PL rompe com base de Zema e fortalece Cleitinho para 2026

O Partido Liberal (PL) oficializou, nesta quarta-feira, sua saída da base do governador Romeu Zema (Novo) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Os onze deputados da sigla decidiram deixar o bloco governista Avança Minas e formar uma bancada independente, mais alinhada à direita. O afastamento marca um novo cenário político no estado e pode influenciar as eleições de 2026. A decisão foi impulsionada por uma disputa interna pela liderança do Avança Minas, bloco formado por 25 parlamentares de oito partidos, incluindo o PL. A tensão começou nas eleições da mesa diretora no ano passado, quando os deputados Antônio Carlos Arantes e Gustavo Santana, ambos do PL, concorreram à 1ª Secretaria da Assembleia. Santana venceu, deixando Arantes sem cargo, o que gerou insatisfação e ameaçou um acordo para que Bruno Engler assumisse a liderança do bloco. Durante o recesso parlamentar, Arantes tentou reverter o cenário para se cacifar ao cargo, mas a maioria da bancada optou por criar um grupo independente. Nove dos onze deputados do PL apoiaram a saída, consolidando Bruno Engler como líder da nova bancada. Inicialmente, havia a intenção de criar um novo bloco parlamentar, mas, por falta de adesão de outras siglas, a ideia foi descartada. A ruptura foi motivada pelo descontentamento com o governo Zema. Segundo Cristiano Caporezzo, aliado de Engler, o governador não atendeu às prioridades dos parlamentares do PL. “O governo Zema precisa aprender que ser de direita é votar os projetos de direita e fazer com que a bancada apoie essas pautas. A população espera que um governador de direita tenha postura”, criticou Caporezzo. O impacto da decisão já se reflete no cenário eleitoral para 2026. O PL tem se aproximado do senador Cleitinho (Republicanos), que já se coloca como possível candidato ao governo estadual, em oposição ao vice-governador Mateus Simões (Novo), favorito para suceder Zema. A formação da bancada independente na Assembleia pode consolidar essa aliança eleitoral. O PL demonstra entusiasmo com a candidatura de Cleitinho. Em pesquisa da Quaest divulgada em dezembro, ele apareceu com 26% das intenções de voto, liderando o cenário. Já Simões, apontado como candidato da situação, registrou apenas 2%, sendo o menos viável entre os nomes testados. A aliança entre Cleitinho e o PL não é novidade. Em 2020, durante as eleições para a Prefeitura de Belo Horizonte, o partido apoiou Bruno Engler como candidato bolsonarista, enquanto Zema preferiu Mauro Tramonte (Republicanos), se envolvendo apenas discretamente no segundo turno. Mesmo quando integrava a base de Zema, o PL foi um dos partidos mais rebeldes. No final de 2023, Engler perdeu a vice-liderança do governo na Assembleia após votar contra um projeto que aumentava em 2% a alíquota de produtos considerados supérfluos. O rompimento ocorre em um momento crucial para Zema, que busca projeção nacional para um eventual projeto presidencial. O governador tenta se firmar como uma alternativa viável para a direita e potencial herdeiro do eleitorado de Jair Bolsonaro. No entanto, em entrevista recente à CNN, Bolsonaro minimizou essa possibilidade, afirmando que Zema tem influência restrita ao seu estado. O ex-presidente teceu elogios ao governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), chamando-o de “bom nome” para a sucessão presidencial. A separação entre Zema e o PL sinaliza um realinhamento político em Minas Gerais e pode influenciar diretamente as eleições estaduais e nacionais nos próximos anos. Com o partido agora atuando de forma independente, o cenário eleitoral mineiro ganha novos contornos e abre espaço para novas disputas e alianças
Alexandre Silveira crítica Romeu Zema durante evento de obra da BR-381

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, fez críticas ao governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), durante evento realizado nesta quinta-feira (6) para marcar o início das obras na BR-381, em Belo Oriente (MG). A concessão prevê um investimento de R$ 10 bilhões ao longo de 30 anos, incluindo 106,44 km de duplicações e 83 km de faixas adicionais entre Belo Horizonte e Governador Valadares. O evento contou com a presença do ministro dos Transportes, Renan Filho. Durante seu discurso, Silveira alfinetou o governador mineiro. “Zema vai ter que afinar as canelas de tanto andar para acompanhar eu e Renan dando ordem de início de obra nas rodovias de Minas”, declarou. O ministro, que faz oposição a Zema, destacou que o avanço do projeto só ocorreu por determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) precisou assumir a saída de Belo Horizonte e revisar o projeto, que fracassou em três leilões do governo Jair Bolsonaro (PL). No evento, Silveira também defendeu a candidatura do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) ao governo mineiro em 2026.
