Comerciantes sobem preços antes para oferecer ilusão de desconto na Black Friday

Estudo apontou que em outubro diversos produtos tiveram aumento, para depois “cair” no período promocional. Os campeões foram os tênis, que subiram, em média, 36% Assim como outros hábitos importados pelo comércio brasileiro, a Black Friday já virou uma tradição. E com ela, vem a igualmente tradicional manipulação dos preços por muitas das lojas, redes e supermercados. Uma das formas encontradas para se tirar vantagem dos consumidores é aumentar o preço antes para fazer com que ele pareça menor depois, nos dias da promoção. Conforme pesquisa feita pela plataforma de comparação de preços Buscapé, nos períodos de 1º a 7 e de 15 a 22 de outubro, foi verificada alta de preços em diversas categorias de produtos. Os recordistas foram os tênis, cujo preço saltou, em média, 36%; geladeira e ar condicionado vieram na sequência, com aumentos de 13% e 7% respectivamente. Na sequência vêm máquina de lavar (+4%), micro-ondas (+2%), tablet (+2%), console de videogame (+1%) e TV (+1%). No caso de notebook, celular e smartphone, houve redução de 3%. Uma forma de lidar com o problema, por parte do consumidor, é ficar atento e na medida do possível, pesquisar previamente os preços. Ao mesmo tempo, as autoridades de defesa do consumidor são um importante instrumento nessas horas. No caso do Procon de São Paulo, ao longo do mês de novembro, postos de atendimento foram montados em estações de metrô — como Sacomã — e da CPTM — como Tatuapé e Jabaquara. Também há unidades móveis percorrendo o litoral e o interior. Além disso, o Procon-SP vem usando as redes sociais para divulgar com recomendações e dicas que podem ajudar os consumidores a identificar sites suspeitos e anúncios que parecem ofertas vantajosas, mas não são. Os consumidores também serão orientados a se precaver contra golpes e práticas abusivas de lojas. Para lidar com os problemas comuns nessa temporada promocional, o órgão ainda enviou comunicados a empresas com reclamações por ele e outras entidades representativas dos fornecedores, com sugestões sobre a conduta que devem assumir para respeitar o direito dos consumidores e evitar a repetição das queixas feitas durante a Black Friday do ano passado.
Mais de 90% dos alunos concluintes do ensino médio fizeram 1ª prova do Enem

Em seu primeiro dia, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) mostrou um salto em relação ao ano passado no percentual de estudantes que estão concluindo os estudos dessa fase em escolas públicas e que se inscreveram para a prova. Esse universo foi de 94%, contra 58% em 2023, um aumento de 36 pontos percentuais. Em 14 estados, o índice chegou a 100%. Na Região Nordeste, o único estado que não atingiu essa proporção foi o Maranhão (83%). “A gente considera que foi um salto importante, um esforço que o ministério tem feito para estimular que o aluno se inscreva no Enem. Até antes de 2023, sempre havia uma queda, um declínio no número de inscritos, e agora nós estamos retomando o crescimento, é quase um milhão [de candidatos] a mais”, explicou o ministro da Educação, Camilo Santana, em coletiva neste domingo (3), quando apresentou o balanço parcial do Enem. Outro dado informado é que do total de 4,3 milhões de inscritos, 73,4% participaram dia primeira etapa da prova. O índice revela um aumento de 1,5 ponto percentual em relação ao Enem 2023, quando 71,9% dos inscritos compareceram. “Considero o maior interesse de concluintes do ensino médio no Enem uma das coisas mais importantes dessa edição, além do crescimento do número de inscritos”, disse Santana. Além disso, na visão do ministro, os dados confirmam o impacto de políticas que incentivam a participação desses estudantes: “Tivemos vários estados nos quais o percentual de concluintes quase dobrou. Esses números são um reflexo não só do esforço dos estados, que estimulam a inscrição, mas de um efeito forte do Pé-de-Meia”. Os estudantes beneficiados pelo programa que realizarem os dois dias de prova do Enem receberão uma parcela extra do incentivo, no valor de R$ 200, em 2025. No total, foram 10.766 locais de prova e 11.635 coordenações, nas 149.724 salas de aplicação, em 1.753 municípios, distribuídos pelas 27 unidades da Federação. Ao todo, 4.999 participantes foram eliminados por portar equipamento eletrônico; ausentar-se antes do horário permitido; ou não atender às orientações dos fiscais, por exemplo. Outras 689 pessoas foram afetadas por problemas como emergências médicas, interrupções temporárias de energia elétrica ou abastecimento de água. No próximo domingo, 10 de novembro, acontece a segunda etapa das provas, com questões relativas às Ciências da Natureza e Matemática e suas tecnologias. São 45 questões em cada área do conhecimento. Os portões abrem ao meio-dia e fecham às 13h , no horário de Brasília. O tempo de prova será de cinco horas, terminando às 18h30
