Bahia, até se mudar para Brasília, em 2020, quando iniciou sua trajetória no Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde permaneceu até retornar a Belo Horizonte neste ano. Mãe, esposa e irmãAtualmente, dividia-se entre o trabalho como jornalista e uma de suas “versões preferidas”: a de ser mãe de um bebê de 9 meses. Segundo comunicado da emissora, Alice vivia a alegria de planejar a festa de um ano do filho, Pedro — que carinhosamente chamava de “astronauta”. O apelido surgiu após o pequeno precisar usar um capacete para auxiliar na formação do crânio.Alice também demonstrava, sem reservas, o carinho pelo marido, o policial rodoviário federal João. Em uma das últimas folgas, segundo a Band, esteve em Salvador com a família dele e voltou animada, dividindo registros e momentos da viagem.Ao exercer a profissão, Alice também se destacava pela atenção a pautas especiais, sobretudo relacionadas ao autismo — tema que conhecia de perto por causa do irmão, Bê, citado por ela com frequência e sempre com orgulho.Em nota, a Band destacou a presença marcante da jornalista no dia a dia da redação. “Alice era o coração das nossas manhãs; mesmo em seus dias de mau humor, conseguia arrancar risos da equipe ao reclamar, com seu jeito único, do trânsito infernal, do calor ou da chuva”, afirmou a emissora.A empresa também ressaltou o impacto da perda entre os colegas. “Alice deixa um vazio irreparável em nossa redação, mas seu legado de empatia permanece”, escreveu.A emissora ainda informou que, apesar da inviabilidade clínica para a doação do coração, a decisão da família em autorizar a doação de órgãos reforça o espírito solidário que marcava a trajetória da jornalista.
Repórter da Band fica em coma após acidente; cinegrafista morre no local

Equipe retornava a Belo Horizonte após produzir uma reportagem sobre a importância da duplicação da BR-381 para a redução do número de acidentes na rodovia A repórter Alice Ribeiro, de 35 anos, está em coma após o carro de reportagem da Band Minas em que estava se envolver em um grave acidente na BR-381, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, no início da tarde desta quarta-feira (15). A informação foi confirmada por uma tia da jornalista.Segundo a familiar, Alice está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital João XXIII, na região Centro-Sul da capital mineira. Exames apontaram traumatismo craniano, além de múltiplas fraturas pelo corpo.O veículo da emissora colidiu de frente com um caminhão. O repórter cinematográfico Rodrigo Lapa, de 49 anos, que dirigia o carro, morreu no local. Reportagem sobre acidentesA equipe retornava a Belo Horizonte após produzir uma reportagem sobre a importância da duplicação da BR-381 para a redução do número de acidentes na rodovia.Em nota, a Band Minas afirmou que “lamenta profundamente o ocorrido” e que “está já prestando toda assistência aos familiares das vítimas”. A emissora informou ainda que aguarda a apuração das causas do acidente.A Polícia Civil acionou a perícia para o local, onde foram coletados vestígios que vão subsidiar a investigação. A corporação informou que irá apurar as circunstâncias da colisão. Alice Ribeiro Natural de Belo Horizonte, Alice Ribeiro é casada e mãe de um bebê de 10 meses. Formada pela PUC Minas em 2015, iniciou a carreira como estagiária em emissoras como TV Globo Minas, TV Alterosa e RecordTV Minas. Após a graduação, trabalhou em produtoras independentes e atuou como repórter na TV Leste, afiliada da RecordTV em Governador Valadares, e na Rede Bahia, afiliada da TV Globo. Em 2021, passou a integrar a Band, com atuação em Brasília, e, desde agosto de 2024, trabalhava em Belo Horizonte. Rodrigo Lapa Rodrigo Lapa, de 49 anos, era natural de Porto Alegre (RS) e deixa esposa e uma filha de 6 anos. Com passagens pela Band Minas entre 2022 e 2024, retornou à emissora em dezembro de 2025. Ao longo da carreira, participou de coberturas relevantes, como o carnaval de Belo Horizonte e a tragédia das chuvas na Zona da Mata.Além do trabalho no jornalismo, Rodrigo também era palhaço de formação e levava a arte circense a crianças hospitalizadas.