Ícone da música paraibana, Vital Farias morre aos 82 anos

O mundo da música perde um de seus artistas mais autêntico Brasil de Fato, João Pessoa – “Não se admire se um dia / Um beija-flor invadir / A porta da sua casa / Te der um beijo e partir / Fui eu que mandei o beijo / Que é pra matar meu desejo / Faz tempo que eu não te vejo / Ai que saudade de ocê”. O mundo da música perde um de seus artistas mais autênticos. Nesta quinta-feira (6), o cantor e compositor paraibano Vital Farias faleceu aos 82 anos, vítima de um choque cardiogênico. Ele estava internado no Hospital Metropolitano, na grande João Pessoa. Nascido no sítio Pedra d’Água, em Taperoá, Paraíba, Vital era o caçula de 14 irmãos e cresceu em meio à simplicidade do sertão, onde foi alfabetizado pelas irmãs e desenvolveu seu amor pela música e pela poesia. Trajetória artística e discografia Vital mudou-se para João Pessoa aos 18 anos, onde serviu no 15º Regimento de Infantaria e estudou no Lyceu Paraibano. Foi na capital paraibana que ele começou a tocar violão de forma autodidata, tornando-se, posteriormente, professor de violão e teoria musical no Conservatório de Música. Em 1975, partiu para o Rio de Janeiro, onde mergulhou no cenário artístico, participando de peças como ‘Gota d’Água’, de Chico Buarque, e concluindo sua formação na Faculdade de Música em 1981. Sua primeira composição gravada foi ‘Ê mãe’, em parceria com Livardo Alves, interpretada por Ari Toledo. Em 1978, lançou seu álbum de estreia, ‘Vital Farias’, seguido por ‘Taperoá’ (1980), que consolidou seu nome como um dos grandes representantes da música nordestina. Ao longo da carreira, lançou discos como “Cantoria” (1984), ‘Vital Farias e Convidados’ (1995) e ‘Vital Farias ao Vivo'(2002), sempre destacando a riqueza cultural do sertão e a luta do povo nordestino. Festivais, prêmios e parcerias Vital participou de diversos festivais de música, onde suas canções ecoaram como hinos de resistência e poesia. Sua música ‘Toada do Ausente’ foi premiada no Festival MPB Shell, em 1980, e se tornou um marco em sua carreira. Ele também colaborou com grandes nomes da música brasileira, como Elba Ramalho, Zé Ramalho e Fagner, além de ter sido homenageado em eventos culturais por sua contribuição à música nordestina. Engajamento político e polêmicas Vital Farias sempre foi conhecido por seu engajamento político. Durante a ditadura militar, suas canções carregavam críticas sociais e políticas, refletindo sua visão de mundo e seu compromisso com as causas populares. Ele foi filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT) e apoiou diversas causas progressistas ao longo da vida. No entanto, nos últimos anos, especulou-se que ele teria se aproximado de ideias bolsonaristas, o que gerou controvérsias entre seus fãs e admiradores. Vital nunca confirmou publicamente essa mudança de posicionamento, mas suas declarações em redes sociais e entrevistas levantaram debates sobre suas convicções políticas. Amor pela Paraíba e legado cultural Seu profundo amor pela Paraíba sempre foi explícito, terra esta que inspirou grande parte de sua obra. Em suas músicas e poesias, ele retratou a beleza e as dificuldades do sertão, celebrando a cultura e a resistência do povo nordestino. Trechos de suas canções, como ‘Ai Que Saudades de Oce’; ‘Canção em dois tempos (Era casa, Era Jardim)’; ‘Veja (Margarida)’; ‘Sete Cantigas Para Voar’; e ‘Saga da Amazônia’ emocionam gerações até hoje: Homenagens e legado Vital Farias recebeu diversas homenagens ao longo da vida, incluindo títulos de cidadania honorária e reconhecimento em festivais de música. Sua obra continua a inspirar novos artistas e a encantar o público, mantendo viva a cultura nordestina Velório e sepultamento Ainda não há informações detalhadas sobre o velório e o sepultamento de Vital Farias. A família deve divulgar os detalhes nas próximas horas. Enquanto isso, fãs e admiradores se reúnem nas redes sociais para prestar homenagens ao artista, celebrando sua vida e obra. Natural de Taperoá, no Cariri da Paraíba, Vital Farias é compositor de inúmeros sucessos da MPB, regravados por renomados artistas brasileiros. Entre as canções mais conhecidas de sua autoria estão: Ai, Que Saudade D’Ocê Canção em dois tempos (Era casa, Era Jardim) Veja (Margarida) Sete Cantigas Para Voar Saga da Amazônia Caso Você Case Cantilena de Lua Cheia Poema Verdade Pra Você Gostar de Mim Saga de Severinin Além das famosas canções, marcadas pela valorização da cultura nordestina, ao longo de sua carreira, Farias fez parcerias com nomes como Geraldo Azevedo, Xangai e Elomar.