Maconha – CNJ inicia mutirão para revisar prisões por tráfico de drogas

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) iniciou, na última sexta-feira (1º), um mutirão voltado à revisão de prisões de acusados de tráfico de drogas, com ênfase em casos que possam se enquadrar na decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre porte de maconha. Em junho, o STF definiu o limite de 40 gramas para diferenciar o porte da droga para uso pessoal do crime de tráfico. A ação é conduzida pelo Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e pelo Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas, ambos vinculados à presidência do CNJ. Com o apoio da Defensoria Pública, o mutirão está programado para se estender até fevereiro de 2025. Além da revisão de casos relacionados ao porte de maconha, a iniciativa contempla a análise de processos de pessoas presas que podem ser beneficiadas pelo indulto de Natal, destinado àqueles que cometeram crimes sem violência ou ameaça grave, ou que tenham penas de multa. No total, serão revisados 496.765 processos, sendo 324.750 relativos ao indulto de Natal, 65.424 à decisão do STF sobre porte de maconha, 73.079 a casos de incidentes já vencidos e 33.512 a prisões cautelares que se estendem por mais de um ano
Derrotas varrem PSDB, PDT, Psol e Cidadania do mapa de prefeituras nas capitais

Até o mês que vem, 12 partidos políticos dividem o comando das capitais dos 26 estados brasileiros, número que cairá para oito a partir de janeiro. Brasília, capital do país, não tem prefeito nem vereadores e é administrada pelo governador do Distrito Federal. A concentração de poder e a consequente queda partidária nessas grandes cidades só não foi maior porque o PT, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e o PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, conseguiram eleger um e quatro prefeitos, respectivamente. Ambos não haviam vencido prefeituras nas capitais nas eleições passadas. O levantamento foi feito pelo Estadão com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A maior decadência é do PSDB O partido do ex-governador de Minas e atual deputado federal Aécio Neves – que, junto com o PT, protagonizou a política brasileira nos anos 1990, 2000 e início dos 2010 -, lidera o ranking de fracassos. Após eleger quatro prefeitos nas capitais em 2020, o PSDB não conseguiu sequer reeleger nem fazer um sucessor da sigla em nenhuma dessas 26 grandes cidades brasileiras. A legenda seguinte no ranking de quedas é o PDT. O partido que administra hoje as prefeituras de Aracaju (SE) e Fortaleza (CE) vai ficar sem nenhuma capital a partir do ano que vem. Cidadania e PSOL, que haviam conseguido uma prefeitura de capital cada um, também caem para zero. Chegada de Bolsonaro fez o PL ter o maior crescimento Depois de não ter conseguido vencer nenhuma prefeitura de capital nas eleições de 2020, o PL emplacou quatro prefeitos em 2024. Naquele ano, Bolsonaro ainda não havia se filiado à legenda, o que só foi ocorrer em 2021. O poder de voto do ex-presidente fez com que os liberais faturassem as prefeituras de Maceió (AL), Rio Branco (AC), Aracaju (SE) e Cuiabá (MT). Já o PT, que viu o fundo do poço em 2020 ao não vencer em nenhuma capital desde a redemocratização do país, sentiu agora o gosto da vitória em uma disputa muito acirrada em Fortaleza (CE). A eleição de Evandro Leitão só foi confirmada com mais de 99% das urnas apuradas e uma diferença de apenas 10.838 votos em relação ao adversário André Fernandes (PL). Confira o número de prefeituras eleitas por partidos: MDB – 5 (Belém, Boa Vista, Macapá, Porto Alegre e São Paulo); PSD – 5 (Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Rio de Janeiro e São Luís); PL – 4 (Aracaju, Cuiabá, Maceió e Rio Branco); União Brasil – 4 (Goiânia, Natal, Salvador e Teresina); Podemos – 2 (Palmas e Porto Velho); PP – 2 (Campo Grande e João Pessoa); Avante – 1 (Manaus) PSB – 1 (Recife); PT – 1 (Fortaleza); Republicanos – 1 (Vitória).