Filhos de FHC obtêm na Justiça interdição do ex-presidente

Decisão atende pedido da família após agravamento do estado de saúde de Fernando Henrique Cardoso, que sofre de Alzheimer em estágio avançado A Justiça de São Paulo decidiu, nesta quarta-feira (15), pela interdição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de 94 anos, atendendo a um pedido apresentado por seus filhos. A medida ocorre em razão do agravamento de seu estado de saúde, associado ao avanço da doença de Alzheimer.Segundo informações publicadas pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, a solicitação foi feita por Paulo Henrique, Luciana e Beatriz Cardoso, filhos do ex-presidente. A decisão judicial estabelece que Paulo Henrique assumirá a função de curador provisório do pai.Com a interdição, Paulo Henrique passa a ser o responsável legal pelos atos civis de Fernando Henrique Cardoso, incluindo a administração de sua vida financeira e patrimonial. Na prática, essa função já vinha sendo exercida por ele anteriormente, conforme relatado no processo.O pedido judicial foi protocolado com a assinatura dos advogados Caetano Berenguer, Fabiano Robalinho e Henrique Ávila, do escritório Bermudes Advogados. A petição inclui um laudo médico recente que atesta o estado de saúde do ex-presidente.Fernando Henrique Cardoso, que governou o Brasil entre 1995 e 2002, foi o primeiro presidente da República a conquistar a reeleição por voto direto, em 1998. Nos últimos anos, sua condição de saúde tem sido acompanhada com discrição pela família.
Mendes pede à PGR investigação contra senador Alessandro Vieira

Parlamentar pediu indiciamento de ministros na CPI do Crime Organizado
Ex-Prefeito de Buritizeiro usa veículo da Prefeitura para transportar muambas para sua loja

Caminhonete de prefeitura de Buritizeiro foi apreendida com mercadorias ilegais na Fernão Dias. Segundo a PRF, o veículo público era usado para transporte de produtos destinados a loja privada. Quatro pessoas foram detidas e encaminhadas à Delegacia de Polícia Judiciária em Varginha Quatro pessoas foram detidas na manhã desta quarta-feira (15), durante uma operação de combate ao crime na Rodovia Fernão Dias, em Carmo da Cachoeira (MG). Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o grupo estava em uma caminhonete vinculada à Prefeitura de Buritizeiro (MG), que estaria sendo utilizada de forma irregular para fins particulares.Durante a abordagem, os policiais encontraram diversos volumes na caçamba do veículo contendo mercadorias de origem estrangeira, como maquiagens, ferramentas e eletrônicos, sem documentação fiscal válida.Conforme a PRF, apurações iniciais indicam que o veículo, abastecido com recursos públicos e conduzido por um servidor municipal em horário de serviço, teria sido usado para ir até São Paulo (SP) com o objetivo de adquirir produtos destinados ao abastecimento de uma loja privada em Pirapora (MG). Além do motorista, também estavam no veículo outros ocupantes, incluindo servidores públicos municipais, o que, segundo a ocorrência, aponta para o uso de mão de obra custeada pelo poder público em benefício de atividade comercial particular.Ainda segundo a PRF, com base em relatos colhidos no local, a ação teria sido realizada a pedido de um ex-prefeito do município, reforçando os indícios de desvio de finalidade no uso da estrutura administrativa. A situação pode configurar, em tese, crimes como peculato, prevaricação e associação criminosa.Os quatro envolvidos — dois homens, de 70 e 44 anos, e duas mulheres, de 43 e 36 anos —, além do veículo e das mercadorias, foram encaminhados à Delegacia de Polícia Judiciária em Varginha (MG). Após contato com a Receita Federal, foi determinado o envio dos itens apreendidos ao órgão para as providências legais cabíveis. Fonte: G1 Sul de Minas
Wagner Moura integra lista dos mais influentes do ano da revista Time