Brasil enfrenta a Colômbia mirando vaga para o Mundial Sub-20

Vitória no Sul-Americano deixa classificação muito próxima O Brasil enfrenta a Colômbia, a partir das 17h (horário de Brasília) da próxima sexta-feira (7) em Caracas (Venezuela), pela segunda rodada do hexagonal final do Sul-Americano Sub-20. A equipe comandada pelo técnico Ramon Menezes chega a este compromisso motivada após a vitória de 1 a 0 sobre o Uruguai alcançada na última terça-feira (4). Além de buscar o título da competição, a seleção brasileira tem como objetivo assegurar uma vaga na próxima edição do Mundial da categoria, que será disputada entre os dias 27 de setembro e 19 de outubro no Chile. Para isto o Brasil terá que encerrar o Sul-Americano entre os quatro primeiros colocados. O triunfo sobre os uruguaios deu ânimo para a equipe brasileira, que cumpriu uma campanha irregular na primeira fase da competição. Logo na estreia o Brasil foi goleado por 6 a 0 pela Argentina. Porém, posteriormente a seleção garantiu duas vitórias consecutivas (de 2 a 1 sobre a Bolívia e de 3 a 1 sobre o Equador). Em seu último compromisso na primeira fase da competição a seleção brasileira encontrou justamente a Colômbia, seu adversário na próxima sexta. E o resultado foi um revés por 1 a 0. Porém, agora no hexagonal final, a expectativa é que o Brasil conquiste a vitória
Desmatamento no Cerrado caiu 33% em 2024, mas ainda é elevado

Apesar da redução, área desmatada é maior que o Distrito Federa O desmatamento no Cerrado caiu 33% em 2024, na comparação com o ano anterior, segundo dados do Sistema de Alerta de Desmatamento do Cerrado (SAD Cerrado), desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e divulgados nesta quinta-feira (6). A supressão vegetal no segundo maior bioma do país atingiu 712 mil hectares no ano passado. Em 2023, foram 1 milhão de hectares de mata desmatados. Apesar da redução, pesquisadores alertam que a área total desmatada ainda é muito elevada. Esses mais 700 mil hectares de mata nativa perdida equivalem a uma área maior do que o Distrito Federal. “A queda do desmatamento no Cerrado em 2024 possivelmente representa um efeito das políticas de combate e controle implementadas neste último ano. Apesar da redução, a área total desmatada segue nos patamares elevados quando comparamos com a série histórica e também com o desmatamento em outros biomas, como a Amazônia. Por exemplo, tivemos por volta de 700 mil hectares desmatados no Cerrado nesse último ano. Já na Amazônia foram 380 mil hectares desmatados no mesmo período. Quase duas vezes menos”, afirma Fernanda Ribeiro, pesquisadora do Ipam e coordenadora do SAD Cerrado. Atualmente, cerca de 62% da vegetação nativa do Cerrado está dentro de propriedades rurais privadas, submetidas às regras do Código Florestal, que permitem o desmatamento de até 80% da área total. A maior parte do desmatamento ocorreu justamente nessas áreas particulares. Para efeito de comparação, na Amazônia Legal, por exemplo, a lei permite o desmatamento de, no máximo, 20% da área. O respaldo legal para uma expansão maior do desmatamento no Cerrado ameaça mais o bioma com secas prolongadas e clima mais extremo, reforça o Ipam. Os dados do SAD Cerrado confirmam uma tendência de queda verificada pela taxa oficial de desmatamento do Cerrado, que registrou redução pela primeira vez nos últimos cinco anos, entre agosto de 2023 e julho de 2024, segundo informou o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) no fim do ano passado. O levantamento do Inpe é feito por meio do Projeto de Monitoramento do Desmatamento no Cerrado por Satélite (Prodes Cerrado), em que a detecção alcança precisão de 10 metros sobre corte raso e desmatamento por degradação progressiva, como incêndios. Onde mais se desmata A fronteira do Matopiba – acrônimo que define a região formada por partes dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia – concentrou 82% de todo o desmatamento no Cerrado em 2024, totalizando 586 mil hectares perdidos. Essa