Venezuela acusa Itamaraty de se fazer de vítima e escala tensão com Brasil

A crise diplomática entre o governo do presidente Lula e o regime de Nicolás Maduro, da Venezuela, ganhou mais um episódio neste sábado (2). Em comunicado oficial, o Ministério das Relações Exteriores da Venezuela acusou o Itamaraty de “posar de vítima” e de promover uma “agressão descarada e grosseira” contra Maduro e as instituições venezuelanas. Segundo o governo venezuelano, o Brasil estaria realizando uma “campanha sistemática” que desrespeita os princípios da Carta da ONU. O comunicado veio em resposta à nota emitida pelo Itamaraty na sexta-feira (1), após a Venezuela ter intensificado críticas ao Brasil desde que foi vetada de se tornar parceira do Brics, com apoio da Rússia. O país justificou o veto afirmando que uma parceria com a Venezuela exigiria diálogo franco e respeito mútuo, o que não estaria sendo demonstrado. O governo venezuelano reiterou que o Itamaraty deveria “desistir de se imiscuir em temas que só competem aos venezuelanos” e adotar uma postura “profissional e respeitosa”, seguindo o exemplo da política externa venezuelana. A declaração do Itamaraty, por sua vez, enfatizou “o tom ofensivo de autoridades venezuelanas” e criticou o uso de ataques pessoais em vez de canais diplomáticos adequados. Desde o veto à entrada da Venezuela no Brics, a relação entre os países se deteriorou. Em setembro, Maduro acusou o Itamaraty de agir em cooperação com o Departamento de Estado dos Estados Unidos e chegou a chamar um diplomata brasileiro de “fascista” em resposta ao bloqueio do Brasil. Em retaliação, o Ministério das Relações Exteriores da Venezuela convocou seu embaixador em Brasília para consultas, medida diplomática que sinaliza uma insatisfação significativa e um possível início de rompimento nas relações bilaterais. A crise se intensificou quando a Polícia Nacional Bolivariana, sob controle do governo chavista, publicou em suas redes sociais uma imagem da silhueta do presidente Lula e a bandeira do Brasil acompanhada da mensagem de que Caracas “não aceita chantagens de ninguém”. A publicação foi deletada pouco depois, mas o gesto foi visto como um ataque direto ao Brasil. A tentativa da Venezuela de se tornar parceira do Brics foi apoiada pela Rússia, mas barrada pela delegação brasileira. O presidente Vladimir Putin chegou a afirmar que a adesão só ocorreria com o aval do Brasil. Essa decisão foi um dos pontos centrais para o aumento da tensão, levando Maduro a fazer duras críticas ao governo brasileiro
Trabalho na indústria cresce 75% e 405 mil vagas são criadas

Maior parte desses postos, 57,4%, absorveu jovens entre 18 e 24 anos. Somente em setembro, saldo no setor foi de 59,8 mil vagas, um aumento de 40% em relação ao mesmo mês de 2023 Entre janeiro e setembro deste ano, a indústria brasileira apresentou crescimento de 75% no número de empregos, com a criação de mais de 405 mil novas vagas, ante igual período de 2023, quando os postos criados somaram quase 231 mil. A maior parte dessas oportunidades, 57,4%, absorveu jovens entre 18 e 24 anos. Quando avaliado apenas o mês de setembro, foi verificado um saldo de 59,8 mil vagas, aumento de 40% em relação a setembro de 2023 e de 16% sobre agosto. As informações constam do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgadas na quarta-feira (30). Leia também: Desemprego cai para 6,4%, segundo menor índice desde 2012 A indústria de transformação — que converte matéria-prima em produtos finais ou intermediários — foi a que mais contribuiu com o aumento das vagas, respondendo por 93% (55,8 mil) do total. Os destaques foram para alimentação (22,4 mil), borracha e material plástico (3,5 mil) e veículos automotores (3,4 mil). Outro dado positivo mostrado pelo Caged diz respeito às regiões com melhor desempenho e entre elas está o Nordeste, que registrou 42,4% dos postos criados em setembro, sendo este o segundo mês seguido com desempenho destacado. Na sequência