Dois pesquisadores brasileiros também estão na lista O ator brasileiro Wagner Moura, que recentemente concorreu ao Oscar por sua atuação no filme O Agente Secreto, foi incluído na lista das 100 pessoas mais influentes do mundo em 2026, escolhidos pela revista estadunidense Time. Ele aparece entre as personalidades consideradas como ícone mundial.Além de estar na seleção das pessoas mais influentes do mundo, Moura foi escolhido como uma das quatro capas da revista, ao lado da atriz Zoe Saldaña, do cantor Luke Combs e da atriz e comediante Nikki Glaser.No perfil dedicado ao artista, e intitulado: “Eu falo as coisas. Não tenho medo”. Wagner Moura quer lhe contar a verdade, a revista destaca o posicionamento político do ator, que não teria medo de dizer o que pensa.“Governos vêm e vão”, disse Moura em entrevista à Time, falando sobre os Estados Unidos, país onde vive atualmente.“Mas, para mim, este é o país que acolhe pessoas de todos os cantos, que foi construído sobre a imigração. Claro, o país está polarizado. Mas há uma diferença entre o governo que está no poder agora e a alma do país. Donald Trump representa muito do que os EUA são. Mas os EUA não são apenas isso, nem de longe. Este é o país de Martin Luther King, de Rosa Parks, de tantos outros lutadores pela liberdade que exportaram suas ideias para o resto do mundo.”A revista ainda descreveu o ator brasileiro como alguém que não usa redes sociais, ouve música em vinil e dirige seu próprio Fusca 1959. “Em um mundo cada vez mais digital, que parece se tornar mais inteligente apenas no sentido artificial, ele é o antídoto analógico que nem sabíamos que precisávamos”, diz a Time. Outros dois brasileiros na listaOutros dois brasileiros aparecem na lista de pessoas mais influentes da Time: os pesquisadores Mariangela Hungria da Cunha e Luciano Moreira.Mariangela Hungria da Cunha, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), já venceu a premiação do World Food Prize 2025, considerada a mais importante da agricultura mundial, conhecida como o “Nobel” da Alimentação e Agricultura.Ela está na lista de pioneiras pelo desenvolvimento de um trabalho com microrganismos que permitem que as plantações absorvam nitrogênio do ar de forma mais natural. Segundo a revista, as inovações científicas desenvolvidas por ela ajudaram os agricultores brasileiros a economizar cerca de US$ 25 bilhões por ano, além de evitar a emissão de 230 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente.Já o pesquisador Luciano Moreira foi escolhido na categoria inovadores pelo desenvolvimento e expansão de uma técnica que emprega mosquitos modificados para impedir a transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya.No ano passado, Moreira já havia entrado na lista Nature’s 10, da revista Nature, por seus trabalhos ligados ao Aedes aegypti.
Anvisa proíbe canetas emagrecedoras irregulares no Brasil

Medicamentos Gluconex e Tirzedral não têm garantia de qualidade A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão dos medicamentos Gluconex e Tirzedral, produzidos por empresa não identificada. A medida também proíbe a comercialização, a distribuição, a importação e o uso dos produtos.“Amplamente divulgados na internet e vendidos como medicamentos injetáveis de GLP-1, os produtos são conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras, mas não têm registro, notificação ou cadastro na Anvisa”, informou a agência.Em nota, a Anvisa destacou que, por se tratarem de produtos irregulares e de origem desconhecida, “não há qualquer garantia quanto ao seu conteúdo ou à sua qualidade”. Por isso, não devem ser utilizados em nenhuma hipótese”.“Profissionais de saúde e pacientes que identificarem produtos das marcas e lotes citados podem entrar em contato com a agência, por meio dos canais de atendimento, ou com a vigilância sanitária local, utilizando os contatos disponíveis no portal da Anvisa.” ParaguaiNa última segunda-feira (13), a Polícia Civil do Rio de Janeiro interceptou um ônibus que vinha do Paraguai com contrabando de canetas emagrecedoras e anabolizantes, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.O veículo vinha sendo monitorado por suspeita de transportar material ilegal. No momento da abordagem, havia 42 passageiros no ônibus, que foram conduzidos à Cidade da Polícia.Um casal que embarcou em Foz do Iguaçu, no Paraná, foi preso em flagrante, com grande quantidade de produtos de origem paraguaia colocados à venda irregularmente no território nacional, como anabolizantes e mil frascos de canetas emagrecedoras, contendo a substância tirzepatida.