é a área atual de expansão das lavouras agrícolas em áreas do Cerrado e, por isso, têm liderado os índices de supressão da vegetação original. O destaque negativo é o Maranhão que, apesar de uma redução de 26% na área desmatada, foi responsável por 225 mil hectares perdidos, um terço de todo o Cerrado desmatado durante 2024, segundo o Ipam. O Tocantins vem em seguida como o segundo estado onde mais se desmatou ano passado, com 171 mil hectares de vegetação nativa suprimidas. A área representa uma queda de 26% na comparação com 2023. No Piauí, foram derrubados 114 mil hectares, 12% a menos do que em 2023. Já na Bahia, o Cerrado perdeu 72 mil hectares no ano passado, uma redução de 54%. Para a pesquisadora do Ipam, o Matopiba é a região do Cerrado com maior número de propriedades privadas com vegetação nativa remanescente, mas passível de supressão por autorizações legais. “Isso evidencia a necessidade de outros instrumentos que vão além das políticas de combate e controle. A mudança desse cenário depende de um maior engajamento com o setor privado, além de ações de ordenamento territorial e instrumentos econômicos e regulatórios como vemos na Amazônia”, aponta Fernanda Ribeiro. Municípios Os 10 municípios com maior área de Cerrado desmatada em 2024 estão localizados no Matopiba, sendo cinco no Maranhão, três no Tocantins, dois no Piauí e um na Bahia. Somados, totalizam 119 mil hectares desmatados, ou 16,7% de tudo que foi derrubado no bioma em 2024, de acordo com o projeto SAD Cerrado. No coração do Matopiba, a proximidade de municípios com mais desmatamento também chama a atenção. Juntos, os municípios vizinhos de Balsas (MA), Alto Parnaíba (MA), Mateiros (TO) e Ponte Alta do Tocantins (TO) são os quatro primeiros da lista com maior desmatamento registrado, totalizando 61 mil hectares desmatados, cerca de 10% da área desmatada no Matopiba. Depois das áreas com Cadastro Ambiental Rural (CAR) registrados, as áreas sem posse definidas são as que mais registram desmatamentos no Cerrado, correspondendo a 10% do total. O SAD Cerrado também identificou porções de áreas em unidades de conservação, que responderam por 5,6% do desmatamento do Cerrado em janeiro, totalizando 39 mil hectares suprimidos. As principais áreas protegidas atingidas também foram aquelas localizadas no Matopiba, como a Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins, que perdeu 12 mil hectares para o desmatamento, e o Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba, que teve 6,7 mil hectares desmatados. O SAD Cerrado é um projeto de monitoramento mensal e automático que utiliza imagens de satélites ópticos do sensor Sentinel-2, da Agência Espacial Europeia. A confirmação de um alerta de desmatamento é realizada a partir da identificação de ao menos dois registros da mesma área em datas diferentes, com intervalo mínimo de dois meses entre as imagens de satélite. O método é detalhado no site do SAD Cerrado, que também disponibiliza os relatórios de alerta, com filtros para estados, municípios, situação fundiária e intervalo de análise (Agência Brasil)
Cai o número de endividados no país, aponta entidade do comércio

Pelo segundo mês consecutivo, o percentual de famílias endividadas caiu no país, chegando a 76,1%, de acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O resultado de janeiro representa uma queda de 0,6 ponto percentual em relação a dezembro e de 2 p.p. no comparativo com o mesmo período em 2024. Em janeiro, 20,8% dos brasileiros destinaram mais da metade dos rendimentos às dívidas, o maior percentual desde maio de 2024. Em média, as famílias destinaram 30% dos ganhos para esta finalidade, um aumento de 0,2 p.p.. O estudo mostrou o crescimento da percepção de endividamento, com 15,9% da população considerando estar “muito endividada”, contra 15,4% no final do ano passado. “Os juros elevados e a seletividade do crédito fazem com que os consumidores procurem fazer menos dívidas e, como efeito adverso, aumentam sua percepção de