vêm Sudeste (37,8%), Sul (9,9%), Norte (5,3%), e Centro-Oeste (4,2%). Estímulos governamentais Os números da indústria, bem como o momento positivo vivido pela economia, refletem as medidas de estímulo ao setor e a condução geral do país por parte do governo Lula. Entre a iniciativas focadas no segmento estão o Mover (automotivo), a Depreciação Acelerada (modernização do parque industrial para 23 setores), a retomada do Reiq (indústria química) e o Brasil Semicon e a Lei de TICs (semicondutores e eletroeletrônicos). Outra ação foi a Nova Indústria Brasil (NIB), lançada em janeiro. Segundo o governo, a iniciativa disponibiliza R$ 405 bilhões em créditos e subvenções para projetos de inovação, sustentabilidade e produtividade em várias áreas. Do lado da indústria, o setor vem respondendo com novos investimentos. Nesta quarta-feira (30), foram anunciados os projetos ligados à Missão 3 do programa da NIB, previstos até 2029. O objetivo com esse eixo é melhorar a qualidade de vida nas cidades, integrando mobilidade sustentável, moradia, infraestrutura e saneamento básico. Até lá, o governo estima um investimento de R$ 1,6 trilhão para tirar tudo do papel. Desse total, 75% serão investidos por empresas privadas. Os outros R$ 400 bilhões virão do governo federal. Na ocasião, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, declarou: “É investimento recorde. Esse investimento é o que mais gera emprego. Construção civil é emprego na veia. Ele é rápido, impulsiona a atividade econômica, melhorando a qualidade de vida das pessoas. Estamos falando de moradia, saneamento básico, energia renovável, estamos falando de mobilidade”.
Conheça Hugo Motta, o candidato de Lira à presidência da Câmara

Ainda estão no páreo os líderes do União Brasil, Elmar Nascimento, e do PSD, Antônio Brito O Republicanos oficializou nesta terça-feira 29 a candidatura do deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB) ao comando da Câmara. O paraibano é líder da sigla na Casa e recebeu também nesta manhã o apoio de Arthur Lira (PP-AL). Ainda estão no páreo os líderes do União Brasil, Elmar Nascimento, e do PSD, Antônio Brito, ambos da Bahia. “Com esse meu gesto, espero dar início à concretização de conversas que foram feitas e acordos que foram firmados com diversas legendas partidárias, em torno desse mesmo projeto de convergência”, disse Lira, em pronunciamento ao lado de Motta e de outros parlamentares. Nascido em João Pessoa, Hugo Motta Wanderley da Nóbrega está no seu quarto mandato como deputado. Ele começou na política em 2005, quando se filiou ao então PMDB (atual MDB) para, no ano seguinte, apoiar a candidatura do ex-senador José Maranhão ao ao governo do estado. Foi eleito pela primeira vez em 2010, quando, aos 21 anos, tornou-se o mais jovem deputado federal eleito do País. Presidiu a Comissão de Fiscalização e Controle em 2014. No ano seguinte, comandou a CPI da Petrobras, responsável por investigar irregularidades supostas irregularidades na construção de refinarias no Brasil. Também já foi vice-líder de diversos blocos partidários na Casa e fez parte da base de sustentação dos governos Dilma Rousseff (PT), Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL). Ainda assim, aproximou-se do Palácio do Planalto na gestão Lula (PT) desde que Silvio Costa Filho (PE), seu correligionário, ascendeu ao comando do Ministério de Portos e Aeroportos. Líder do Republicanos na Câmara, Motta recebeu 158.171 votos nas eleições de 2022 e foi o deputado federal mais votado do estado. Na Paraíba, inclusive, a presença da família do parlamentar na política não é nova: ele é neto de Nabor Wanderley, ex-prefeito de Patos, no sertão paraibano, nos anos 1950. Os avós maternos do deputado também tinham ligações políticas e alcançaram os cargos de deputados estaduais. Dando sequência à presença da família na política paraibana, o pai de Hugo, Nabor Wanderley da Nóbrega Filho, é prefeito da cidade sertaneja – ele foi reeleito neste ano.