Gilmar Mendes dá dura resposta a Zema após ataques ao STF: “contradição é latente”

Ex-governador de Minas defendeu afastamento de Moraes e Toffoli da corte; ministro aponta contradições na narrativa de Zema Nesta quarta-feira (15), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes utilizou as redes sociais para responder publicamente ao ex-governador e pré-candidato à presidência da República Romeu Zema (Novo), que defendeu o afastamento de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli da corte.Gilmar, que também proferiu críticas ao senador Alessandro Vieira (MDB-SE) por conta do relatório que tentou indiciar ministros do Supremo e o procurador-geral da República na CPI do Crime Organizado, afirmou que Zema age de maneira dupla frente ao Supremo.Citando as renegociações de dívidas de Minas Gerais julgadas pelo STF, ele mostrou que o ex-governador do estado age de maneira contraditória frente à corte.“É, no mínimo, irônico ver quem já geriu o Estado de Minas Gerais atacar o STF e seus membros após ter, durante sua gestão, solicitado ao Tribunal medidas que permitiram ao governo estadual adiar, por meses, o pagamento de parcelas de sua dívida com a União”, afirma.“O mesmo agente que hoje agride o Tribunal recorreu a ele inúmeras vezes para obter decisões que suspenderam obrigações bilionárias com a União. Sem o socorro institucional do STF, o então governador teria enfrentado um cenário de grave desorganização fiscal, com riscos concretos à continuidade de serviços públicos essenciais”, continuou Gilmar.“A contradição é latente: quando o STF profere decisões que garantem o fluxo de caixa ou suprem omissões do Legislativo local, a Corte é acessada como agente necessário ao funcionamento da máquina estatal. Afinal, ninguém recorreria sucessivamente a um Tribunal cuja legitimidade não reconhecesse. Contudo, basta que a Corte contrarie interesses políticos desse grupo para que o pragmatismo jurídico dê lugar a chavões vazios de ‘ativismo judicial’ e a ataques à honra dos ministros. É a política do utilitarismo: o STF serve como escudo fiscal e contábil, mas é tratado como vilão quando decide conforme a Constituição — e não conforme a conveniência de ocasião”, continuou Veja aqui Não é a primeira vezEm março, Gilmar Mendes criticou Zema, em sessão plenária do Supremo. Segundo ele, governadores recorrem com frequência ao tribunal para obter liminares com impacto fiscal, inclusive para ingresso ou permanência em programas de recuperação fiscal, e depois partem para o ataque contra a Corte.Sem citar nome, Gilmar mencionou “um governador de Minas Gerais” e afirmou que o estado estaria “sobrevivendo” graças a decisões provisórias dadas pelo STF.O pano de fundo do embate é a situação fiscal de Minas Gerais e a disputa recorrente sobre dívida com a União, renegociação e condições de pagamento. Nesta semana uma nota técnica da Secretaria do Tesouro Nacional detalhou períodos de suspensão de parcelas e prorrogações obtidas por Minas por meio de decisões judiciais, incluindo liminares no STF, em um intervalo de 21 meses de suspensão de pagamentos em anos recentes, a partir de ações e pedidos apresentados pelo governo estadual.O tamanho do passivo também aparece como elemento central da controvérsia. Há estimativas diferentes, a depender do recorte e do momento considerado, mas a ordem de grandeza gira em torno de R$ 179 bilhões a R$ 205 bilhões.E como a Fórum já vinha contextualizando em Romeu Zema aumenta em mais de R$ 100 bilhões a dívida de Minas em meio à retórica de gestão técnica, a dívida mineira cresceu fortemente no período recente, e a discussão sobre liminares e encargos tornou-se parte do debate político em Minas, inclusive com críticas à retórica de “gestão técnica” usada pelo governador.
Fim da escala 6×1: saiba o que pode mudar com o projeto do governo e o que está em jogo no país?