endividamento. A leve melhora da inadimplência indica que houve um esforço nas casas brasileiras para equilibrar suas finanças, mas o comprometimento crescente da renda acende um sinal de alerta para a economia em 2025”, avalia o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros. Segundo a entidade, como consequência dessa preocupação crescente, menos famílias estão com dívidas em atraso. Elas agora representam 29,1%, diante dos 29,3% de dezembro. O percentual daquelas que não têm condições de pagar o que devem também teve recuo mensal, de 13% para 12,7%. Apesar disso, os resultados ainda se mantêm acima dos patamares observados em janeiro de 2024, de 28,3% e 12%, respectivamente. “Apesar da queda do endividamento, as dívidas estão consumindo uma parcela maior da renda das famílias brasileiras, especialmente por causa dos juros altos e prazos mais curtos. Esse cenário pode manter a inadimplência em patamares elevados nos próximos meses”, explica o economista-chefe da CNC, Felipe Tavares. A pesquisa também analisou o endividamento por faixa de renda. Houve queda de 0,8 p.p. entre as famílias que recebem mais de dez salários mínimos (65,3%) e de 1 p.p. entre as que ganham até três salários mínimos (79,5%), no comparativo com dezembro. As famílias mais vulneráveis – até 3 salários mínimos – representaram o único grupo cujo percentual de endividamento aumentou, na comparação com janeiro de 2024 (79,2%). Já a saída da inadimplência demonstra ser um caminho mais longo. A redução da parcela de consumidores com dívida em atraso ocorreu apenas entre os que ganham de três a cinco salários mínimos, saindo de 28,1% em dezembro para 27,5%. No decorrer de 1 ano, houve alívio apenas na faixa entre cinco e dez salários mínimos, com o índice caindo de 22,7% para 22%. O cartão continua sendo a principal modalidade de crédito utilizada pelos consumidores, atingindo 83,9% do total de devedores, mesmo com a retração de 2,9 p.p., na comparação anual. Em contrapartida, destacam-se o crédito pessoal, com um aumento de 1,3 p.p., atingindo 10,9%, e os carnês, com crescimento de 0,6 p.p. em relação a 2024, chegando a 16,8%. Apesar da recente melhora dos índices de endividamento e inadimplência, a CNC alerta que o endividamento das famílias pode voltar a crescer ao longo do ano. Os percentuais devem começar a subir a partir de março, fechando 2025 com 77,5% das famílias brasileiras endividadas e 29,8% inadimplentes. “A necessidade de recorrer ao crédito para consumo, somada à manutenção de juros elevados, deve tornar a gestão financeira um desafio ainda maior para os consumidores brasileiros”, disse o economista Felipe Tavares
Haddad apresenta à Câmara agenda para isentar IR, taxar ricos e regular big techs

O ministro da Fazenda e o presidente da Câmara falaram em afinidades e parcerias para aprovar as medidas prioritárias do governo na área econômica O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, entregou nesta quarta-feira (5) ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), uma agenda com as prioridades do governo na área econômica. Entre as 25 medidas elencadas, estão como prioridades a reforma tributária sobre a renda com isenção de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) para quem ganha até R$ 5 mil e a tributação dos mais ricos. Além disso, o governo vai priorizar, este ano, a regulamentação das big techs, a modernização do marco legal de preços de medicamentos e várias iniciativas que integram o Novo Brasil – Plano de Transformação Ecológica. Da agenda, 15 medidas dependem do Legislativo com oito projetos em tramitação e sete serão encaminhados nas próximas semanas. Em coletiva ao lado de Motta, Haddad destacou a parceria da Câmara ao longo dos dois últimos anos, quando foram aprovadas medidas para a recomposição das bases da arrecadação tributária e para fortalecimento do arcabouço fiscal. “Dos projetos estratégicos, 32 foram aprovados, com impacto direto na vida econômica do país”, lembrou. Haddad também comentou a