PT pede vaga no TCU para apoiar o candidato de Lira para à presidência da Câmara

Em entrevista à Folha de São Paulo, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), revelou que o PT garantiu o direito de indicar um nome para uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU). Esse compromisso faz parte das negociações para que o PT apoie a candidatura de Hugo Motta (Republicanos-PB) à presidência da Câmara, cuja eleição está marcada para fevereiro. Segundo Lira, o PT expressou interesse em conquistar um espaço no TCU, onde historicamente nunca teve representação. Com duas aposentadorias previstas no tribunal até 2027, essas vagas passaram a ser elementos centrais nas articulações políticas. Questionado sobre sua condução no processo para a escolha de seu sucessor, Lira explicou que buscou construir uma candidatura que unisse a Casa. Ele mencionou que, inicialmente, havia três candidatos, todos com histórico de lealdade e colaboração em votações importantes. Lira destacou que priorizou o fortalecimento da base partidária de maneira representativa, sempre em busca de convergência entre os diferentes grupos. Lira também demonstrou disposição para dialogar com lideranças de partidos como o PSD e o União Brasil. Referiu-se a Antonio Brito (PSD) e Elmar Nascimento (União Brasil) como amigos e parceiros, afirmando que há espaço e tempo para que todos os partidos se envolvam de forma organizada. Em relação à declaração de Elmar sobre sentir-se traído, Lira reafirmou seu compromisso com a amizade e o diálogo, destacando que trabalhará para superar eventuais ressentimentos surgidos no processo. Lira comentou ainda sobre o acordo com o PT. Embora sua relação com o presidente Lula e o PT seja relativamente recente, ele tem uma longa trajetória de diálogo com parlamentares petistas na Câmara. Desde a eleição de Lula, Lira se reuniu com o presidente para alinhar interesses e criar pontes entre o Legislativo e o Executivo, facilitando o diálogo e o apoio mútuo. Segundo ele, essas negociações são de caráter administrativo e buscam organizar espaços estratégicos, como mesas, comissões e relatorias, dentro da Câmara. Ao abordar a questão do TCU, Lira confirmou que o PT requisitou o direito de indicar um nome, mencionando que o partido nunca teve um representante no tribunal. Em resposta, ele afirmou que foi estabelecido um compromisso para que o PT faça essa indicação quando a vaga estiver disponível, o que fortalece o apoio entre o partido e a liderança da Câmara. Outro tema abordado foi a criação de uma comissão especial para analisar o Projeto de Lei da Anistia. Lira explicou que o projeto estava sendo politicamente utilizado como instrumento de campanha para a eleição da Mesa Diretora, o que ele considera inadequado. Ele afirmou que a decisão sobre votações cabe à Casa, não ao presidente da Câmara, e que temas sensíveis como este devem ser tratados com responsabilidade e diálogo. Sobre as emendas parlamentares, Lira explicou que há um acordo entre Câmara, Senado e governo federal. Ele destacou a importância de garantir que universidades, hospitais e obras paralisadas recebam recursos necessários, criticando a falta de clareza na programação orçamentária dos ministérios. Lira reforçou a necessidade de um alinhamento entre os Poderes para resolver a questão de maneira eficiente. Questionado sobre a interferência entre os Poderes, Lira comentou que a sobreposição de um Poder sobre o outro é prejudicial ao equilíbrio institucional. Ele ressaltou que a Câmara sempre se manteve equidistante e que acredita na moderação como base para o funcionamento do Legislativo. Para ele, é fundamental revisar atos monocráticos que possam interferir nas decisões do Congresso, respeitando a autonomia de cada Poder. Lira também abordou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata das decisões monocráticas. Ele afirmou que ainda não houve uma reunião de líderes para discutir o tema, mas percebe um consenso crescente no Congresso sobre a necessidade de regulamentar essas decisões. Sobre os resultados das eleições municipais e sua relação com uma eventual reforma ministerial, Lira afirmou que resultados locais e nacionais não são diretamente comparáveis, mas reconheceu que o Brasil tem um perfil conservador de centro-direita. Para ele, isso se reflete em um Parlamento de tendência moderada, exigindo uma articulação constante com um governo progressista no Executivo. Por fim, Lira abordou as críticas de ser considerado “truculento” em sua atuação política. Ele afirmou que, em 34 anos de vida pública, sempre manteve autenticidade e transparência em suas relações. Para Lira, estereótipos são comuns na política, mas acredita que sua postura reta e direta é apreciada pelo público. “Não me vejo como truculento. Faço uma política reta, e acredito que as pessoas gostam desse modo de ser,” concluiu.