A medida, que propõe redução da carga horária das atuais 44 horas para 40 horas semanais sem diminuição do salário O fim da escala 6×1 – seis dias de trabalho e um de descanso – ganhou novo capítulo após o envio do projeto de lei do governo Lula ao Congresso na noite de terça-feira (14). A medida, que propõe redução da carga horária das atuais 44 horas para 40 horas semanais sem diminuição do salário, divide opiniões.De um lado, trabalhadores, parlamentares, centrais sindicais, governo e até alguns empregadores se movimentam em defesa das mudanças, considerando-as naturais frente ao avanço da tecnologia. Também seria uma solução contra o crescente adoecimento dos trabalhadores, que pressiona a Previdência Social.De outro, entidades empresariais, em especial indústria, comércio e serviços, apresentam estudos nos quais teriam prejuízos bilionários com a medida, afetando o PIB (Produto Interno Bruto) e causando desemprego em alguns setores. O QUE PODE MUDAR NA JORNADA COM O PROJETO DO GOVERNO LULA?O projeto enviado pelo governo Lula altera a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). O principal ponto é a redução da carga horária semanal, que passa a ter limite de 40 horas, quatro horas a menos que a regra atual. O trabalhador teria direito a dois descansos por semana, mas não há determinação dos dias específicos, apenas indicação de que a folga deve ser, preferencialmente, aos sábados e domingos.Segundo o projeto, a escala valerá também para trabalhadores de comércio, domésticos, profissionais da área da saúde, aeronautas, atletas profissionais e outros. No entanto, as áreas que têm funcionamento especial, como aos sábados e domingos, devem ter escala de revezamento, que deverá ser organizada todos os meses. VEJA AS PRINCIPAIS ALTERAÇÕESREDUÇÃO DA CARGA HORÁRIA SEMANAL: – A duração normal do trabalho passa a ter o limite de 40 horas semanais, mantendo o limite de oito horas diáriasESCALA 5X2: – O projeto prevê que o trabalhador passa a ter direito a dois repousos semanais remunerados de 24 horas seguidas cada. O texto não estabelece dias obrigatórios, mas diz que a folga deve ser, de preferência, aos sábados e domingosSALÁRIO: – A redução da jornada e a garantia dos novos descansos não podem levar à redução nominal ou proporcional dos salários, nem alteração dos pisos salariais vigentes. A regra se aplica a todos os trabalhadores, incluindo os de regimes especiais, trabalho avulso e os de tempo parcialESCALA 12X36: – Fica mantida a escala 12×36 (12 horas de trabalho por 36 horas de descanso), limitada da 40 horas semanais, com dois dias de descanso na semana, por meio de negociação coletiva PARA QUEM VALERÁ A MEDIDA E A PARTIR DE QUANDO?A redução da jornada sem diminuição do salário está prevista para os contratos pela CLT vigentes em todo o país, mas para entrar em vigor precisa ser aprovada na Câmara e no Senado e ter a sanção do presidente LulaA medida abrange trabalhadores no comércio, empregados domésticos, atletas profissionais, aeronautas, radialistas e profissionais da saúde, entre outrosDuas PECs (propostas de emenda à Constituição) chegaram a avançar na Câmara, mas não estão prontas para votação. A Casa deve apresentar o relatório sobre o fim da 6×1 nesta quarta-feira (15). O presidente Hugo Motta (Republicanos-PB), defende que uma mudança desse tipo deve ser por feita por PEC. No Senado, uma outra PEC chegou a ser aprovada na CCJ no fim de 2025, mas tende a ser engavetada.O governo Lula prefere o projeto de lei por ter tramitação mais rápida do que uma PEC, que precisa ser aprovada em dois turnos, com 308 deputados e 49 senadores favoráveis em cada uma das votações.A proposta do Planalto faz frente ao principal pedido das centrais sindicais na Marcha da Classe Trabalhadora nesta quarta (15), em Brasília. Os sindicalistas entregarão a Lula e ao presidente da Câmara um documento com 68 itens. O fim da escala 6×1 é a prioridade, seguido de combate ao feminicídio e à pejotização, fortalecimento das negociações coletivas e regulamentação do trabalho por aplicativo.Segundo o artigo 7º da Constituição Federal de 1988, a duração do