participação de Hugo Motta na condução dos trabalhos junto ao ministério nos últimos anos. “Motta conviveu conosco e foi um líder de muita efetividade”, afirmou. “É uma construção (…) Evitando pauta-bomba, evitando distorções, atacando ineficiências e se fizermos isso, não estamos longe de conseguir a estabilidade brasileira em termos fiscais”, prossegue o ministro. Motta voltou a afirmar que o espírito da Casa é colaborativo com o governo. “Temos todo o intuito de ajudar na agenda, é uma agenda de País, temos um grande desafio econômico para 2025 e nada melhor que essa cooperação entre os Poderes”, disse Motta. Para o líder do PCdoB na Câmara, deputado Márcio Jerry (MA), Haddad trouxe propostas importantes que irão garantir avanços nos direitos sociais da população. “Desde o início do governo Lula, a economia tem dado sinais de estabilidade e caminhos de desenvolvimento para o país. Temos, portanto, um momento bom, com conquistas fundamentais e novas propostas para fazermos o Brasil avançar com a economia forte, gerando desenvolvimento, emprego, e fazendo com que a gente possa avançar na garantia dos direitos sociais do povo brasileiro”, destacou Jerry. Confira a lista com as 25 prioridades do governo na área econômica. Eixo de estabilidade econômica: • Fortalecimento do arcabouço fiscal; • Início da implantação da reforma tributária sobre o consumo; • Reforma tributária sobre a renda; • Limitação dos supersalários; • Reforma da previdência dos militares; • Projeto de lei da conformidade tributária e aduaneira. Eixo de melhoria do ambiente de negócios: • Aprimoramento da Lei de Falências; • Fortalecimento da proteção a investidores no mercado de capitais; • Consolidação legal das infraestruturas do mercado financeiro; • Resolução bancária; • Mercado de crédito; • Regulamentação econômica das big techs; • Modernização do marco legal de preços de medicamentos; • Pé-de-Meia; • Modernização do regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos e das parcerias público-privadas. Eixo de transformação ecológica: • Nova emissão de títulos sustentáveis, trazendo recursos ao Fundo Clima; • Avanço na implantação do mercado de carbono; • Novos Leilões do EcoInvest; • Compra pública com conteúdo nacional e programa de desafios tecnológicos para a transformação ecológica; • Estruturação do Fundo Internacional de Florestas; • Implementação da Taxonomia Sustentável Brasileira; • Marco legal da inteligência artificial e política de atração de datacenter; • Plano Safra e Renovagro; • Consolidar o mapa de investimento sustentáveis na BIP
Bolasie salva no fim, e Cruzeiro empata com América

Cruzeiro e América-MG empataram por 1 a 1 nesta quarta-feira (5), pela 6ª rodada do Campeonato Mineiro, no Independência. Fabinho anotou um gol “relâmpago” para o time da casa, aos 2 minutos de partida. Bolasie, que entrou no lugar de Dudu no 2º tempo, fez o de empate do Cruzeiro na reta final da partida. Com o resultado, o Cruzeiro chega a 11 pontos, e segue como líder do grupo C. O América-MG chega a 12 pontos e é o 2º colocado do grupo B. O próximo compromisso do Cruzeiro é no clássico mineiro contra o Atlético-MG, em casa, no domingo (9). O América-MG enfrenta a Tombense fora de casa no sábado (8). Como foi o jogo O América-MG abriu o placar com Fabinho aos 2 minutos de partida após vacilo na defesa do Cruzeiro. Após o gol relâmpago, aos poucos a Raposa foi dominando a partida e criou boas chances com Matheus Pereira e Dudu, mas parou nas mãos de Matheus Mendes. O goleiro americano foi o grande responsável por fazer o Coelho ir para o intervalo com a vantagem no placar. No 2º tempo, o América-MG retrancou a equipe e buscou sair em contra-ataques. O Cruzeiro buscou o jogo até o fim, e chegou a correr riscos de ver o América-MG ampliar a vantagem. Cássio chegou a defender um chute à queima-roupa de Renato Marques. Mas na reta final, aos 43 minutos, a ousadia do Cabuloso valeu a pena. Bolasie, que entrou no lugar de Dudu, fez o gol de empate cruzeirense.