QUALIDADE DE VIDA – Montes Claros figura entre as melhores cidades do Brasil para se viver

Montes Claros é a terceira melhor cidade de Minas Gerais para se viver. Isso é o que aponta um estudo feito em todo o país, comparando as 100 maiores cidades do Brasil. O ranking coloca a maior cidade do norte do estado em 28º lugar nacional. Os dados foram levantados pelo estudo Desafios da Gestão Municipal 2024, divulgado nessa quinta-feira, 31. O levantamento foi promovido pela consultoria Macroplan e levou em consideração o Índice de Desafios da Gestão Municipal (IDGM), que tem por base 15 indicadores nas áreas da saúde, educação, segurança, saneamento e sustentabilidade. No ranking, Montes Claros aparece em 3º lugar em Minas Gerais, à frente de cidades como Contagem, Uberaba, Betim e Juiz de Fora, além de capitais como Campo Grande, Rio de Janeiro, Cuiabá, Recife, Teresina, Aracajú, Salvador, São Luís, Maceió e Belém. Além do diagnóstico de áreas em que a cidade vai bem ou não, o ranking permite que os gestores e cidadãos possam comparar a evolução da cidade com os outros municípios. De um modo geral, Montes Claros obteve a nota 0,662, em um índice que vai de 0 a 10. Um dos destaques de Montes Claros foi na área da Saúde, onde a cidade subiu 8 posições na comparação ao estudo divulgado em 2010, figurando atualmente como a 14ª melhor saúde do país. Um dos critérios analisados neste quesito foi a porcentagem da população atendida pelas equipes da Estratégia de Saúde da Família, que atingiu 100% de cobertura. Já no quesito Segurança, Montes Claros subiu 15 posições, e atualmente está em 28º no ranking nacional. O estudo fez comparativos dos indicadores no decorrer de uma década ASCOM | Texto: Bruno Albernaz | Fotos: Divulgação
Em setembro, foram criados 386 novos postos de trabalho em Montes Claros

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do mês de setembro de 2024 mostram o período positivo para a geração de empregos vivido em Montes Claros. Segundo o estudo do Ministério do Trabalho e Emprego divulgado nessa quarta-feira, 30, e que utiliza informações enviadas pelos próprios empresários, as empresas instaladas em Montes Claros, em setembro, contrataram 4.307 trabalhadores e demitiram outros 3.921, o que resultou em um saldo de 386 novos postos de trabalho. De acordo com o estudo, o saldo de contratações de setembro foi proveniente, principalmente, dos setores de Serviços (136), Indústria (112) e Construção (81). Assim, o saldo de setembro dá continuidade ao período positivo também identificado em fevereiro (saldo de 139 vagas), março (153), abril (398), maio (826), junho (671), julho (176) e agosto (352). No acumulado de 2024, já são 3.078 novos postos de trabalho. Já o perfil do trabalhador contratado em setembro foi: do sexo masculino (2.309, 53,6%), com ensino médio completo (3.219, 74,7%) e com idade entre 18 e 24 anos (1.506, quase 35%). O estoque, que é a quantidade de pessoas empregadas de maneira formal, por sua vez, é 96.538. ASCOM | Texto: Attilio Faggi | Fotos: Fábio Marçal