trabalho normal no Brasil não pode ser superior a oito horas diárias e 44 horas semanais. A compensação de horários e a redução da carga horária podem ser feitas por meio de acordo ou convenção coletiva de trabalho.Nesta terça-feira (14), Lula afirmou não ver sentido no trabalhador ter apenas um dia para descansar. “Não tem mais sentido com o avanço tecnológico que o mundo teve a gente ainda só tem um dia pra descansar. Quando olho na cara de vocês eu vejo as pessoas mais simples do mercado de trabalho nesse país”, disse.Mais cedo, no mesmo dia, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), disse em evento com sindicalistas que há uma tendência mundial de redução de jornada no mundo inteiro, mas destacou que é preciso olhar para as especificidades de cada setor. “Com tecnologia, você faz mais com menos gente, então cada vez você produz mais com menos trabalhadores, é uma tendência mundial da redução de jornada”, disse. ESTUDOS APONTAM PRÓS E CONTRAS DA MEDIDAPara os empregadores, o prejuízo financeiro teria de ser sanado de alguma forma, com compensações. Além disso, as empresas temem a votação de um projeto do tipo em ano eleitoral, por considerarem que mesmo parlamentares da oposição poderão ser favoráveis à medida .Levantamento do FGV-Ibre (Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas) feito por Daniel Duque mostra que diminuir jornada sem cortar salário elevaria o custo do trabalho por hora, pressionando empresas a ajustar preços e a demitir.Haveria, segundo o estudo, redução de cerca de 638 mil postos formais, com impactos maiores em setores como construção, comércio e agropecuária, e efeito negativo de 0,7% no PIB.Outro estudo, conduzido pelos pesquisadores Fernando de Holanda Barbosa e Paulo Peruchetti, também do FGV/Ibre, aponta redução de 6,2% no PIB se a diminuição for de 44 para 36 horas semanais. Como a produtividade do brasileiro cresce 0,5% ao ano, os custos demorariam a ser absorvidos.Já o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) mostra que haveria uma elevação do custo da mão de obra
Com Lula e Pacheco, teremos chapa forte em MG, diz Marília Campos, pré-candidata ao Senado

Em pré-campanha, Marília Campos reúne apoiadores em BH e apresenta sua agenda prioritária para o Senado A ex-prefeita de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), e pré-candidata ao Senado por Minas Gerais, Marília Campos (PT), realizou, na segunda-feira (13), seu primeiro evento aberto na capital mineira desde que o seu nome foi definido para concorrer a uma vaga na Câmara Alta.Com o lema BH abraça Marília, a atividade reuniu lideranças políticas e apoiadores da petista. Um levantamento da AtlasIntel, divulgado no dia 1º de abril, indicou que Marília Campos ocupa, com mais de 20% de intenções de voto, o primeiro lugar entre os preferidos da população mineira para o Senado.“Nós queremos formar uma trincheira para continuar avançando no nosso país e para reconstruir Minas Gerais. As pessoas me perguntam por que eu abri mão de um mandato com uma avaliação positiva de 82% na minha cidade, por que eu renunciei à prefeitura e sou pré-candidata ao Senado. É porque eu quero colocar a minha história e a minha credibilidade à disposição para reconstruir o nosso estado”, destacou a petista, em seu discurso durante o evento. Reforço na chapa de LulaA pré-candidatura é vista com entusiasmo pelos partidos de esquerda, em razão da viabilidade eleitoral, mas também pelo reforço ao palanque de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição presidencial, no estado, que é o segundo maior em tamanho do eleitorado do país.Campos enfatiza que, para ela, as eleições de 2026 serão um momento para debater com a sociedade um projeto de país e de estado que dê prioridade aos interesses públicos e da população trabalhadora.Gestão de Marília Campos tem avaliação positiva de 82% em Contagem“Eu quero usar toda a minha disposição para ajudar na reeleição do Lula. Nós temos que discutir a minha pré-candidatura vinculada a um projeto de Brasil e a um projeto de Minas Gerais. O Brasil está melhor com Lula, porque controlou a inflação, tem