ÚLTIMO ADEUS- Família, amigos e autoridades se despedem de ex-prefeito Humberto Souto

Foi sepultado na tarde desta quarta-feira (5), no Cemitério Campo da Esperança, em Brasília, o ex-prefeito de Montes Claros, Humberto Souto. O corpo do homem público foi velado na sede do Tribunal de Contas da União (TCU), do qual foi presidente. Centenas de pessoas compareceram para a última despedida, entre familiares, amigos e autoridades, entre elas o prefeito de Montes Claros, Guilherme Guimarães, o ex-governador de Minas e atual ministro do TCU, Antônio Anastasia; o deputado federal Paulo Guedes e estaduais Tadeu Martins Leite, Gil Pereira, Arlen Santiago Leninha Souza, bem como o representante do senador Rodrigo Pacheco, João Soares, secretários municipais, vereadores e amigos do ex-prefeito. Humberto Souto dedicou sua vida ao serviço público, deixando um invejável legado para o Brasil, Minas Gerais, Norte de Minas e especialmente para Montes Claros, terra onde nasceu e que tanto amou. Nascido em 3 de junho de 1934, teve uma trajetória de mais de 60 anos de vida pública, marcada pela ocupação de cargos de elevada relevância e grandes realizações. Foi vereador, deputado estadual, deputado federal por oito mandatos, vice-presidente da Câmara dos Deputados (assumindo interinamente a Presidência em diversas ocasiões), ministro e presidente do TCU. Por fim, realizou seu grande sonho, se elegendo duas vezes prefeito de sua cidade (2017 a 2024). Humberto Souto cumpriu uma missão de vida: cuidar de Montes Claros e de seu povo. Assim, ele construiu uma grande história, transformando e melhorando as vidas das pessoas, com obras e ações que ficarão para sempre, deixando ensinamentos e um grande exemplo de seriedade e honradez. A população de Montes Claros voltou a ter a sua autoestima elevada. Ele deu voz e destaque novamente ao nosso município, valorizando sua terra. O povo de Montes Claros é muito obrigado grato a Humberto Souto, que deixou a sua marca registrada para sempre em nossos corações e em nossas vidas!
Hulk volta a decidir e Atlético vence o Athletic

Galo chega embalado para o clássico contra o Cruzeiro Hulk recebe ótimo passe de Scarpa e faz lindo gol para abrir o placar contra o Athleti Com Hulk mais uma vez decisivo, o Atlético-MG ganhou do Athletic, por 1 a 0, nesta terça-feira (4), no Mineirão, pela sexta rodada do Campeonato Mineiro. A terceira vitória seguida faz o Galo dorme na liderança do Grupo A, com 10 pontos. Antes da rodada, a equipe estava na terceira colocação, atrás de Betim e Tombense, que ainda entram em campo nesta quarta-feira (5). Do outro lado, o Athletic pode perder a ponta do Grupo B. Isso porque a equipe ficou com os mesmos 12 pontos e o América-MG, que aparece logo atrás, com um a menos, ainda joga na rodada. Resumo do jogo A partida começou movimentada no Mineirão, com os dois times criando boas oportunidades e buscando o gol. Faltou, porém, manter o ritmo. A partir dos 25 minutos, o duelo ficou truncado. Quando parecia que o primeiro tempo terminaria empatado, brilhou a estrela de Hulk. Aos 48 minutos, o camisa 7 recebeu passe preciso de Gustavo Scarpa, driblou o goleiro e completou para o gol aberto. O panorama do segundo tempo foi o mesmo, com os dois times criando chances. O Atlético-MG conseguiu segurar a pressão do Athletic e garantiu a vitória mesmo com a expulsão de Júnior Santos já nos acréscimos.