crescimento econômico, tem crescimento de emprego, consegue reduzir a desigualdade social, saiu do mapa da fome. O Brasil está melhor porque nós temos um presidente que defende o país e a soberania nacional, que é comprometido com o projeto democrático”, disse Marília Campos, ao defender a importância da reeleição de Lula.Ainda assim, ela reconhece que a eleição nacional não será fácil e que o principal adversário da chapa democrática será, novamente, a extrema direita, com a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). Para enfrentar a disputa, a pré-candidata ao Senado por MG aposta que, além de propagandear as conquistas obtidas nos últimos quatro anos de governo Lula, é preciso apresentar à população uma perspectiva de futuro.“Derrotamos a PEC da Blindagem, avançamos na questão da isenção do imposto de renda e poderemos avançar ainda mais com o fim da jornada 6 por 1. Mas será que todos esses avanços vão garantir que a gente desponte muito à frente do candidato da direita? Como está a subjetividade do nosso povo? Eu sinto que as pessoas estão ligadas no presente. Mas, mais do que o presente, elas querem uma esperança de futuro. Elas querem otimismo em relação ao futuro”, analisa Marília Campos.Ela ainda afirma que sua pré-campanha e campanha servirão para, além de defender e informar a população sobre os feitos do governo federal, dialogar com amplos setores, unificar a esquerda e disputar as narrativas.“Estamos vendo investimento público em todas as áreas, na infraestrutura, saúde, assistência, etc. Mas nosso desafio é resgatar a esperança, no modo de fazer política, em como dialogar com todos os setores. Nós temos que trazer o empresariado. Quem é que também cresceu nesse país com as políticas que o Lula implementou? A atividade econômica”, destaca. Perspectivas para Minas GeraisDurante o evento de pré-campanha, Marília Campos também destacou a importância da eleição federal para o contexto específico de Minas Gerais e defendeu o nome do senador Rodrigo Pacheco, recém filiado ao PSB, para o governo do estado.Pacheco ainda não oficializou sua pré-candidatura, mas é o nome defendido por Lula para ocupar a cadeira de chefe do Executivo mineiro. Junto ao presidente, ele articulou uma resposta para a dívida de MG com a União, por meio da criação do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Durante as gestões de Romeu Zema (Novo), o montante devido pelo estado cresceu mais de 60%, chegando a aproximadamente R$ 200 bilhões.“Nós sabemos que Minas cresce quando Lula é presidente. Lula foi quem deu as cartas para que Rodrigo Pacheco pudesse negociar, pelo menos parcialmente, uma solução para a dívida do estado, que sangra os cofres públicos do povo mineiro. A minha defesa sempre foi e continua sendo que Pacheco seja o nosso candidato a governador. Nós teremos um palanque forte, com Lula, Pacheco e Marília Campos”, enfatizou a pré-candidata.A petista também sinalizou outras pautas que ganharão centralidade em sua caminhada ao Senado, como a defesa da autonomia e distribuição de recursos aos municípios, o combate à violência contra as mulheres, o enfrentamento a todas as formas de disctiminação e preconceitos, além do fortalecimento da democracia. “Nós vamos lutar a partir de agora para construir a vitória que o Brasil precisa e o nosso estado também”, finalizou. Evento representativoO evento em Belo Horizonte contou com a presença de dirigentes partidários do PT, PV, PCdoB, PSB e Psol, além de parlamentares, como os deputados estaduais e federais Beatriz Cerqueira (PT), Bella Gonçalves (PT), Leninha (PT), Miguel Ângelo (PT), Ricardo Campos (PT), Virgílio Guimarães (PT), e os vereadores Bruno Pedralva (PT-BH), Edmar Branco (PCdoB-BH), Iza Lourença (Psol-BH), Luiza Dulci (PT-BH), Pedro Rousseff (PT-BH), Adriana Souza (PT-Contagem), Moara Sabóia (PT-Contagem), Marcela Menezes (PT-Ribeirão das Neves), Suzane (PT-Santa Luzia), entre outros.Também participaram do encontro ex-ministros, como a ex-ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, e lideranças históricas da política mineira, como Jô Moraes, Luiz Dulci e André Quintão.